E, ontem, terminei a minha jornada teatral a assistir à 1ª peça da recentemente formada companhia de teatro Nós-Mesmos. E não podia ter terminado de melhor maneira. Foi muito divertido, principalmente na interacção com o público (então a parte final é um must!!). Simão Rubim sempre em grande, acompanhado de maneira sublime por Vanessa Agapito (que já conhecia d'O mocho e a gatinha e d'A arte do crime), e por João Marta (uma agradável surpresa, cheio de piada, e com uns bicípetes... ui! lol). Tal como foi pedido, não vou dizer pormenores sobre a história, mas saliento que é uma peça a não perder (eu, pelo menos, provavelmente voltarei a ir... eheh).
sábado, 29 de janeiro de 2011
"Assim também eu!"
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
"Paranormal"
E ontem regressei ao sítio do costume para ver esta peça interpretada por Joaquim Monchique. Num tipo de humor muito diferente da 1ª peça desta semana (do qual sou especialmente fã), não deixa de ser uma peça com passagens engraçadas. Monchique consegue fazer várias personagens ao mesmo tempo, e saltitar entre cada uma delas de forma exemplar, caracterizando-as muito bem. Apenas acho que os movimentos corporais representativos da "incorporação", deviam ser mais do género convulsivo... lol.
Como pontos negativos, além de ter ficado atrás da pessoa mais alta no Km2 circundante, foi um pouco irritante assistir a gargalhadas sonoras com coisas que não tinham propriamente piada... Já para não falar no riso só para acompanhar os outros. Veja-se o caso do rapazito que estava sentado ao meu lado, que ria só para parecer "integrado", ou começava a rir quando suspeitava que ia sair uma piada mas afinal era falso alarme... Mas acho que isto acontece quando os actores têm alguma reputação e são bastante conhecidos (já não é a 1ª vez que assisto a este fenómeno). Às vezes basta aparecerem... mesmo que o texto seja tipo "Malucos do riso".
Começo a denotar um padrão... o que estraga as peças de teatro é o público! lol. (vou começar a comprar os bilhetes todos, para ficar sozinha na plateia... ihihihih)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
"A Bíblia...
...Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada)", foi o 1º espectáculo desta semana que promete ser muito teatral (não há fome que não dê em fartura!). E no 3º ano em cena, lá consegui finalmente ir assistir a esta peça.
Muito ao género d'As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos, com 3 actores retratando várias passagens da Bíblia a um ritmo alucinante, com algum improviso e muita interacção com o público. É mesmo possível sentirmo-nos em diálogo com os actores (houve mesmo quem o fizesse), e é excelente para soltar umas fortes gargalhadas. O ponto negativo foi ter ficado ao lado de um casal que abanava toda a fila de cadeiras de cada vez que se ria, e que pensavam ser eles as personagens principais, não parando de mandar piadolas. Os momentos altos foram sem dúvida a personificação de uma truta por um elemento do público (sim, se forem assistir a esta peça preparem-se para ir parar ao palco... mesmo que não fiquem na 1ª fila :P), e a intervenção de uma menina que tinha uns brinquedos iguais aos da arca (incluindo a Hello Kitty... lol).
Gostei bastante. Os 3 actores estão ao mesmo (bom) nível e proporcionam um serão bastante divertido.
P.S. Ah, vou passar a adoptar o "Häagen-Dazs" quando me apetecer dizer asneiras.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
"Caveman"
Ao princípio um pouco céptica em relação a esta peça, fiquei totalmente rendida ao texto, ao humor e à representação de Manuel Marques. As diferenças entre os homens e as mulheres são retratadas na perfeição, e o que se passava no tempo das cavernas explica muita coisa! O homem caçava, a mulher colhia, e isso reflecte-se ainda nos dias de hoje. O tipo de conversa e de interacção entre homens e entre mulheres são explicadas com toda a lógica, e é ideal para as mulheres que não compreendem os homens e para os homens que não compreendem as mulheres. Em cena no Teatro Armando Cortez, e apesar do preço ser um bocadinho abusivo (aproveitem a promoção leve 4 pague 3, até ao dia 25), é obrigatório! Riam e aprendam!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
As obras completas... again!
Fui ontem pela 4ª vez, e 14 anos depois da 1ª, ver "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos". Como já referi noutras alturas, gostei de todas as peças que vi da Companhia Teatral do Chiado, desde "O mocho e a gatinha", "As vampiras lésbicas de Sodoma" até à "Arte do crime". No entanto, esta é, até hoje, a que mais gostei de ver, pois faz-me rir do princípio ao fim. Desta vez, foi especial, pois foi a última representação desta peça pelo Simão Rubim, que deixa agora a CTC. Como tal, fiz questão de ir ver, pois penso que ele era o espírito da peça e muita da piada se vai perder com a sua saída. Não sei quem o irá substituir, mas tem o grande desafio de tentar chegar perto do nível de actuação do Simão.
Mais uma vez, adorei. Desta vez a minha mala não foi parar às mãos do João Carracedo, mas fui vítima da "má disposição" da "Julieta"... Tive pena de terem encurtado a interacção com o público na parte do ego, super-ego e afins (sempre gostei do "Deixa-te de merdas Hamlet!...") e de não ter havido aquele momento de "stand-up" com o Simão no final. De qualquer maneira, foi mais um serão bem passado. Aguardarei por novos projectos, ficando o lamento de não ter ido ver esta peça mais vezes, porque fui sempre deixando para amanhã o que podia ter feito ontem...
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
"As Malditas"
Hoje voltei ao Tivoli. Só lá tinha ido uma vez, já há uns aninhos, mas tinha uma ideia diferente da sala... recordava-a maior... e não tão degradada (já davam um arranjinho naquilo...). Mas adiante.
Fui ver "As Malditas", uma descoberta ao acaso (sim, porque tudo o que fuja da CTC acaba por me escapar...), com o já conhecido Tobias Monteiro (muito bem n'As vampiras lésbicas de Sodoma), Rodrigo Saraiva (irreconhecível) e Rui Melo. Tudo homens a fazer papel de mulher. A história gira à volta de 3 irmãs, Gerusa, Merlusa e Santuza, e nas tentativas de duas delas impedirem o casamento da outra com o Adolfo Rodolfo. O momento alto foi sem dúvida o "voo" e queda livre das manas (nem os chumaços nas ancas lhes evitam as nódoas negras... lol). De salientar também a muito boa prestação (e voz!) da "Elza" no início do espectáculo e mais tarde no papel de pintura viva (Paulo Duarte Ribeiro).
Muita gargalhada é o que se pode esperar desta peça. A não perder, em cena até dia 19.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
"A arte do crime"
Voltei ao teatro. Já não ia há muito tempo e já tinha saudades. Gosto daquela sensação de ter personagens de carne e osso à minha frente... ouvi-las... ver os seus movimentos... as suas expressões... sem cortes ou planos que não me interessam. Tornam-se... palpáveis... reais.
Sou fã da Companhia Teatral do Chiado já há muitos anos, e por isso, a expectativa era grande. E não me desiludi. Desta vez não foi uma comédia, mas um thriller com sentido de humor (muito à conta do grande Simão Rubim). Uma história interessante que nos consegue prender para tentar perceber o que vai sair dali. Apenas um cenário. Apenas 3 actores, todos eles excelentes. Já conhecia a Vanessa Agapito d'O mocho e a gatinha. Emanuel Arada foi uma surpresa, extraordinário no papel do Sr. Rocha. Tinha saudades de ver boas representações... bons actores... Muitos daqueles que se auto-intitulam como tal deviam dar uma vista de olhos para ver se aprendiam qualquer coisa.
Absolutamente recomendado. E espero voltar em breve para (re)ver mais umas peças...
segunda-feira, 5 de março de 2007
Até que enfim!
Na sexta feira passada foi noite de ir ao cinema com o grupinho de sempre. Mas desta vez, algo de extraordinário aconteceu! Conseguimos ver um bom filme! Apesar da esperança já estar a morrer, lá acertámos desta vez, apesar de ainda assim ter sido por exclusão de partes. Fomos ver "O labirinto do Fauno". Uma mistura de guerra civil espanhola com o mundo imaginário de uma criança, que, apesar do início do filme deixar adivinhar o final, não deixa de nos prender à cadeira. Com algumas cenas violentas pelo meio (as pessoas mais susceptíveis poderão ter de tapar os olhos... eheh) acaba por ser um filme comovente, com efeitos especiais muito bem conseguidos. Aconselho vivamente!
Se preferem teatro, querem dar umas boas gargalhadas e continuar na onda do "fantástico", dêem um saltinho ao Teatro Estúdio Mário Viegas e vejam ou revejam (como eu fiz no sábado, curiosamente, noite de eclipse, com muitos góticos à porta...) "As vampiras lésbicas de Sodoma" ou uma das outras peças (nomeadamente "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"... para mim, a melhor de sempre). Basta dizer que é da Companhia Teatral do Chiado, logo... ESPECTACULAR! Afinal, como diria a Rita Lello, "Teatro é arte... Televisão é um electrodoméstico!"

