sábado, 20 de setembro de 2014
Os Maias
domingo, 4 de março de 2012
Contraluz
Já andava para ver este filme desde que estreou. Até porque tinha um certo feeling sobre ele, talvez porque os últimos filmes portugueses que vi tinham muito potencial mas acabaram por não concretizar em pleno as expectativas, ou talvez porque a mensagem filosófico-profunda do trailer despertou-me a curiosidade. Pensava que era falado em português (aumentei logo o som, já que um dos defeitos desses filmes é que determinadas falas não são perceptíveis, mas afinal não foi necessário).
Pois bem, gostei sim senhor. Partindo talvez de premissas um pouco irreais, tudo bem, e sem interpretações dignas de Óscar, mas não deixa de ser um filme, digamos, bonito. Nada de extraordinário (já pouca coisa me surpreende...) mas pega na temática da esperança, do seguir em frente, do destino e do nosso potencial para o reverter de formas que não deixam de ser interessantes. Quem nunca sonhou poder voltar atrás no tempo para mudar algum acontecimento? Quem gostaria de ter algum tipo de guia que ajudasse a escolher o rumo da vida? Será que de certa forma não há mesmo coincidências? Será que nada acontece por acaso e todos cumprimos uma função, maior ou menor, na vida de quem passa por nós?
Ao menos no cinema, Portugal parece estar a evoluir no bom sentido...
sábado, 4 de setembro de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Filmes pipoca
Em jeito de introdução, e para quem nunca ouviu falar, o conceito de "filme pipoca" corresponde basicamente a algo light, que não puxa muito pela inteligência, que dá para rir um pouco ou pelo menos passar um bom bocado, mas sem cair no extremo do "filme da TVI no domingo à tarde".
Ultimamente os filmes em cartaz não me têm suscitado grande excitação, mas também, devo admitir que não ando numa onda de filmes muito profundos... E daí, na última semana vi 3 "filminhos pipoca" bem fixes... (dentro do género, claro).
"O sexo e a cidade 2". Confesso que não seguia a série, e apesar de ter visto o 1º filme, já não me lembro de quase nada (lá está, mais um dos efeitos colaterais do conceito "pipoca"). As aventuras da Samantha, e a imagem das personagens nos anos 80, são o momento alto do filme. De resto, novamente a abordagem de várias situações que surgem numa relação, interpretadas do ponto de vista feminino.
"The Ugly Truth" (não sei a tradução em português, mas provavelmente não tem nada a ver... lol). Bem, de facto são ditas muitas "ugly truths" neste filme. Aqui é o ponto de vista masculino que impera, e que mostra como coisas tão simples conseguem sempre tornar-se complicadas na cabeça de uma mulher.
"Prince of Persia". Dentro do estilo "A Múmia", "Indiana Jones" e afins, é um filme de aventura, com bonitos cenários, uma história engraçada e de puro entretenimento (neste não se pensa mesmo em naaaaaaada!... ok, talvez nos abdominais do Dastan... lolol). Gostei.
Todos com finais felizes, que é o que se pretende... Para o resto já basta a realidade!
domingo, 14 de março de 2010
Alice in Wonderland
Mais um bom filme para se ver, pelo menos para quem gosta do género. Eu sou suspeita, pois além de gostar da maioria dos filmes de Tim Burton, a Alice (ao lado do Peter Pan) sempre foi a minha história preferida na infância. De qualquer modo, é um filme que vale a pena por nos permitir entrar no mundo imaginário de Lewis Carroll, com toda a sua cor e bizarrias que não deixam de ser engraçadas. O meu destaque vai obviamente para o "gato que ri" (por me fazer lembrar do meu... lol), para o chapeleiro pela sua fabulosa caracterização e para a rainha cabeçuda que parece mesmo real... lol. E agora que o 3D está na moda, é um filme que não depende dessa tecnologia para ser bom. Aliás, só na cena final é que o 3D vale a pena... e sempre é mais agradável ver um fillme sem ter uns óculos ridículos na cara :P
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Whatever works
Vale a pena ver o novo filme de Woody Allen. Já há muito tempo que não conseguia ver um filme sem adormecer numa sala de cinema, portanto acho que isso quer dizer alguma coisa (e sim, estava cheia de sono).
Mais uma vez, a vida como ela é, sob o ponto de vista de um "génio" que, aparentemente resingão, consegue vê-la como um todo. Tudo isto pontuado por muitas gargalhadas, na onda daquele humor particular de Woody.
De facto, dada a importância do factor "sorte", whatever works é mesmo o mais importante...
domingo, 21 de fevereiro de 2010
And the Oscar goes to...
Ultimamente tenho tido este pensamento. Já é difícil um filme surpreender-me, ou melhor, é cada vez mais difícil eu atribuir o adjectivo "espectacular" a qualquer filme que veja pela 1ª vez. Acho que a explicação é simples. É cada vez mais improvável que exista creatividade suficiente que transcenda tudo aquilo que já vi. Obviamente que continuam a surgir bons filmes, mas... fico sempre um pouco com aquela sensação do "been there, done that".
De qualquer modo, há pouco tempo descobri, por acaso, um filme que conseguiu surpreender-me. Não, não estou senil... obviamente que o filme é uma comédia aspirante a filme de suspense/terror, mas o nome está simplesmente genial: "Mega Shark vs Giant Octopus" (!!!!!). Acho que só por isso merece um lugar de destaque neste blog. Aqui fica o trailer para ficarem com vontade de ver o resto (ou não... lolol).
Não, não vi o filme, nem vou ver... mas gostei muito do conceito de "tubarão que ataca aviões". O Bin Laden que não veja este filme...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Lost

Wooowooo!!! Hoje estreia na Fox a 6ª e última temporada da série Lost. Adoooooro!! :D
Que é que irá sair dali? Até agora tem sido uma série que tem conseguido a difícil tarefa de me surpreender. Espero que não me desiluda...
(... bem... em último caso, há sempre o Sawyer... para descansar a vista... lololol)
terça-feira, 28 de julho de 2009
Cinema português "dobrado"
Estive ontem a ver o filme "Arte de roubar", o qual, já na altura em que estreou, me tinha aguçado a curiosidade. Não sou grande fã da representação que se faz por terras lusas, e conto mesmo pelos dedos o número de actores dignos desse nome. Aliás, tendo em conta que hoje em dia qualquer um é "actor" (e que implica também ser cantor e modelo, numa explosão de talento que, de repente, toda a gente parece ter), é cada vez mais difícil ter a representação como sinónimo de arte. Mas a geração "Morangos com açúcar" há-de acabar um dia... ou não...
Mas falando do filme... Digamos que se pode chamar de uma espécie de Tarantino/Rodriguez meets Guy Ritchie. Para "aprendiz de feiticeiro", não está mau, não senhor. Gostei. Ou melhor, não fugiu muito das expectativas. Achei piada ao facto de ser falado em inglês, o que ao princípio é estranho, principalmente por se notar um certo cuidado na dicção, tornando-se bastante perceptível sem legendas, coisa que muitas vezes não se consegue com os "americanos de gema" (excepção óbvia para a brasileirinha Daniella Faria...). Destaco a representação de Ivo Canelas e, meninos, a Soraia Chaves também entra! (mas se estão à espera do "Padreco II" vão ter uma grande desilusão...).
Resumindo, é um filme divertido, que gira em torno das peripécias de 2 ladrões azarados que se deviam dedicar a outra carreira, peripécias essas que, não sendo muito esmiuçadas, vão surgindo e terminando sem muitos rodeios. Ah, e gostei da moral da história: "nunca deixes uma criança a brincar sem supervisão"... ;)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Jornada cinematográfica
Ultimamente tenho visto muitos filmes. Relativamente aos do cinema (lol), deixo aqui a minha crítica pessoal.
"O estranho caso de Benjamin Button"
O típico "filme de gaja". Muito na onda do Titanic (tanto no tipo de história, como no género de "relato" feito por uma mulher com 200 anos...). Previsível desde a 1ª cena, e a apelar ao choro fácil, não é, definitivamente, o meu tipo de filme. Está nomeado para 13 Óscares, mas atenção, que apesar de ficar logo de pé atrás quando há muitas nomeações, eu vi o filme antes de saber desse pormenor. A caracterização está muito bem conseguida. De resto... tenho saudades de filmes como o Big Fish...
"Seven pounds", ou traduzido para português, "Sete vidas" (!)
Ora aqui está um filme que eu levei algum tempo a perceber do que se tratava (e confesso que no início houve mesmo uma cena que me irritou bastante). Também não vai para o meu Top dos preferidos, mas admito que está bonito, ou pelo menos a mensagem que transmite (sim, neste as lágrimas vieram-me aos olhos e tive de me esforçar bastante para que não transbordassem...).
"O sonho de Cassandra"
Mais um de Woody Allen. Um bocadinho ao estilo de "Match Point" (mas na versão "o crime não compensa"), sem no entanto lhe chegar aos calcanhares. Não gostei propriamente (entra na classe dos que surpreendem por não surpreenderem)."Michael Clayton"
"I am Shiva, the God of death". Esta é a frase que fica do filme (acho que vou passar a adopta-la para certas situações... ihih). Uma espécie de "Erin Brockovich" versão masculina mas com (muito) menos conteúdo. Nomeado para 7 óscares em 2008 (mais uma vez se comprova a minha teoria...). Uma fórmula já muito muuuuuuito batida (SERÁ POSSÍVEL que já não há imaginação para escrever argumentos que não sejam uma mistura de mil filmes já realizados?!)... Boring... been there, done that."RocknRolla"
ALELUIA! Do estilo do "Snatch", com um humor inteligente (e negro), e histórias com muitas peripécias que se cruzam entre si. Confesso que alguns dos pormenores que seriam os pontos altos da história (o tal factor surpresa) são previsíveis (pelo menos para mim que estou habituada e gosto bastante do género). Mesmo assim, gostei muito (até porque já estava em desespero por não conseguir ver um filme de jeito!...). There is hope... afinal ainda se fazem filmes cuja história não dá para contar numa única frase!"Cidade baixa"
Nada a ver com a outra "Cidade" (a "de Deus"). Dois amigos e uma mulher (prostituta, ainda por cima). Só podia dar porcaria (e mesmo assim, não tanta quanto poderia dar). Nada de especial. É daqueles que não tenciono voltar a ver.
Neste momento, "The Spirit" é a grande expectativa. Tenho um feelling sobre este filme... Só espero não me decepcionar...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Matrix
Nesta noite que passou cheguei a uma conclusão. De todas as vezes que me perguntaram qual era o meu filme preferido, sempre foi impossível apontar apenas um. No entanto, de todos aqueles que fazem parte do meu Top, há um que eu já vi n vezes e mesmo assim nunca consigo deixar de ver sempre que passa na televisão... seja qual for o momento... seja qual for o meu estado de espírito. Parece que fico presa ao ecrã. Acho que isso deve querer dizer qualquer coisa...
Matrix. Este filme está simplesmente genial em todos os pormenores. E (oh meu deus, como o tempo passa) já lá vão 10 anos! A ideia está fabulosa, e a maneira inteligente como certos conceitos foram explicados e adaptados à teoria de uma realidade virtual, absolutamente extraordinária. E claro, a revolução nos efeitos especiais, que agora se tornaram banalizados. Não consigo apontar um defeito. Até a banda sonora está perfeita... não podia ser mais adequada ao filme.
Curiosamente os outros 2 (que eu nunca me consigo lembrar dos nomes... o "Revolutions" e o "Não sei quê"...) vi uma única vez. Quando se faz uma obra prima, é muito difícil manter o nível. Mas os interesses económicos são sempre mais fortes.
Ainda me lembro da 1ª vez que o vi. No anfiteatro 3 da faculdade, ao final da tarde. Fui sozinha (só agora me dei conta que já fui sozinha ao cinema mais vezes do que pensava). E lembro-me de já ser noite quando saí, e ir a correr para casa com a "Wake up" na cabeça. Dez anos. Parece que foi ontem.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Vicky Cristina Barcelona
O "Barcelona" no título, acrescido ao facto de ser de Woody Allen, obrigou-me a ir ver este filme.
A história está gira e promete, sempre com aquele humor muito particular. O ambiente... bem, eu sou suspeita para falar, mas Barcelona e o som de guitarra que constitui a banda sonora são a combinação perfeita. Quanto ao final... admito que estava à espera de algo mais surpreendente (mas se calhar até foi, precisamente por não ter surpresas). Retrata apenas a vida como ela é. Sem finais felizes ou infelizes. Apenas finais que cada pessoa escolhe para si, porque cada um é diferente e, como tal, o conceito de felicidade e os objectivos de vida são muito variáveis. A vida é feita de episódios e o modo como os quais vão influenciar o futuro, depende de cada um.
Um filme muito simples e real. Gostei.
Só sei é que daqui a mês e meio ando por lá... ;) (sim... estou eufórica!.. :D)
terça-feira, 25 de novembro de 2008
De chorar a rir
Foi já há 2 ou 3 meses que vi pela primeira vez o programa "Dane Cook - Vicious circle". Foi por acaso que comecei a ver, a meio de um zapping entediante e, apesar de nem ser grande fã do género (acabo por perder a paciência se não for mesmo muito bom), acabei por assistir tudo até ao fim... e melhor, tive de pesquisar quando é que dava a repetição para assistir desde o princípio. Entretanto já repetiram milhares de vezes no MOV, mas não resisto a assistir sempre que está a dar.
Vale a pena ver! :)
segunda-feira, 5 de março de 2007
Até que enfim!
Na sexta feira passada foi noite de ir ao cinema com o grupinho de sempre. Mas desta vez, algo de extraordinário aconteceu! Conseguimos ver um bom filme! Apesar da esperança já estar a morrer, lá acertámos desta vez, apesar de ainda assim ter sido por exclusão de partes. Fomos ver "O labirinto do Fauno". Uma mistura de guerra civil espanhola com o mundo imaginário de uma criança, que, apesar do início do filme deixar adivinhar o final, não deixa de nos prender à cadeira. Com algumas cenas violentas pelo meio (as pessoas mais susceptíveis poderão ter de tapar os olhos... eheh) acaba por ser um filme comovente, com efeitos especiais muito bem conseguidos. Aconselho vivamente!
Se preferem teatro, querem dar umas boas gargalhadas e continuar na onda do "fantástico", dêem um saltinho ao Teatro Estúdio Mário Viegas e vejam ou revejam (como eu fiz no sábado, curiosamente, noite de eclipse, com muitos góticos à porta...) "As vampiras lésbicas de Sodoma" ou uma das outras peças (nomeadamente "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"... para mim, a melhor de sempre). Basta dizer que é da Companhia Teatral do Chiado, logo... ESPECTACULAR! Afinal, como diria a Rita Lello, "Teatro é arte... Televisão é um electrodoméstico!"
domingo, 28 de janeiro de 2007
Babel
Fui ver no outro dia o filme “Babel”. Nomeado para o Óscar de melhor filme, e tendo sido tão falado nos últimos tempos, estava à espera que fosse um filme realmente bom já que seria do género do “Colisão” (surpreendentemente óscar de melhor filme em 2006) com várias histórias cruzadas unidas por algo comum. Posso dizer que o “Colisão” está na lista dos meus filmes favoritos, mas, mesmo com esse nível de comparação, ia à espera de encontrar no “Babel” um grande filme.
Realmente, o filme prometia. À medida que a história se desenvolvia o meu pensamento era “isto ainda vai acontecer qualquer coisa surpreendente que vai fazer com que o final seja espectacular!”. Mas não. Realmente baseado no estilo “Colisão” (talvez à espera do Óscar), e com uma pitada de “Lost in translation” (não só pelo ambiente mas também por não ouvirmos o segredar final entre as personagens principais) ou mesmo até de “Pulp Fiction” (lembrem-se da mala que nunca se fica a saber o que está lá dentro) ficou muito aquém destes modelos. Apesar de tudo tem algumas mensagens interessantes, sendo a minha preferida o contraste entre a atitude dos compatriotas americanos e o marroquino que ajuda Brad Pitt em troca de nada.
É provável que ganhe o óscar de melhor filme (normalmente ganham aqueles que eu não gosto...o ano passado foi uma excepção!) e ainda assim não é um filme que esteja no meu top dos piores de sempre, mas também nunca o irei comprar em Dvd...

