quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte II - "O regresso"

... E no dia seguinte a primeira coisa que fiz quando cheguei foi ir ao serviço de pessoal. Conclusão: disseram que pagavam o que a SS não pagará. Isto por si só, já é admitir que a culpa foi deles, no entanto, pasmem-se, tiveram a lata de dizer que a culpa foi minha porque eu é que tenho de saber que documentos é que devo entregar (o que até pode ser verdade), e que eles (a malta do "Expediente") NÃO são obrigados a verificar se os documentos que recebem são os correctos (!!!!), e como tal estavam a fazer-me um especial favor, mas que não se repita porque agora eu já sei como é (!!!). Estou a pensar seriamente em começar a escrever em papel higiénico e enviar para o expediente... porque eles aceitam tudo.... e pelo menos assim aproveitavam para limpar aqueles cérebros.... se os tivessem!

Pediram apenas para lhes entregar um comprovativo da SS de como o processo foi indiferido. (Estou tramada...)

Dias depois...

... lá arranjei um tempinho para ir à SS, depois de uma tentativa falhada (bati com o nariz na porta, pois ali só se trabalha até às 16h, apesar de no site dizer outra coisa...). Tiro a senha, e incrivelmente só tinha uma pessoa à minha frente. Olho para a "senhora" que me iria atender e, pelo tempo que demorava e pelo primor de educação com que falava com a pessoa que estava a ser atendida, vi logo que tive azar. Era só o que me faltava... mais uma atrasada mental! Meia hora depois, dão a noticia de que o sistema informático está parado, sem previsão de quando iria voltar a funcionar... Boa, não há mais nada que possa acontecer?

O sistema informático lá começou a funcionar, e lá foi chamado o nº 33. Esta, voltou passado 5 minutos, revoltada por, pelos vistos, não lhe terem resolvido nada (só não acerto no Euromilhões...). E a seguir lá vou eu para o atendimento mais surreal que eu já alguma vez tive...

- Boa tarde. Eu venho porque... (interrompida)
- Qual é o seu nº de beneficiário? (de trombas)
- É o xxxxxxxxxxxxxxxx
- Sim, e então? (de trombas)
- É que eu preciso de um comprovativo de como o processo relativo à minha baixa de Junho foi indiferido, para o apresentar no meu serviço.
- (a olhar para o computador) Então mas o processo foi indiferido! Mas oiça lá, a sua empresa não sabe há quanto tempo é que você faz descontos? Não me diga que não sabe! Está lá há 6 meses e não sabem?
- Mas... (Oh meu deus... quem é esta croma??? E que raio está ela a dizer??? Descontos?? 6 meses?? Será que vê coelhos??)
- É que a culpa é sempre da SS, nunca é das empresas!
- Mas posso explicar?
- (trombas)
- O que se passou foi que... (lá expliquei numa frase, antes que ela me interrompesse mais uma vez)
- Ah! Então foi diferido por causa dos prazos!
- (DUH!!!)
- Então e agora o que é que quer?
- Quero um comprovativo de como foi indiferido.
- Oiça lá, já recebeu em casa o oficio?
- Não, mas... (nova interrupção)
- Então tem de esperar!
- Mas disseram... (nova interrupção)
- Recebeu ou não recebeu?
- Não... mas... (nova interrupção)
- Então!
- Eu liguei para a SS e disseram-me que me podia dirigir aqui para que me dessem esse comprovativo!
- Então tem de escrever um pedido para seja feito o oficio.
- (tou lixada...) E posso fazer isso.... agora?
- É que a culpa é sempre da SS...
- Mas a culpa não foi da SS, foi deles!
- Então mas o que é que quer?
- Quero um documento vosso a dizer que o processo foi indiferido!
- (trombas). Vou-lhe imprimir isto e pôr um carimbo da SS. É isso que eles querem? Aceitam isto?
- (Eureka!!!) SIM!!!! É isso mesmo!!!
- É que a culpa é sempre da SS... mas as empresas muitas vezes é que são as culpadas. Mas a culpa é sempre da SS...

Fez um print screen de uma tabela muita ranhosa com as minhas 2 baixas, em que na linha da 1ª baixa dizia "Para diferi" (sim, o resto ficou cortado na impressão...) e carimbou. Fugi dali a sete pés, mas com a certeza de que não iriam aceitar aquilo como comprovativo, e que teria de esperar mil anos para receber o tal oficio pelo correio.

Enganei-me (pelo menos uma vez na vida surpreenderam-me pela positiva!). Aceitaram o comprovativo, e até gentilmente perguntaram se eu queria ficar com o original (pra recordação...).

Parece que em Dezembro vou receber a prenda de Natal... o meu ordenado de Junho!

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte II

Estou piursa. Isto de ficar de baixa dá mais trabalho do que ir trabalhar. Malditos virus...

Acabei de ligar para a Segurança Social e, uma vez que interrompi uma baixa por doença vou ter de escrever uma carta e envia-la em correio registado e com aviso de recepção para a SS para comunicar isso mesmo (sim, porque por fax não recebem, e por telefone, apesar de terem o computador à frente com o meu processo não é suficiente). Mas adiante...

Há uns meses estive, pela 1ª vez na minha vida, de baixa por doença durante 14 dias. Como tenho a ADSE, entreguei a baixa (no documento da ADSE) no Serviço de Pessoal no 1º dia útil após ter ficado doente. Passaram-se os 14 dias de baixa e entrei de férias. Qual não é o meu espanto, quando a meio das férias (5 dias após término da baixa e 17 dias após ter entregue o papel), me telefonam do Serviço de Pessoal a dizer que o papel não era aquele, porque para efeitos de baixa a SS era responsável. Perdi uma manhã de férias (e gasóleo, portagens e paciência) para me passarem novamente a baixa noutro papel e para o entregar no Serviço de Pessoal. Disseram-me que por não ter entregue o papel dentro do prazo limite, eles iriam descontar-me do ordenado, mas que seria reembolsada pela SS. Hoje fiquei a saber que fiquei a arder em 856,52 euros (coisa pouca) pois, precisamente por o documento ter sido enviado para a SS fora do prazo, não me vão reembolsar em nada. Tudo graças à extrema competência e eficácia daquela gentinha acerebrada do serviço de pessoal, que... só demoraram 17 dias a reparar que o papel não era aquele!

Amanhã vão-me ouvir... ai se vão!

sábado, 14 de Novembro de 2009

Enroscadinha

Faz amanhã precisamente um mês que fui pela última vez à praia este ano (ou talvez não...). Nunca na minha vida tinha feito praia em Outubro, mas este ano consegui a proeza, e devo dizer que apanhei uns dias melhores que muitos dias de verão.

Entretanto o frio apareceu de repente, de mãos dadas com a chuva, e com tudo o que isso acarreta: trânsito, acidentes, roupa molhada, espirros, suspeitas de gripe A... e principalmente uma vontade louca de ficar o dia inteiro no sofá, no quentinho, a ouvir a chuva a cair e o vento a assobiar lá fora, enroscadinha num cobertor e a ver um bom filme. Infelizmente ainda não pude concretizar essa minha vontade... mas pelo menos já tenho ali uma pilha de filmes à espera desse momento...

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Aventura gripal

A minha aventura começou, depois de um fim de semana com tosse e dores no corpo (incluindo uma dor de cabeça brutal), e uma noite mal dormida graças à bela da febre que resolveu aparecer. Se até aqui me estava nas tintas (casa de ferreiro...), este último sintoma obrigou-me a tomar outro tipo de precaução, principalmente no que diz respeito às pessoas com quem sou obrigada a contactar diariamente. "Espera lá... será que é gripe?..."

Não que a gripe me assuste (assusta-me mais a ameaça latente de poder ficar sem férias de Inverno por causa dela...). Aliás, costumo dizer que, depois de ter tido mononucleose, até pode vir a gripe Z, que de certeza que não lhe chega aos calcanhares. Estou um bocado (para não dizer muuuuuuuuuito) farta desta história da gripe A e de tudo o que ela envolve, mas, tendo em conta que devemos zelar pela saúde do "próximo", liguei para a Saúde 24 para que me dessem orientações (sim, porque desde que a gripe surgiu, as orientações mudam de hora a hora, e passam a ser mais "desorientações" que outra coisa). Fui atendida por uma enfermeira com o discurso politicamente correcto de "call center", que me colocou a lista pré-definida de questões, e me indicou que deveria ser observada por um médico. Para tal, deveria dirigir-me ao Centro de atendimento da gripe no meu centro de saúde, o qual só estaria disponível a partir das 18h, pelo que, até lá, deveria ficar atenta à temperatura e ao aparecimento de novas queixas. Deveria ir em transporte próprio e com máscara.

Como miúda bem mandada que sou, fiquei em casa a aboborar, à espera das 18h, e nessa altura fiz o esforço para me meter no carro. Cheguei às 18:05 (já a dar um desconto de 5 minutos), quando o segurança me diz que o centro de atendimento da gripe tinha fechado às 18h, e que agora era o atendimento geral.

"Tem sintomas de gripe? Tome lá uma máscara." Piursa da vida, lá meti a máscara na cara. Inicialmente acho que era a única pessoa com máscara. Senti-me o verdadeiro alvo das atenções... uma figura temida... só me faltava a foice e o manto negro... Estava de facto enquadrada naquela verdadeira visão do inferno. Pessoas a barafustar porque nunca mais eram chamadas, mães indignadas por os filhos (que pareciam mais saudáveis que qualquer outro) não terem prioridade ("quando eu fui com ela ao hospital foi logo chamada! Não se importa de ligar lá pra cima para verificar se não tenho prioridade?), ou o casal jovem (que de doente também tinha pouco) que se fartou de rir quando viu que (só) tinha 30 pessoas à sua frente.

Passado algum tempo as máscaras foram aumentando de número. Contudo, eu devia ser a única naquele espaço com a máscara (bem) colocada. As crianças brincavam com as máscaras nas mãos enquanto tossiam e espirravam para o vizinho do lado, para gáudio dos papás. E os adultos, não só colocavam a máscara de maneira demasiadamente "ventilada", como a tiravam de cada vez que falavam. Um verdadeiro primor de prevenção da infecção. Senti-me verdadeiramente protegida... porque eu tinha uma máscara!

O sistema de senhas era verdadeiramente paleolítico (palpita-me que também envolvia sinais de fumo), e depois de uma hora e meia, lá me chamaram para fazer a ficha. Daí para diante foi surpreendentemente rápido, e 10 minutos depois estava a ser chamada. A médica com tudo a que tinha direito: máscara, luvas e bata descartável. Super simpática e despachada.

Agora vamos ver se a febre volta...

P.S: Acho que vou começar a andar de máscara... talvez me comecem a levar mais a sério...

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Teste da garrafa

"Quantos golfinhos estão nesta imagem?".

Da primeira vez que me fizeram esta pergunta achei que estavam a gozar, pois eu até sou boa nestas coisas, e não conseguia ver nenhum golfinho, apesar de ter perdido algum tempo à procura deles. Depois de me terem feito umas setinhas (literalmente...) fiquei parva... estava mesmo cega!

Às vezes estamos demasiado concentrados no todo e não conseguimos ver as partes... outras vezes não conseguimos ver o todo... e outras vezes não o queremos ver...

P.S: Ah... supostamente quem não consegue ver os golfinhos tem uma mente muito depravada... lol...

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Pergunta do dia

Como demorar uma hora para fazer um percurso de 10 minutos?

........ Saindo de casa quando vai jogar o Benfas.... AAAGGHHH!!

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Nunca mais.

Acabei de saber que morreu uma pessoa que já não via há 9 anos (!) mas pela qual nutria um grande carinho. Nove anos... agora fazendo as contas, é muito tempo! E no entanto parece que foi ontem... Fui embora com a promessa de que voltaria para a visitar... e por um motivo ou por outro a única visita acabou por ser sempre o telefonema anual no dia de aniversário. Teria sido há 2 dias esse aniversário. Teria sido os 90 anos de uma pessoa cheia de vida e de genica, como muitos não têm aos 20. Fez parte da minha vida... pelo menos, de uma parte muito importante da minha vida. E agora, sinto-me triste por ter adiado sempre a visita... que, afinal, teria sido tão fácil de fazer...

Isto faz-me pensar no "nunca mais". Nunca mais ver uma pessoa... nunca mais poder estar num determinado sitio... nunca mais poder fazer algo que esteve sempre na lista do "to do". O nosso tempo é precioso... e no entanto gastamo-lo com coisas tão insignificantes, que nem damos conta que o relógio não pára... não pára mesmo... e só o percebemos quando olhamos para trás e vemos que é tarde demais.

Acho que ando particularmente emocional (ontem quase chorei de alegria ao saber da gravidez de uma amiga minha...), mas neste momento sinto-me muito triste por deixado "para amanhã" mais uma coisa...

Até sempre D. Nair...

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Lucky number Seven!


Há dias de sorte!

Alguém quer comprar um HTC Touch2 novinho e intocado? ;D

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Back to the gym!

Depois de um mês a arranjar desculpas para não ir, lá consegui não faltar à minha 1ª avaliação física no novo ginásio, depois de já a ter desmarcado duas vezes.

Adorei. Os instrutores são impecáveis, super simpáticos, super relax, não vieram com o paleio nº1 ("ah, acho que deves ter um PT... conheço um muito bom... eu!"), não me chatearam com a alimentação nem com o paleio nº2 ("ah, convinha fazer uns suplementos proteicos. Sei de uns frascos que são óptimos...") e fizeram-me um treino bastante bom. Gostei.... e... fiquei motivada para voltar!

Fiquei também a saber que dos meus 47,8 Kg, só 19,6% são massa gorda (o que por sinal é bom), e que estou com uma boa força muscular (sim, dava uma sova a muita gente... ihih).

Agora que já tenho o meu treininho organizado, e detalhado numa folhinha toda pipi... vai ser sempre a abrir! (I hope...)

Sinto-me bem, apesar de cansada. Já tinha saudades desta sensação zen depois de uma horinha de ginásio. Bem... hoje foram 2h... e algo me diz que amanhã só mexo os olhinhos...

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Brinquedo novo!!

Depois de quase um ano a namorar um HTC "supé giro" mas "supé caro", à espera que o preço baixasse à medida que fossem saindo modelos novos, eis senão quando, no meio de todo o meu tédio, vou espreitar o inúmero spam da minha caixa de correio e vejo que lá foi parar a newsletter da Fnac.

Já há muito tempo que eu dizia na brincadeira que quando o preço do meu "unicórnio" estivesse num limite aceitável (e como tal, completamente desactualizado), eu compraria... outro! E não é que aconteceu mesmo? Agora que o meu "futuro" brinquedo tinha atingido uma descida total de 70 euros (em quase 1 ano... uau...), troquei-o por outro... Faz-me lembrar aquele outro post...

Na newsletter vinha o anúncio de um HTC em pré-venda já há quase um mês. Como sempre, quando toca a telemóveis, fiz um exaustivo estudo de mercado, comparei, comparei, comparei... e... em meia hora (lol), estava a fazer a encomenda de um telemóvel que apenas conheci em fotografia...

Não é tão giro como o outro... mas... por apenas mais 14g e 40 euros, ganho um software actualizado, mais memória e outras cocozices que não servem para nada mas fazem parte do kit... O que interessa é que é praticamente do tamanho do outro (sim, para mim o tamanho interessa :P), continua a ser leve e vai substituir os meus velhinhos telemóvel e pda que já estão fartos de ameaçar parar de funcionar de vez.

Amanhã é o lançamento... Sim, já perdi um pouco da euforia infantil que tinha sempre que comprava qualquer nova "coisa tecnológica", mas não vou deixar de perder umas boas horinhas a descobrir todas as potencialidades do meu novo brinquedo ;)

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

This is Love...

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domingo, 4 de Outubro de 2009

Cromos ao volante V

Código da Estrada - Artigo 38.º
Realização da manobra

1 - O condutor de veículo não deve iniciar a ultrapassagem sem se certificar de que a pode realizar sem perigo de colidir com veículo que transite no mesmo sentido ou em sentido contrário.
(...)
4 – Quem infringir o disposto nos números anteriores é sancionado com coima de € 120 a € 600.


Só não sei o que me irrita mais... Se os camionistas, se aqueles cromos com grandes bólides mas que andam na autoestrada a 80Km/h, ultrapassam a 70km/h e nem sequer olham pelo espelho retrovisor...

Comprem uma charrete e vão pro monte passear!!!

Pensamento do dia VII

"O que nasce torto... jamais se endireita!"

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

A música da semana VII

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domingo, 20 de Setembro de 2009

Claridade e clareza

Tenho a sensação de que dormi durante anos... séculos... Metaforicamente dormi mesmo...

Não consigo perceber se lá fora o dia está a começar ou se a claridade que entra no quarto resulta dos últimos raios de sol que iluminam o dia. Sento-me na cama. O músculos estão doridos. Até parece que estive numa batalha... Sim, estive mesmo. Agora lembro-me. Tento levantar-me e a dor que sinto faz lembrar-me também da presença daquele ferimento, cuidadosamente envolto numa ligadura por umas mãos desconhecidas. Não sei onde estou. Não reconheço nenhum canto deste quarto. Recordo-me vagamente de uma voz... um vulto... um rosto que não consigo identificar... Onde estou? Curiosamente, apesar do ambiente desconhecido, sinto-me bem. Por algum estranho motivo este lugar transmite-me calma...

Uma brisa fresca mas agradável entra pela janela brincando com a cortina numa dança ondulante. Consigo levantar-me. Agora vejo tudo com uma certa clareza. Sinto as amarras a quererem soltar-se... a ilusão a desvanecer-se. De repente tudo se torna demasiado claro e simples. Sinto força. Sinto vontade. Sinto...


Saio. Não muito longe vejo o mar e um areal que parece não ter fim. Avisto alguém bem perto contemplando o horizonte e dirijo-me na sua direcção... Não tenho muitas perguntas... mas quero as suas respostas...

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Não há bela sem senão...

Descobri...

  • uma mala preta lindíssima, do tamanho que eu quero (e que, portanto, quase julguei não existir)
  • um ginásio melhor e mais barato que o anterior

  • como ir directamente da minha casa para o eixo norte-sul e fugir ao trânsito até à 2ª circular


  • Os senãos...

  • a mala custa a módica quantia de 89 euros

  • falta-me a vontade para ginasticar, e só me restam 12 dias para estrear o novo local

  • estão a fazer obras que me obrigam inevitavelmente a desaguar na rotunda do trânsito matinal diabólico


  • Oh well... Melhores dias virão...

    terça-feira, 15 de Setembro de 2009

    "O Diabo dos Números"

    "Roberto, um rapazinho de onze anos, não gosta de Matemática porque não compreende nada nas aulas. Porém, uma noite, começa a sonhar com o diabinho Teplotaxl que se dispõe a iniciá-lo na ciência dos números. Durante doze noites, Roberto vai aprender os segredos e os mistérios dos números, numa divertida e instrutiva viagem ao País das Matemáticas."

    A matemática é, para a maioria das pessoas, demasiado monstruosa e assustadora. E essa ideia acaba por ser alimentada por todos aqueles que nos começam desde cedo a falar horrores desta ciência. Ainda me lembro de uma colega minha, um ano à minha frente, me dizer que a trigonometria era uma coisa pavorosa... que não se percebia nada... super difícil. Vá lá que eu "não neguei à partida uma ciência que desconhecia", pois acabou por ser das áreas da matemática que eu mais gostei. A beleza da matemática está no facto de ser preciso raciocinar para se perceber e consequentemente gostar dela. Depois de se perceber o porquê das coisas, tudo se torna mais simples, mas poucos são aqueles que concluem que raciocinar é bem melhor do que decorar coisas que, se não forem percebidas, não fazem sentido. É quase como se raciocinar desse muito trabalho... mas as coisas que se memorizam, esquecem-se rapidamente, enquanto que a capacidade de chegar a uma resposta através do raciocínio, nunca se esgota.

    Este livro devia ser de leitura obrigatória. Desde os números romanos, aos primos, passando pelos irracionais e de Fibonacci, até ao triângulo de Pascal, combinações e séries convergentes, vários temas são focados e explicados de maneira bastante engraçada e pedagógica. Muitos dos que têm medo da matemática, iam deixar de ter se lessem este livro. Infelizmente (e como quase tudo o que é útil e importante) este livro encontra-se em ruptura de stock na editora e não há previsão para a sua reedição... :(

    quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

    3 palavras:

    Róisín Murphy, Overpowered.

    Não querendo ser repetitiva, uma vez que já postei (oh meu, que termo tão "pós-acordo ortográfico") 2 músicas deste álbum, não posso deixar de lhe fazer referência. Continuando na minha saga de ouvir as 874367583 músicas que tenho em atraso, deparei-me com esta pérola. Depois de o ouvir do principio ao fim (sim, porque no carro normalmente prefiro fazer um mix de todos os sons do meu mp3), chego à conclusão de que já há algum tempo que não conseguia encontrar um álbum do qual gostasse de todas as músicas. Com semelhanças a Moloko, acaba, no entanto, por ser um som mais fácil de digerir para aqueles que estranham este tipo de sonoridade. Aconselho vivamente para quem gosta do género. Se eu já era fã, agora sou assumidissima!

    terça-feira, 8 de Setembro de 2009

    Pensamento do dia VI


    "Quando há vontade, tudo se faz."

    ... ou pelo menos, tenta-se fazer.

    Quando não há, é que são elas...

    E dá tanto trabalho arranjar boas desculpas...

    quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

    Agora é que eu vou engordar

    Estreei o meu conjuntinho novo e lá fui toda pimpona para o ginásio. Quando lá chego e tenciono pagar a mensalidade sou informada de que neste mês passaram a existir novas condições... Qual não é o meu espanto quando vejo que a mensalidade aumentou... 20 euros!!! Só podiam estar a gozar comigo... mas não... não estavam... Enfim, meia volta e até nunca. Fiquei mesmo triste... Eu que até gostava do ginásio, pois além de ser mais barato que os outros mais mediáticos, tinha a vantagem de estar sempre vazio ou quase. Acho que com a subida dos preços, agora é que vai estar sempre vazio!

    Aceitam-se sugestões de ginásios porreiros, com mensalidades inferiores a 75 euros, que só terão a ganhar com a minha presença... Caso contrário, terei de substituir a passadeira pela corrida no parque aqui do lado, os colchões pelo chãozinho de casa para os abdominais, e os halteres por qualquer dossier de arquivo ou por uma qualquer obra da literatura tipo Rouviere ou Novak...

    (Eu não disse que detestava este mês? E ainda só passaram 2 dias...)

    terça-feira, 1 de Setembro de 2009

    O déjà vu...

    Às 20:30 já é de noite...
    Está frio...
    As férias já acabaram para a grande maioria das pessoas...
    Voltou o trânsito (totós na estrada)...
    A gripe vem aí (e já estou FARTA dela)...


    Já disse que detesto este mês?

    segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

    A música da semana VII

    Vamos lá a mexer que isto anda muito paradinho...

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    terça-feira, 18 de Agosto de 2009

    Fim de semana ESPECTACULAR

    Já se tinham passado 4 anos desde que tinha cheirado pela última vez o aroma daqueles eucaliptos, desde que tinha dormido numa tenda, desde que... E eis que, num acto completamente espontâneo envolvido por um desejo de respirar fundo, decidi voltar a fazê-lo neste fim de semana. Já me tinha cortado anteriormente por motivos perfeitamente idiotas, mas desta vez consegui fazer o que já devia ter feito há muito tempo: voltar a Aljezur... Foram só 2 dias, com muito cansaço pelo meio... mas posso dizer que já há algum tempo que não me sentia tão bem.

    A aventura começou comigo ao volante de um carro com mudanças (!)... ok, foi só porque ficou sem bateria, e obviamente que não seria eu a empurra-lo :P. Claro que isto não teria acontecido se fosse um Volvo C30... (mas talvez tudo mude, lá para Novembro, quando certa pessoa ganhar o Euromilhões). O facto de termos dormido pouco na noite anterior (por diferentes razões...), tornou a viagem longa, mas a soneca na Arrifana deu para recuperar energias... e que bem que lá se estava...

    A noite caiu, o friozinho característico daquela zona apareceu, e acabei por descobrir que é muito complicado conseguir comer naquela terra. Vimo-nos à rasca para encontrar um restaurante para jantar, mas depois de muitos precalços, lá acabámos no Com Alma, a comer uns bifes brutais com molho de mostarda e natas (que mesmo assim não conseguem ser tão bons como os do Borda d'Agua), e claro, um bolo de mousse de chocolate, que, apesar de pequeno, revelou ser uma verdadeira bomba. Isto regado com uma garrafinha de S. Vicente... ups... Sta Luzia! :P

    O melhor da festa veio mesmo a seguir, depois de uns copitos no Pont'a pé... É assim... pessoal fraquinho que não aguenta o álcool e depois só diz calinadas... (não, não estou a falar de mim :P). O que vale é que a seguir fomos ver estrelas cadentes até às 5 e tal, ao som de Zero7 (além daquela "das pulgas e dos bichos" dos GNR... lolol), estacionados em cima das couves... ai não, eram árvores! Enfim, já há bastante tempo que não me ria tanto... Soube mesmo bem... Efectivamente ;)

    No dia seguinte, o calor dentro da tenda impediu-me de dormir tudo o que queria, mas deu para dar umas voltinhas no parque e ver como está diferente (ou não...). Depois de facilmente desmontar as tendas (até aqui se prova que é tão mais fácil destruir do que construir), e de esperar eternidades pelo STP-mobile (tudo por culpa de um jipe que estacionou lá ao lado... ah não! Já lá estava! :P) voltámos à praia, e novamente a aventura para jantar. Desta vez acabou por ser no Chill Out, bem pertinho do parque.

    Com muita pena minha, as últimas horas passaram ainda mais depressa que as primeiras, e quando dei por mim, já cá estava novamente, podre de sono, e com mais uma semana de cortar os pulsos à minha espera. Fiquei triste por não ter comido um coração quente (nunca deixes para depois do jantar o que podes fazer antes!), e por não termos tido direito à pulseirinha verde mas... é amanhã que chegam mais! Buga? ;)

    - ... Como é que se chamavam os gajos que eram cabeça de cartaz?
    - Epá... Não era os... Cockroach?
    - Papa Roach!

    sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

    Lista negra

    Durante 5 anos tive este desenho colado no meu quarto... Curiosamente, foi a partir do momento em que o deitei fora, que a lista foi aumentando.

    Infelizmente, há pessoas com as quais somos obrigados a conviver. E eu seria tão mais feliz se o cinismo não me pusesse fora do sério...

    Realmente... há por aí muita gente com falta de sexo...

    segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

    Pensamento do dia VI



    "Nas costas dos outros vemos as nossas."

    A conclusão pode ser tardia, mas é apenas mais uma verdade absoluta...

    quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

    EEK!


    Estou viciada neste jogo! O objectivo é "esmurrar" o maior número possível de ratos, fugindo, claro, das armadilhas. Sete níveis (número perfeito... lol) com 50 ratos a surgirem cada vez a maior velocidade. É básico, mas acho piada aos bonecos e ao som, e sim, já cheguei ao fim, mas continuo viciada. Para quem quiser experimentar, aqui fica o link.

    segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

    Biologia celular


    "As mentiras ... fazem-me lembrar sabes o quê ?
    A constante luta que uma célula tem para expulsar sódio e reter potássio, gastando energia e mantendo o gradiente.
    Ou seja, quanto mais mentiras ...
    mais energia se gasta ...
    quanto mais mentiras a mais pessoas ...
    mais energia, mais pressão
    e a pessoa pode dar em doida."



    LLLLLLLLLLLLLLLOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLL!
    Magnífica teoria e brilhante conclusão!! Eu própria não diria melhor...

    P.S.: Publicação autorizada pelo autor ;)

    domingo, 2 de Agosto de 2009

    "Ridiculous Productions"

    Ainda há quem acredite que a vida é como nos filmes... e que a reacção X significa o sentimento Y mesmo que essa igualdade seja absurda.

    Há quem se agarre a exemplos surreais que sirvam como desculpa e dêem sentido às situações doentias e incompreensíveis da sua vida... mesmo que todas as evidências reais digam o contrário. É como ter um 10 num teste e frisarmos o facto de que o Zézinho chumbou, mas esquecer que toda a restante turma teve 20. As comparações podem ser sempre muito relativas... e convenientes... Só vemos aquilo que queremos ver. Só acreditamos naquilo que queremos acreditar. A negação surge sempre a dada altura da doença...

    Wake up! Get a life... a real one!

    quarta-feira, 29 de Julho de 2009

    Pensamento do dia V


    "A sopa feita hoje sabe melhor amanhã. Mas se passar uma semana ganha bolor..."

    Daqui se tiram muitas ilações...

    terça-feira, 28 de Julho de 2009

    Cinema português "dobrado"

    Estive ontem a ver o filme "Arte de roubar", o qual, já na altura em que estreou, me tinha aguçado a curiosidade. Não sou grande fã da representação que se faz por terras lusas, e conto mesmo pelos dedos o número de actores dignos desse nome. Aliás, tendo em conta que hoje em dia qualquer um é "actor" (e que implica também ser cantor e modelo, numa explosão de talento que, de repente, toda a gente parece ter), é cada vez mais difícil ter a representação como sinónimo de arte. Mas a geração "Morangos com açúcar" há-de acabar um dia... ou não...

    Mas falando do filme... Digamos que se pode chamar de uma espécie de Tarantino/Rodriguez meets Guy Ritchie. Para "aprendiz de feiticeiro", não está mau, não senhor. Gostei. Ou melhor, não fugiu muito das expectativas. Achei piada ao facto de ser falado em inglês, o que ao princípio é estranho, principalmente por se notar um certo cuidado na dicção, tornando-se bastante perceptível sem legendas, coisa que muitas vezes não se consegue com os "americanos de gema" (excepção óbvia para a brasileirinha Daniella Faria...). Destaco a representação de Ivo Canelas e, meninos, a Soraia Chaves também entra! (mas se estão à espera do "Padreco II" vão ter uma grande desilusão...).

    Resumindo, é um filme divertido, que gira em torno das peripécias de 2 ladrões azarados que se deviam dedicar a outra carreira, peripécias essas que, não sendo muito esmiuçadas, vão surgindo e terminando sem muitos rodeios. Ah, e gostei da moral da história: "nunca deixes uma criança a brincar sem supervisão"... ;)

    Achado musical II

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    Há um ano atrás alguém me disse que provavelmente eu devia gostar de Nouvelle Vague. Hoje descobri que esta música, que eu ouvi pela 1ª vez no verão passado, é deles... Aqui fica.

    domingo, 26 de Julho de 2009

    Sadismo

    Estou aqui a ver o "Gladiador" e, realmente, a natureza humana é imutável. Está e sempre esteve intrínseco em nós aquele gosto sádico de ver destruição, violência, sangue... mesmo que sejam consequência de situações que ocorrem sem ser por nossa vontade ou sem que sejamos os seus causadores.

    Antigamente eram as matanças de escravos que enchiam os coliseus. Era o entretenimento do povo. O espectáculo que unia os ricos e os pobres. Com a evolução, o ser humano foi substituído pelo "bicho"... ou touros, os galos, os cães... A violência é a mesma.

    Ontem quando vinha da praia houve um acidente à saida da ponte. Percebi que foi algo "em grande" pelo número de ambulâncias, carros da polícia e bombeiros. De resto, notou-se claramente o trânsito que se gerou nas faixas em sentido contrário (e não tanto pelo número de pessoas que vinha da praia). O gostinho de ver os "estragos"... os carros esmigalhados... e "com sorte" até algum bracinho ou alguma perninha perdida na faixa de rodagem...

    Não há muito a dizer... é um facto... é algo que está presente em nós. A curiosidade mórbida. Nem que seja apenas para, em seguida, ser substituída por nojo, ou por pele de galinha... nem que seja para ter pesadelos... não interessa. É algo que não vai mudar nunca.

    O animal irracional mata para comer ou para se defender. O animal racional, mata também por prazer...

    quinta-feira, 16 de Julho de 2009

    Cromos ao volante IV

    Estou eu a estrear uma das cadeiras que comprei para pôr na varanda (por falar nisso, está-se mesmo bem aqui :P), eis senão quando, oiço o barulho de um carro (suficientemente exagerado para me ter chamado a atenção). Era alguém que estava a estacionar. Aqui fica a foto...

    P.S.: Sim, era mulher... mas coitada... tinha pouco espaço!

    Pensamento do dia IV



    "Mais vale parecê-lo que sê-lo..."

    Infelizmente é assim...

    terça-feira, 14 de Julho de 2009

    FÉÉÉÉÉÉRIAAAAAAAS!!!!!

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    Ok, ainda não é oficial, mas pelo menos psicologicamente já estou de FÉÉÉÉÉRIAAAAAAS!!!!

    E são 17 dias para fazer muita coisa:

    • Praia (MUITA! E com tudo a que tenho direito: música ambiente, sandes de atum, sumo de morango e o belo do petit gateau de chocolate... ou qualquer uma das outras sobremesas, porque eu não sou esquisita ;P)

    • Voltar URGENTEMENTE ao ginásio (para ganhar a elegância que a minha mãe fez o favor de boicotar durante a sua estadia prolongada chez moi...)

    • Comprar vestidos (sim sim.. devo mesmo encontrar S's nesta altura do campeonato...)

    • Ouvir o monte de CD's que tenho em lista de espera e actualizar o meu leitor de mp3 (acho que o facto de ultimamente estar sempre a carregar no "Next" quer dizer alguma coisa)

    • Ver a 5ª série completa do "Lost" e vários filmes que estão ameaçadoramente a esgotar o limite de capacidade da minha Zon box

    • Arrumar o escritório (sujeito a más condições meteorológicas que me obriguem a ficar em casa)

    • Ganhar coragem para pegar na guitarra e conseguir voltar a tocar as músicas do Albeniz (difícil, este ponto... acho que... não vou ter... tempo... :P)

    ...e ...o mais importante...

    • VOLTAR A TER VIDA SOCIAL!!! (Amigos, a minha agenda está livre... comecem já a fazer marcações! :P)

    sábado, 11 de Julho de 2009

    Dentes... essa dor de... cabeça!

    Durante a "bela" fase da adolescência, usei aparelho fixo durante 3 anos. Acho que inicialmente nenhum dos meus dentes devia estar no sítio correcto, por isso o resultado final até foi bastante bom. No entanto, há pouco tempo fui a uma consulta de rotina no dentista e descobriram que a minha articulação temporo-maxilar está mais desgastada de um dos lados, e que por isso devia usar aparelho... outra vez! Parece que este diagnóstico está muito em voga, pois de repente fiquei a saber de mais uma mão cheia de amigos e conhecidos a quem lhes foi dito o mesmo...

    Até aqui, se eventualmente me tinha passado pela cabeça alguma vez na minha vida voltar a usar aparelho, seria apenas para endireitar o dentinho maroto cá da frente. De qualquer modo, tal ideia (se é que existiu alguma vez) não terá durado mais de 0,1 segundos no meu pensamento. Sim, detestei a experiência.

    Ok, já se passaram 16 anos, a tecnologia evoluiu... mas então porque é que me deram uma média de 2 anos para ficar a 100%??? "Ah e tal, para endireitar os dentes da frente é rápido... mas para endireitar os molares por causa da articulação, são 2 anos...". DOIS ANOS??? Antes arranca-los todos e pôr uma prótese!!

    Bem, não sei se é por entretanto estar a ver cada vez mais pessoas com os malditos brackets a enfeitarem a boca, não sei se é porque hoje estou a aproveitar toda e qualquer desculpa para me distrair, mas neste momento a ideia até não me parece assim tão má (amanhã talvez já não...). O meu plano é pedir uma segunda opinião, mas pelo que pesquisei na net, parece que os 2 anos são a regra (senão ficava muito barato... lol). Descobri que agora há uns brackets mais pequenos e eficazes (com resultado mais rápido!), descobri que se podem pôr os brackets na face posterior dos dentes e descobri que há uns aparelhos invisíveis cuja desvantagem é que têm de se tirar para comer ou escovar os dentes (mas pelo menos não ficam cheios de comida agarrada (blegh) nem magoam os lábios e as bochechas). O problema destes novos aparelhos é que ficamos com uma boca bonita mas cegos, porque somos obrigados a dar os olhos da cara para os pagar...

    Estou indecisa... Ponho ou não ponho? Dois anos é muito tempo... :(

    Porque raio tive de herdar os dentinhos tortos do meu pai?? Aghhh...

    sexta-feira, 10 de Julho de 2009

    Paparoca e previsões...

    Esta semana fui convidada para um jantar no Jardim dos Sentidos. Nunca lá tinha ido, mas o facto de ser um restaurante vegetariano suscitou-me a curiosidade, uma vez que já há uns bons anos que não saboreava uma boa comida vegetariana, macrobiotica ou afins (basicamente desde que deixei de ter cartão de estudante para poder ir à cantina universitária de entrecampos, onde antigamente a comida era DIVINAL). Primeiro desafio superado (arranjar lugar para o carro) lá me encontrei com o grupo. Praticamente só conhecia uma pessoa, mas acabou por ser muito agradável. O restaurante em si tem um ambiente engraçado, e realmente a comida (e bebida) é muito boa e a preços bastante acessíveis. Já tinha saudades de comer uns bifinhos de seitan como deve ser...

    Segundo aquilo que me tinham dito, iria haver algumas surpresas... e eu como a nível de curiosidade sou meio gata, andei a vasculhar o site à procura de pistas. De entre as massagens e tratamentos, a minha maior suspeita foi mesmo para o campo da astrologia (sim, não estava a ver obrigarem o pessoal a despir-se para fazer massagens... infelizmente... lol). E acertei. Tivemos direito a uma mini-leitura de tarot e acabou por ser muito engraçado. A grande maioria não foi (por medo do que poderiam ouvir!). Eu fui. Sem medos. Até porque, além de achar piada a essas coisas, a probabilidade de uma dessas previsões acertar ou errar é sempre 50%. Nunca tinha experimentado uma coisa dessas (sem ser o básico do horóscopo semanal... lol), e tenho de admitir que gostei. Tive direito a fazer uma pergunta (que obrigatoriamente tinha de ser algo muito concreto) e a pedir uma mensagem dos anjos (ou lá como se diz) a partir de um baralho de cartas diferente. Ouvi coisas más e coisas boas (não vos vou dizer o quê :P), mas obviamente que o panorama geral tem sempre potencial para ser alterado consoante os nossos desejos e reacções (o que é bom, porque assim acerta-se sempre na previsão, seja para um lado ou para o outro... lol). Mas gostei da taróloga (pelo menos não soou a charlatanice e foi divertido).

    Pode ser que da próxima vez que lá for seja para um jantar zen... Aceito convites!!! :D

    quarta-feira, 1 de Julho de 2009

    Brilho fosco

    Um calor... e de repente o frio... uma sensação de perda de consciência... Vejo tudo enevoado. Não consigo distinguir bem as formas. Oiço uma voz mas não a reconheço nem consigo perceber o que diz... Sinto o meu corpo a ser arrastado, e em seguida num leve balanço como que a cavalgar. Que se passa? Onde estou? Ainda estou neste mundo? Morri? Não vejo nenhuma luz como num túnel... Não vejo a minha vida a passar como um filme à minha frente... Nada... Apenas uma sensação de calma. Sim. É isso. Calma. Uma calmaria como que a flutuar num mar sem ondas. Mas uma calma com expectativa. Um silêncio com ruído. Uma escuridão iluminada. Uma cor que não existe no arco-íris. Tudo passa a não fazer sentido. Como num sonho. Será isso? Um sonho? O que era importante deixou de ser. O cansaço levou à exaustão e à conclusão de que nada vale a pena. Nem vale a pena pensar. A importância de tudo toma um peso relativo. As ideias saltitam na minha linha de pensamento e sinto uma vontade crescente de rir à gargalhada. Quero correr. Apetece-me correr... e saltar... e rir...

    Novamente sinto um arrepio a percorrer-me o corpo. Uma sensação desagradável que interrompe aquele êxtase momentâneo. Recordo-me da realidade. Recordo-me dos últimos momentos... e a partir daí tudo se torna turvo. Agora sim, vejo imagens a passar... episódios que vivi... e sim, sinto-me a caminhar num túnel... um túnel que termina numa luz fosca que se torna mais brilhante à medida que o percorro... Será agora?

    Uma dor forte... física... Não percebo porquê... ainda não me lembro porquê... Abro os olhos com dificuldade...

    - Quem és tu?

    terça-feira, 30 de Junho de 2009

    Piloto automático

    Sempre me irritou aquela particular tendência que certas pessoas têm para não ouvirem o que lhes estamos a dizer. Nunca gostei de falar para as paredes, e por isso também nunca achei piada a falar para alguém que está a ouvir tudo menos as minhas palavras, e muito menos quando o fazem nítidamente. É a tal sensação do "pérolas a porcos"...

    Curiosamente, nos últimos tempos tenho andado numa espécie de piloto automático. Há certas situações e/ou pessoas em que tal é inevitável. Por exemplo, era frequente (para não dizer que era a regra) durante as aulas, em que a minha expressão de interesse e atenção permitiam-me estar no meu mundinho sem faltar ao respeito (e tinha sorte, pois só uma vez me aconteceu fazerem-me uma pergunta sobre um assunto que obviamente eu não tinha ouvido...).

    No entanto, acho que cada vez mais, a minha capacidade de atenção e concentração, já para não falar da minha paciência, estão a atingir o limite inferior do normal. Estou demasiado selectiva. É verdade que ultimamente tenho tido um treino intensivo nesse campo, mas assusta-me os "hmm hmm", "sim" e "pois" que consigo sucessivamente emitir perante todo um discurso enfadonho e desinteressante... e o facto de simplesmente não ouvir uma única palavra a partir do momento em que concluo a presença dessas características.

    Quem me dera não ser tão exigente...

    terça-feira, 23 de Junho de 2009

    Não há coincidências... ?

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    E tudo é aleatório e surge por obra do acaso...
    ... ou não... ?

    Será que existe uma força criadora de tudo o que conhecemos? Ou será que o universo é indiferente ao ponto das coisas se encaminharem num determinado sentido só porque sim? Será que somos nós que construimos ou forçamos esse caminho? Será que nos julgamos assim tão poderosos, ou será apenas um conjunto de vários factores que funciona como gatilho?

    Acreditam em coincidências?

    Há coisas realmente difíceis de explicar...

    P.S. Tudo isto começou comigo à procura do vídeo desta música... e curiosamente fui dar de caras com este, que assenta na perfeição numa conversa que tive ontem sobre a criação do Universo... Mais uma coincidência... :)

    segunda-feira, 22 de Junho de 2009

    A música da semana VI

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    Dave Grohl rulaaaaa!!!

    sexta-feira, 12 de Junho de 2009

    Viva o Sto António, viva o São João... Viva o 10 de Junho... bla bla bla

    Queria taaaaaaaaaaaaaaaaanto ir aos Santos... Por incrível que pareça, nunca fui pois nunca tive muita paciência nem achava a mínima piada à coisa (não gosto de sardinhas, não gosto de cerveja... e ajuntamentos só nos concertos!), mas hoje.... apetecia-me taaaaaaaaaaaaaaaaanto!!!

    Sim... se calhar é só por já não sair de casa há dias e precisar de ver gente urgentemente antes que a minha sanidade mental se esgote! Aliás... este post demonstra um pouco esse meu desespero... é que não tenho nada para dizer... além de.... queria taaaaaaaaaaaaaaaaaaaanto ir aos Santos!!!!!!!!!...

    domingo, 31 de Maio de 2009

    Quanto mais me bates...

    Acabei de ver uma reportagem sobre a violência no namoro, e é mais uma daquelas coisas que quem está de fora não consegue entender. Como é que é possível existirem pessoas obcecadas e possessivas ao ponto de destruirem por completo a vida de alguém que "supostamente" amam. E pior. Como é que é possível que alguém se deixe submeter a tais tratos. Pessoas que acreditam que "ciúme" é sinónimo de "amor". Pessoas que confundem "doença psiquiátrica" com "insegurança" e por isso a desvalorizam. Pessoas que desculpabilizam tudo porque acham que a culpa afinal é delas e por isso merecem ser castigadas. Pessoas que simplesmente negam as evidências.

    Para quem se deixa envolver nesse ciclo vicioso, e mesmo depois de perceber que é uma viagem só de ida em direcção ao abismo, torna-se difícil conseguir sair dele. E muitas vezes, quando saem, já é tarde demais. As sequelas na vida pessoal, social e familiar podem ser demasiado graves. Já para não falar da dificuldade que muitas vezes têm em conseguir um afastamento por parte da outra pessoa, que, mantendo o seu delírio obsessivo, não permite que a outra seja feliz longe dela.

    E quem pensa que nestes casos o agressor é sempre o homem, engana-se. Cada vez mais as mulheres tomam essa posição, geralmente servindo-se da violência psicológica (que é tão má ou pior que a física). Conheci de perto 3 casos destes, e em todos eles as consequências foram semelhantes e devastadoras. Uma vida destruída, necessitando de muito tempo para se conseguir sequer pensar em reconstrui-la, e mais tempo ainda para o conseguir fazer.

    Espero que cada vez mais as pessoas ganhem coragem para denunciar e sair destas situações de domínio/submissão. É que, acima de tudo, contra factos não há argumentos, e agressão, seja ela de que tipo for, não é, definitivamente, sinónimo de amor.

    terça-feira, 26 de Maio de 2009

    A música da semana V

    Ya... gosto de conduzir ao som desta música... só me falta é o BMW... :P

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    quarta-feira, 13 de Maio de 2009

    Malas de gaja

    Ando há que tempos para comprar uma mala preta, básica, sem muitas cocozices mas que tenha o tamanho correspondente à minha definição de mala. Obviamente que nem tão cedo vou conseguir atingir esse objectivo. É que actualmente, a "moda" dita que as malas têm de ser verdadeiras malas de viagem, em que, com sorte, até cabe lá um mini bar não se vá dar o caso de ficar com fome enquanto estiver na rua.

    Uma coisa que me tira do sério é demorar mais de 2 segundos para conseguir encontrar o que quero dentro de uma mala. A escassez ou ausência de compartimentos interiores na maioria delas, é um factor de risco... mas o tamanho da mala aumenta exponencialmente o tempo de procura. Até já uso um daqueles bonequinhos de peluche como porta-chaves para ser mais fácil de encontrar... mas mesmo assim, às vezes é uma verdadeira odisseia... acreditem!

    Sempre fui apologista de usar o menor espaço e o menor número de volumes possível. Se as coisas cabem num único espaço pequeno, para quê usar dois espaços grandes? Quando vou de viagem consigo verdadeiros milagres, tipo Sport Billy. Levo tudo o que preciso apenas numa mala (e das pequenas, se possível), até porque, detesto andar carregada com malas e malinhas e simplesmente recuso-me a transportar coisas que à partida sei que são desnecessárias.

    Por isso, tenho um grave problema. É que estou-me nas tintas se a moda é usar malas grandes, quando essas malas não são minimamente funcionais. Para transportar aquilo que costumo levar diariamente numa mala, não preciso de uma mochila de campismo nem de um trolley! Eu só quero uma mala onde possa levar a carteira, os documentos, telemóvel, baton para o cieiro, chaves de casa, chaves do carro, um pacote de lenços e uma caixa de pastilhas, sem que sobre um espaço que dá para levar os meus 3 gatos! Será assim tão difícil?

    segunda-feira, 4 de Maio de 2009

    A música da semana IV

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    sábado, 2 de Maio de 2009

    Casamentos

    Porque é que...

    1. há convidados que não conhecem minimamente os noivos mas estão lá porque parece mal se não receberem um convite?
    2. 50% das pessoas (e 99,9% das mulheres) estão demasiado preocupadas com o que os outros levam vestido e dizem a todos (incluindo à noiva) que estão muito bem (mas pensam o contrário)?
    3. há quem ache que vai para a cerimónia dos Óscares?
    4. há quem faça apostas sobre a data do divórcio?
    5. há sempre uma foto da noiva ao espelho?
    6. a noiva tem de se atrasar uma hora?
    7. o copo de água começa às 17h, mas o que eles querem mesmo é a mesa do marisco?
    8. é tão importante ver os noivos a beijarem-se a pedido?
    9. os animadores da festa parecem saidos dos "Malucos do riso" (mas causam o delírio e a gargalhada geral!)?
    10. é proibido passar música acima dos anos 80 (à excepção óbvia de todo o Pimba que surgiu depois disso)?
    11. com o que se gastou dava para passar umas férias brutais em Bora Bora, mas acabam por ir para as Berlengas porque já não têm "tempo"... e tudo em nome de um dia com os 10 pontos anteriores????????

    segunda-feira, 27 de Abril de 2009

    Curiosidade... (e gatos)

    "Os gatos usam os bigodes como antenas, para determinar se um espaço é demasiado pequeno para que possam caber nele. Além disso, por não terem clavículas, os gatos conseguem atravessar qualquer espaço que tenha o tamanho suficiente para que a sua cabeça passe."

    Isto explica muita coisa... Mas... não me venham agora dizer que o Zizou, o meu pequeno Buda, consegue enfiar-se no móvel da televisão como fazem as meninas...

    ...Ok... consegue mesmo...

    (nem os bigodes cortados, mordidos com avidez pelas manas, conseguem deter o meu gordo...)

    segunda-feira, 20 de Abril de 2009

    "A arte do crime"

    Voltei ao teatro. Já não ia há muito tempo e já tinha saudades. Gosto daquela sensação de ter personagens de carne e osso à minha frente... ouvi-las... ver os seus movimentos... as suas expressões... sem cortes ou planos que não me interessam. Tornam-se... palpáveis... reais.

    Sou fã da Companhia Teatral do Chiado já há muitos anos, e por isso, a expectativa era grande. E não me desiludi. Desta vez não foi uma comédia, mas um thriller com sentido de humor (muito à conta do grande Simão Rubim). Uma história interessante que nos consegue prender para tentar perceber o que vai sair dali. Apenas um cenário. Apenas 3 actores, todos eles excelentes. Já conhecia a Vanessa Agapito d'O mocho e a gatinha. Emanuel Arada foi uma surpresa, extraordinário no papel do Sr. Rocha. Tinha saudades de ver boas representações... bons actores... Muitos daqueles que se auto-intitulam como tal deviam dar uma vista de olhos para ver se aprendiam qualquer coisa.

    Absolutamente recomendado. E espero voltar em breve para (re)ver mais umas peças...

    quinta-feira, 16 de Abril de 2009

    Porque parece bem...

    Desde sempre, e cada vez mais, há coisas que nos querem obrigar a fazer porque "parece bem". "Parece bem" ficar a fazer horas extraordinárias não pagas... o chefe vai gostar. "Parece bem" oferecermo-nos para algo que nos prejudica, mesmo que os frutos desses sacrifícios nunca cheguem a nascer.

    Pode ser difícil dizer "não", mas o limite entre a boa vontade e a estupidez às vezes é muito ténue, principalmente a partir do momento em que essa boa vontade passa a ser interpretada pelos outros como uma obrigação. Aí sim, as coisas agravam-se abruptamente. É que no momento em que nos negarmos a essa "obrigação" seremos crucificados e não, ninguém nos vai agradecer pelas vezes que nos sacrificámos. Torna-se num hábito. Os outros habituam-se a que sejamos "estúpidos". Tornamo-nos numa prostituta... não... correcção... isso implicaria um pagamento... o que nem sempre sucede, excepto nos casos em que é do interesse do próprio fazer certas coisas, rebaixar-se, dar graxa... Acho piada é quando esses morrem de inveja e querem "vingança" daqueles que não o fazem, e quando não entendem que nem toda a gente se interessa pelos mesmos objectivos. Quanto a mim, feliz ou infelizmente nunca gostei do "sabor das botas"... não hei-de ir longe se contar com esses estratagemas...

    Não sei se sou eu que ando com menos paciência, não sei se é a minha personalidade que está cada vez mais vincada, mas ando a dizer "não" muitas vezes. Talvez seja apenas o instinto de sobrevivência...

    sexta-feira, 3 de Abril de 2009

    Just thoughts...

    Hoje apetece-me divagar. Talvez porque está um dia bonito e a minha vontade de "voar" seja maior que a vontade de ceder à "responsabilidade"... Talvez também porque o meu Zizou acabou de arranjar um belo lugar no meu colo para ronronar... o que me dá uma moleza ainda maior (e me impede, convenientemente, de conseguir continuar a sublinhar o livro...)

    Não tenho propriamente nenhum assunto específico do qual possa (ou queira) falar. Têm sido tempos ricos. Novas amizades, novas experiências, novos cenários, muitas descobertas. Realmente é verdade que se investirmos mais em nós, no nosso tempo, as coisas acabam por surgir. Já perdi muitas coisas por achar que as podia fazer depois... Muitas vezes caimos no erro de ordenarmos erradamente as prioridades.

    Mas a vida é mesmo assim. Uma aprendizagem contínua. Só se aprende com os erros. E só erra quem arrisca. Se o que se aprende é bom ou mau, se mudamos para melhor ou para pior, isso já é outra história... mas são daquelas coisas que só se sabem depois... É como um medicamento. Pode ser muito bom, mas provocar efeitos adversos diferentes em cada um que o toma. Aprender é sempre bom, ou a ignorância é uma benção? O conhecimento da verdade ou a ingenuidade "infantil"? Aventura... Se eu, como boa sagitariana que sou (sim, que os signos às vezes até acertam numas coisas), sempre gostei da aventura... porque é que, vendo bem, sempre me aventurei pouco? É como um jogo de futebol. Jogar à defesa tira a beleza do jogo... torna-o aborrecido. Quem não arrisca não petisca... e de facto... pouco tenho petiscado.

    Cada vez tenho mais consciência daquilo que sou, e gosto disso. Gosto de mim. Pode parecer narcisista, mas não é. Aliás, bem pelo contrário. E, por falar nisso, se aqui há dias descobri que sou como o vidro, hoje ainda tenho mais consciência disso. É que apesar de tudo o resto, afinal o vidro também se dobra... basta ser aquecido... (esta é uma private... ;P)

    Aqui fica mais um som de qualidade... só porque sim.

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    segunda-feira, 23 de Março de 2009

    Dreaming...

    Hoje acordei... como direi... "flutuante".

    Realmente, os sonhos podem alterar o nosso estado de espírito. Já tive alguns que me cortaram a respiração, que me deixaram asfixiada, ansiosa, triste... Alguns parecem tão reais que acordo com o coração a saltar-me do peito. Também já me ajudaram em certas situações (como naquela em que sonhei com o que devia desenhar para um concurso... que por acaso acabei por ganhar... Pode ser que numa noite destas sonhe com os números do Euromilhões). Noutros momentos, porém, já me fizeram ver e sentir certas coisas de maneira diferente.

    O sonho desta noite foi daqueles em que tive pena de acordar... podia ficar ali presa no sonho só para ver o que ia acontecer a seguir... e sim, fez-me ver e sentir certas coisas de maneira diferente... :) Fiquei assim... meio atordoada... no bom sentido. Pode ser que um dia o sonho passe a realidade e...

    ... e não, não vos vou contar o que foi... :P

    quarta-feira, 18 de Março de 2009

    No repeat do meu mp3

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    terça-feira, 17 de Março de 2009

    Pézinho na areia


    Quando vim para Lisboa estudar, toda a gente me perguntava se eu tinha ido à praia de cada vez que eu ia visitar os papás ao Algarve. Eu achava aquilo estúpido, e não percebia muito bem como é que em plena Páscoa (por exemplo) já toda a gente queria ir para a praia, apesar de nem estar assim tanto calor. Mas atribuí esse facto ao exagero latente dos alfacinhas, que mal viam um raio de sol vestiam a T-shirt, da mesma maneira que mal caía uma gota de chuva, lá saltavam os casacos compridos do armário.

    Neste fim de semana juntei-me ao rebanho. Fui mesmo para a praia. Nunca na minha vida tinha ido à praia tão cedo no ano. Mas agora, que já não tenho 3 meses de férias, que já não tenho o Algarve nem o bronze que me caracterizava fosse Verão ou fosse Inverno, agora sim, sofro do síndrome de abstinência de praia. Realmente... só se dá valor às coisas quando as perdemos...

    A praia estava cheia de gente e, em pleno Março, consegui a proeza de não ter lugar no "meu" cantinho preferido... Mas mesmo assim, apesar da ausência de banda sonora e sumo de morango, não deixou de ser uma excelente tarde. O único senão foram as 2h30 para voltar a casa... nada que me enervasse, até porque não me apetecia mesmo voltar (e ao som de Jamiro é impossível não levantar o ânimo). Soube mesmo a Verão...

    Se há 2 dias estive na praia... ontem estive no Paraíso! Fez-me lembrar a "minha" Deserta. Um recanto simplesmente divinal. E... pasmem-se!... aqui a friorenta foi mesmo à água! (ok... não ultrapassando o limite crítico da cintura). Espero lá voltar mais vezes (e não, não vos vou contar onde fica... ihihih).

    O tempo já está a mudar... voltou o vento... e dizem que a temperatura vai descer... Não faz mal. Preciso mesmo de ficar por casa e mergulhar noutros objectivos por cumprir. Espero que o ânimo trazido pelos raios de sol destes dias, me ajude nessa saga...

    segunda-feira, 16 de Março de 2009

    Pensamento do dia III

    "Quem faz uma vez... faz duas ou três."

    As pessoas não mudam nunca... e quem pensa o contrário há-de ter muitas desilusões na vida.

    domingo, 15 de Fevereiro de 2009

    Escuridão

    Falta-me o ar. Caminhei horas a fio na escuridão e ainda não consegui chegar. Os caminhos parecem todos iguais. Estarei perdida? A luta foi demasiado forte. As forças do mal demasiado fortes para mim. Fugi. Ferida. Cansada. Deixei a minha armadura algures no caminho. Sentia-a demasiado pesada. Não me deixava respirar. Ainda seguro na minha espada mas temo que não por muito tempo. O ferimento no peito continua a sangrar a cada passo que dou. Talvez deva parar para descansar… mas se o fizer perco tempo… eles alcançam-me… Não. Tenho de continuar. Está cada vez mais frio. Ou serei eu que estou a ficar sem sangue que me aqueça? A lua cheia ilumina tudo à volta apesar das árvores demasiado altas esconderem recantos dos quais parecem surgir vultos… Serão eles? Serão apenas as sombras das árvores? Ou as sombras deles? O chão está coberto de folhas e ramagem… faz barulho a cada passo que dou. Não deveria dar tanto nas vistas… mas tenho de correr. Não há outra hipótese. De repente oiço um silvo. Uma serpente surge do nada e olha para mim como se soubesse o que ia acontecer. Sinto um corte nas costas. O silvo outra vez. São eles. Tento levantar a minha espada e lutar com a pouca força que me resta. Já não posso fugir. Já não tenho força. De repente ficou mais escuro. As folhas das árvores pararam de mexer. Silêncio. Novamente o silvo. Sinto um calor a percorrer o meu corpo… e de repente um frio tremendo. A espada trespassou-me… Sinto-a rodar de acordo com o movimento circular do punho do meu inimigo. A alma já não dói. Foi substituída por uma dor física. Sorrio. O golpe de misericórdia.

    O mal venceu mais uma vez. Sempre.

    sábado, 14 de Fevereiro de 2009

    A música do momento II

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    domingo, 8 de Fevereiro de 2009

    O desporto rei

    Já tinha ido ver vários jogos de futebol, mas ainda não tinha "estreado" nenhum dos estádios do Euro 2004. Ainda sou do tempo em que se apanhava chuva na moleirinha... (realmente, isto agora é outro nível). É sempre engraçado o ambiente que se vive lá dentro... os treinadores de bancada... os palavrões alto e bom som... a euforia do golo... O problema é que, inevitavelmente, há sempre quem não fique satisfeito com o resultado.

    Não sou adepta de nenhum clube. Simpatizo de vez em quando com alguns. E isto porque vejo as coisas de uma maneira que pouca gente vê. Imaginem o seguinte: a vossa banda musical favorita muda de vocalista. Na minha opinião, transforma-se numa outra banda, mesmo mantendo o nome e, como tal, apesar de ter sido a minha favorita não significa que continue obrigatoriamente a ser, pois o som passa a ser completamente diferente. Ora com o futebol passa-se exactamente o mesmo. Porque é que hei-de ser do Benfica até morrer, mesmo se em determinada época é evidente que a equipa não sabe jogar, enquanto que a do Porto faz uma "dança" fabulosa em campo?

    O bonito do futebol é ver um bom jogo. O problema é que, sendo um desporto, a competição inerente não deixa ver as coisas dessa maneira. É aquele sentimento intrínseco que nos acompanha desde criança... o sentimento "Toma toma!! Nhã nhã nhã nhã nhããã nhããããã!". Nem que a equipa tenha jogado mal mas tenha tido sorte, o que interessa é ganhar... caso contrário, haverá represálias e actos de vandalismo... Num dia a dia às vezes tão cinzento, o que vai animando o povinho são estes momentos... e assim se justifica os ordenados dos jogadores...

    Ainda bem que ninguém pensa como eu... caso contrário as equipas tinham de jogar mesmo muito bem para que o estádio enchesse... e isso dava muito trabalho.

    quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

    Pensamento do dia II

    "Se as pessoas pensassem mais e falassem menos, o "cócó" saía sempre (e só) pelo sítio correcto."

    Realmente... a diarreia é mais rápida que o pensamento... principalmente as diarreias mentais...

    segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

    Jornada cinematográfica

    Ultimamente tenho visto muitos filmes. Relativamente aos do cinema (lol), deixo aqui a minha crítica pessoal.

    • "O estranho caso de Benjamin Button"

      O típico "filme de gaja". Muito na onda do Titanic (tanto no tipo de história, como no género de "relato" feito por uma mulher com 200 anos...). Previsível desde a 1ª cena, e a apelar ao choro fácil, não é, definitivamente, o meu tipo de filme. Está nomeado para 13 Óscares, mas atenção, que apesar de ficar logo de pé atrás quando há muitas nomeações, eu vi o filme antes de saber desse pormenor. A caracterização está muito bem conseguida. De resto... tenho saudades de filmes como o Big Fish...

    • "Seven pounds", ou traduzido para português, "Sete vidas" (!)

      Ora aqui está um filme que eu levei algum tempo a perceber do que se tratava (e confesso que no início houve mesmo uma cena que me irritou bastante). Também não vai para o meu Top dos preferidos, mas admito que está bonito, ou pelo menos a mensagem que transmite (sim, neste as lágrimas vieram-me aos olhos e tive de me esforçar bastante para que não transbordassem...).

    • "O sonho de Cassandra"

      Mais um de Woody Allen. Um bocadinho ao estilo de "Match Point" (mas na versão "o crime não compensa"), sem no entanto lhe chegar aos calcanhares. Não gostei propriamente (entra na classe dos que surpreendem por não surpreenderem).

    • "Michael Clayton"

      "I am Shiva, the God of death". Esta é a frase que fica do filme (acho que vou passar a adopta-la para certas situações... ihih). Uma espécie de "Erin Brockovich" versão masculina mas com (muito) menos conteúdo. Nomeado para 7 óscares em 2008 (mais uma vez se comprova a minha teoria...). Uma fórmula já muito muuuuuuito batida (SERÁ POSSÍVEL que já não há imaginação para escrever argumentos que não sejam uma mistura de mil filmes já realizados?!)... Boring... been there, done that.

    • "RocknRolla"

      ALELUIA! Do estilo do "Snatch", com um humor inteligente (e negro), e histórias com muitas peripécias que se cruzam entre si. Confesso que alguns dos pormenores que seriam os pontos altos da história (o tal factor surpresa) são previsíveis (pelo menos para mim que estou habituada e gosto bastante do género). Mesmo assim, gostei muito (até porque já estava em desespero por não conseguir ver um filme de jeito!...). There is hope... afinal ainda se fazem filmes cuja história não dá para contar numa única frase!

    • "Cidade baixa"

      Nada a ver com a outra "Cidade" (a "de Deus"). Dois amigos e uma mulher (prostituta, ainda por cima). Só podia dar porcaria (e mesmo assim, não tanta quanto poderia dar). Nada de especial. É daqueles que não tenciono voltar a ver.

    Neste momento, "The Spirit" é a grande expectativa. Tenho um feelling sobre este filme... Só espero não me decepcionar...

    domingo, 1 de Fevereiro de 2009

    Grrrr...

    Ora aqui vai o meu "toque" para os senhores da Warner Music Group que fizeram o favor de retirar do Youtube vários vídeos que constavam do meu blog. Consegui reaver quase todos (alguns não na versão original que se encontrava aqui inicialmente), excepto o "The way you look tonight" de Frank Sinatra.

    Com sorte ainda me aparecem os do FBI aqui à porta para me prenderem por estar a divulgar vídeos em tamanho míniatura e de péssima qualidade de imagem... quando no fundo deviam era pagar-me por estar a fazer publicidade aos seus artistas... de borla! De qualquer modo, aqui ficam as minhas desculpas, em nome desses senhores que, coitadinhos, devem estar com tanta fominha por não terem dinheiro para ir ao supermercado, que resolveram impedir a visualização destes vídeos. É que os CD's e DVD's são muito baratos e dão uma margem de lucro ridiculamente pequena...

    Qualquer dia começam a fazer rusgas às casas das pessoas para confiscarem todos os gravadores de DVD... não vá algum maluquinho começar a gravar vídeos a partir da MTV.

    Resultado das apostas

    Ok, chegou ao fim do 1º mês deste ano, e o balanço relativamente à minha frequência do ginásio até não foi nada mau. Desde já agradeço às 13 pessoas que se deram ao trabalho de votar no meu "poll". O resultado aqui está:

    Voltei ao ginásio! Por quanto tempo?

    É desta q ficas (ainda mais) jeitosa
    - 7 (Já se nota qualquer coisita...)

    3 meses (num ano) - 1 (Vamos manter esta hipótese em aberto... eheh)

    Este mês (ja ta pago!) - 3 (Esta também ainda não posso descartar, visto que hoje era para ir e não fui, portanto o mês de Fevereiro ainda não me saiu do bolso...)

    Foi só hoje. És uma baldas! - 2 (AHAH! Enganaram-se! :P)

    segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

    A música da semana III

    Para mim estará sempre associada a uma noite estrelada na Deserta, na qual ela não me saía da cabeça...

    E sim, continuo a ter um fetiche pela voz do Brandon Boyd :P

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    sábado, 24 de Janeiro de 2009

    93 canais!

    Na outra semana reparei que pelo serviço de internet + Tv estava a pagar mais do que se tivesse um pacote com mais canais e telefone (o que tem toda a lógica...!) e lá fiz um upgrade para a imitação do "Meo" - versão Zon. Por isso nos últimos dias até tenho visto alguma televisão (o sindrome do brinquedo novo) e acabei por descobrir que até há canais MTV onde realmente só passa música (espantoso!). A seguinte tem passado com alguma regularidade. Acho "piada" ao vídeo e à letra, apesar de não ser grande fã da senhora. Aqui fica.

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    Matrix

    Nesta noite que passou cheguei a uma conclusão. De todas as vezes que me perguntaram qual era o meu filme preferido, sempre foi impossível apontar apenas um. No entanto, de todos aqueles que fazem parte do meu Top, há um que eu já vi n vezes e mesmo assim nunca consigo deixar de ver sempre que passa na televisão... seja qual for o momento... seja qual for o meu estado de espírito. Parece que fico presa ao ecrã. Acho que isso deve querer dizer qualquer coisa...

    Matrix. Este filme está simplesmente genial em todos os pormenores. E (oh meu deus, como o tempo passa) já lá vão 10 anos! A ideia está fabulosa, e a maneira inteligente como certos conceitos foram explicados e adaptados à teoria de uma realidade virtual, absolutamente extraordinária. E claro, a revolução nos efeitos especiais, que agora se tornaram banalizados. Não consigo apontar um defeito. Até a banda sonora está perfeita... não podia ser mais adequada ao filme.

    Curiosamente os outros 2 (que eu nunca me consigo lembrar dos nomes... o "Revolutions" e o "Não sei quê"...) vi uma única vez. Quando se faz uma obra prima, é muito difícil manter o nível. Mas os interesses económicos são sempre mais fortes.

    Ainda me lembro da 1ª vez que o vi. No anfiteatro 3 da faculdade, ao final da tarde. Fui sozinha (só agora me dei conta que já fui sozinha ao cinema mais vezes do que pensava). E lembro-me de já ser noite quando saí, e ir a correr para casa com a "Wake up" na cabeça. Dez anos. Parece que foi ontem.

    quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

    Vicky Cristina Barcelona

    O "Barcelona" no título, acrescido ao facto de ser de Woody Allen, obrigou-me a ir ver este filme.

    A história está gira e promete, sempre com aquele humor muito particular. O ambiente... bem, eu sou suspeita para falar, mas Barcelona e o som de guitarra que constitui a banda sonora são a combinação perfeita. Quanto ao final... admito que estava à espera de algo mais surpreendente (mas se calhar até foi, precisamente por não ter surpresas). Retrata apenas a vida como ela é. Sem finais felizes ou infelizes. Apenas finais que cada pessoa escolhe para si, porque cada um é diferente e, como tal, o conceito de felicidade e os objectivos de vida são muito variáveis. A vida é feita de episódios e o modo como os quais vão influenciar o futuro, depende de cada um.

    Um filme muito simples e real. Gostei.
    Só sei é que daqui a mês e meio ando por lá... ;) (sim... estou eufórica!.. :D)

    sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

    Primeiro estranha-se...

    ... depois entranha-se...

    Este podia bem ser o mote de uma certa área da minha vida. E só hoje é que me dei conta disso. Ou melhor... se até agora só havia "coincidências" que o poderiam fazer supor, hoje tirei a conclusão definitiva. E ainda bem que assim é... Pena que, só assim de repente, me lembre de pelo menos mais três expressões que costumam vir acopladas a esta, e que fazem com que o resultado final possa ser desastroso...

    Não se preocupem se não estiverem a perceber nada deste post. No fundo é um monólogo que acho que só eu vou entender. Não, não estou a ficar senil. :P

    quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

    Cromos ao volante III

    Porque é que quando eu sou apanhada no pára-arranca, fico sempre atrás de um cromo (gaja ou velhote em 99,9% das vezes)?...

    ... Daqueles cromos que demoram mil anos a arrancar, deixando à frente deles um espaço que dá para 3 carros (e consequentemente os da faixa da direita aproveitam para passar à frente).
    ... Daqueles cromos que travam sem razão aparente (além da ausência de cérebro).
    ... Daqueles cromos que começam a travar porque o da frente (que está a 1Km de distância) travou, e acabam por parar a 10 metros dele (deixando-me na expectativa de que ainda vão continuar a andar até ficarem um pouquinho mais perto... mas não).
    ... Pior! Daqueles cromos que reunem todas as características anteriores!!... Oh sorte macaca...

    Já pensaram porque é que há trânsito quando não há nenhum acidente ou bloqueio de via? POR CAUSA DESTES CROMOS!!

    quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

    2009

    Para começar em grande este novo ano, aqui fica um grande som. Quem disse que as canções de "desamor" têm de ser tristes? ;)

    Desejo-vos um ano cheio de coisas boas (para mim... basta que seja melhor que 2008!).

    video

    quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

    Feliz Natal!


    Feliz Natal a todos!
    Eu estou mesmo é de banco... (e acho que o Pai Natal não faz visitas hospitalares) :P

    terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

    Experiências novas

    Hoje fui uma maluca.

    Estava com fome e tal... 15h ainda sem ter almoçado... e aproveitei para deglutir qualquer coisita no Olivais Shopping. O Spacio Shopping (como lhe chamam agora), está realmente diferente. Mais amplo (daí o novo nome...), mais colorido, com mais luz... bem diferente das muitas memórias que eu guardava dele. A única coisa que continua a não ter é lojas como deve ser. Bem... pelo menos o parque é grátis durante 2h (e duvido que alguém consiga demorar mais do que isso, a menos que queira morrer de tédio).

    Adiante. Dada a vasta variedade gastronómica disponível, acabei parada em frente ao Mac. Não me apetecia nada, até porque há pouco tempo já tinha comido o Double cheese da praxe. Do que é que eu me lembrei? "É hoje que eu vou experimentar uma salada!". E assim foi.

    Um pequeno parêntesis. Logo a seguir a ter pedido a salada, reparei que agora há um menu com o Chicken Mythic (que é o único pelo qual eu deixo de comer o double cheese), e ia cortando os pulsos só de pensar que não o tinha visto antes. Mas atenção. Era um Chicken Mythic falsificado, com maionese em vez do molho original... o que o torna disgusting...(ao menos a empregada avisou o cliente que o pediu a seguir a mim...)

    Mas voltando à salada. Pedi a salada Caesar... muito boa por sinal. Ideal se não tivesse tanta alface... e tipo... fosse só o frango com o queijo... e já agora com uma batatinha frita... pronto, se fosse um double cheese de frango... não, não... um Chicken Mythic!!

    Moral da história:
    Dormi um total de 7 horas nas últimas 2 noites. Este post está uma seca e não tem sentido. O meu discurso está a descarrilar. Mas para a próxima que for ao Mac vou comer um menuzorro Chicken Mythic. Sim, sou uma gorda :P

    quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

    Interpretações

    Mulheres, deixem de tentar interpretar aquilo que os homens dizem. Não caiam no erro de achar que eles pensam e falam da mesma maneira que nós!

    É que as mulheres são peritas nos rodeios... no dizer uma coisa que significa outra... no falar por "código". Um "código" que só elas conhecem, mas que ficam chateadas quando os homens não atingem.

    Não pensem que quando eles dizem "A", então se calhar é porque não é bem "A"... se calhar querem dizer "B"... Não tentem ler nas entrelinhas de maneira a tirar conclusões que possam ser mais favoráveis para vocês. As entrelinhas deles são demasiado básicas e objectivas. Não se enganem, meninas.

    Corolário: na dúvida, guiem-se pelos actos deles... as acções dizem muito mais do que as palavras.

    terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

    Achado musical

    Talvez seja do sono que hoje me assaltou... talvez seja das saudades das férias de Agosto passadas naquele sítio em particular... talvez seja apenas a coincidência de ter apanhado este video a passar num qualquer canal de música...

    ... estou numa de chill out! (acho que vou ligar o meu lava lamp pra criar ainda mais ambiente... eheh)


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    Tudo em nome da reciclagem

    Ora bem... sou o nº 53, e vai no nº48... faltam só 4 pessoas, não vai demorar muito tempo!...

    Uma hora depois.... TRIMMM Senha B nº53 Balcão 5.

    - Boa tarde. Vinha levantar este documento e já agora queria saber se este já está ou vai demorar muito a estar pronto

    - Ah... isto não é aqui... é ali do outro lado ao fundo

    - ....

    - Olhe... e parece que estou sem sistema... também não lhe sei dizer se este está pronto, mas de qualquer modo penso que não deve ser aqui que o vai ter de levantar...

    - Então é onde?

    - Bem, há-de receber em casa um postal a dizer onde e o local de levantamento.

    - Ah, mas é que neste postal que eu recebi também dizia que era aqui que o levantava e afinal não é...

    - Hmmm... pois... estes postais são os antigos... ainda estão a mandar estes pelo correio...

    - ....

    Ora bem... Secção de Habitação... senha B.... nº 91.... e vai no nº 78!...


    Moral da história, prefiro acreditar que não se trata de incompetência. O que se passa é que a CML está na vanguarda da reciclagem do papel. Os postais estão desactualizados? Mandam-no a Trás-os-Montes levantar um documento que está em Faro? Não se preocupe... é tudo para evitar que se cortem mais árvores.

    E no final de contas só perdi uma hora de vida (sim, porque já não fiquei à espera do nº 91, sabe-se lá quantas mais horas)... para nada!

    segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

    Lavagem cerebral

    Por coincidência já falei sobre este assunto com duas pessoas nos últimos dias, e resolvi expor a seguinte teoria.

    Às vezes é preciso ouvir uma coisa para que ela faça sentido na nossa cabeça (mesmo que na realidade não tenha sentido nenhum). No fundo funciona como uma espécie de lavagem cerebral. Tipo aqueles assassinos programados cuja sede de sangue é despoletada pelo ouvir de determinada palavra. Às vezes podemos até já ter tido essa ideia, em pensamento, mas o facto de a dizermos em voz alta, ou de a ouvirmos na boca de alguém, torna tudo diferente. Para o bem e para o mal. E nem é preciso ouvir muitas vezes. Basta uma vez, para que ocorra uma espécie de curto-circuito no nosso cérebro e o Tico e o Teco entrem numa espécie de psicose.

    Só assim de repente consigo lembrar-me de vários episódios que comprovam esta teoria. Infelizmente a grande maioria deles acabou por originar reacções irracionais e desfechos mais ou menos catastróficos.

    É assim o poder das palavras...

    sábado, 13 de Dezembro de 2008

    Declaração

    Só vi este filme uma vez e, além de não fazer nada o meu género e dada a conjuntura envolvente, na altura não gostei por aí além. No entanto tem uma cena que ficou na minha memória, talvez porque está... perfeita.

    Ok ok... Hoje estou particularmente lamechas... deve ser do espírito natalício...

    video

    sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

    Inauguração de nova etapa

    Hoje finalmente comecei! :D

    Menos tempo livre... mas... quem corre por gosto...

    segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

    Pérolas obstétrico-ginecológicas I

    - Então... Por favor, dispa da cintura para baixo e deite na marquesa.
    - ... É para tirar as calças?
    - Pois ...
    ...
    - ... Tiro as cuecas?...


    As velhas questões:
    1 - Será que "da cintura para baixo" quer dizer "tirar o chapéu"?
    2 - Será que é preciso tirar as cuecas para ser observada numa consulta de ginecologia? Não me digam que os médicos ainda não desenvolveram a capacidade de ver através da roupa!
    3 - Será que se eu entrar em negação e fingir que na realidade queria era uma consulta de ortopedia, me consigo escapar?

    sábado, 6 de Dezembro de 2008

    Sentido prático

    A malta é pobre, a vida está difícil e eu tenho 3 gatos para alimentar. Assim sendo, às vezes consigo ganhar um pacote de ração gratuito se apresentar um cartão onde se colam as provas de compra de 7 embalagens (mais um espaço para colar o da embalagem oferecida). Ora, tendo em conta que fazer um buraco numa embalagem de 3 Kg para tirar uma prova de compra irá concerteza alterar as propriedades da ração ao longo do tempo (porque os gatos comem bem, mas não dão conta de uma embalagem de um dia para o outro... felizmente!), eu costumo colar nesse espaço a prova de compra de uma embalagem já gasta (que é exactamente igual à embalagem que vou receber).

    Então porque é que as empregadas da loja de animais insistem em não perceber? "Ah e tal... aqui é para colar o da oferta". E de todas as vezes lá lhes tenho de fazer um desenho... Minhas meninas, isso seria problemático se de facto essas promoções obedecessem a critérios rígidos em que fosse necessário provar a origem da embalagem (por exemplo através de um código de barras), o que por si só já seria ridículo. Vamos lá então usar a cabecinha. Ficamos todas contentes. Eu não só fico com uma embalagem intacta, como lhes poupo o trabalho de cortar e colar a prova de compra. E melhor... se lá estão 8 provas de compra, significa que comprei 8 embalagens (e não 7) na vossa loja. O que é que querem mais?

    sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

    Parabéns para mim



    Nasci! (ok... foi só às 17h15, mas o dia já começou :P)

    Será que vou receber a prenda que quero?...

    terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

    Wanted...

    Para começar bem o mês do Natal e antecipar o meu aniversário, comecei já a receber prendas.

    Hoje o meu bólide foi vítima de um "hit and run" em pleno parque de estacionamento do meu local de trabalho. O "Senhor" (chamemos-lhe assim) foi responsável por alguns danos que me irão custar a quantia suficiente para eu não comprar grandes prendas neste Natal (meus amigos, já sabem de quem é a culpa). Obviamente o processo irá decorrer sob os trâmites legais, com PSP e seguradoras envolvidas. O "Senhor", demonstrando a sua vasta honestidade e um carácter primoroso, ignorou o "abanão" e seguiu alegremente o seu caminho. Neste preciso momento, o "Senhor" provavelmente até estará a abalroar outro veículo noutro parque de estacionamento qualquer. Mas pelos vistos não foi suficientemente discreto... e eu já sei muita coisa que o "Senhor" queria evitar que eu soubesse.

    Aguardemos cenas dos próximos capítulos...
    (Sim, eu sou lixada... não se metam comigo)

    sábado, 29 de Novembro de 2008

    "Somos muita bons!"

    Há pessoas que vivem num mundinho tão limitado que acham que não há mais nada para além dele... ou, pelo menos, nada melhor.

    A falta de humildade é daquelas coisas que me tiram do sério. A incapacidade de admitir os defeitos, os erros, as falhas... e pior, rebaixar quem de facto tem valor. Muitas vezes isso começa com uma ideia enraizada dos tempos áureos (que já lá vão) em que realmente as coisas eram diferentes... e esquecem-se que o tempo passa, e o valor que algo tinha antigamente, muito provavelmente já desapareceu. É como tudo na vida. Não basta ter fama de ser bom. É preciso sê-lo. E se não se investe nisso, então não caiam no erro de pensar que "são muita bons" (ou melhor que os outros), só porque os vossos "avós" o foram. Saiam um bocadinho à rua e vejam outras realidades. E aí vão descobrir o quão fraquinhos são...

    Há quem não tenha mesmo a noção...

    terça-feira, 25 de Novembro de 2008

    De chorar a rir

    Foi já há 2 ou 3 meses que vi pela primeira vez o programa "Dane Cook - Vicious circle". Foi por acaso que comecei a ver, a meio de um zapping entediante e, apesar de nem ser grande fã do género (acabo por perder a paciência se não for mesmo muito bom), acabei por assistir tudo até ao fim... e melhor, tive de pesquisar quando é que dava a repetição para assistir desde o princípio. Entretanto já repetiram milhares de vezes no MOV, mas não resisto a assistir sempre que está a dar.

    Vale a pena ver! :)

    video

    sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

    Cães e Gatos...

    O texto não é meu... mas está simplesmente delicioso! Desculpem estar em inglês... mas com a tradução perdia o encanto.

    A DOG’S DIARY:

    7 am - Oh boy! A walk! My favorite!
    8 am - Oh boy! Dog food! My favorite!
    9 am - Oh boy! The kids! My favorite!
    Noon - Oh boy! The yard! My favorite!
    2 pm - Oh boy! A car ride! My favorite!
    3 pm - Oh boy! The kids! My favorite!
    4 pm - Oh boy! Playing ball! My favorite!
    6 pm - Oh boy! Welcome home Mom! My favorite!
    7 pm - Oh boy! Welcome home Dad! My favorite!
    8 pm - Oh boy! Dog food! My favorite!
    9 pm - Oh boy! Tummy rubs on the couch! My favorite!
    11 pm - Oh boy! Sleeping in my people's bed! My favorite!

    A CAT’S DIARY:

    Day 183 of my captivity... My captors continued to taunt me with bizarre little dangling objects. They dine lavishly on fresh meat, while I am forced to eat dry cereal. The only thing that keeps me going is the hope of escape, and the mild satisfaction I get from clawing the furniture. Tomorrow I may eat another house plant. Today my attempt to kill my captors by weaving around their feet while they were walking almost succeeded - must try this at the top of the stairs. In an attempt to disgust and repulse these vile oppressors, I once again induced myself to vomit on their favorite chair - must try this on their bed. Decapitated a mouse and brought them the headless body in an attempt to make them aware of what I am capable of, and to try to strike fear in their hearts. They only cooed and condescended about what a good little cat I was. Hmmm, not working according to plan. There was some sort of gathering of their accomplices. I was placed in solitary throughout the event. However, I could hear the noise and smell the food. More important, I overheard that my confinement was due to my powers of inducing "allergies." Must learn what this is and how to use it to my advantage. I am convinced the other captives are flunkies and maybe snitches. The dog is routinely released and seems more than happy to return. He is obviously a half-wit. The bird, on the other hand, has got to be an informant and speaks with them regularly. I am certain he reports my every move. Due to his current placement in the metal room, his safety is assured. But I can wait; it is only a matter of time.

    Epá... ADORO GATOS! ;)

    terça-feira, 18 de Novembro de 2008

    Resiliência

    Descobri uma nova palavra, e descobri que essa mesma palavra me define muito bem.

    Para a Física, "Resiliência" corresponde à "resistência de um material a choques e a capacidade de absorver a energia do meio, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação (como uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta)."

    Para a Psicologia, significa a "capacidade do indivíduo lidar com os problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em psicose. As pessoas que possuem uma maior resiliência têm características específicas: inteligência, capacidade de reflexão, humor, criatividade, expressão artística, auto-estima, capacidade de relacionamento e de iniciativa, possibilidade de independência e ética."

    That's me! ;)

    Estou cá com uma taxa de bazófia... Gosto mesmo de mim... lol)

    domingo, 16 de Novembro de 2008

    A música da semana II

    Adoro esta música. E é engraçado que, apesar de me fazer recordar alguns momentos da minha vida que nem por isso foram felizes, não posso deixar de ficar alegre quando a oiço. É daquelas que me fazem voar... :)

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    Elevadores II

    Mais um episódio hilariante.

    Ia o elevador a subir com umas 6 pessoas lá dentro, para parar em todos os pisos, pois todos iam para serviços diferentes. Chegámos ao 2º andar e estavam à espera 2 auxiliares com um doente numa cama. Até aí tudo bem. Eu curti foi quando, apesar desses quererem descer (e o elevador ir a subir), as mentes iluminadas daqueles que estavam dentro do elevador (à excepção de mim, claro), saem do elevador a dizer "ah e tal... tb já falta pouco... vou a pé... os doentes têm prioridade e tal...". O engraçado foi que, perdeu-se imenso tempo desde que a porta se abriu, até que as pessoas saissem e entrassem os outros com a cama (que, na mesma onda de mentalidade iluminada nem tiveram o bom senso de dizer "deixem lá que nós apanhamos o elevador quando ele descer"), e o elevador parou em mais 2 andares desnecessariamente (pois os que iam para esses pisos já tinham saido!). É claro que, eu cheguei ao mesmo tempo dos que foram de escadas, o elevador aguentou com uma carga desnecessaria, e perdeu-se mais tempo com as indecisões e estupidez humana. Espero que pelo menos o doente tenha gostado do passeio...

    Melhor melhor, só quando se põem à porta na conversa com alguém que não vai para o elevador, mesmo que estejam mil pessoas à espera...

    Já tinha saudades disto... lol

    Missing...

    Tenho saudades...

    do 6º ano...
    do André, da Carina...
    dos "banhos" nos regadores da Alameda...
    dos baloiços... e da companhia...
    dos 3 meses de férias de Verão...
    do calor de antigamente...
    das noites às 8h e dos dias às 22h...
    da Deserta quando era deserta...
    das estrelas na ilha em noite de lua nova...
    do cheiro da sala da aula de guitarra...
    do cheiro da faculdade...
    do mIRC...
    dos encontros no Saldanha...
    das passagens de autocarro por Quarteira à meia noite...
    do Serrão...
    de Cascais...
    do sumo de morango e da banda sonora do "B.d'A."...

    ... do 6º ano...
    do André, da Carina...
    (...)

    quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

    Notícia de última hora!

    STP will be playing the new Club Nokia in downtown Los Angeles in New Year's Eve.

    !!!!!!!!! A minha passagem de ano de sonho!... Este ano, só compensava se terminasse dessa maneira... Quanto custa uma passagem pra LA??

    Scott Weiland's new album, "Happy" In Galoshes. The Special Deluxe Edition includes two discs, 19 songs & over 88 minutes of music, an expanded, full color 16-page booklet, a redemption card for a free Scott Weiland t-shirt, and an immediate download of the new single "Missing Cleveland"!

    Sai a 25 de Novembro...
    Aqui, só dou boas informações... ;)

    quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

    Eleições terminadas

    Parabéns a Obama!!

    A esperança estava lá, apesar de me manter muito céptica até ao final. É que errar uma vez, compreende-se... mas não aprender com os erros já é sinal de burrice (e 2 mandatos do Bush, é a prova). Será que os americanos finalmente estão a evoluir e a ficar menos broncos? Espero que sim. Ou talvez foi apenas o facto de Obama ser negro o que motivou muita gente a votar nele, para se "fazer história". Porque caso contrário, seria apenas um candidato branco, novo (ou inexperiente como muita gente lhe chamou), e com ideias de construção e união que vão contra toda a política de Bush (e McCain), tão "amada" pelo "povinho". De uma maneira ou de outra, e independentemente da cor da pele, estou contente pela vitória.

    Está na altura de viajar em direcção a um mundo melhor.
    A ver vamos...

    terça-feira, 4 de Novembro de 2008

    Tão crescido!

    video

    O meu bebé está tão crescido! Ontem saltou para cima dos armários do escritório! A última (e única) tentativa não tinha corrido bem, e ele deve ter ficado traumatizado. Mas ontem, fê-lo como se já o tivesse feito durante toda a vida! É certo que é uma coisa que as irmãs já fazem há mais de um ano, mas os "machos" demoram sempre mais tempo a amadurecer... (se é que lá chegam :P) , mas também é verdade que ele tem mais 1Kg que elas. De qualquer modo, está de parabéns. Mais um universo para descobrir...

    Na onda das viagens

    Nos últimos tempos não ando a ter muita sorte com o meu boguinhas. Acredito piamente que um certo alguém com talentos de bruxaria me rogou uma praga (nisso e noutras coisas). Não obstante, fiz com ele a minha primeira "grande" viagem.

    Foi no último fim de semana, e a jornada até à minha belíssima terra correu bastante bem, apesar de todas as intempéries (a tampa do capô a ameaçar saltar e a chuva que me açoitou durante alguns Km). Ok, o peso era muito superior aos 46Kg que ele costuma transportar (como diria a minha mãe: "Tás tão magriiiiiiiinha!"), e por isso o vento não foi de todo um problema. Também por isso, houve alturas em que o ponteiro quase chegou ao limite máximo (o efeito "bola de neve" das descidas). Só não o permiti porque tive medo que aparecesse uma mensagem tipo "Autodestruição dentro de 5 segundos" (com a tampa assim, não me arrisquei... tanto!). De qualquer modo, para quem acha que o Smart não é um bom carro para viagens longas (sinceramente não percebo qual é a lógica desse pensamento, mas enfim), eu aqui afirmo que é um carro como os outros.

    Quando me der um vipe de necessidade de condução, já sei onde ir... sem destino...

    segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

    A música da semana

    Ok, choquem-se, também oiço outros estilos de música. Aliás, penso que os vários géneros musicais encontram sempre algum momento da nossa vida em que se tornam perfeitamente adequados, apesar de à partida poderem não corresponder ao nosso estilo preferido. Ou porque estamos contentes, ou porque estamos tristes, ou porque simplesmente não nos apetece pensar em nada, acabamos por escolher a nossa banda sonora de modos extremamente variados. Isto porque a música tem a capacidade de modelar o nosso estado de espírito e de nos contar histórias às vezes muito parecidas com a nossa.

    Aqui fica uma daquele que, actualmente, considero o melhor dentro do estilo dele (e digam lá meninas, se ele não é como o vinho do Porto? ;) ... eheh)

    What goes around, comes around... ah pois é...

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    domingo, 2 de Novembro de 2008

    Castanhas

    O frio... as árvores despidas... os primeiros aguaceiros... e o cheirinho a castanhas! Não há melhor do que passear pela baixa lisboeta a saborear um cartucho de castanhas... nham nham... Bem... melhor melhor é chegar rapidamente a casa com as castanhas ainda quentinhas e ver um bom filme enrolada num cobertor, a saborear esta delícia da estação. ;)

    sábado, 1 de Novembro de 2008

    Informação cultural

    Acabei de ver na televisão, que a exposição de Juan Muñoz que eu vi em Bilbau vai estar em exibição no Museu de Serralves até 18 de Janeiro. Vale a pena ir visitar, mas sugiro que participem nas visitas guiadas, caso contrário muito provavelmente não vão perceber nada :)

    quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

    Bangkok

    Por motivos de trabalho, estive em Bangkok durante esta última semana. Nunca fui grande fã da Ásia, mas de qualquer modo, ia com algumas expectativas.

    Ora bem. O jet lag (7h de diferença) nem o senti (para quem está habituado a urgências de 24h sem saída de banco, ir a Bangkok é peanuts...).

    O primeiro impacto é aquele calor húmido em pleno "Inverno". Fez-me lembrar Punta Cana. E de facto, isso é muito bom se estivermos num resort em Pucket ou nas ilhas Phi Phi em fato de banho, mas em Bangkok não será prudente andar muito "descascado". É que para compensar (e para ser possível usar os modelitos Outono/Inverno), todos os espaços fechados (hotéis, centros comerciais, transportes públicos) permanecem a uma temperatura que duvido que seja superior a 18ºC.

    Os seus 10 milhões de habitantes moram em apartamentos com duas divisões: um quarto e uma casa de banho. Não é necessário cozinha pois a comida é feita na rua. Tudo à base de fritos de frango e porco e peixe (ou outra coisa qualquer...), fruta descascada e cortada... Qualquer hora é hora para comer. Não me atrevi a provar (ou melhor, provei apenas no centro de congressos, pois aí pelo menos não vi as condições de confecção e higiene... e há coisas em que é melhor ficar na ignorância). Imagino o pessoal da ASAE a passar por ali... tinham um enfarte!

    Depois, não convém parar em sítio algum. Isto porque aparecem logo mil pessoas a quererem oferecer qualquer tipo de serviço. E depois é a filosofia do "regateio"... (mesmo nos táxis com taxímetro é preciso obriga-los a liga-lo!)

    Quanto à parte cultural... além dos inúmeros pequenos altares dispersos por toda a cidade, na parte velha de Bangkok é onde estão os templos. São giros e tal... mas depois de se ver um, os outros não variam muito. Aliás, é assim em todos os aspectos. Por exemplo, são capazes de ter um centro comercial de 7 andares só com artigos de electrónica e informática, mas que acaba por ser um aglomerado de "lojas dos chineses", umas atrás das outras, e em que a única diferença é que talvez uma das lojas tenha uma cópia mais fiel do iPhone do que a do lado.

    Quem me tira a Europa tira-me tudo (ok... com a excepção para as Caraíbas... Bora Bora...). Já tinha saudades da comida, saudades até do frio... Só não tinha saudades dos taxistas (e de me cobrarem 8 euros quando no taxímetro marca 4,40). Se calhar não somos assim tão diferentes (ou se calhar os taxistas é que tiram todos o curso na mesma escola).

    segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

    Bubble Bobble

    Uma homenagem ao melhor jogo de computador de sempre (pelo menos para mim :P)! Bubble Bobble... LINDO! Muitas tardes passei eu a jogar (Carolina, 100 níveis em meia hora... eramos as maiores!) ao som do rádio... belos tempos! Deve ter sido o jogo que eu mais joguei na minha vida (talvez igualado pelo Covert Action e logo seguido pelo Lotus).

    Ok, é o típico jogo de gaja, mas não deixa de ser espectacular (quem diz o contrário é porque nunca jogou... ok, Gil? :P). Eram só bons valores morais nas entrelinhas... Já não se fazem jogos assim. Agora é tudo a 3D e cheios de cocozices mas sem encanto... (basta ver o BB evolution para a PSP). É a geração "tiro neles" ou "sangue por todo o lado". nde estão os bonequinhos gordinhos e coloridos a destruir os maus com bolhinhas, e a ganhar a recompensa (os fantásticos gelados, bolos gigantes, diamantes e fruta)? É por isso que hoje em dia só jogo Solitário... :P

    quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

    1848

    Tenho de partilhar esta informação com o resto do mundo: descobri o melhor chocolate de sempre!

    Pois é... uma tablete fininha de chocolate negro... com pepitas de café (imagine-se!!).

    Não consigo parar de comer... Agora vejam lá se não vão todos a correr para o supermercado e me esgotam o stock!... Olhem que ainda me dá uma coisinha má!

    domingo, 12 de Outubro de 2008

    Se um dia me casasse...

    ... em vez de uma valsa qualquer, seria esta música que abriria o momento de dança (espantem-se... não é STP nem Jamiroquai :P).



    P.S. Só para dizer que a minha Pulga (ou melhor, a irmã gémea, aparece várias vezes neste vídeo).

    sábado, 11 de Outubro de 2008

    Gordura e formosura... ou enfarte cardíaco

    Já repararam que aqui há 20-30 anos havia sempre "o gordo" da turma? Era sempre, gozado, e muitas vezes posto de parte, como qualquer outro que fosse diferente (o marrão, o caixa de óculos...), pois afinal, as crianças são mais honestas que os adultos (podendo chegar mesmo ao limite da crueldade, já que a verdade pode ser dolorosa), e não têm meias medidas em pôr alguém de parte e a dizê-lo com todas as letras... falta-lhes o cinismo que se ganha com a idade... mas não é disso que vou falar.

    Actualmente, vive-se a geração McDonalds. A fast food veio para ficar, e mesmo num país em que se come tão bem, é díficil resistir ao sabor da gordurinha... Eu ainda assim tive sorte, pois só praticamente aos 20 anos é que comecei a entrar nessa onda. Até lá, a comidinha da mamã e o facto de morar numa cidade sem grandes centros comerciais (aliás, até em Lisboa havia (só) as Amoreiras), fez com que só muito tarde começasse a "drogar-me".

    Hoje olho para as rapariguinhas e é ver os pneus a transbordarem por cima das calças de cintura descaída. Aliás, até começo a achar que as próprias fábricas de roupa começaram a fazer modelos para pessoas cilíndricas, sem cintura. Antigamente não se usava certo tipo de roupa porque nos desfavorecia... mostrava uma barriguinha aqui... uma gordurinha ali... Agora, já não há esse problema. Porque toda a gente tem uma banhinha a mais... já não se tem "vergonha" de mostrar o que quer que seja. E de certa forma, o que interessa é que nos sintamos bem e não aquilo que os outros possam pensar de nós. Paradoxalmente, vivemos numa época em que cada vez mais se dá importância ao aspecto exterior, e quanto mais bonito, mais elegante, mais bem vestido (e mais acerebrado), mais sucesso se tem.

    Arriscaria dizer que a esperança de vida vai começar a diminuir. A obesidade não traz nenhuma vantagem, nem física nem psicológica. Toda a gente sabe disso. Mas é tão bom comer batatas fritas... :P.

    Chegámos à altura em que os "gordos" vencem. Num futuro próximo haverá o "magro da turma", que será concerteza objecto de gozo. A vida dá realmente muitas voltas...

    segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

    Palavras

    Já que estou numa de "língua portuguesa", faço aqui uma homenagem à minha palavra preferida: Pastel (e as que derivam dela). Não sei porque é que me lembrei disto agora (talvez por estar com fome), mas de facto adoro a sonoridade dessa palavra. "Pachetéél"... "Pachetelaria"... E por acaso, o respectivo "objecto" é agradável. Não sou nada esquisita a nível de pasteis... desde os doces aos salgados (com excepção apenas para os eventuais "pasteis humanos" que andam por aí)... Hmmm... já ia ali a Belém...

    Também gosto da palavra Piursa. Não só pela sonoridade, mas porque me lembra a malta de Cascais (sim, foi pela boca de um deles que ouvi pela 1ª vez essa palavra... tá a ver?), e porque sim, também estou piursa neste momento. Piursa e Possessa...

    Oh well...

    Xim, eu xei ler e exkrever

    1 koiza k m irrita pfundament é o pexoal k exkreve kom "kapas" e "xis" em xituaxões k n funxionam komo abreviatura nem kom a funxão de tornar a palavra maix pekena e, portanto, maix rápida de exkrever.

    Já vos aconteceu estar em qualquer site e ver textos escritos por "teenagers"? Se por acaso me dou ao trabalho de tentar ler alguma coisa do que eles escreveram, acabo por perder a paciência e desistir. Será que também escrevem assim nos testes? Será que daqui a uns anos quando tiverem de fazer um curriculum também vão escrever assim? Uma coisa é tentarmos tornar a escrita mais rápida, no computador ou no telemóvel (sim, admito que de vez em quando também uso um "k" para substituir o "qu"). Outra coisa é substituir letras só porque é giro (????). Eu sinceramente espero que eles não falem como escrevem... e que tenham a noção de como é que se escreve correctamente.

    quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

    Velha e acabada

    Basta deixar de andar de carro, deixar o nosso mundo, a nossa concha (quase) intocável, para voltar a ter contacto com pessoas que normalmente no dia a dia não teria.

    Hoje senti-me velha. Estive rodeada de adolescentes. Parece que ainda foi ontem que passei por "lá". Eu também fui assim? Será que também tinha aquele ar de miudinha? Será que também fazia aquelas figuras tristes? (sim, disso tenho a certeza... lembro-me de umas quantas, só assim de surra... :P).

    É ridículo como nessa idade as preocupações são centradas em situações de vida ou morte, tipo, as borbulhas, a roupa de marca, o fazer "estrilho" para ser "cool". Os problemas existenciais de integração... o ser aceite no "grupo"... as saídas à noite... os copos... os cigarros... os amores platónicos...

    Agora que olho para trás, reparo que, apesar de não ter sido um período agradável, consegui atravessa-lo sem grandes cedências. Mantive-me fiel às minhas convicções, sempre na minha onda (como ainda o faço), apesar de que teria sido bem mais fácil (e talvez mais feliz) se não o tivesse feito. O risco de se deixar influenciar é muito grande nessa fase da vida. É cómodo ser uma "maria vai com as outras" (e muita gente continua a sê-lo na vida adulta). Nesse sentido estive bem. Mas perdi outras coisas...

    É uma fase em que parece que o mundo vai acabar por qualquer coisa de mal que nos acontece. Felizmente, já nessa altura tive a inteligência suficiente para perceber que a vida continua. Basta olhar para o lado e ver que as pessoas mais velhas estão lá... portanto, sobreviver é possível... apesar de que os problemas só tendem a ficar mais graves com o tempo, mas também a nossa capacidade de "encaixe" é maior.

    Hoje olho para trás e dá-me vontade de rir. Se fosse hoje... ai ai... As coisas que ficaram por dizer e por fazer (por inexperiência, medo e crenças em contos de fadas... pura estupidez!). A ingenuidade... os sonhos cor de rosa... É tudo vivido com muita intensidade. É o "para sempre" e o "nunca mais". Mas com a idade percebe-se que a vida é bem mais complicada... e os finais felizes ("para sempre") são raros nos dias que correm.

    Mas há recordações que vão mesmo ficar "para sempre". Há situações que "nunca mais" viverei e pessoas que "nunca mais" vou ver (felizmente para muitas, infelizmente para algumas). Há imagens da minha memória que me fazem sorrir e que me deixam triste por não voltarem mais... Se fosse hoje... ai se fosse hoje... Acho que essa é a grande dádiva da adolescência: aquilo que nunca nos chegou a dar.

    quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

    Something about us...

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    1/10/2008

    Outubro...

    Mais uma etapa da minha vida... Mais uma fase... Mais uma passagem... Mais uma meta...

    Pelo menos sobrevivi ao Setembro... Com mossas, mas viva...

    terça-feira, 30 de Setembro de 2008

    Telélé

    Como é que o telefone pôde revolucionar a humanidade? Simples. Tornando-se móvel.

    Hoje olho para trás e penso como é que se conseguia sobreviver sem este objecto! Como é que as pessoas se conseguiam encontrar e combinar coisas. Como é que as pessoas faziam quando surgia um imprevisto?

    A realidade é que vivi 2/3 da minha vida sem este objecto. E mesmo estudando fora, nunca deixei de ter boleia para casa quando ia de fim de semana (por vezes à custa de grandes secas por parte dos meus pais...). Nunca deixei de ir aqui ou ali, com a pessoa X ou Y, por não ter telemóvel para combinar. Por outro lado, o facto de estar "sempre contactável" também pode ter aspectos negativos... mesmo que o desliguemos, lá está o aviso de que o fulano nos ligou...

    É um objecto engraçado. Capaz de nos proporcionar momentos de alegria (quando recebemos a chamada de alguém que ansiamos), momentos de desânimo (quando afinal a chamada não é desse alguém) ou de raiva (quando a conversa corre mal... podendo mesmo habilitar-se a ir parar contra alguma parede e ter de ser substituído).

    Hoje admito que seria difícil viver sem ele. Mesmo que ele não se manifeste. Mesmo que passem dias sem que ninguém me ligue ou mande sms's. Só o facto de não o ter perto despoleta logo a dúvida: "será que alguém me ligou?". E eu detesto esses estados de incerteza.

    É daquelas coisas que, depois de se ter, é "impossível" voltar atrás... pelo menos para mim.

    Sou camionista.... sou o maior!

    Porque é que os camionistas insistem em fazer ultrapassagens a 80 Km/h, quando o carro que se aproxima na faixa da esquerda vai a 120 km/h?

    Eu sinceramente não percebo. Será que esse pessoal não tem a noção... da distância... da velocidade... do código da estrada?? O mais giro é quando ultrapassam alguém que vai a menos 1Km/h que eles... Enfim... Raro é o dia em que não me irrito com algum desses cromos.

    De qualquer maneira aqui fica a votação:

    Porque se algum veículo ficar destruído, de certeza que não é o dele (6)
    Pensam que os espelhos só servem para verem as traseiras das gajas boas que passam por eles na rua (3)
    Porque pensam que são os donos da estrada (a seguir aos taxistas, claro!) (1)
    Tiraram a carta na Farinha Amparo (0)

    Eu ainda assim, continuo a achar que eles precisam é de óculos (porque aquilo de ficar a olhar muito tempo para os calendários deve estragar a visão)... e de uma boa dose de civismo automobilístico.

    quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

    A saudade das aulas de guitarra

    O cheiro da madeira e das cordas...
    Muito bom!...

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    terça-feira, 23 de Setembro de 2008

    Os trintões

    Devo confessar que, até à altura em que entrei na casa dos 20 e tais, achava que a partir dos 30 anos era o início do fim. Olhava para os trintões como aqueles seres que tinham parado no tempo, que só ouviam música de porcaria, que não tinham o mínimo sentido de humor (ou no máximo faziam piadas pouco inteligentes) e que já tinham ficado carecas e barrigudos... Contudo, olho para mim agora, a caminhar a passos largos para a "década da decadência", e vejo que afinal as coisas são um bocadinho diferentes daquilo que eu imaginava. Continuo a ouvir a música "do meu tempo" (pois pouco do que sai de novo me parece ter qualidade ou sai fora do "comercial teenager"), mas penso que mantive o sentido de humor (ah, e não estou careca nem barriguda). Mas tenho a certeza que o pessoal de 18 anos me vê como uma cota.

    Não posso dizer que estou igual ao que era há 10 anos atrás, pois em 10 anos (que passam a correr!) vive-se muita coisa, aprende-se muita coisa. A questão é que, inevitavelmente, é essa diferença de 10 anos nos faz experimentar coisas que a geração seguinte não tem ideia. E daí essa sensação de que os trintões eram seres de outro planeta. Velhos.

    A propósito de um artigo de Nuno Markl, e tal como ele diria, "a juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida (...) porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta."

    Veja-se o caso dos desenhos animados. Já lá vão os tempos dos bonecos queridos e coloridos, com histórias que não se centravam sobre a aniquilação da humanidade... Lembro-me dos sábados de manhã, acordada em frente à TV, ainda sem a programação ter começado (com a Ana Faria e os Queijinhos frescos como tema de fundo), à espera que chegasse a sequência de bonecada. Eu sou do tempo do D'Artacão, do Bocas, passando pelos Duck Tales e Gummy bears... Sim, eu chorava com a música do Marco! Belos tempos. Os Power Rangers marcaram o início da desgraça... A hora da novela era sagrada... naquela altura em que dava uma única novela na televisão, e havia apenas a RTP. Até o "Festival da canção" e a eleição da "Miss Portugal" eram momentos imperdíveis.

    Os velhos jogos de computador... aqueles que cabiam (em conjunto com outros 3 ou 4) numa única disquete. Oh meu deus... as disquetes... eu ainda cheguei a ver aquelas com tamanho XXL. Eu pergunto se os putos de hoje em dia alguma vez viram uma disquete. Ou se sabem o que é o DOS, ou o spectrum! Os jogos a 2D... Confesso que passei muitas tardes a jogar computador. Era um vício. Mas não foi por isso que deixei de brincar, de correr, de andar de baloiço nos parques com areia (!) e não com aquele chão emborrachado que têm actualmente, não vão os miúdos apanhar alguma doença! Hoje em dia os "putos" querem é PSP e telemóveis para mandar mensagens. São uns meninos. Segundo o N.M., e muito bem, "se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. (...) No meu tempo, se um gajo dava um malho nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse."

    O que me custa é que os pais potenciam e mantêm esta situação. Será que se esqueceram que não tiveram 1/10 das mordomias que exigem hoje para os filhos como condição indispensável à sua sobrevivência? No meu tempo, ia sozinha para a escola, a pé, à chuva se fosse preciso. Nunca andei em nenhum colégio de meninos de bem. Tive colegas que hoje, provavelmente, já devem ter morrido de overdose. E, no entanto, não foi por isso que não cheguei onde cheguei. "Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? (...) E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade... Agora não falta nada aos putos."

    Agora que estou quase nos 30, percebo que há coisas que já não voltam. Mas pelo menos vou sempre pertencer a uma boa colheita. Não a trocava por nada... muito menos por uma geração "Morangos com açúcar".

    A música do momento

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    sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

    Pensamento do dia

    "É tão cómodo, fácil e conveniente quando o outro decide por ti."

    Já vos aconteceu? Espero que não. É que isso diz muito sobre uma pessoa...

    terça-feira, 16 de Setembro de 2008

    Bilbau

    Bilbau...havia tanta coisa para dizer sobre Bilbau... naaa.. estava a brincar ;) Mesmo assim, depois de ter passado uns dias nessa pequena cidade, não posso deixar de fazer alguns comentários.

    Para quem gosta de bom tempo, é melhor ficar em Portugal (a menos que queira experimentar as 4 estações num só dia). Para quem gosta de ver monumentos e afins, é melhor escolher outro destino (em toda a cidade apenas vi uma igreja).

    O que há para ver então em Bilbau? Bem... além de ter edifícios com fachadas muito bonitas, tem o Guggenheim. O edifício, por si só, está muito giro, e aquele aspecto frio e rígido do metal acaba por ser apenas para enganar (as escamas de titânio não são frias e são moldáveis com o toque!). Por dentro, várias exposições, permanentes ou temporárias. "The matter of time" de Richard Serra é simplesmente fabulosa. Só estando lá para percorrer aqueles labirintos e experienciar a acústica. E depois, a arte de Juan Muñoz, algo que, se não tivessemos guia, eu jamais gostaria pois não compreenderia a mensagem que une toda a obra (se bem que mesmo com guia muita gente não gostou...). Duas palavras: Bru Tal. Em "Many times", é de experimentar a sensação de ir para o centro de um círculo de estátuas que olham e sorriem para nós sem percebermos porquê...

    Ainda relativamente a arte, o Museu de Belas Artes, é um bocado fraquinho (pelo menos para quem já foi ao Louvre...). Fica visto em uma hora e pouco... lol

    Quanto à gastronomia, digamos que o melhor que eles têm são as entradas (os chouricinhos e tal...). As sobremesas são todas horríveis, o café é pior ainda e a comida em si deixa um pouco a desejar (até houve um restaurante XPTO de cozinha tradicional em que se comia peixe cru... e não, não era Japonês). E apesar de serem como nós em relação ao gosto pelo bacalhau, simplesmente não o sabem cozinhar. Realmente, ainda estou para descobrir um sítio onde se coma melhor do que em Portugal.

    Finalmente, uma palavra sobre a vida nocturna. Lisboa? Barcelona? Amsterdão? São uns meninos comparados com a noite de Bilbau! Ok... estou a exagerar um bocadinho. Não, pronto, estou mesmo a mentir. Digamos que, a partir do momento em que os convidados de um baptizado entraram em peso para beber café no Museu de Belas Artes, algo me disse que não haveria grandes alternativas a nível de animação. E claro que não me enganei. A noite de Bilbau é... tipo... como diria... a visão do inferno. A noite começou com a guia a levar-nos ao "sítio do momento" (e que, convenientemente ficava perto da casa dela... Porque seria que ela nos deixou lá e nem esperou que entrassemos?). É que a noção que eles têm de "lounge" é um bar/discoteca sem mesas nem cadeiras, dividido entre um corredor onde está o balcão e um cubículo onde se dança... Isto associado ao facto de que o cubículo estava cheio com os convidados de um casamento (noivos inclusivé). Resolvemos procurar outro local mais agradável... e... não só verificámos que eram todos no mesmo andamento, como acabámos por decidir ir para um que ficava perto do hotel (mais que não fosse para ser mais fácil fugir dali...). Pois bem. O que se seguiu foi das experiências mais bizarras da minha vida. Nunca tinha visto um sítio assim. Qualquer coisa tipo "Aberto até de madrugada" meets "Gato preto gato branco" meets "David Lynch" meets "outra coisa qualquer". Desculpem não fazer grande descrição além desta, mas aquilo só vendo. Ah! E estavam lá 4 casamentos (o funeral ia sendo o meu, se ficasse lá mais um minuto). Enfim. A lição que se tira é que por ali o casamento é o melhor pretexto para sair à noite.

    De um modo geral, acabou por ser melhor do que esperava (as minhas expectativas estavam muito em baixo). Mas para a próxima espero que me convidem para Barcelona ;)

    terça-feira, 9 de Setembro de 2008

    Questões de carácter

    As pessoas teimam em confundir "extroversão" ou "simpatia" com "bom carácter". Partem do princípio de que alguém muito falador e de riso fácil só pode ser boa pessoa. É muito fácil gostar desse tipo de pessoas... O que ninguém se lembra é que essas qualidades são essenciais para o engano. É a velha táctica do "vendedor". Muito paleio e lá se vai enrolando a vítima. Inicialmente até parece um abraço, e os totós continuam a pôr as mãos no fogo e a cair que nem patinhos... mas com o passar do tempo o abraço transforma-se num aperto traiçoeiro de jibóia... e normalmente aí já é tarde demais para reverter a situação. Pessoas que usam essas qualidades para atingir os seus fins, são as mais perigosas. É que reparem, as antipáticas, caladas ou de pouco riso, não enganam ninguém, pois à partida não são pessoas de quem se goste tão facilmente. Se tiverem atitudes menos dignas, já toda a gente estava à espera!... "ah e tal... nunca gostei muito dele...".

    Às vezes, o falar muito, o rir muito, o rir alto, o dar nas vistas, mostra apenas que por dentro há uma pessoa imensamente desprovida de qualidades. São as chamadas "sonsas". Nos dias que correm, o invólucro exterior é muito mais importante que qualquer outra coisa (a imagem vende... e muito), e elas aproveitam-se disso. Há quem só passe para fora aquilo lhe convém. São armas que se usam para se conseguir o que se quer. Mas fingimento ou dissimulação jamais poderão ser sinónimos de bom carácter.

    Quem é intrinsecamente "bonito" não precisa de uma camada de "maquilhagem" em cima para o parecer.

    segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

    Informação meteorológica

    Só para que conste, hoje foi o melhor dia de praia deste Verão.

    A temperatura foi a ideal, com um calor perfeitamente saudável e suportável pela ligeira brisa que corria. Bandeira verde, mar que mais parecia o do Algarve, tanto em relação à temperatura (sim, tomei banho!) como à ondulação (tipo piscina). Música ambiente perfeita (a minha selecção preferida), uma leitura agradável, um crepe com gelado delicioso e pouca gente (o que significa pouco trânsito no regresso). Só lá faltavam os habitués (Sérgio e Vicente... espero que o trabalhinho esteja a correr bem!). Só o pôr do sol ficou escondido pelas nuvens que começaram a aparecer. Toda esta conjuntura fez deste dia, o dia de praia perfeito (sim, vamos considerá-lo dessa forma, porque também não se pode pedir tudo!...).

    Achei que devia ficar registado ;P

    sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

    A aventura da condução

    Estive praticamente 8 anos sem conduzir porque não gostava nem tinha necessidade (ou até tinha, mas o "não gostar" era mais forte). Até que a necessidade cresceu e fui obrigada a passar para o lugar do condutor. E ainda bem. Descobri que gosto de conduzir. E muito. A única desvantagem é não poder ir simplesmente a olhar pela janela, perdida nos meus pensamentos...

    Gosto de conduzir. Agora posso dizê-lo. Principalmente se for depressa (mesmo quando tenho todo o tempo do mundo). Isso de certo modo não é de admirar, uma vez que sempre estive habituada a viajar depressa (no lugar do morto), e mesmo andando a pé detesto andar devagar. Gosto sobretudo de fazer viagens longas (ainda não acho muita piada a isso de andar dentro da cidade...) e sabe-me bem perder uma boa meia hora a conduzir (depressa... claro). Além disso, é uma boa desculpa para ouvir a minha música (bem alto). Ando com vontade de fazer umas centenas de Km, sem destino... só pelo prazer.

    Só tenho pena que o meu carro não dê mais que 140 (ok... 150 se for uma descida... :P)... e pena maior ainda, o facto de ter regressado o meu maior inimigo... o vento! Hoje já senti o meu bólide a "esvoaçar"... e isso significa que, na melhor da hipóteses, vou voltar a andar nos 120... (e sendo já isso um verdadeiro desporto radical). Quando chegar a altura de trocar de carro, terei de comprar um mais potente (afinal, agora admito que os cavalos são bem importantes...) e já agora que não "abane" tanto... Talvez um Brabus!... lol

    Acho que as tardes perdidas a jogar Lotus (e a ganhar... eheh), queriam dizer alguma coisa que na altura me escapou...

    terça-feira, 2 de Setembro de 2008

    Crise

    E eis que chegou um mês que eu sempre detestei. Setembro. Antigamente porque assinalava o fim do Verão... os dias mais pequenos... o frio a aparecer... o fim das férias... o início das aulas... Agora, simplesmente porque, apesar de o Verão já não ser o que era e eu já não andar a estudar, não deixa de ser um mês triste. Até a dormir já tenho frio... É aquela altura do ano em que me apetece emigrar para um país tropical... O sol faz milagres a nível da disposição... Enfim. Simplesmente estou sem inspiração e este mês não me irá ajudar em nada. Pelo contrário.

    Precisava agora de outro Verão para me animar um pouco. Maybe next year... :´(

    sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

    Still remains...

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    quarta-feira, 20 de Agosto de 2008

    "Amores"

    Cada vez mais as pessoas forçam determinados sentimentos para de certa forma suplantarem outros menos agradáveis. Cada vez mais oiço histórias de "amores" que são tudo menos isso, e daí as aspas. Cada vez mais, as pessoas chegam à conclusão (às vezes tardia) que não sabem o que é o Amor... porque o confundem com outras coisas...

    Pois eu nessa história do Amor sou muito pragmática. Não acredito em "paixões" ou "amores" que surgem devagarinho, depois de se ir conhecendo a pessoa ao longo de meses ou anos a fio... O "amor" que surge com o tempo não é amor. Chama-se "Carência". Carência de muita coisa, inclusivé carência de nós próprios. Carência de auto-confiança e de auto-suficiência... em resumo, o ser uma grande nulidade como pessoa. Quando o "amor" é uma tábua de salvação (novamente, de muita coisa, inclusivé uma tábua de salvação de nós próprios), é porque não é amor... Inconscientemente, sem que se apercebam, é o engano do "melhor que nada". É a necessidade de ter alguém ao lado... é o querer ter companhia à força... É o medo da solidão...

    A solidão... oh... a solidão... O maior medo da alma humana... o medo de ficar sozinho para toda a vida... o desespero de ver os anos a passar... a frustração de ver os outros felizes com alguém ao lado... e nós sem ninguém...

    Realmente, só quem já esteve sozinho consegue conhecer-se a si próprio e atingir a tal auto-confiança e a tal auto-suficiência. Mas, infelizmente, nem toda a gente que está ou esteve sozinha consegue atingir esse nível. Daí passarem a vida atrás da velha solução da substituição... substituir um "amor" por outro a qualquer custo... e só descansarem quando o conseguirem... seja lá como for que o conseguem. Será talvez mais fácil do que reflectir e perceber que a solução é crescer como pessoa individual em vez de depender eternamente da "felicidade" que nos proporciona algo (alguém) exterior a nós. Talvez o medo da solidão seja maior do que a dádiva de sermos felizes por nós próprios. É que isso pode ser perigoso... percebermos que não precisamos de ninguém... tornarmo-nos irremediavelmente exigentes e incapazes de voltar a amar alguém que não reuna todos os critérios que ambicionamos (no meu caso, "The Fantastic 4"... private joke...)... tornarmo-nos sós... o medo que a liberdade se torne um vício, já dizia o outro...

    Acredito no Amor... no verdadeiro Amor! Naquele Amor que começa pela paixão, logo no 1º momento... no 1º impacto... o tal "clique"... e que, depois da paixão descansar, permanece como aquele calor que nos aquece por dentro, aquela calma que nos faz sentir que a vida vale a pena... Esse Amor puro... isolado de outros sentimentos... sem mágoas, sem remorsos, sem medos. É esse Amor que consegue vingar verdadeiramente... porque as pessoas que o vivem são de facto felizes... Não é o outro amor... o de substituição... aquele que inevitavelmente termina quando a ilusão se desvanece.

    O problema é que o Amor verdadeiro só pode surgir quando as duas pessoas atingiram a tal maturidade em que não se importam de estar sozinhas. Acredito que esse Amor verdadeiro existe e não é apenas ilusão do meu pensamento.

    quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

    A tua face

    Passo a mão pela tua face, que eu tão bem conheço. Todos os seus contornos... a textura... Era capaz de a esculpir de olhos fechados...

    Passo a mão pela tua face e sinto todo o teu corpo... todos os desejos, todos os planos, todos os sonhos...

    Passo a mão pela tua face. Ela mudou com o tempo. A idade marca-a com linhas que antes não existiam. A vida marca-a com expressões outrora desconhecidas.

    Passo a mão pela tua face e descubro tudo o que me faz feliz. Tudo aquilo que nos fez felizes. Tudo aquilo que já tive, e que perdi...

    Passo a mão pela tua face... e percebo porque me sinto assim.

    terça-feira, 12 de Agosto de 2008

    Fadas madrinhas

    Está mais que provado que eu devo ter em cima qualquer maldição que me contraria logo após eu dizer qualquer coisa. Pena é que só funcione para o mau. Se eu disser "Epá... nunca ganhei o EuroMilhões", continuo sem ganhar... Mas se eu disser "Epá, nunca me aconteceu isto", sendo "isto", algo de mau, a minha maldição de estimação reaparece das trevas e consegue contrariar as minhas palavras, tornando realidade o "isto", e assustadoramente cada vez com maior rapidez... quase que basta eu acabar de falar. Acho que vou morrer sem que se quebre o feitiço...

    Por outro lado, quem me dera ser menos intuitiva. Deixar de sentir as coisas que se passam à distância, que eu, de outro modo, não saberia que se estariam a passar. Deve ser isso que alguns gémeos sentem em relação ao outro. É o saber que algo de errado está a acontecer. Aquela ansiedade que torna difícil, ou quase impossível, a respiração. Um aperto no coração que se torna mais doloroso que uma dor física. A vontade de chorar... Não dá para explicar. As dores de alma são as piores. E a ignorância é uma benção tão grande... por essa não me importava de ter sido abençoada...

    Que bela fada madrinha que eu arranjei... Não acertou uma...

    segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

    Vamos ginasticar!

    Realmente o "não fazer nenhum" é uma coisa tramada. Falo por mim. Houve tempos (que já lá vão....but not so long ago) em que era capaz de correr 20 minutos a um ritmo relativamente rápido, continuar com 10 minutos de remo e mais meia hora de musculação. Mas claro... eram tempos em que eu andava a pé... tinha de correr para apanhar os transportes públicos... fartava-me de subir escadas... E agora, o facto de ter carro e de trabalhar num 5º andar (que por si só é um motivo psicologicamente mais que suficiente para esperar pelo elevador), mudou completamente a minha forma física. O meu coração, que já era de pardal, agora é, no mínimo, de colibri. Por sorte não engordei...aliás, até estou mais magra, o que acaba por ser uma vantagem agora que decidi que tenho de mudar isto...

    Pois bem, já que, pelo menos por enquanto, tenho tempo, voltei para o ginásio (2 anos depois de lá ter posto os meus pezinhos pela última vez). Curiosamente a minha força de vontade (ou necessidade de me distrair) está em grande porque, apesar de ir sozinha (e como tal não ter aquele "empurrãozinho" extra), ainda só falhei um dia (ok, só lá estou há uma semana... mas podia ser pior!). Mas amanhã é que vou começar um treino mesmo a sério... e pela amostra que o instrutor me deu hoje, acho que depois de amanhã só vou conseguir mexer os olhos!...

    Enfim, o importante é que estou motivada... resta saber se é para durar... Darei noticias quando desistir, ou quando tiver uns grandes rectos abdominais bem rijinhos...lol

    sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

    8-8-8

    Civilizações antigas atribuiriam concerteza qualquer significado divino ou catastrófico para o dia de hoje.

    Para mim, um dia como os outros... Ou será que antes da meia noite ainda vai acontecer algo de extraordinário?

    Amanhã saberei.

    quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

    My god its been so long, never dreamed you'd return...

    Hoje tive finalmente coragem de me aventurar a ouvir outras músicas além daquela que nos últimos tempos tocava insistentemente no “repeat” do meu leitor de mp3 numa tentativa de manter o equilíbrio.

    Houve uma particularmente que me fez sorrir… eu cá sei porquê… Reporta-me aos velhos tempos de guitarradas... a Aljezur… e a outras coisas que ela explica tão bem… :)

    É aquela dos Pearl Jam…a que não rima… "Elderly woman behind the counter in a small town".

    I seem to recognize your face,
    haunting familiar yet I can’t seem to place it.
    Cannot find a candle of thought, to light your name
    Lifetimes are catching up with me.
    All these changes taking place,
    I wish i'd seen the place
    but no one’s ever taken me

    Hearts and thoughts they fade,
    Fade away
    Hearts and thoughts they fade,
    Fade away

    I swear I recognize your breath
    Memories like fingerprints are slowly raising.
    Me, you wouldn’t recall, for I’m not my former
    It’s hard when, you’re stuck upon the shelf
    I changed by not changing at all,
    small town predicts my fate,
    perhaps that’s what no one wants to see.
    I just want to scream… hello…
    My god its been so long, never dreamed you'd return
    But now here you are, and here I am
    Hearts and thoughts they fade... away

    Hearts and thoughts they fade, fade away
    Hearts and thoughts they fade, fade away
    Hearts and thoughts they fade, fade away

    terça-feira, 5 de Agosto de 2008

    A nostalgia dos anos 90...

    Há coisas que surgem na nossa vida que, embora na altura possam parecer desprovidas de importância, ao olharmos para trás verificamos que foram elas as responsáveis pelo escolher de certas direcções nas encruzilhadas da nossa existência, e consequentemente pelos acontecimentos mais importantes da nossa jornada. O mundo realmente é tão pequeno que às vezes se torna anedótico. Como as coisas se interligam de tal maneira, que, se fosse premeditado não sairia tão "bem".

    Estou aqui a ouvir STP e, imagine-se, se há 10 anos atrás não fossem já a minha banda favorita, hoje a minha vida seria completamente diferente. Não teria conhecido as pessoas que conheci, não teria vivido o que vivi e de certeza que hoje seria uma pessoa diferente. É engraçado como algo tão simples como um gosto musical pode mudar abrupta e devastadoramente a vida de alguém. Não digo isto no sentido depreciativo. Foi apenas o rumo pelo qual me fiz guiar. Se me arrependo? Talvez. Tinha curiosidade em saber como tudo teria sido se não fosse esse simples pormenor, esse gatilho que despoletou tudo o resto. Será que chegaria aos mesmos cruzamentos e bifurcações? Uma coisa leva à outra... isso é verdade. Se eu soubesse o que eu sei hoje...

    Sempre fui adepta do "diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és"... ou do "não se ama alguém que não ouve a mesma canção". E realmente, 10 anos depois confirma-se que há uma certa (grande) verdade nessas minhas convicções. É difícil explicar, mas quando as músicas elevam a alma de tal maneira que se atinge um estado quase divino, só quem sente o mesmo poderá compreender. É como uma droga que nos inebria, embora sóbrios. É a comunhão perfeita. É aquele abraço depois de um concerto, sem ser necessário dizer mais nada.

    O verdadeiro artista é aquele que não precisa de ninguém que escreva ou toque por ele. Nunca fui de letras "básicas" de interpretação simples e evidente (que, se traduzidas para o português, em que tudo soa pior, se assemelham à bela da música pimba). Nunca fui de acordes fáceis e repetitivos, que ofendem qualquer guitarrista que pouco sabe tocar. E para isso é preciso ver para além do óbvio. Concluir aquilo que para nós pode ser muito diferente, embora legítimo, daquilo que é para os outros.

    Já não pegava na minha guitarra há pelo menos uns 4 anos. Já me tinha esquecido dos contornos... do som... As cordas pelo menos ainda estão intactas. Falta o resto. Falta os dedos encontrarem o caminho. Prometo que vou voltar a tocar.

    É difícil escolher uma música. Todas elas me dizem algo. Todas fizeram parte de certo ponto da encruzilhada. Escolhi esta. No fundo foi ela a principal culpada. E tanto que ela diz...

    Estou prestes a cometer uma loucura e meter-me num avião direitinha aos "States" para vê-los actuar...

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    segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

    Poesia (?)

    Uma vez tive um professor que era todo dado à poesia, teatro e afins. Talvez por eu ser mais tímida, parece que "embirrou" comigo para que eu apresentasse sempre os trabalhos que ele pedia para fazer, nomeadamente poemas (que vergonhaça!..). E, talvez por eu nunca escrever explicitamente sobre os temas sobre os quais incidia toda a escrita dos meus colegas, meteu na cabeça dele que eu até tinha jeito para a coisa... (coitado... lol).

    Visto que estou numa de desencantar memórias, aqui vão as minhas "obras primas" poéticas (e filhas únicas). Já se passou tanto tempo...


    Somos minúsculos perante o mistério
    do destino.

    Entregamo-nos à realidade?
    Libertamos o tempo?

    Iremos descobrir com a experiência o destino
    do mistério do destino.

    Nossa vontade era parar
    o destino,
    acabar o futuro.
    Mas o destino faria o futuro,
    quando este acabado?

    Entregamo-nos à realidade?
    Libertamos o tempo?

    Tudo é lento.
    Tudo é tempo.



    A lágrima é suave, quente,
    sinto-a ardentemente como uma chama.
    É líquida, leve, transparente, cintilante,
    repleta de sentimento.
    Olho-a: é grande, maravilhosa,
    especial.




    Violinos a soar.
    Estaria a anoitecer?
    Rimas soltas, pelo ar,
    A inspiração sem aparecer.

    Vinham gritos, talvez cantos.
    Isto seria verdade?
    Loucas melodias, desencantos.
    Havia até sons de saudade.
    E estes seriam, eu pensei,
    na amargura de cada dia,
    a inspiração que nunca terei.



    1995

    quarta-feira, 30 de Julho de 2008

    Notas soltas

    Fui descobrir no meu "baú" das recordações, algo que escrevi há uns anos. Não deixa de ser irónico. Aqui fica.

    E aqui estou eu. Sozinha mais uma vez... Todas as vezes... Sempre. Neste quarto vazio. Vazio de sentimentos. Vazio de essência.
    As coisas mudam de repente. O que era, já não é. Deixou de ser há muito tempo. Nunca chegou a ser. Talvez afinal as coisas nem cheguem a mudar. Mantêm-se sempre no mesmo estado. Estáticas, como numa fotografia. Parece que o tempo pára, e continuamos inertes, impotentes, a assistir à vida a passar diante dos nossos olhos. Talvez as coisas não mudem mesmo. Nós é que nos abstraimos, por um momento, da realidade, e ficamos felizes, vivendo agarrados à ilusão. Uma felicidade quase infantil que nos faz querer saltar, correr... Uma felicidade como quando recebemos um brinquedo que há muito desejavamos. Agradecidos eternamente pela concretização do sonho. Eternamente... até ao momento em que o brinquedo deixa de ter graça. Passa a ser uma coisa banal. “Que estupidez ter algum dia sonhado com isto!”. Surge então uma nova meta. Uma nova conquista. Um novo brinquedo. O ciclo vicioso que se repete vezes e vezes sem conta. Até ao momento em que o brinquedo já não o é. Nós é que passamos a sê-lo. E a vingança serve-se fria. É o pagamento pelo desprezo que um dia oferecemos às coisas banais. O pagamento é um vazio enorme. Um vazio maior que este quarto. Maior que o mundo. Um vazio que nos roi por dentro e nos deixa ainda mais vazios. Ja não há nada a esperar. Resta-nos sentar confortavelmente no sofá, em frente a um espelho, e ver a vida passar. Ver o que a vida nos faz. Tornamo-nos fechados. Isolamo-nos. Nada mais interessa. Desconfiança? Sim. De tudo e de todos. Esperança? Já morreu. Afinal era mentira... não era a última a morrer. Ou talvez tenha sido. Sim, porque chega ao momento em que já estamos mortos apesar de continuarmos a respirar. E é nessa altura que olho para trás, e se pudesse fazia tudo diferente. “A vida só nos dá o que merecemos”?... Utopia! Já que a vida é um filme, daqueles cujo argumento é tão intragável que era melhor nem chegar a ser escrito, então o ideal é carregar no “pause”. Ficar para sempre num fim de tarde, com o sol quase a pôr-se. Naqueles dias de Verão em que já começa a fazer uma aragem fresca. Naqueles dias em que essa aragem arrepia mas ainda sabe bem. Naqueles dias em que se alcança o céu quando alguém especial nos abraça e nos faz esquecer o frio. Esquecer tudo.
    Deito-me na relva, na colina em que se vê grande parte da cidade. Ali fico. Longe e tão perto de tudo. O vazio permanece. Latente. Crónico. Olho o céu azul. É das poucas coisas bonitas que a vida nos oferece. Surgem na minha mente imagens... recordações... Adormeço. Finalmente encontro a paz.

    25 de Junho, 2001


    Sinto o corpo a enregelar. Já não sei se o frio vem de fora, deste entardecer, ou de dentro... das minhas ideias, que passam a uma velocidade tremenda, sem no entanto se irem embora. Os mesmos pensamentos tomam conta de mim. Envolvem-me como esta brisa fresca, gélida até. Sinto-me como numa teia. Indefesa e impotente como qualquer presa nas garras do seu predador.
    Sinto um arrepio e uma sensação esquisita no estômago, como se estivesse numa queda livre repentina. Como numa montanha russa. Afinal, a vida é como uma montanha russa. Subidas, descidas, muitas voltas, e no final acabamos sempre no mesmo lugar. No lugar de partida. Só mudam os ocupantes das carruagens. E nem temos a permissão para os escolher livremente. Entram nas carruagens sem pedir, retribuindo apenas com desilusões. Será tão difícil aprender com os desvios do percurso? A quantidade de descarrilamentos nunca será suficiente para nos libertarmos definitivamente? Assim continuamos, de viagem em viagem, a observar as mesmas imagens, a passar pelos mesmos lugares e a cair nos mesmos buracos. Sempre assim... até que a viagem acabe de uma vez por todas.
    Está a anoitecer. O vento torna-se mais forte. Parece empurrar algumas estrelas, que, por desejo de liberdade e mudança, riscam o céu em sinal de protesto, e desaparecem para sempre, talvez esquecidas... talvez ignoradas... enquanto as outras, fieis à estagnação que as envolve, permanecem... fixas... paradas… É como esta inércia que me prende e impede de fazer o que está certo. Nem mesmo o vento me empurra para o caminho correcto. É preciso muito mais do que um simples empurrão. Para tudo há que ter coragem. Coragem e auto-estima. Da mais simples à mais difícil das decisões.
    E uma música não me sai da cabeça. A melodia flutua por entre os pensamentos, e acaba por se misturar com eles, numa verdadeira banda sonora da fraqueza que me absorve.
    Uma vez alguém disse “Se continuas vivo é porque ainda não chegaste onde devias”. Talvez seja. Talvez a última paragem seja diferente das outras. É melhor acreditar que sim... que afinal a viagem tenha feito mudar alguma coisa... nem que seja uma mudança para apenas um dos ocupantes, que tenha a coragem de riscar o céu, sublinhando a sua indignação... nem que seja por um instante. Assim não terá sido em vão.

    18 de Setembro, 2001

    terça-feira, 29 de Julho de 2008

    "A sombra do vento"

    Já tanta gente me tinha falado maravilhas deste livro, que tive de o ler. E hoje dei a "notícia" a uma dessas pessoas: Não gostei.

    Para quem não leu "Os Maias" por não ter sobrevivido à estucha do Ramalhete, então este é um livro a evitar. Por acaso não me incluo nesse grupo, uma vez que, sempre na esperança de que viesse uma boa história depois do tédio daquela descrição infindável (1/5 do livro...), acabei por não me desiludir. Em relação ao "A sombra do vento", o livro até poderia ser bom (ou menos mau), se se limitasse ao 1/5 do livro que de facto tem história. Neste caso, a esperança de que ainda ia acontecer algo surpreendente que o tornasse "espectacular", foi completamente por água abaixo. A história, de certo modo, lembrou-me a d'Os Maias (e muitas outras histórias do género), e talvez por isso a tenha achado demasiado previsível. O enredo até prometia, mas acabou por não trazer nada de novo. Há o rapazito ingénuo, a mulher fatal, o homem amargurado, a mulher frágil, o amigo verdadeiro, o monstro, o amor impossível e o engodo de um pseudo-mistério. Tudo muito visto... pouco original... e daí a minha desilusão (era justo alguma compensação depois de tanta "palha"!). Enfim. É daqueles que se incluem no grupo "muita parra e pouca uva". Demasiados rodeios e pouca objectividade (o que tipicamente acontece quando se faz um livro de 507 páginas com uma história que tem pouco sumo para deitar quando espremida). De certeza que os livros do Julián Carax deviam ser melhores...

    Não sei como é que o Sr. Joschka Fisher o leu "num dia e meio, de uma assentada"... Boriiiiing!

    segunda-feira, 21 de Julho de 2008

    Beleza que dói

    Tal como identifico um bom cantor quando me causa arrepios na pele, as várias expressões de arte são capazes de provocar em mim diferentes tipos de sensações, por vezes ilógicas ou difíceis de explicar. Podem ser as palavras e o seu significado, mas quando não há palavras que nos possam dizer algo, tudo se torna mais estranho. É o que acontece com certas músicas que me tocam a alma de tal maneira que me fazem lembrar de coisas que não podem ser recordadas... simplesmente porque nunca foram vividas... A beleza, por vezes, dói. Toca-me profundamente e comove-me com tal intensidade que, paradoxalmente, faz-me chorar. Aqui deixo uma homenagem a duas músicas que, desde a 1ª vez que as ouvi, ainda miúda, e por muitas vezes que as oiça, vão sempre conseguir despertar em mim alguma lágrima... Nessun Dorma de Puccini e... claro... a mais bela de todas... Clair de Lune de Debussy...

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    terça-feira, 15 de Julho de 2008

    As mulheres...

    Da primeira vez que vi este anúncio fartei-me de rir. A minha vontade foi de ir a correr partilhar estas gargalhadas... mas acabei por não ir a tempo... por já não fazer sentido essa partilha.

    Não há dúvida que as mulheres são umas c*bras (o * pode ser substituído de acordo com a preferência por animais rastejantes ou com cornos, se bem que nenhum deles tem culpa de nada). Claro que há excepções à regra (felizmente, poucas mas boas). Mas de um modo geral, pecados mortais como a vaidade e sobretudo a inveja (até porque um leva ao outro) podem ser maioritariamente atribuídos a este sexo. Não é por nada que a 1ª mulher (a tal de Eva) fez o que fez... Já nessa altura se sabia o quão falsa e cruel pode ser uma mulher... até mesmo aquelas nas quais a fatiota de cordeiro assenta tão bem que quase parece ser delas. Essas são mesmo as piores... as que são tão dissimuladas ao ponto de conseguirem iludir (e continuar iludindo) até a alma mais perspicaz.

    Nesta altura estão a dizer "deves ter muitas amigas, deves...". Pois bem. Não, não tenho muitas amigas. Tenho algumas. Não posso dizer que já tive mais, pois as que já não o são é porque nunca o foram de verdade (tendo em conta a definição da palavra "amizade"). A priori sempre me dei melhor com rapazes, é um facto. E dos meus amigOs nunca tive razão de queixa. Enquanto que o que recebi de algumas das poucas "grandes amizades" femininas que tive na vida (precisamente aquelas que eram as "melhores amizades"... as tais do disfarce de cordeiro...), foi a experiência de sofrer na pele traições que nem o meu pior inimigo seria capaz de engendrar ou desejar para mim. Por isso, e com conhecimento de causa, estou à vontade para falar. Porque sei do que falo. Já tive a inocência de pensar de outra maneira. Mas descobri que há intrigas e enredos que não acontecem só nos filmes (ou nas novelas mexicanas). São mesmo reais. Só espero não voltar a cair na armadilha. Não tenciono voltar a trincar maçãs envenenadas.

    Hoje posso dizer, com toda a certeza, que quanto mais conheço as mulheres, mais eu gosto dos homens...

    O meu 1º dia de praia

    Hoje foi um dia especial.

    Hoje fui à praia pela primeira vez na minha vida. Coisa estranha, vindo de uma mulher algarvia! Mas é verdade. Hoje foi o meu 1º dia de praia... sem companhia! Por incrível que pareça, e gostando de praia como eu gosto, nunca o tinha feito sozinha. Sempre tive alguém que me acompanhasse. Não posso dizer que não é bom ter alguém com quem partilhar um comentário...uma gargalhada...ou mesmo o silêncio. Mas, numa altura em que os amigos estão a trabalhar, e estando eu de férias num dia de calor brutal, achei por bem iniciar mais uma actividade na companhia de mim mesma.

    Lembro-me que a primeira coisa que comecei a fazer sozinha, foi ir a concertos, e, à excepção do final em que é bom ter alguém com quem partilhar a euforia do “pós”, acaba por ser muito melhor. Isto porquê? Porque vou quando e para onde quero. Porque acabei por não vibrar da mesma maneira em vários concertos por ir acompanhada e não querer afastar-me dos acompanhantes. Também já fui sozinha ao cinema (ok, só uma vez), mas é algo que hei-de repetir, provavelmente em breve.

    Agora ir à praia é que não. Ter paciência para me meter no carro e conduzir em direcção a um sítio que não conheço bem (ok, já lá fui n vezes, mas no lugar de pendura nunca reparo nos caminhos), e chegar lá e ter apenas um livro como companhia (que até nem era grande coisa...mas disso falaremos noutras núpcias)... isso nunca. Até correu bem. Renovei o bronze, a água (milagrosamente!) estava boa, e até ouvi uns piropos engraçados (ao que se sujeita qualquer mulher sozinha perto de um grupo de rapazes). Fui às horas que quis, voltei às horas que me apeteceu, e durante a viagem ouvi a minha música, com o volume que bem entendi.

    Sobrevivi à experiência. Amanhã tenciono repetir. Pode ser que me habitue de tal maneira que já não queira outra coisa…

    quarta-feira, 9 de Julho de 2008

    Super Bock Super Rock Vs Jamiroquai

    Já há algum tempo que não ia a um concerto. O último foi em Agosto de 2005 (meu deus! como é que eu aguentei 3 anos sem um moshzito!), quando, curiosamente, fui ver Jamiroquai no festival Sunrise em Albufeira. Já os tinha visto em Maio de 2002 (GRANDE concerto no Pavilhão Atlântico...BRUTAL!), e, visto que há 2 anos não fui ao Rock in Rio para os ver (por razões óbvias), chegou finalmente a altura de curtir um bom som ao vivo.

    Pela amostra que tinha tido no outro festival, e pelo que ouvi dizer da actuação no RIR, já estava à espera do que se passou. Um concerto curto, a saber a (muito) pouco. Cru, sem "efeitos especiais" (aquelas imagens de 2002 que nos faziam viajar para um mundo que não existe... ou talvez pelo que se fumava naquele recinto...). É definitivamente uma banda que deve ter o "seu" concerto, e não apenas fazer parte do cartaz de um festival. O ideal era mesmo o Coliseu (imaginem aquele som poderoso a flutuar com aquela acústica!).

    Jay Kay, muito mais gorducho (pelo menos na cara) e com os "totós" a espreitar debaixo do gorro, cantou e dançou como só ele sabe. Começando com o poder de "The kids", seguiram-se as pautas de "High Times", "Space cowboy", "Travelling without moving", "Seven days in sunny June", "Little L", "Alright", "Runaway", "Cosmic Girl" e mesmo uma versão calminha do "Love Foolosophy". Para finalizar, apenas um encore, com "Deeper underground", altura em que houve algum movimento por parte do público (pena que tivessem acordado SÓ no final...).

    Realmente estas novas gerações "Amukinadas" são muito fraquinhas. Como é que é possível que nas 20 filas de pessoas que estavam à minha frente, ninguém saltava ou batia palmas? Os braços erguidos à minha frente eram os daqueles que insistiam em fotografar ou filmar o concerto, sem se preocuparem minimamente com a vibração... com o curtir o som... Meus amigos, o concerto foi transmitido na Sic Radical, de certeza com muito melhor qualidade de imagem... para a próxima fiquem em casa que vêem melhor... E os olhares fulminantes quando alguém tentava começar a saltar, ou havia uma mínima movimentação... Definitivamente a geração do mosh foi substituída pela geração dos nhónhós. Há-de chegar o dia dos concertos virtuais, em que o pessoal fica em casa ligado a uma máquina a fingir que está em Wembley. Enfim, colheita como a de 79, já não volta a haver.

    P.S: Não, não fui eu que tirei as fotos (é só ir à net). Recuso-me a levar a um concerto mais do que o bilhete e uma nota no bolso. Sou old school... não tenho remédio.

    quarta-feira, 2 de Julho de 2008

    There's a stillness in time
    Which I cannot define
    Does your heart bleed like mine
    For a place we can go
    Where the troubles of our time are far away

    And I had all my life in front of me
    Now my darkness days are trouble free
    There are so many wondrous things for you to see

    If you find that something's going wrong
    Look around at what you're running from
    You can wait a thousand years in line
    For that stillness in time.

    I found love in that way
    And I'm never sad, and I'm always glad
    Anything you give me today
    I will be thankful for
    People find it hard to be strong
    Cos they don't know where they're coming from
    There was nothing let to do but hang on
    For a stillness in time.

    If this world is turning too fast for your head
    Just remember how bad times can roll instead
    Guess I have to search a space inside my mind
    For that stillness in time



    Grande J.Kay... Só tu para me fazeres sorrir agora... Obrigada

    video

    terça-feira, 10 de Junho de 2008

    Rock in Rio... ou a exploração das massas

    Já queria ter escrito sobre o Rock in Rio - Lisboa desde... a 1ª edição em 2004! Este ano este "festival" passou-me ao lado (excepto quando cortaram a 2ª circular para "plantarem" uma guitarra da Vodafone na berma), uma vez que me ausentei do país quase no início desse evento, e, a falta de tempo para ver TV poupou-me dos sucessivos anúncios do "Eu vou" que devem ter passado incessantemente (pelo menos nas outras edições assim foi).

    Ora bem, considerando-me uma pessoa que já foi a uma quantidade razoável de concertos ao longo da vida, sinto-me no direito de me pronunciar quanto à qualidade (fraquíssima) deste evento. Sim, prefiro chamar-lhe "evento", porque de festival (de música) tem muito pouco...

    Começamos logo pelo nome: Rock in Rio. Ora, verificando que de "rock" tem pouco ou nada, e de "Rio" ainda menos (só se estiverem a fazer referência ao Tejo!) partimos logo de uma premissa errada.

    Depois vamos ao objectivo: "Por um mundo melhor". E eu pergunto: o mundo de quem? Só se for o mundo dos Medina... Neste contexto, o povo português, já habituado a ser a personagem em várias anedotas brasileiras, acabou por ser o alvo de mais uma. Somos peritos em cair no "paleio". E aí só tenho de dar os meus parabéns aos organizadores, porque conseguiram vender a ideia de que o Rock in Rio é um Festival de Música de Qualidade, e que é super in ir assistir. Alías, basta este segundo ponto (o factor in) para que este "festival" se torne numa romaria.

    O local escolhido não teria sido melhor, uma vez que, sendo um evento, tem mais é de ter muito espaço para o pessoal passear, comer e beber. Ah, e também para ouvir música... (estava-me a esquecer desse pormenor). O problema é quando aqueles que até vão lá pela música se põem a saltar. É a nuvem de pó no ar, a roupa e o cabelo com uma tonalidade castanho-terra, a dificuldade em respirar... vá lá que a maioria do pessoal que vai (aquela malta adepta do "in") até se porta bem e acha completamente inadmissível e estranho que possa haver encontrões, mosh e afins, num concerto (!).

    Quanto ao conteúdo. Bem, misturar Jamiroquai com Shakira, foi para mim um dos muitos cocktails desastrosos (e ofensivos) que têm passado por aquele palco. Mas, pelo que ouvi dizer, este ano também misturaram Rod Stewart com Tokio Hotel, portanto é óbvio que não aprendem com os erros. Depois há os habitués... Xutos, Ivete, and so on... só para tapar buracos. E para finalizar, há aqueles que são a prova evidente da exploração comercial do evento. Recordo, nauseada, o concerto de Britney Spears em playback (vá lá que a maioria dos (das) fãs nunca tinham saido de casa e acharam que aquilo foi o espectáculo do século). Nesta última edição, conseguiram ainda ser mais baixos ao aproveitarem-se vergonhosamente do espectáculo (de circo) de alguém que toda a gente sabe que precisa é de Rehab (apesar dela dizer que "não") e que, obviamente, jamais estaria em condições para actuar.

    O preço: escandaloso se considerarmos um festival de música (e tendo em conta a qualidade duvidosa do cartaz), adequado se considerarmos um evento social - VIP.

    "Eu fui" ao 1º (porque ganhei um bilhete de borla). "Eu não fui" ao 2º (apesar de estar em cartaz uma das minhas bandas favoritas). E tenho muito orgulho em dizer "Eu não voltarei" (a ponderar, talvez, na hipótese remota de um concerto de STP...).

    quarta-feira, 14 de Maio de 2008

    Os GRANDES Stone Temple Pilots

    E eis que após 6 anos de interregno, com outros projectos pelo meio (e algumas curas de desintoxicação...lol), a melhor banda de todos os tempos (pelo menos para mim...), voltou a reunir-se. Já têm vários concertos agendados nos EUA... só espero que para o ano se lembrem que Portugal existe e venham cá repetir o concerto fabuloso que deram em Paredes de Coura-2001, mas já agora em Lisboa... sempre é mais pertinho... (desde que não seja em nenhum Rock in Rio, claro!).

    Voltaram as montanhas russas e as libelinhas... e todos os devaneios musicais cuja interpretação fica ao critério de cada um. Já não se faz música assim...

    Welcome back!

    quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

    No comments...

    Até parece que adivinhava... Hoje quando chego ao hospital e vou "pôr o dedo", qual não é o meu espanto quando vejo que as maquinetas já não estavam lá... foram substituídas por outras novas!!!

    O "saco azul" deve estar mesmo a abarrotar. Pena que só para isso é que são uns mãos largas...

    quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

    Reacções...

    - Então? O que se passa?
    - Vim porque estou a perder sangue.
    - A perder sangue?
    - Fiz um teste de gravidez que deu positivo, e uma amiga disse-me para tomar uns comprimidos...

    (...)

    - Sim, de facto está a perder algum sangue.
    - Será que já saiu tudo?
    - Vamos fazer uma ecografia...

    Um feto. Quase 10 semanas. Coração a bater. Movimentos corporais, indiferente e ignorando o que estava (ou iria depois) acontecer.


    Uma sensação muito estranha...

    Dedómetro

    Há 3 semanas começou a técnica do "dedo de ponto" no meu hospital.

    Gastaram uma pipa de massa para instalar uns aparelhos que lêem impressões digitais e câmaras de filmar para o tecto (não fosse alguém mais chateado partir um desses aparelhómetros sem que ninguém visse...).
    É engraçado como conseguiram a proeza de arranjar dinheiro para isso. É que para comprar pensos, compressas, material operatório e tudo o que é necessário para assistir um doente, normalmente não há "papel". Chegam ao cúmulo de no bloco operatório fazerem cara feia se queremos usar uma máscara com viseira ou uma bata para mais um cirurgião, ou mais uma linha de sutura. É que essas coisas são caras! Até as compressas agora (curisamente desde há um mês...) são de pior qualidade... Nem autoculante para pensos chega a haver na enfermaria...

    Agora todas as manhãs é o mesmo ritual: 5 minutos na fila para "pôr o dedo" (sim, porque às vezes, para cada pessoa da fila, é necessário umas 5 tentativas até que aquilo reconheça o dedinho...). Por enquanto ainda é a fase experimental, mas para o mês que vem deixa de existir o livro de ponto (aquela coisa da idade da pedra em que é necessário uma caneta para assinar). Vamos ver o que vai acontecer às pessoas cuja impressão digital não é reconhecida em nenhum dedo (sim, há casos desses) e aos directores de serviço que não vão fazer mais nada senão assinar papeis de justificação para esses casos de falha, esquecimento ou falta por motivo de folga.

    Por outro lado até vai ser bom, se de facto aplicarem este sistema com todo o rigor que fizeram questão de mostrar no regulamento interno. É da maneira que eu, e praticamente toda a gente do meu serviço, vamos começar a ir para casa mais cedo. Depois não venham dizer que ainda há doentes para ver na enfermaria ou na consulta. O horário acabou. Temos de ir "pôr o dedo". Temos pena. Se queriam castigar aqueles poucos que realmente se baldam ao serviço e entram e saem mais cedo do que deviam, esquecem-se que esses são a minoria, e que a boa vontade daqueles que se fartam de fazer horas extraordinárias (não pagas) também se esgota.

    Enfim. Assim vai a saúde em Portugal...

    quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

    Calvin and Hobbes

    Lembrei-me do Calvin. O miúdo (e o seu tigre de estimação), cuja criatividade não tem barreiras, apesar de por vezes o pôr em maus lençois. Era bom ser permanentemente como ele. Puro. Ainda bem que nos cartoons as personagens não crescem. E como diria ele "Nunca há tempo para fazer todo o nada que se quer"... A minha homenagem ao puto mais porreiro da banda desenhada.

    Proibido fumar

    Muito se tem falado da lei do tabaco, principalmente desde que entrou em vigor. Eu sinceramente, acho que não há nada a falar pois tudo isto parte de um pressuposto muito simples: a minha liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros. Eu não fumo, mas não me importo minimamente que os outros fumem... desde que não seja para cima de mim! É uma questão de civismo e de educação. As áreas de fumadores nunca funcionaram. É que caso não tenham reparado, o fumo parece teimar em não respeitar essas áreas... se calhar porque o fumo dissemina-se no ar! Isso faz-me lembrar as minhas intermináveis viagens de autocarro entre Lisboa e Faro, quando nas últimas 3 filas do veículo era permitido fumar!... (como se o fumo não chegasse a quem estava na 1ª fila...). O engraçado é que os fumadores (não digo todos, mas muitos), parecem achar que tudo isto é uma cabala contra eles. Chegam a ser tão egocêntricos que acham que o objectivo da lei é obriga-los a deixar de fumar (!). Eles continuam a ser livres para se intoxicarem quando bem entenderem, a única diferença é que deixam de obrigar os outros a ser intoxicados também. Continuam a ter o direito de fumar. Os não fumadores é que passaram finalmente a ter o direito de não fumar. Não é uma lei para aniquilar os coitadinhos dos fumadores, que até não fazem mal a ninguém (e até são bem generosos ao partilharem milhares de substâncias nocivas com quem estiver nas redondezas). É uma lei para proteger os não fumadores (ou será que nunca tinham dado conta que estavam a prejudicar a saúde de outras pessoas?). E a desculpa de "o fumador é um doente, tem é de ser tratado e não obrigado à força a deixar de fumar", não pega. O fumador é um doente sim. É que o tabaco é uma droga. Tal como a cocaína. Tal como a heroína. Apenas há 2 diferenças: é que o tabaco sempre foi socialmente aceite (dá mto estilo ter os dentes amarelos e a pele envelhecida), e o tabaco tem a capacidade de "drogar" várias pessoas ao mesmo tempo (mesmo as que não querem). Acho que não tinha piada nenhuma se um toxicodependente após se injectar fosse injectar todas as pessoas que estivessem junto dele. E já que falamos de doenças. Ninguém gostaria de ter um doente com tuberculose a tossir, feliz e contente, para cima de si! E também a Sida é uma doença, e isso não dá o direito ao seropositivo de infectar o parceiro que não tem culpa nenhuma. A diferença é que nesses casos não há lei que o consiga evitar...

    segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

    Cromos ao volante II

    video

    Ah pois é... em vez de andarem a multar quem vai a 60 km/h no túnel do Marquês, deviam era fazer algo de realmente útil para quem conduz minimamente bem e tem de aturar estes cromos todos dias!

    sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

    Cromos ao volante

    A propósito de "Portugal, esse país radical", lembrei-me de mais uma situação de chico-espertice portuguesa ao volante. É aquela cena quando há uma fila, e há uns espertinhos que mais à frente querem virar para a direita e então metem-se na berma para passar à frente dos outros. Ora, é natural que esse pessoal não deva saber que berma não é uma faixa de rodagem, uma vez que devem todos pertencer ao grupo dos que tiraram a carta na Farinha Amparo. Mas o irritante da questão nem é isso. É que quando o "tótó" que esperou pacientemente a sua vez de chegar à saida, está na faixa correcta e quer virar, o chico esperto que está ao lado (na berma!) fica muito ofendido por o "totó" não lhe deitar uma passadeira vermelha à frente e o deixar passar primeiro. Oh gentinha mentecapta...

    terça-feira, 16 de Outubro de 2007

    Elevadores

    Todos os dias me questiono sobre a lógica da utilização dos elevadores. Contudo continuo a ter déjà vu's da mesma situação, e a questão persiste: porque é que as pessoas insistem em entrar no elevador mesmo que ele vá para o 15º piso, apesar de quererem descer para o R/C? Tudo bem, isso pode acontecer por engano... mas o grave é que esses casos correspondem a uma minoria! O cúmulo é atingido quando a pessoa até pergunta se o elevador vai descer, respondem-lhe que não, e mesmo assim entra dizendo: "Bem, é melhor entrar já, senão nunca mais chego, é que já estou aqui espera há muito tempo" (!!!!). É que são precisamente essas mentes iluminadas que contribuem para a demora dos elevadores. Ora entram, ora hesitam, ora resolvem entrar quando a porta já se está a fechar e tem de abrir novamente... Gosto particulamente daqueles que transportam grandes volumes, e não se importam de estar a ocupar o lugar de alguém que realmente quer subir. E depois admiram-se que os elevadores volta e meia estejam avariados.

    Será que as pessoas pensam que o elevador passa por uma espécie de twilight zone e fica perdido no espaço para sempre, sem nunca mais parar no piso em que nós estamos? Ou é isso, ou a espécie humana tem mesmo um grave problema com os mecanismos ascensores.

    domingo, 30 de Setembro de 2007

    Slide Show dos meus Bebés!

    O meu Boguinhas

    Depois de um mês de perigo na estrada (lol) e 2000 e tal Km percorridos, chegou a hora de fazer a primeira avaliação do meu pequenino... sim o meu Smart!

    Depois de muitos anos a tentar fugir à condução, tive de me render a esse sacrifício para evitar 4 horas perdidas por dia em transportes públicos. Até não tem corrido mal. Descobri que os limites de velocidade são ridiculamente baixos em alguns locais (sim... ando a arriscar ser multada...), e que a faixa do meio é a preferida por 80% dos portugueses (mesmo se houver uma fila enorme e a da direita estiver vazia). Além disso, descobri a verdadeira invenção do milénio: mudanças automáticas. Chego mesmo a arriscar dizer que foi a melhor (e lógica) invenção a seguir à roda. Se as mudanças podem ser escolhidas só com a mão, para quê usar o pé?

    Para quem esteja a pensar comprar um Smart, tenho a dizer que o meu depósito de 30 litros, a diesel, dá para 600 Km (mais coisa menos coisa). Por dentro, em termos de espaço, a diferença é não ter os bancos de trás. Na bagageira cabe lá um troley médio e ainda mais qualquer coisinha. Para estacionar, qualquer buraquinho serve. Defeitos tem 2. Há o problema do vento e da deslocação do ar quando se conduz acima dos 100 km/h... (convem ter cuidado quando passa um camião por nós, principalmente se for mais depressa...lol). Por outro lado, qualquer buraquinho na estrada parece uma cratera (acho que vou ter problemas de coluna...).

    Mas de um modo geral estou muito satisfeita. Portanto já sabem, se virem o Smart mais giro que alguma vez já passou por vocês, afastem-se, porque sou eu que vou ao volante :P

    quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

    Pérolas da Função Pública - Parte I

    Sendo a Função Pública deste país uma verdadeira ostra cheia de "pérolas", cada uma mais reluzente que a outra, resolvi dedicar-lhe uma pequena homenagem e criar um tópico periódico inteiramente destinado à partilha de episódios hilariantes com ela relacionados.

    Há algum tempo, tive de entregar a minha folha de pedido de férias para este ano. Lá escrevi os vários períodos que queria, a Directora do Serviço assinou, e o papelinho lá foi para a Serviço de Pessoal. Um mês depois, recebo um recado para contactar urgentemente o Serviço de Pessoal devido a um problema qualquer com o meu vencimento. Apesar de ter mais que fazer, lá consegui arranjar um tempinho dentro do horário de funcionamento deles (sim... eles têm aqueles horários das 9 às 11h e das 15:30 às 16:30). Quando lá cheguei, a sra que me atendeu, quando soube quem eu era, começou-se a rir... foi buscar um papel, e ainda com um risinho estúpido disse "Agora já não se volta a esquecer!". Então o que foi? É que no tal papelinho do pedido de férias havia um campo a dizer "a exercer funções" que eu deixei em branco. Ora, depois de ter escrito a minha identificação, nº mecanográfico, categoria profissional, etc e tal, realmente não percebi o que aquilo queria dizer. Seria para escrever "a exercer funções de partos, toques vaginais e afins"? Não... afinal era para escrever o nome do meu serviço.

    O engraçado desta história é o seguinte: o papel foi assinado pela directora do meu serviço, com o carimbo do meu serviço, e os próprios funcionários do serviço de pessoal não tiveram dificuldade em telefonar para o meu serviço para me chamar. Mas não era suficiente. Eu tinha de deixar o meu trabalho e ir pessoalmente escrever o nome do serviço naquele espaço em branco. Bem, pelo menos tiveram consciência da atitude imbecil que tomaram, já que para me obrigarem a ir lá usaram um isco falso (sim, porque basta o uso dos termos "problema no vencimento" e "serviço de pessoal" na mesma frase, para qualquer um ficar de cabelos em pé, dada a extrema competência e eficácia com que são resolvidos os assuntos nesse local)...

    segunda-feira, 9 de Julho de 2007

    Punta Cana

    Uma semaninha passada em Punta Cana. Muito calor, inicialmente com muita humidade (até custava respirar!) e alguma chuva (5 minutos, muito intensos...lol). Deu para apanhar um escaldão nos ombros, para visitar os locais onde foram filmados "Lagoa Azul", "Apocalyse Now" e "Rambo II" (UAU!), para nadar com tubarões-gato e raias, para caminhar no fundo do mar, e claro, para muita praia e muita piscina. A água tem cores tipo postal ilustrado, e se a sua temperatura é a do corpo, então a piscina é uma banheira... quente quente! Jamais vou encarar a maravilhosa água de Carcavelos da mesma maneira... eheh. E claro, deu para estudar de perto o comportamento do povinho português, nomeadamente o lema dos gordos: "Se é de borla, come até não poder mais. Se não é de borla, come também!".

    Para entrar no país é preciso pagar 10 dolares (ou euros, que para eles é a mesma coisa, muito convenientemente, já que o dolar vale menos...) e, para sair, 20 dolares (estive quase para não pagar...eheh). E depois é tudo uma sucessão de gorjetas (quase que é preciso pagar para se poder respirar), e não se contentam com um "regalito" qualquer...

    Valeu a pena. Mas não fiquei farta de praia (precisava de mais um mês!) e já tenho saudades daquele calor. Só senti falta do belo do bacalhau e dos meus gatinhos.

    Aqui fica uma foto da Isla Saona, para matar saudades...
    Agora, back to reality...

    quarta-feira, 20 de Junho de 2007

    Quanto mais pressa, mais devagar...

    Penso que já todos tiveram aquela sensação de que quando estão com pressa, tudo acontece para vos alentecer. Isto é principalmente verdade quando se anda a pé, e ainda mais se essa caminhada é de ou para algum transporte público. Aqui entram as escadas e passadeiras rolantes, e é a altura em que eu me começo a irritar. É que já perdi muito transporte à conta dos pacóvios que não sabem que as escadas rolantes não são para ver as vistas... Tudo bem que essa maravilha da mecânica pode aliviar um cansaço "desnecessário", ou pode ajudar pessoas que de outra maneira teriam dificuldades em chegar lá acima. O problema é que 90% das pessoas apenas se deixa levar por ali acima, e metade desses não deixa passar ninguém. Porque será que cada vez mais temos um país de obesos, se nem se dão ao trabalho de subir um lanço de escadas?

    Agora imaginemos que, cheios de pressa, sem um minuto a perder, estamos a chegar de metro à estação do Marquês e precisamos mudar de linha. A tortura começa logo na saída da carruagem, pois em mais de metade das vezes, as pessoas que se põem tão prontamente à porta, são aquelas que menos pressa têm de sair, a avaliar pela velocidade alucinante com que o fazem... Depois de conseguir fintar essas lesmas, chegamos finalmente às escadas rolantes (já amplamente ultrapassados por um mar de gente). Invariavelmente, as pessoas que não querem andar e que são minimamente inteligentes, encostam-se ao lado direito, deixando o lado esquerdo livre para quem quiser passar. Mas, sorte macaca... logo quando estamos quase a conseguir subir alguns degraus, reparamos que há uma alma iluminada que, para ser diferente dos outros, encostou-se à direita ao lado de alguém, como se não estivesse a empatar. Isto quando não é alguém que simplesmente fica a meio da escada e nem se desvia um bocadinho. E é claro que à nossa frente vai alguém que não pede licença a essa criatura, e como tal, também não deixa andar mais ninguém. Finalmente chegamos lá acima, tentamos fintar, com dificuldade, esses seres mais retardados, mas, oh não! Agora é uma passadeira rolante... Pode ser que tenhamos mais sorte... mas não, começa tudo outra vez... Já com os nervos em franja, chegamos ao fim da passadeira, a amaldiçoar o momento em que não subimos pelas outras escadas e em que entrámos na passadeira. Nisto, o barulho do metro a chegar... Pode ser que ainda lá cheguemos!...Damos uma corridinha... O som das portas a fecharem... ok... Por 5 segundos vamos esperar 10 minutos até que venha o próximo. Enquanto isso pode ser que aí venha aquele acerebrado que não deixou passar ninguém, para lhe darmos umas aulinhas de civismo (ou simplesmente um pontapé...AGGHH!)

    terça-feira, 8 de Maio de 2007

    Um país de burros

    Li hoje no jornal que a Ministra da Educação admitiu alterar os programas escolares, especialmente o de Português e Matemática, por serem demasiado extensos e nem sempre com a qualidade desejada. A presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, não podia ter ficado mais contente, declarando mesmo que “existe um desfasamento entre os conteúdos e a maturidade dos alunos”, pois “um estudante de 15 anos não tem as mesmas capacidades intelectuais de um colega de 18, para aprender matérias abstratas de matemática, física ou química”. Fico de facto chocada, quando alguém que representa os pais deste País, pode dizer uma coisa destas.

    Ora bem, eu já vi livros escolares dos meus pais, em que a matéria dada era de longe mais complicada em comparação com aquilo que eu tive de estudar no ano correspondente. E já se passaram uns aninhos. Sim, porque mesmo assim, no meu tempo, tudo era mais exigente. Não se usavam calculadoras gráficas nos testes de matemática, em que basta saber ler as instruções da máquina para rapidamente obter um gráfico de uma função, sem se perceber como lá se chegou e muito menos o que significa. Será que os nossos pais eram sobredotados? Ou será que agora os meninos, apesar de toda a informação e cultura disponíveis (que não havia antigamente), são mais burros? Ou mais preguiçosos? Ou simplesmente, têm as costas largas já desde a escola primária, em que a 1ª coisa que o paizinho diz à professora é “livre-se de bater no meu filho!”. Uma palmada nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário. Aliás, a falta dessas palmadinhas já é evidente, com a falta de respeito e de educação que cresce desde tenra idade nestas novas gerações. Mas o que interessa é aprender a lei do menor esforço. Eles crescem e a frase do paizinho subentende-se: “livre-se de obrigar o meu filho a estudar!”. Pelo que ouvi, alguns exames nacionais até são de escolha múltipla (não sei se totalmente ou não). Também aqui, Portugal é líder em seguir os maus exemplos, neste caso o dos EUA (essa nação em que 90% da população é mentecapta, a começar pelo Presidente, e 10% são inteligentes, mas não são americanos).

    No “meu tempo”, os programas eram mais extensos, eram mais difíceis. E então? Nem todos eram alunos brilhantes, mas também nem todos eram medíocres. Penso que as capacidades intelectuais dos portugueses não podem ter declinado tanto numa década! A matemática só é um monstro para os impressionáveis. É preciso trabalho e estudo! Mas claro que é mais fácil diminuir a matéria. Porque não passar a matemática só para a faculdade? Ou será que aí continuam sem capacidade intelectual para perceber tanta coisa abstrata? Vamos ensinar contas de somar no 12º ano. Pode ser que assim Portugal se torne no país europeu com maior sucesso escolar.

    terça-feira, 3 de Abril de 2007

    Duh!

    Agora que caminho a passos largos para os 30, espero, um dia mais tarde, não vir a cometer o mesmo erro que muitos "cotas" insistem em cometer. Há certas palavras usadas pelas gerações mais jovens que, para evitar que se caia no ridículo, deviam estar interditas a certas faixas etárias mais velhas. Excepto, claro, se os que as utilizam, saibam o significado das mesmas! E agora que o "bué" e afins até vêm no dicionário, já não há desculpa.

    O caso mais recente, mais na moda e mais flagrante dos últimos tempos é o "duh". Todos os dias se ouvem uns quantos "duh"... uns bem utilizados outros nem por isso... Sim, para quem ainda não percebeu, o "duh" quer dizer qualquer coisa (duh!). Não é uma mera interjeição que se usa só para tentar mostrar que estamos dentro das últimas novidades linguísticas e que até não somos tão velhos como parecemos.

    Umas vezes dá vontade de rir (pela patetice), mas torna-se irritante quando o erro é cometido sucessivamente pela mesma pessoa. É mesmo caso para dizer: "se não sabe, então é melhor estar caladinho". A todos os que pertencem a esse grupo, aqui deixo, com todo o respeito, um grande "DUH!"

    sexta-feira, 16 de Março de 2007

    Recomeçar!...

    Depois de quase duas horas em stress (já sem contar com a noite mal dormida)...

    Depois de ver as vagas a desaparecerem aos poucos, escolhidas por outros candidatos...

    Com a situação a ficar pouco favorável para o meu lado...

    Acabei por conseguir!

    Ginecologia/Obstetrícia, aqui vou eu!

    quinta-feira, 15 de Março de 2007

    Expectativa...



    Amanhã é um dia de grandes decisões...

    Aiai... nunca mais é sábado...

    terça-feira, 6 de Março de 2007

    Brasserie de l'Entrecôte

    Este é o nome do restaurante que "serve os melhores bifes com batatas fritas de Lisboa", segundo um amigo meu. No sábado fui lá, e comprovei que é verdade. Já não comia uma carninha assim tão boa desde os tempos áureos em que ia jantar num dos clubes de golf de Vilamoura (sim, eu já frequentei esses sítios chiquérrimos, "tá a ver"?). O prato é único. Começa com uma entrada de salada de alface com nozes e depois vem o prato da "chicha". Pode-se pedir mal ou bem passado e é simplesmente divinal... a carne tenrinha cortada às tirinhas, um molho extraordinário... ok, já estou a salivar... Os empregados servem e repetem a dose mais tarde. As sobremesas também parecem boas (só provei o bolo de chocolate... já estava muito cheia... eheh).

    Para quem gosta de carne de vaca, não pode deixar de ir. Eu pelo menos não vejo a hora de lá voltar (ainda mais depois da minha dieta de 1 ano e meio no Sta Maria - ver post "Dicas para emagrecer"). É um bocadinho caro (cerca de 20 euros por pessoa) mas vale a pena. Fica na Rua do Alecrim, nº 117, e está aberto até à meia noite. Convém reservar que aquilo é concorrido... (devia cobrar esta publicidade... talvez com umas refeições grátis... eheh).

    segunda-feira, 5 de Março de 2007

    Até que enfim!

    Na sexta feira passada foi noite de ir ao cinema com o grupinho de sempre. Mas desta vez, algo de extraordinário aconteceu! Conseguimos ver um bom filme! Apesar da esperança já estar a morrer, lá acertámos desta vez, apesar de ainda assim ter sido por exclusão de partes. Fomos ver "O labirinto do Fauno". Uma mistura de guerra civil espanhola com o mundo imaginário de uma criança, que, apesar do início do filme deixar adivinhar o final, não deixa de nos prender à cadeira. Com algumas cenas violentas pelo meio (as pessoas mais susceptíveis poderão ter de tapar os olhos... eheh) acaba por ser um filme comovente, com efeitos especiais muito bem conseguidos. Aconselho vivamente!

    Se preferem teatro, querem dar umas boas gargalhadas e continuar na onda do "fantástico", dêem um saltinho ao Teatro Estúdio Mário Viegas e vejam ou revejam (como eu fiz no sábado, curiosamente, noite de eclipse, com muitos góticos à porta...) "As vampiras lésbicas de Sodoma" ou uma das outras peças (nomeadamente "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"... para mim, a melhor de sempre). Basta dizer que é da Companhia Teatral do Chiado, logo... ESPECTACULAR! Afinal, como diria a Rita Lello, "Teatro é arte... Televisão é um electrodoméstico!"

    quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

    Uma questão de saúde pública

    Hoje disseram-me que criticar pelo menos 3 pessoas por dia, faz bem à saúde.
    Acho que não é necessário qualquer estudo científico para provar isso. Aliás, arriscaria mesmo dizer que deverá ser mais benéfico que qualquer cházinho de limão com mel para as constipações, ou do que as rezas milagrosas para curar os pés dormentes. Além disso, é algo que está intrinsecamente enraizado no espírito português. É tão bom "criticar" (ou "falar mal" se traduzirmos na língua de Camões). Principalmente se for falar mal de alguém que, se calhar, até invejamos. Aí então é o êxtase. O auge de todas as sensações maravilhosas que podem atravessar as células do nosso corpo. Diria mesmo, uma sensação orgásmica. Mas atenção. Como qualquer herói, o "falar mal" também tem o seu kryptonite, ao qual é imperioso escapar. E esse é a "crítica construtiva". Uma crítica construtiva, não só dá muito trabalho, como pode fazer com que toda a boa disposição provocada pelo "falar mal" se torne insignificante. Está totalmente contraindicada.

    Mais do que qualquer placebo, "criticar" é de borla e, pelos vistos, recomenda-se. Eu à partida lembro-me logo de umas quantas pessoas que podia "criticar" (uma delas vale por 1000), mas talvez fique para outro post, apesar de que, de certeza, o meu dia iria melhorar substancialmente num estalar de dedos.

    E vocês? Já criticaram muito hoje?

    sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007

    Dicas para emagrecer

    Quase toda a gente alguma vez disse que precisava de perder um quilinho aqui ou ali. Pois bem. Eu tenho a fórmula da melhor dieta de sempre: almoçar e/ou jantar todos os dias no refeitório do Hospital de Sta Maria. Pela módica quantia de €3,60 (aumentou 10 cent este mês), temos direito a uma refeição digna de qualquer pessoa com anorexia nervosa. Das receitas, especialmente criadas e/ou melhoradas por eles, lembro-me assim de repente de algumas:

    ● “Bacalhau com natas”, mais conhecido por “batatas com natas”
    ● “Pasteis de bacalhau”, ou simplesmente “pasteis de batata”
    ● “Lasanha bolonhesa” sem tomate
    ● “Feijoada”, que tal como o nome indica o único ingrediente é o feijão
    ● “Salada de atum” sem atum
    ● E dia sim dia não, não pode faltar o belo do “empadão de carne de vaca” (que é vaca e toda a carne que sobra do dia anterior). Sim, porque o segredo é a reciclagem!

    Mas não é tudo! Se me disserem que também podem encontrar estas verdadeiras iguarias em qualquer outro refeitório, tudo bem. Mas de certeza que não encontram a mesma quantidade de comida servida, e aí sim, está toda a beleza desta dieta. As bolinhas de arroz são pouco maiores que bolas de ping pong. Os salgados (pasteis de bacalhau, rissois, croquetes) e as almondegas, são estilo porta-chaves bébés (ou seja, cerca de metade do tamanho normal), e atenção que só podem ser servidos 3 por pessoa, não vá rebentar o estômago de alguém! Além disso, essas quantidades "dietéticas" fazem com que os pratos tenham uma apresentação digna de restaurante de luxo (só falta do raminho de salsa na beira do prato). E depois, as empregadas, sempre "simpaticíssimas" e "prestáveis", olham para vocês, e, se já forem magros, concluem que comem pouco, e ainda põem menos comida no prato.

    Portanto meus amigos, se querem emagrecer, não esperem mais. Esta dieta é infalível (eficácia comprovada pessoalmente).

    Cheira-me a esturro...

    Na sequência do post “Só em Portugal”, aqui vão mais algumas pérolas.

    Saiu hoje a chave definitiva do exame. Das 100 perguntas, 9 tinham 2 respostas certas, e 6 foram anuladas.

    Será que o juri (17 pessoas) responsável pela elaboração do exame nem sequer se deu ao trabalho de ver se as perguntas escolhidas (de entre uma bateria de várias perguntas já feitas) estavam bem formuladas? Ora, num exame que decide o nosso futuro, e em que temos 1 minuto e meio para responder a cada pergunta (cada uma com 5 alíneas), parece-me inadmissível o tempo perdido com as 15 perguntas mal formuladas. Mas também há perguntas anuladas não sei porque motivo, e há uma que deviam alterar a correcção (tem 2 respostas certas, escarrapachadas no livro de texto) e não lhe mexeram... Muito estranho... Será que só atenderam às reclamações de "algumas pessoas"?

    Ainda mais estranho é o facto do Ministério da Saúde se continuar a superar a cada dia que passa. Depois de não ter publicado as vagas antes da realização do exame (que por sí só já é ilegal), ainda não as publicou, e melhor, “o mapa ainda está em discussão”. Isto quer dizer, que as vagas só serão publicadas depois de já se saber as classificações dos candidatos... Hummm... caso para dizer “aqui há gato...”

    domingo, 28 de Janeiro de 2007

    Babel

    Fui ver no outro dia o filme “Babel”. Nomeado para o Óscar de melhor filme, e tendo sido tão falado nos últimos tempos, estava à espera que fosse um filme realmente bom já que seria do género do “Colisão” (surpreendentemente óscar de melhor filme em 2006) com várias histórias cruzadas unidas por algo comum. Posso dizer que o “Colisão” está na lista dos meus filmes favoritos, mas, mesmo com esse nível de comparação, ia à espera de encontrar no “Babel” um grande filme.

    Realmente, o filme prometia. À medida que a história se desenvolvia o meu pensamento era “isto ainda vai acontecer qualquer coisa surpreendente que vai fazer com que o final seja espectacular!”. Mas não. Realmente baseado no estilo “Colisão” (talvez à espera do Óscar), e com uma pitada de “Lost in translation” (não só pelo ambiente mas também por não ouvirmos o segredar final entre as personagens principais) ou mesmo até de “Pulp Fiction” (lembrem-se da mala que nunca se fica a saber o que está lá dentro) ficou muito aquém destes modelos. Apesar de tudo tem algumas mensagens interessantes, sendo a minha preferida o contraste entre a atitude dos compatriotas americanos e o marroquino que ajuda Brad Pitt em troca de nada.

    É provável que ganhe o óscar de melhor filme (normalmente ganham aqueles que eu não gosto...o ano passado foi uma excepção!) e ainda assim não é um filme que esteja no meu top dos piores de sempre, mas também nunca o irei comprar em Dvd...

    domingo, 21 de Janeiro de 2007

    Só em Portugal...

    O meu 1º “toque rectal” é feito (com o polegar, que é mais grosso) ao maravilhoso Ministério da Saúde (MS) desta República das Bananas (vulgo, Portugal).

    Actualmente, os médicos quando acabam o curso, escolhem (segundo a média de curso) um hospital para fazer o Ano comum (estágio de 12 meses onde trabalham em diferentes especialidades) e fazem um exame, que lhes permite escolher (segundo a nota do exame) a especialidade a ser feita após o Ano comum. Só quem passa por isso é que compreende realmente a situação, mas para resumir, imaginem o pior exame da vossa vida. Agora multipliquem por 9 biliões de vezes e terão uma ideia aproximada do que é estudar para esse exame...de manhã à noite, sem intervalo para café, durante meses! Depois, são centenas de candidatos e acabamos por ficar numa coisa que não gostamos. Sim, é melhor que ir para o desemprego, mas não nos podemos esquecer que alguém que seria um excelente cardiologista, poderá ser um péssimo clínico geral.

    Muito se falou dos 883 médicos que não podiam iniciar o seu trabalho a 2 de Janeiro devido a um erro informático que segundo Correia de Campos “é um fenómeno natural”(!). Ora, as pessoas não sabem da missa a metade.

    Para qualquer cidadão, é obrigatório o cumprimento de prazos para a entrega de documentos, para a inscrição em concursos, etc. Mas para o MS deve haver na legislação uma alínea qualquer que o obriga a NÃO cumprir prazos. Senão vejamos. A Secretaria Geral (SG) do MS já tinha as listas dos candidatos desde Novembro e, devido ao tal erro informático no novo programa que estavam a usar (caso para dizer “não sabe, não mexe”), só a 10 de Janeiro é que publicaram a lista correctamente (uma coisa que se fazia em Excel num dia!). E o mais engraçado foi o Sr Ministro publicar uma circular cuja tradução dizia “Agora desenrasquem-se. Já têm a lista, vão falar com o director do vosso hospital e decidam quando é que começam”. Esta atitude muito inteligente de desresponsabilização pela situação só faz com que cada pessoa comece num dia diferente, haja desfazamento dos estágios, e uma grande confusão em todo o país. Mas dessa já se safou...

    Houve também um concurso, não falado na comunicação social, para aqueles que querem mudar de especialidade, ou que, já tendo feito o ano comum, não escolheram nenhuma especialidade num exame prévio. E aqui é a verdadeira twilight zone:

    ● A abertura do concurso foi publicada em Diário da República, revogada, e novamente publicada...2 semanas após o prazo de inscrição ter terminado!
    ● Nesse aviso de abertura deviam constar as vagas (muitos só concorriam se abrisse vaga de uma determinada especialidade, caso contrário não iam perder tempo a estudar...). Nasce aqui o conceito de "concurso de emprego surpresa". Já se passou 1 mês e meio depois do exame, e vagas nem vê-las.
    ● Pior, no 1º aviso diziam que abriam 265 vagas. Depois, corrigiram, permitindo a inscrição de pessoas que ainda estivessem a fazer o ano comum e dizendo que o número de vagas seria de acordo com o número de candidatos. Concorreram 625 pessoas, e agora (por telefone) informaram que só abrem 196 vagas. Parece-me bastante lógico, não?
    ● Na incrição foi obrigatório (apesar de haver legislação em contrário) entregar documentos dos quais estavamos dispensados. Um deles era para provar que falavamos português (!!) e o pior é que a SG já o tinha, mas mesmo assim tivemos de escrever uma carta ao Secretário Geral a pedir que o enviassem pelo correio para nossa casa, para depois o entregarmos lá novamente... (não, não é uma anedota).
    ● A lista de candidatos devia ter a informação de admissão, exclusão, ou admissão condicional (por falta de documentos), sendo discriminado para cada candidato qual(is) documento(s) estava(m) em falta. Mas não. Foi tudo corrido com uma admissão condicional, muitos (aqueles que entregaram tudo) sem saber porquê.

    E depois desta palhaçada, alguém foi repreendido? A resposta da Provedoria da Justiça foi que “não estaria em condições de intervenção de sentido útil” e que ainda não decorreu um prazo razoável (!) para a pronúncia do Ministro da Saúde sobre a matéria. Bem, os funcionários da SG, com toda a sua incompetência e falta de educação (bem confirmada de cada vez que temos de recorrer a eles para qualquer informação), continuam lá (não sei bem a fazer o quê, talvez a trabalhar no único programa informático que devem saber utilizar: o Microsoft Solitaire). O Secretário Geral, já não o é. Foi promovido a Vice-presidente!!! (não estou a brincar!). E o Ministro, bem, deve estar a estudar novos adjectivos que possa chamar aos médicos, além de “jovens irreverentes”.

    quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

    O início

    Olá a todos!

    Aqui começa a minha aventura no mundo dos blogs. Já há algum tempo que tenho vontade de escrever sobre determinados assuntos, mas até ao momento ainda não tinha tido a disponibilidade para tal.

    Agora chegou o momento!... Preparados? Então vamos lá... Espero que gostem e participem!

    Vera Vilhena