Penso que já todos tiveram aquela sensação de que quando estão com pressa, tudo acontece para vos alentecer. Isto é principalmente verdade quando se anda a pé, e ainda mais se essa caminhada é de ou para algum transporte público. Aqui entram as escadas e passadeiras rolantes, e é a altura em que eu me começo a irritar. É que já perdi muito transporte à conta dos pacóvios que não sabem que as escadas rolantes não são para ver as vistas... Tudo bem que essa maravilha da mecânica pode aliviar um cansaço "desnecessário", ou pode ajudar pessoas que de outra maneira teriam dificuldades em chegar lá acima. O problema é que 90% das pessoas apenas se deixa levar por ali acima, e metade desses não deixa passar ninguém. Porque será que cada vez mais temos um país de obesos, se nem se dão ao trabalho de subir um lanço de escadas?
Agora imaginemos que, cheios de pressa, sem um minuto a perder, estamos a chegar de metro à estação do Marquês e precisamos mudar de linha. A tortura começa logo na saída da carruagem, pois em mais de metade das vezes, as pessoas que se põem tão prontamente à porta, são aquelas que menos pressa têm de sair, a avaliar pela velocidade alucinante com que o fazem... Depois de conseguir fintar essas lesmas, chegamos finalmente às escadas rolantes (já amplamente ultrapassados por um mar de gente). Invariavelmente, as pessoas que não querem andar e que são minimamente inteligentes, encostam-se ao lado direito, deixando o lado esquerdo livre para quem quiser passar. Mas, sorte macaca... logo quando estamos quase a conseguir subir alguns degraus, reparamos que há uma alma iluminada que, para ser diferente dos outros, encostou-se à direita ao lado de alguém, como se não estivesse a empatar. Isto quando não é alguém que simplesmente fica a meio da escada e nem se desvia um bocadinho. E é claro que à nossa frente vai alguém que não pede licença a essa criatura, e como tal, também não deixa andar mais ninguém. Finalmente chegamos lá acima, tentamos fintar, com dificuldade, esses seres mais retardados, mas, oh não! Agora é uma passadeira rolante... Pode ser que tenhamos mais sorte... mas não, começa tudo outra vez... Já com os nervos em franja, chegamos ao fim da passadeira, a amaldiçoar o momento em que não subimos pelas outras escadas e em que entrámos na passadeira. Nisto, o barulho do metro a chegar... Pode ser que ainda lá cheguemos!...Damos uma corridinha... O som das portas a fecharem... ok... Por 5 segundos vamos esperar 10 minutos até que venha o próximo. Enquanto isso pode ser que aí venha aquele acerebrado que não deixou passar ninguém, para lhe darmos umas aulinhas de civismo (ou simplesmente um pontapé...AGGHH!)
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Quanto mais pressa, mais devagar...
terça-feira, 8 de maio de 2007
Um país de burros
Li hoje no jornal que a Ministra da Educação admitiu alterar os programas escolares, especialmente o de Português e Matemática, por serem demasiado extensos e nem sempre com a qualidade desejada. A presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, não podia ter ficado mais contente, declarando mesmo que “existe um desfasamento entre os conteúdos e a maturidade dos alunos”, pois “um estudante de 15 anos não tem as mesmas capacidades intelectuais de um colega de 18, para aprender matérias abstratas de matemática, física ou química”. Fico de facto chocada, quando alguém que representa os pais deste País, pode dizer uma coisa destas.
Ora bem, eu já vi livros escolares dos meus pais, em que a matéria dada era de longe mais complicada em comparação com aquilo que eu tive de estudar no ano correspondente. E já se passaram uns aninhos. Sim, porque mesmo assim, no meu tempo, tudo era mais exigente. Não se usavam calculadoras gráficas nos testes de matemática, em que basta saber ler as instruções da máquina para rapidamente obter um gráfico de uma função, sem se perceber como lá se chegou e muito menos o que significa. Será que os nossos pais eram sobredotados? Ou será que agora os meninos, apesar de toda a informação e cultura disponíveis (que não havia antigamente), são mais burros? Ou mais preguiçosos? Ou simplesmente, têm as costas largas já desde a escola primária, em que a 1ª coisa que o paizinho diz à professora é “livre-se de bater no meu filho!”. Uma palmada nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário. Aliás, a falta dessas palmadinhas já é evidente, com a falta de respeito e de educação que cresce desde tenra idade nestas novas gerações. Mas o que interessa é aprender a lei do menor esforço. Eles crescem e a frase do paizinho subentende-se: “livre-se de obrigar o meu filho a estudar!”. Pelo que ouvi, alguns exames nacionais até são de escolha múltipla (não sei se totalmente ou não). Também aqui, Portugal é líder em seguir os maus exemplos, neste caso o dos EUA (essa nação em que 90% da população é mentecapta, a começar pelo Presidente, e 10% são inteligentes, mas não são americanos).
No “meu tempo”, os programas eram mais extensos, eram mais difíceis. E então? Nem todos eram alunos brilhantes, mas também nem todos eram medíocres. Penso que as capacidades intelectuais dos portugueses não podem ter declinado tanto numa década! A matemática só é um monstro para os impressionáveis. É preciso trabalho e estudo! Mas claro que é mais fácil diminuir a matéria. Porque não passar a matemática só para a faculdade? Ou será que aí continuam sem capacidade intelectual para perceber tanta coisa abstrata? Vamos ensinar contas de somar no 12º ano. Pode ser que assim Portugal se torne no país europeu com maior sucesso escolar.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Duh!
Agora que caminho a passos largos para os 30, espero, um dia mais tarde, não vir a cometer o mesmo erro que muitos "cotas" insistem em cometer. Há certas palavras usadas pelas gerações mais jovens que, para evitar que se caia no ridículo, deviam estar interditas a certas faixas etárias mais velhas. Excepto, claro, se os que as utilizam, saibam o significado das mesmas! E agora que o "bué" e afins até vêm no dicionário, já não há desculpa.
O caso mais recente, mais na moda e mais flagrante dos últimos tempos é o "duh". Todos os dias se ouvem uns quantos "duh"... uns bem utilizados outros nem por isso... Sim, para quem ainda não percebeu, o "duh" quer dizer qualquer coisa (duh!). Não é uma mera interjeição que se usa só para tentar mostrar que estamos dentro das últimas novidades linguísticas e que até não somos tão velhos como parecemos.
Umas vezes dá vontade de rir (pela patetice), mas torna-se irritante quando o erro é cometido sucessivamente pela mesma pessoa. É mesmo caso para dizer: "se não sabe, então é melhor estar caladinho". A todos os que pertencem a esse grupo, aqui deixo, com todo o respeito, um grande "DUH!"
sexta-feira, 16 de março de 2007
Recomeçar!...
quinta-feira, 15 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
Brasserie de l'Entrecôte
Este é o nome do restaurante que "serve os melhores bifes com batatas fritas de Lisboa", segundo um amigo meu. No sábado fui lá, e comprovei que é verdade. Já não comia uma carninha assim tão boa desde os tempos áureos em que ia jantar num dos clubes de golf de Vilamoura (sim, eu já frequentei esses sítios chiquérrimos, "tá a ver"?). O prato é único. Começa com uma entrada de salada de alface com nozes e depois vem o prato da "chicha". Pode-se pedir mal ou bem passado e é simplesmente divinal... a carne tenrinha cortada às tirinhas, um molho extraordinário... ok, já estou a salivar... Os empregados servem e repetem a dose mais tarde. As sobremesas também parecem boas (só provei o bolo de chocolate... já estava muito cheia... eheh).
Para quem gosta de carne de vaca, não pode deixar de ir. Eu pelo menos não vejo a hora de lá voltar (ainda mais depois da minha dieta de 1 ano e meio no Sta Maria - ver post "Dicas para emagrecer"). É um bocadinho caro (cerca de 20 euros por pessoa) mas vale a pena. Fica na Rua do Alecrim, nº 117, e está aberto até à meia noite. Convém reservar que aquilo é concorrido... (devia cobrar esta publicidade... talvez com umas refeições grátis... eheh).
segunda-feira, 5 de março de 2007
Até que enfim!
Na sexta feira passada foi noite de ir ao cinema com o grupinho de sempre. Mas desta vez, algo de extraordinário aconteceu! Conseguimos ver um bom filme! Apesar da esperança já estar a morrer, lá acertámos desta vez, apesar de ainda assim ter sido por exclusão de partes. Fomos ver "O labirinto do Fauno". Uma mistura de guerra civil espanhola com o mundo imaginário de uma criança, que, apesar do início do filme deixar adivinhar o final, não deixa de nos prender à cadeira. Com algumas cenas violentas pelo meio (as pessoas mais susceptíveis poderão ter de tapar os olhos... eheh) acaba por ser um filme comovente, com efeitos especiais muito bem conseguidos. Aconselho vivamente!
Se preferem teatro, querem dar umas boas gargalhadas e continuar na onda do "fantástico", dêem um saltinho ao Teatro Estúdio Mário Viegas e vejam ou revejam (como eu fiz no sábado, curiosamente, noite de eclipse, com muitos góticos à porta...) "As vampiras lésbicas de Sodoma" ou uma das outras peças (nomeadamente "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"... para mim, a melhor de sempre). Basta dizer que é da Companhia Teatral do Chiado, logo... ESPECTACULAR! Afinal, como diria a Rita Lello, "Teatro é arte... Televisão é um electrodoméstico!"
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Uma questão de saúde pública
Hoje disseram-me que criticar pelo menos 3 pessoas por dia, faz bem à saúde.
Acho que não é necessário qualquer estudo científico para provar isso. Aliás, arriscaria mesmo dizer que deverá ser mais benéfico que qualquer cházinho de limão com mel para as constipações, ou do que as rezas milagrosas para curar os pés dormentes. Além disso, é algo que está intrinsecamente enraizado no espírito português. É tão bom "criticar" (ou "falar mal" se traduzirmos na língua de Camões). Principalmente se for falar mal de alguém que, se calhar, até invejamos. Aí então é o êxtase. O auge de todas as sensações maravilhosas que podem atravessar as células do nosso corpo. Diria mesmo, uma sensação orgásmica. Mas atenção. Como qualquer herói, o "falar mal" também tem o seu kryptonite, ao qual é imperioso escapar. E esse é a "crítica construtiva". Uma crítica construtiva, não só dá muito trabalho, como pode fazer com que toda a boa disposição provocada pelo "falar mal" se torne insignificante. Está totalmente contraindicada.
Mais do que qualquer placebo, "criticar" é de borla e, pelos vistos, recomenda-se. Eu à partida lembro-me logo de umas quantas pessoas que podia "criticar" (uma delas vale por 1000), mas talvez fique para outro post, apesar de que, de certeza, o meu dia iria melhorar substancialmente num estalar de dedos.
E vocês? Já criticaram muito hoje?
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Dicas para emagrecer
Quase toda a gente alguma vez disse que precisava de perder um quilinho aqui ou ali. Pois bem. Eu tenho a fórmula da melhor dieta de sempre: almoçar e/ou jantar todos os dias no refeitório do Hospital de Sta Maria. Pela módica quantia de €3,60 (aumentou 10 cent este mês), temos direito a uma refeição digna de qualquer pessoa com anorexia nervosa. Das receitas, especialmente criadas e/ou melhoradas por eles, lembro-me assim de repente de algumas:
● “Bacalhau com natas”, mais conhecido por “batatas com natas”
● “Pasteis de bacalhau”, ou simplesmente “pasteis de batata”
● “Lasanha bolonhesa” sem tomate
● “Feijoada”, que tal como o nome indica o único ingrediente é o feijão
● “Salada de atum” sem atum
● E dia sim dia não, não pode faltar o belo do “empadão de carne de vaca” (que é vaca e toda a carne que sobra do dia anterior). Sim, porque o segredo é a reciclagem!
Mas não é tudo! Se me disserem que também podem encontrar estas verdadeiras iguarias em qualquer outro refeitório, tudo bem. Mas de certeza que não encontram a mesma quantidade de comida servida, e aí sim, está toda a beleza desta dieta. As bolinhas de arroz são pouco maiores que bolas de ping pong. Os salgados (pasteis de bacalhau, rissois, croquetes) e as almondegas, são estilo porta-chaves bébés (ou seja, cerca de metade do tamanho normal), e atenção que só podem ser servidos 3 por pessoa, não vá rebentar o estômago de alguém! Além disso, essas quantidades "dietéticas" fazem com que os pratos tenham uma apresentação digna de restaurante de luxo (só falta do raminho de salsa na beira do prato). E depois, as empregadas, sempre "simpaticíssimas" e "prestáveis", olham para vocês, e, se já forem magros, concluem que comem pouco, e ainda põem menos comida no prato.
Portanto meus amigos, se querem emagrecer, não esperem mais. Esta dieta é infalível (eficácia comprovada pessoalmente).
Cheira-me a esturro...
Na sequência do post “Só em Portugal”, aqui vão mais algumas pérolas.
Saiu hoje a chave definitiva do exame. Das 100 perguntas, 9 tinham 2 respostas certas, e 6 foram anuladas.
Será que o juri (17 pessoas) responsável pela elaboração do exame nem sequer se deu ao trabalho de ver se as perguntas escolhidas (de entre uma bateria de várias perguntas já feitas) estavam bem formuladas? Ora, num exame que decide o nosso futuro, e em que temos 1 minuto e meio para responder a cada pergunta (cada uma com 5 alíneas), parece-me inadmissível o tempo perdido com as 15 perguntas mal formuladas. Mas também há perguntas anuladas não sei porque motivo, e há uma que deviam alterar a correcção (tem 2 respostas certas, escarrapachadas no livro de texto) e não lhe mexeram... Muito estranho... Será que só atenderam às reclamações de "algumas pessoas"?
Ainda mais estranho é o facto do Ministério da Saúde se continuar a superar a cada dia que passa. Depois de não ter publicado as vagas antes da realização do exame (que por sí só já é ilegal), ainda não as publicou, e melhor, “o mapa ainda está em discussão”. Isto quer dizer, que as vagas só serão publicadas depois de já se saber as classificações dos candidatos... Hummm... caso para dizer “aqui há gato...”
domingo, 28 de janeiro de 2007
Babel
Fui ver no outro dia o filme “Babel”. Nomeado para o Óscar de melhor filme, e tendo sido tão falado nos últimos tempos, estava à espera que fosse um filme realmente bom já que seria do género do “Colisão” (surpreendentemente óscar de melhor filme em 2006) com várias histórias cruzadas unidas por algo comum. Posso dizer que o “Colisão” está na lista dos meus filmes favoritos, mas, mesmo com esse nível de comparação, ia à espera de encontrar no “Babel” um grande filme.
Realmente, o filme prometia. À medida que a história se desenvolvia o meu pensamento era “isto ainda vai acontecer qualquer coisa surpreendente que vai fazer com que o final seja espectacular!”. Mas não. Realmente baseado no estilo “Colisão” (talvez à espera do Óscar), e com uma pitada de “Lost in translation” (não só pelo ambiente mas também por não ouvirmos o segredar final entre as personagens principais) ou mesmo até de “Pulp Fiction” (lembrem-se da mala que nunca se fica a saber o que está lá dentro) ficou muito aquém destes modelos. Apesar de tudo tem algumas mensagens interessantes, sendo a minha preferida o contraste entre a atitude dos compatriotas americanos e o marroquino que ajuda Brad Pitt em troca de nada.
É provável que ganhe o óscar de melhor filme (normalmente ganham aqueles que eu não gosto...o ano passado foi uma excepção!) e ainda assim não é um filme que esteja no meu top dos piores de sempre, mas também nunca o irei comprar em Dvd...
domingo, 21 de janeiro de 2007
Só em Portugal...
O meu 1º “toque rectal” é feito (com o polegar, que é mais grosso) ao maravilhoso Ministério da Saúde (MS) desta República das Bananas (vulgo, Portugal).
Actualmente, os médicos quando acabam o curso, escolhem (segundo a média de curso) um hospital para fazer o Ano comum (estágio de 12 meses onde trabalham em diferentes especialidades) e fazem um exame, que lhes permite escolher (segundo a nota do exame) a especialidade a ser feita após o Ano comum. Só quem passa por isso é que compreende realmente a situação, mas para resumir, imaginem o pior exame da vossa vida. Agora multipliquem por 9 biliões de vezes e terão uma ideia aproximada do que é estudar para esse exame...de manhã à noite, sem intervalo para café, durante meses! Depois, são centenas de candidatos e acabamos por ficar numa coisa que não gostamos. Sim, é melhor que ir para o desemprego, mas não nos podemos esquecer que alguém que seria um excelente cardiologista, poderá ser um péssimo clínico geral.
Muito se falou dos 883 médicos que não podiam iniciar o seu trabalho a 2 de Janeiro devido a um erro informático que segundo Correia de Campos “é um fenómeno natural”(!). Ora, as pessoas não sabem da missa a metade.
Para qualquer cidadão, é obrigatório o cumprimento de prazos para a entrega de documentos, para a inscrição em concursos, etc. Mas para o MS deve haver na legislação uma alínea qualquer que o obriga a NÃO cumprir prazos. Senão vejamos. A Secretaria Geral (SG) do MS já tinha as listas dos candidatos desde Novembro e, devido ao tal erro informático no novo programa que estavam a usar (caso para dizer “não sabe, não mexe”), só a 10 de Janeiro é que publicaram a lista correctamente (uma coisa que se fazia em Excel num dia!). E o mais engraçado foi o Sr Ministro publicar uma circular cuja tradução dizia “Agora desenrasquem-se. Já têm a lista, vão falar com o director do vosso hospital e decidam quando é que começam”. Esta atitude muito inteligente de desresponsabilização pela situação só faz com que cada pessoa comece num dia diferente, haja desfazamento dos estágios, e uma grande confusão em todo o país. Mas dessa já se safou...
Houve também um concurso, não falado na comunicação social, para aqueles que querem mudar de especialidade, ou que, já tendo feito o ano comum, não escolheram nenhuma especialidade num exame prévio. E aqui é a verdadeira twilight zone:
● A abertura do concurso foi publicada em Diário da República, revogada, e novamente publicada...2 semanas após o prazo de inscrição ter terminado!
● Nesse aviso de abertura deviam constar as vagas (muitos só concorriam se abrisse vaga de uma determinada especialidade, caso contrário não iam perder tempo a estudar...). Nasce aqui o conceito de "concurso de emprego surpresa". Já se passou 1 mês e meio depois do exame, e vagas nem vê-las.
● Pior, no 1º aviso diziam que abriam 265 vagas. Depois, corrigiram, permitindo a inscrição de pessoas que ainda estivessem a fazer o ano comum e dizendo que o número de vagas seria de acordo com o número de candidatos. Concorreram 625 pessoas, e agora (por telefone) informaram que só abrem 196 vagas. Parece-me bastante lógico, não?
● Na incrição foi obrigatório (apesar de haver legislação em contrário) entregar documentos dos quais estavamos dispensados. Um deles era para provar que falavamos português (!!) e o pior é que a SG já o tinha, mas mesmo assim tivemos de escrever uma carta ao Secretário Geral a pedir que o enviassem pelo correio para nossa casa, para depois o entregarmos lá novamente... (não, não é uma anedota).
● A lista de candidatos devia ter a informação de admissão, exclusão, ou admissão condicional (por falta de documentos), sendo discriminado para cada candidato qual(is) documento(s) estava(m) em falta. Mas não. Foi tudo corrido com uma admissão condicional, muitos (aqueles que entregaram tudo) sem saber porquê.
E depois desta palhaçada, alguém foi repreendido? A resposta da Provedoria da Justiça foi que “não estaria em condições de intervenção de sentido útil” e que ainda não decorreu um prazo razoável (!) para a pronúncia do Ministro da Saúde sobre a matéria. Bem, os funcionários da SG, com toda a sua incompetência e falta de educação (bem confirmada de cada vez que temos de recorrer a eles para qualquer informação), continuam lá (não sei bem a fazer o quê, talvez a trabalhar no único programa informático que devem saber utilizar: o Microsoft Solitaire). O Secretário Geral, já não o é. Foi promovido a Vice-presidente!!! (não estou a brincar!). E o Ministro, bem, deve estar a estudar novos adjectivos que possa chamar aos médicos, além de “jovens irreverentes”.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
O início
Olá a todos!
Aqui começa a minha aventura no mundo dos blogs. Já há algum tempo que tenho vontade de escrever sobre determinados assuntos, mas até ao momento ainda não tinha tido a disponibilidade para tal.
Agora chegou o momento!... Preparados? Então vamos lá... Espero que gostem e participem!
Vera Vilhena


