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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Staples e as encadernações

Ora andei eu a perder o meu precioso tempo a fazer uma capa toda boneca e a imprimir as 170 páginas do meu curriculum com o maior rigor para que nada falhasse, incluindo a realização de capas para os cds anexos (o que implicou minimizar e reformatar a capa para que ficasse tudo bonitinho nesse formato). Tudo feito por mim, que não tenho qualquer tipo de qualificação informática ou gráfica. Faltava só encadernar. Tive a infeliz ideia de ir à Staples, coisa que não seria habitual fazer, não fosse uma colega minha ter feito lá as encadernações dela há uns tempos atrás. Assim fiz, e como o trabalho é demorado e rigoroso, tive de deixar os CV de um dia para o outro, e o documento em pdf com a capa a imprimir.

No dia seguinte volto lá e tenho 6 exemplares encadernados com uma capa em que o título, que supostamente era central, se transformou num cabeçalho. A desculpa que o funcionário me deu foi que ao inserir  o ficheiro no programa para fazer a impressão, o programa (inteligente que é) reformata automaticamente como bem entende. Claro que o funcionário (ainda mais inteligente) não pode ir contra as ordens do "master-programa-oh-deus-todo-poderoso", nem dar-se ao trabalho de, no mínimo, avisar o cliente de que a capa vai ficar completamente diferente do que era suposto. Ah, de referir também que a primeira página do CV é exactamente igual à capa, pelo que o funcionário (cujo trabalho especializado e qualificado de serviço gráfico, faz parte do preço final da maravilhosa obra) não era preciso ser muito inteligente para um "descubra as diferenças".

Nem sei que diga mais, quando a incompetência e sobretudo quando a burrice humana devia ter limites.

Entretanto reparei, no talão de compra, que podia responder a um inquérito de satisfação online acerca da minha experiência, o que fiz de imediato. Uma hora depois tinha alguém (superior) da loja a ligar e a propor a re-encadernação na hora. Voltei à loja, et voilá, em menos de 5 minutos imprimiram uma capa de acordo com o meu pedido inicial (ultrapassando facilmente os supostos caprichos do papão-programa-informático-que-formata-como-lhe-apetece). Em meia hora, 6 encadernações bem feitas de forma eficiente e sem desculpas parvas para esconder a auto-incompetência e falta de vontade de corrigir o erro.

Com isto, perdi uma tarde (tempo, que neste momento vale ouro), mas fiquei com uns CVs apresentáveis graças ao excelente serviço de resposta a reclamações. Haja alguma coisa boa!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

"Obra" (m****) feita...

Não sei o que se passa na cabeça dos engenheiros, arquitectos, mestres de obras, and so on, deste país. 

Primeiro transformaram a minha rua das traseiras num beco sem saida. Isso "apenas" me obriga todas a manhãs a passar por uma rotunda por onde vai TODA a gente dos arredores, demorar 5 minutos para fazer menos de 100m e destruir por completo a minha paciência logo ao sair de casa (ainda mais tendo em conta que além do trânsito as alminhas inteligentes que por aqui habitam gostam insistentemente de ficar paradas na faixa da direita em plena rotunda a bloquear a saida para onde ninguém, além de mim, quer ir).

Agora, finalmente acabaram as obras que desde há 7, repito SETE, anos me obrigavam diariamente a percorrer estradas cheias de buracos e com todos os obstáculos que qualquer pneu ou suspensão de carro adora. Finalmente. Mas esperem lá... Agora temos muuuuuuitos semáforos, o que de certa forma é bom nalgumas zonas, pois evita o trânsito e algum chico-espertismo. No entanto, não há semáforos onde devia haver, e pior que isso, há sinais que se "esqueceram" de pôr. Então não é que agora sou obrigada a ir seeeeeeempre em frente pra poder voltar pra trás e ir pra casa? Ou seja, em vez de fazer a hipotenusa, tenho de fazer dois longos catetos e mais uma rotunda (muito esta gente gosta de rotundas... devem ter orgasmos múltiplos sempre que projectam uma, porque de outra forma não há explicação). E tudo isto resolvia-se simplesmente com um daqueles sinais redondinhos azuis, com uma dupla seta branca que aponta para a frente e para a esquerda! Sim, isto é possível, pois os semáforos existentes nesses pontos, permitem fazê-lo. O problema é que de certeza que as amibas responsáveis pela brilhante obra não moram aqui nem têm de fazer este caminho tooooodos os dias.

E por falar em obra... faz-me sempre lembrar "obrar", o que neste caso aplica-se na perfeição. Estes senhores deviam ganhar o Globo de Ouro da melhor (e maior) diarreia mental.

sábado, 2 de março de 2013

Urban Trend e os vouchers

Que a malta é pobre e gosta de descontos, é certo e sabido e, em contexto de crise, os sites de vouchers promocionais crescem como cogumelos. Acontece que estes vouchers geralmente são bons para adquirir produtos... porque no que diz respeito à aquisição de serviços deixam muito a desejar. Isto pelo simples facto de que ninguém gosta de ser mal pago pelo seu trabalho, e uma empresa que vai fornecer um serviço a preço reduzido, geralmente não o faz com o mesmo rigor e profissionalismo que o faria se o cliente pagasse mais. Por outro lado, visto que não é fácil alguém experimentar um serviço caro que não conhece e que não tem garantias de ser bom, este tipo de promoções serve para angariar novos clientes. Eu, que não sou empresária nem percebo nada de gestão nem de negócios, consigo concluir duas coisas: uma pessoa que gostou de um serviço, vai lá voltar mesmo que pague mais; se uma empresa não está disposta a oferecer temporariamente os seus serviços a um preço reduzido, então não adira a estas promoções!

No outro dia utilizei um voucher para ir cortar o cabelo num cabeleireiro que abriu no Dolce Vita Tejo, o Urban Trend. Liguei para marcar, e fui informada que não era preciso marcação, era só aparecer e ser atendida por ordem de chegada. Qual não foi o meu espanto quando lá chego às 16:30 e me dizem que só podia ser atendida às 18:30, quando o salão apenas tinha 2 clientes, que já estavam na fase do brushing, e um dos cabeleireiros estava no balcão a coçar a micose. Ok, precisava mesmo de cortar o cabelo naquele dia, e acabei por perder a minha tarde para poder voltar lá às 18:30. Voltei, e felizmente (ou infelizmente) consegui chegar uns segundos antes de outra senhora a quem lhe foi dada a mesma resposta que me tinham dado 2 horas antes (e atenção que nessa altura eu era a única cliente no salão). Porque é que não pensaram num sistema de marcações que prevesse X trabalhos diários com voucher? Será que a ideia é fazer com que algumas pessoas não consigam usufruir do serviço pelo qual já pagaram?

Por ano vou ao cabeleireiro umas 2 vezes. Isso significa que sempre que lá vou é para cortar, no mínimo, uns 6 cm de cabelo. E foi o que eu disse que queria que fizessem: cortar uns 6 cm (pois as pontas estavam espigadíssimas), escadear e cortar a franja. "Ah e tal, está com um escadeado tão bonito... posso cortar-lhe as pontas sem ser preciso cortar o comprimento". Ok... se assim o diz... ele é que é o profissional... Cortou um mini-tufo de uns 4 cm cabelo (que eu vi caído no chão, no final) e conseguiu fazer o impensável, que é conseguir alisar ainda mais o meu cabelo liso (adoro quando nem me perguntam como eu quero o brushing, e partem do principio que toda a gente gosta do cabelo lambido). E ainda paguei mais 4 euros pelo amaciador que não estava previsto no voucher (com 4 euros comprava um frasco!).

Eu não sou de escandaleiras, mas a vontade que eu tinha neste momento era de ir lá e escrever no livro amarelo (que não ia ter folhas suficientes). Tenho o cabelo exactamente como se não tivesse cortado (só se nota diferença na franja, que eu própria costumo cortar... não precisava ter lá ido!) e pior, continua super espigado. Qual é o cabeleireiro que deixa o cabelo espigado? E o grave é que eu até disse para não se inibir de cortar! 

Conclusão: não volto a lá pôr os pés, e aconselho a que todos façam o mesmo. Ah, e tenho de ir cortar o cabelo...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Vodafone e o seu site maravilha

Que o site da Vodafone era uma MERDA, já eu sabia há muuuuito tempo. E curiosamente, mesmo após mais de uma década, o site não melhora nem um bocadinho... pelo contrário!!! 

Como é que é possível que uma rede com a dimensão da Vodafone possa ter um site tão mau??? Nos dias em que a imagem de uma empresa passa muito por aquilo que transmite via internet, será possível que não despedem as mentes iluminadas que conseguiram construir o pior site de todo o universo internáutico?? É que qualquer site de empresa de esquina é melhor do que aquele!! Até eu, que não sei programar, de certeza que fazia uma coisinha melhor! Até um dos meus gatos fazia um site melhor! Até uma amiba fazia um site melhor! 

Como é que é possível que o site NUNCA funcione correctamente, apresentando sempre erros e pedidos de desculpa por "neste momento não ser possível" qualquer coisa que alguém queira fazer naquela morada? Das poucas funcionalidades que eu ainda me dou ao trabalho de ganhar cabelos brancos obrigando-me a aceder àquele site, é o envio de sms gratuitas. Envio esse que, em 99% dos casos acabo por fazer pelo telemóvel (a pagar) pois não há pachorra para a lentidão de entrada no site, para depois "não ser possível executar a operação pretendida". Os protozoários que fazem o site é que precisavam de uma operação... tipo um transplante de cérebro, ou uma lobotomia para ficarem quietinhos a babarem-se e não fazerem mais porcaria... Ah! Espera... esse já é o estado normal deles...

Ok, se calhar é propositado e é uma maneira premeditada de vencer os clientes pelo cansaço e nunca usufruir das 10 sms semanais gratuitas que teriam caso o site funcionasse. Nesse caso, ainda provavam que existe vida inteligente para aqueles lados... Naaaaaa...

Agora a última deles é "A Vodafone tem um novo registo". É caso para dizer... YUPIIII!!! Depois de meia hora a tentar preencher DOIS campos e acabar com mais um pedido de desculpa porque não é possível neste momento e bla bla bla, estou prestes a mudar de rede. O 1º campo é a password, que tem de ter minúsculas e maiúsculas e números e caracteres especiais (e, portanto, dá uma trabalheira do caraças a escrever... e a memorizar!)... Mais um pouco e era preciso gerar uma password com um código alfanumérico xpto à prova de hackers. E eu pergunto... QUEM é que no seu juízo perfeito está interessado em roubar uma password de entrada no site da Vodafone... se depois nem consegue mandar uma trampa de uma sms à borla??? O 2º campo é um "desafio escrito ou audio"... daqueles que provam que não é nenhum ser alienígena ou unicelular a querer inscrever-se no site. Sim, aqueles em que não conseguimos perceber as palavras que aparecem, e erramos vezes sem conta sendo obrigados a introduzir novamente a password (com minúsculas e maiúsculas e números e caracteres especiais )... Esses mesmo! Só o facto de terem posto esse tipo de "desafio" já revela, novamente, que o QI das mentes que construiram o site só pode ter 2 dígitos (baixinhos).

Quando é que algum hacker bondoso faz o favor de deitar aquele site abaixo PERMANENTEMENTE? É que em baixo já ele está sempre... mas assim sempre tinham desculpa!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Zon The Return - O (des)apoio ao cliente

Ora bem... to whom may concern, caso tenham o azar de ter problemas técnicos (e a probabilidade é graaande!) com necessidade de contactar a Zon, aqui apresento um guia prático das várias formas possíveis de o fazer (ou tentar):

1 - Linha gratuita de apoio ao cliente. Grátis só para a rede fixa (chato se o problema técnico for precisamente na linha telefónica...). Por telemóvel ficam 2 minutos só a escolher opções, e correm o risco de chegar ao final e a gravação dizer-vos que não é possível atender naquele momento. Na melhor das hipóteses deixam o vosso contacto para ligarem de volta e rezam para todos os santinhos para que liguem mesmo...

2 - Pedido de chamada gratuita através do site. Quem vos liga é da área comercial, e está-se perfeitamente a borrifar se estão com problemas técnicos... eles estão ali pra vender (e mesmo assim nem sempre dão as informações correctas sobres os produtos), não para resolver o que quer que seja! Melhor, sendo uma empresa que até fornece serviços telefónicos, estão tão atrasados que não lhes é possível reencaminhar a chamada para o apoio técnico.

3 - Através do site, é possível preencher uma espécie de inquérito que nos conduz à solução do nosso problema. A questão é que a solução apresentada é invariavelmente "Desligue e volte a ligar o equipamento. Caso não resulte, ligue para o apoio técnico".

4 - Ainda através do site, na área de cliente, é possível fazer um pedido (um de cada vez... que eles não podem fazer muita coisa ao mesmo tempo!) de forma a que a Zon nos contacte num prazo de 72h. A primeira dificuldade é encontrar a secção onde possamos relatar o problema (a maioria delas remete-nos a um tipo de questionário que não permite pedir a ajuda pretendida). A segunda dificuldade surge quando a Zon nos contacta, podendo ocorrer 2 situações:
- Vocês não atendem (pelo motivo que for), e não vos voltam a ligar (e no site dão o assunto como resolvido)
- Atendem, a menina diz-vos que vai encaminhar a chamada para o apoio técnico, mas engana-se na tecla e desliga a chamada (...e no site dão o assunto como resolvido)

Se conseguirem sobreviver a todas as pescadinhas de rabo na boca, a todos os contactos inúteis e a todos os operadores incompetentes, têm os meus parabéns. Se explodirem de raiva entretanto, não se esqueçam das palavras chave: rescisão de contrato.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Quem é Zon está... lixado com F!

Querem saber como pagar uma pequena fortuna mensal por um péssimo serviço e atendimento? Façam um contrato com a Zon. Que eram peritos em ficar caladinhos quando o cliente, distraido, está a pagar mais por um serviço do que por 3 serviços diferentes, já eu tinha percebido. Been there, done that e, desde aí, que regularmente estou atenta aos novos "pacotes" que vão surgindo.

Desta vez fiz mais um upgrade (nessa sequência do "pagar menos por mais"). Inicialmente, liguei para a linha de atendimento e, qual não foi o meu espanto, quando me dão informações contraditórias relativamente às do site. No entanto, tendo em conta que já considero "normal" que as pessoas (algumas) que estão nesses call centers têm poucos conhecimentos relativamente ao produto que vendem (à excepção daquele básico de falinhas mansas quando tentam impingir "mega-pseudo-promoções"), voltei a ligar de forma a falar com diferentes operadores, numa espécie de estudo estatístico de conhecimentos... Apesar de se manterem as incongruências, conclui finalmente o seguinte: para NOVOS clientes, a ida do técnico a casa era gratuita, e tinham direito ao hub mais recente. Já eu, que os aturo há 5 anos, teria de pagar 30 euros pela instalação, e 30 euros para o caso de querer adquirir o novo hub. Tendo em conta que o meu modem antigo (que eles me forneceram no último upgrade) não permitia a utilização de um serviço que eu pretendia, e não tendo eu a culpa que me tenham fornecido o pior modem que tinham (sim, porque na altura já havia outro que permitia o tal serviço), fiquei... possessa!

Palavras chave: Rescisão de contrato. Sim, porque pelo que me estavam a dizer, mais valia rescindir e voltar a celebrar contrato com eles (com direito a tudo e um par de botas), ou então mudar para a concorrência. Conclusão: lá veio o técnico e o modem... de borla! A linha telefónica é que, apesar do técnico me ter "prometido" que a mesma estaria activada até ao final do dia, continua, 48h depois, sem sinal. Solução: contactar o apoio técnico. Mas... espera lá! A chamada só é gratuita pela rede fixa (que está sem sinal!!), e o outro contacto gratuito é só para informações comerciais (com a óbvia esperança de aquisição de serviços).

Ligar pelo telemóvel e gastar mais 10 euros para ficar à seca entre transferências de chamadas e "aguarde só um pouco" (been there done that)? Naaa... desta vez vai haver mortos!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Axa - A "Xular" Alegremente

Para que servem os seguros? Para nos protegerem contra alguma situação que pode acontecer, com alguma probabilidade. Claro que quando fazemos um seguro, esperamos sempre que essa probabilidade seja mínima, mas temos consciência que existe. Caso contrário não iamos pagar para que uma entidade nos protegesse contra algo que nunca iria acontecer! É uma garantia. No entanto, parece que há companhias de seguros que não têm esta mesma opinião.

Há um mês atrás, fui acordada em pleno dia de férias pela entrega de uma carta registada da Axa. Tratava-se de uma "denúncia de contrato" com efeitos a partir do mês seguinte, anulando o meu seguro automóvel contra todos os riscos, por decisão da companhia, após reanálise do risco. Curiosamente, a situação do contrato à data do último vencimento era "bonificação por ausência de sinistralidade"!! Como não me apeteceu gastar mais dinheiro com esta gentinha em chamadas telefónicas para pedido de esclarecimento, acabei por ir a uma agência Axa. Então, estas alminhas, acharam que os meus 690 euros anuais não eram suficientes para lhes dar lucro, tendo em conta que tive uma substituição e uma reparação do pára-brisas por quebra acidental, e uma substituição de um vidro por assalto (tudo situações para as quais não tive, obviamente, culpa). Mas a Axa acha que não lhe compete cumprir a sua obrigação de segurar os clientes. Acha portanto que deve ficar com o dinheiro só porque sim... Vendo bem as coisas, se eu tivesse guardado estes 690 euros anuais (que já foi bem mais, antes do período de bonificação), tinha pago do meu bolso os arranjos, e ainda me tinha sobrado bastante (mas, pelos vistos, não o suficiente para que a Axa pudesse encher a barriguinha). Imagino que, se tivesse um seguro de vida celebrado com esta companhia e amanhã morresse, mandar-me-iam uma carta para o cemitério com qualquer coisa como "Vá, como morreu, não queremos mais nada consigo, tá? É que não nos está a dar 100% de lucro!".

O bom disto tudo, é que vou passar a pagar menos pelas mesmas condições. É que, pelos vistos, os "inúmeros descontos" aplicados à minha prestação (segundo me informou uma mediadora da Axa há algum tempo), não deixavam de fazer com que a minha mensalidade fosse uma verdadeira roubalheira.

Só tenho pena de 2 coisas. Uma, é de estes sacanas não terem acabado o contrato há mais tempo. A outra, é de ter reparado (em vez de substituir) o pára-brisas este ano... ainda ficaram a rir-se com 610 euros do meu bolso...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pérolas da Função Pública - Parte VII

Eis senão quando, recebo hoje, uma notificação da SS com data de dia 21, a dizer que "não haverá lugar à atribuição do subsídio de doença" com o fundamento de "não ter o registo de remunerações" (e portanto, não ter trabalhado) num mínimo de "6 meses seguidos ou interpolados".

Ora... eu já trabalho, sem interrupções, há 6 anos, e com as alterações que houve na função pública e afins, desconto para a SS há quase 4 anos. Então porque raio?????

Liguei para a linha de apoio (sim! daquelas do "para falar de X prima Y", e lá falei com um assistente, que, obviamente teve acesso a todos os meus dados no computador (sim, porque da maneira como se trabalha lá, eu até pensei que tivesse havido algum incêndio que destruisse os papiros onde têm as informações vitais do trabalho de cada um dos portugueses). Confirmou, portanto, que há muito tempo que ultrapassei o limite de 6 meses necessários para ter direito a subsidio de doença, e como tal, a notificação está errada.

Soluções? Tal e qual como se a notificação estivesse correcta, tenho à mesma de reclamar (presencialmente ou por carta), no prazo de 10 dias úteis, apresentando fotocópia da notificação, do CIT, e já agora da informação de interrupção da baixa (que obviamente não seguiu, uma vez que o processo nem sequer foi aceite). Fiquei também a saber que, apesar da carta ser do dia 21/12, não sendo registada (e, como tal, não existindo provas do dia em que a recebi), o prazo é a partir do dia em que a recebi (ou seja, se calhar só me vai apetecer recebê-la pra semana...). 

Portanto, em poucas palavras, vou ter de perder mais do meu precioso tempo, para dizer a uns incompetentes, aquilo que está registado nos ficheiros deles. Para a próxima talvez receba uma carta a dizer que não existo, para me obrigarem a ir lá mostrar que afinal sou de carne e osso... o que eu faria com muito gosto, se o pudesse provar esmurrando os atrasados mentais responsáveis por tanta imbecilidade.

P.S. Só espero não ser atendida outra vez pela croma psicótica das ideias persecutórias...

Pérolas da Função Pública - Parte VI

Mais uma vez precisei de ficar de baixa... e mais uma vez cometi o maior acto de burrice ao interrompê-la. Por esse mesmo motivo, dirigi-me a uma repartição da SS para, por escrito, dar essa informação (já que, por carta está provado que não vale a pena), visto (teoricamente) ter 5 dias para o fazer.

A senhora que me atendeu, apesar de simpática, tratava-me por "tu" como se nos conhecessemos há anos, escrevia no computador apenas com 1 dedo, e praticamente riu na minha cara ao dizer que não era preciso nada daquilo, uma vez que provavelmente o processo já tinha dado entrada, e o pagamento total já estaria em curso. Dessa forma, o que iria acontecer (mais uma vez!!!) seria eu ter de ir (mais uma vez!!!) à tesouraria para devolver os pagamentos indevidos.

Ok. Respirei fundo. Mas, afinal, no computador ainda nem tinham a informação da minha baixa, o que seria normal, uma vez que tinha sido enviada pelo correio há pouco tempo... (e até que eles leiam alguma coisa... ui! Se é que sabem ler!), e portanto, até poderia ter a esperança de não ser obrigada a voltar lá...

...Naaa ...não sou assim tão ingénua!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Açúcar

No momento em que o açúcar se esgota e é racionado nos supermercados, constituindo um verdadeiro drama para quem quiser preparar uns docinhos nesta época natalícia, foi confeccionada no Porto a maior aletria do mundo... utilizando 60 kg de açúcar! Ficamos assim com mais um recorde do Guinness (que, a seguir ao futebol, é a única coisa pela qual Portugal luta sempre com unhas e dentes). Ok, pelo menos contribuiu para a angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Pode ser que agora se lembrem e façam a maior ceia de Natal do Mundo e a ofereçam a quem precisa.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eremita

Nestes últimos dois longos meses fui outra vez obrigada a voltar a andar de metro. Isto de partilhar o mesmo espaço com os outros, tem muito que se lhe diga. Muitas vezes nem é fácil partilha-lo com os conhecidos, quanto mais com gente que não conhecemos de lado nenhum. Isto porque contactamos com a educação alheia (ou falta dela). Deixamos de ter a protecção que o nosso veículo motorizado nos confere, onde não apanhamos chuva nem frio, onde ouvimos a música que queremos, e onde não temos de aturar a falta de civismo, o barulho, nem o cheiro de ninguém. Cada vez mais, acho que a solidão não é, de todo, negativa.

Isto reporta-me para um episódio que me aconteceu este ano, talvez no último dia de praia. De repente vi a sombra do meu chapéu ser usurpada por duas crianças que surgiram do nada. Quando finalmente me senti incomodada por não poder usar o meu próprio espaço e a minha desejada sombra perante um sol que me carbonizava, tive de perguntar às pequenas criaturas onde estavam os pais delas. Estavam no restaurante atrás da zona dos chapéus. Algures por ali. Para ter filhos assim, vou já ter uns 10. O engraçado, é que, pelos vistos aquelas não eram as únicas crianças que andavam por ali a brincar nos chapéus alheios, e pior, a incomodar quem por lá estava, enquanto os papás faziam a vidinha deles, sem se importarem, e pior, sem lhes explicarem as regras básicas da educação e de como viver em sociedade. 

E daqui surge o mais recente episódio, em que, em pleno refeitório, eu previ que um miúdo com não mais que 4 anos me iria "bater" quando eu passasse, pelo gesto rotativo que iniciou com os braços, a ganhar balanço para o golpe, à medida que eu me aproximava. Devo dizer que não o conhecia, da mesma forma que não conhecia a adorada mãe que nada fez ou disse ao ver o acto educado e civilizado do seu rebento. Talvez um dia mais tarde o seu filhote lhe dê um estalo quando ela não lhe quiser dar dinheiro para uns gramas de coca.

As pessoas não se importam com nada para além delas. E eu só tenho pena de ter sido educada da maneira oposta. Daquela maneira em que não devemos fazer aos outros o que não gostariamos que nos fizessem a nós. Era bem mais feliz se me estivesse a borrifar. Gostava de não ter a noção de que dar um passo para a esquerda é o suficiente para permitir que mais alguém entre no metro. Era bem mais feliz se fizesse ultrapassagens sem me importar de obrigar alguém a travar. Era bem mais feliz se não desviasse o chapéu de chuva para evitar bater no da outra pessoa que vem na minha direcção. Chego à triste conclusão que ser mal educado e egoista, é a única maneira de ser feliz em sociedade. Isto porque não dá para ser feliz lutando contra uma maré negra, podre, sedimentada na ausência de valores.

Às vezes (muitas vezes) só queria ser eremita.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Acordo ortográfico

Num contexto de crise, em que cada vez mais há uma despersonalização de Portugal, há uns dias tive o meu primeiro contacto com o acordo ortográfico. É raro ter tempo/paciência para ler revistas ou jornais, e até para ver televisão, e se calhar por isso ainda não me tinha dado conta. Nunca fui a favor do acordo, mas não era nada que não se estivesse à espera, num país em que não tarda nada e oferecem diplomas de final de curso sem que o aluno tenha feito alguma vez um único exame, e em que, portanto, se investe entusiasticamente na burrice geral (talvez para que os chicos espertos consigam cada vez mais fazer o que lhes dá na real gana).

No outro dia pus-me a ler a Visão... e foi uma sensação estranhíssima. Parecia que estava a ler em "brasileiro". A partir daí reparei que as "novas palavras" estão em todo o lado. É a obrigação do povo "português" de mostra-las, com orgulho, nos jornais, nos rodapés da TV... Imagino as vezes que se "enganam" e voltam atrás para apagar aquelas letrinhas que agora de repente passaram a estar a mais... De facto, ironia do destino, o povo outrora aventureiro acaba por ser conquistado por aqueles que um dia conquistou... e obviamente, nós é que nos temos de adaptar. Mais uns aninhos e tenho a certeza que esta república será uma colónia do Brasil (pelo menos, bananas já temos). E o que dá vontade de rir (ou de chorar), é a maneira como se puseram (e continuam a pôr) a jeito. O próximo passo será sair uma lei que obrigue a falar com sotaque... caso contrário ninguém se entende.... Oi?!

Quanto a mim, vou continuar a escrever exactamente da mesma maneira. Ainda hei-de ver putos a acusarem-me de escrever com erros... Camões lhes perdoe, que eles não sabem o que fazem...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ideias iluminadas I

Começo logo por numerar o título deste post... É que algo me diz que vou ter de falar de muitas mais ideias iluminadas... e melhor, sem dificuldade nenhuma em encontra-las! Até dava para fazer um blog só com este tema!

Vou começar pela ideia iluminada nº1: Construção de lombas.

Ora bem, não há dúvida de que as lombas são um mecanismo de segurança (e de aumento das idas à oficina). Mas quando estas surgem como cogumelos em sítios desnecessários, fico a pensar... Aqui na minha zona, permanentemente em obras (em disputa renhida com a Sagrada Família, tendo a catedral um certo avanço...), conseguem surpreender-me a cada dia que passa. As lombas devem ter sido das primeiras coisas a ser construídas. Aliás, pela quantidade de betão que gastaram nalgumas delas (alturas e larguras dignas de Guiness), acredito mesmo que ficaram temporariamente sem material para a construção dos prédios. Não satisfeitos, e com a continuação das obras obrigando à circulação por um verdadeiro caminho de cabras, conseguiram arranjar mais um sítio para a construção de lombas daquelas fininhas que vêm aos trios. A altura é que era um bocadinho exagerada... ao ponto de, até para tais mentes iluminadas, conseguirem chegar à conclusão de que as tinham de alisar (ou corta-las a metade da altura, melhor dizendo)! Resolvido o primeiro problema permanece o segundo. Para que servem 3 lombas após uma estrada que começa com 10 metros de curva esburacada? Algum louco passará (ou tentará passar) por ali a mais de 10km/h? Há quem diga que se não estivessem ali, os que vêm em sentido contrário mudariam de faixa para evitar as lombas da faixa deles. De facto, era preferível entrar numa curva em contramão e levar com um autocarro de frente, do que passar por cima das malditas lombas... sem dúvida!

Quando eu estava quase a dar uma segunda oportunidade a acreditar que a estupidez humana tinha limites, descubro que Einstein tinha razão. Para que serve um trio de lombas em pleno cruzamento, numa estrada com prioridade, recta, e em que a faixa secundária tem um Stop???? Na prática deixou, portanto, de ter prioridade. É que os do Stop conseguem agora passar bem rapidinho à frente dos da estrada principal...

Depois dos radares (outra ideia iluminadíssima), ainda hei-de ver lombas na 2ª circular e no eixo NS. Ou quiçá na Vasco da Gama!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Metro

Estou farta de andar de metro. Ok, não tanto pelo metro em si, mas mais pelo caminho que tenho de fazer de e até ele... No entanto, o próprio metro também farta ao fim de algum tempo... Quem diria que eu, que não gostava de conduzir, agora fico com náuseas se não posso ou não é desejável ir no meu bólide para o meu destino! 

Foi um grande progresso a ligação do Saldanha à Alameda (se bem que há uns aninhos atrás é que me tinha dado um jeitaço). No entanto, isso trouxe consigo o fluxo exagerado de pessoas à linha amarela e, para minha desgraça, o ter de andar todos os dias como uma sardinha em lata. Isto porque as carruagens estão simplesmente mal projectadas. Há cadeiras a mais e apoios a menos. Imaginem se os bancos estivessem todos junto à parede e, embora em menor número, proporcionassem mais espaço para os passageiros (que ficariam de pé, o que para certos povos comodistas pode ser um problema). E uma coisa tão simples como um varão que se divide em vários ramos verticais paralelos (em vez de um cilindro único) permitiria que muitas mais pessoas se pudessem apoiar, sem haver mãos a escorregarem umas para cima das outras... Em vez disso, temos 3 metros quadrados de espaço mesmo em frente às portas (que dá muito jeito para quem quer entrar ou sair...). É ridículo. Isto já para não falar no tempo de espera entre cada viagem, mesmo em hora de ponta... Se estivermos com pressa e perdermos o metro que acabou de partir... estamos tramados.

Já compravam as carruagens velhas dos nuestros hermanos... ou estão à espera de quando eles tiverem metros supersónicos?

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quem fala assim...

Depois do hádes, do hádem, do fizestes e outros "éstes", da pírula, e de outros tantos...

... quando é que ganham cambrias na língua com tanto disparate?!!... 

P.S: E já agora uma dorzinha nos rinzes também vinha a calhar...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte V - O desfecho... I Hope!

Hoje fui à Segurança Social para devolver o que eles não me deviam ter pago. Chego lá, e dou de caras com uma folhinha impressa a computador colada na parede que dizia "Multibanco fora de serviço". Claro, outra coisa não seria de esperar de uma entidade que tem aversão a tecnologia (não sabe o que é um fax, não responde a mails, não sabe emitir uma referência multibanco para pagamentos... and so on).

Depois de procurar uma caixa multibanco (a 2ª caixa, pra ser mais precisa, já que a 1ª não tinha dinheiro), e de ter apanhado a chuva que se lembrou de cair nesse exacto momento (raios partam o Murphy!), lá paguei o que nunca devia ter recebido.

Chego a casa, e não é que tenho 2 mails da Segurança Social em resposta a duas dúvidas que eu coloquei a 12 de Novembro (o dia em que interrompi a baixa)! Num deles gostei do pormenor de ter a cópia do mail que enviei, mas com a informação de que foi "recebido a 24/12"! Será que a net deles funciona por pombos correio? É que demorar um mês e meio para que recebam um mail, é um bocadinho abusivo... Já davam comida aos pombos...

Relativamente à informação constante dos emails recebidos, só dá vontade de rir. Um era para informar que "o subsídio de doença tinha cessado por ter voltado para a actividade laboral" e que tinha sido pago (Ah... ainda não tinha reparado... até já devolvi o dinheiro e tudo... DUH!). O outro era para informar que "em breve receberei uma carta com a informação pedida". A julgar pelo tempo que demoram a chegar os mails, talvez daqui a um ano receba essa tal carta... O que vale é que esse assunto já está mais que resolvido e a carta ficará só para recordação...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte IV

Depois de eu ter perdido tempo e dinheiro a enviar uma carta registada com aviso de recepção, para as excelências da Segurança Social, para informar que tinha interrompido a baixa, acabaram por me pagar indevidamente os dias em que eu já fui trabalhar.

Hoje tive a surpresa (já esperada) no correio: um oficio a avisar que tenho de restituir o dinheiro "pelos motivos anteriormente comunicados a V.Exª" (eu pergunto quais, já que eles não me comunicaram rigoramente nada). Como seria de esperar, e vindo de uma entidade que nem fax tem, os meios de pagamento são surreais, pois implicam ir novamente à SS, ou então enviar um cheque pelo correio (é demasiado para eles fornecerem uma referência multibanco... muito à frente, mesmo...). Como está mais que provado que eles não devem abrir a correspondência que recebem, a 2ª hipótese está fora de questão.

Lá vou eu perder mais anos de vida a aturar aquela gente... Só espero que a funcionária que me atender desta vez não se tenha esquecido de tomar as gotas...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte III - "O regresso"

... E no dia seguinte a primeira coisa que fiz quando cheguei foi ir ao serviço de pessoal. Conclusão: disseram que pagavam o que a SS não pagará. Isto por si só, já é admitir que a culpa foi deles, no entanto, pasmem-se, tiveram a lata de dizer que a culpa foi minha porque eu é que tenho de saber que documentos é que devo entregar (o que até pode ser verdade), e que eles (a malta do "Expediente") NÃO são obrigados a verificar se os documentos que recebem são os correctos (!!!!), e como tal estavam a fazer-me um especial favor, mas que não se repita porque agora eu já sei como é (!!!). Estou a pensar seriamente em começar a escrever em papel higiénico e enviar para o expediente... porque eles aceitam tudo.... e pelo menos assim aproveitavam para limpar aqueles cérebros.... se os tivessem!

Pediram apenas para lhes entregar um comprovativo da SS de como o processo foi indiferido. (Estou tramada...)

Dias depois...

... lá arranjei um tempinho para ir à SS, depois de uma tentativa falhada (bati com o nariz na porta, pois ali só se trabalha até às 16h, apesar de no site dizer outra coisa...). Tiro a senha, e incrivelmente só tinha uma pessoa à minha frente. Olho para a "senhora" que me iria atender e, pelo tempo que demorava e pelo primor de educação com que falava com a pessoa que estava a ser atendida, vi logo que tive azar. Era só o que me faltava... mais uma atrasada mental! Meia hora depois, dão a noticia de que o sistema informático está parado, sem previsão de quando iria voltar a funcionar... Boa, não há mais nada que possa acontecer?

O sistema informático lá começou a funcionar, e lá foi chamado o nº 33. Esta, voltou passado 5 minutos, revoltada por, pelos vistos, não lhe terem resolvido nada (só não acerto no Euromilhões...). E a seguir lá vou eu para o atendimento mais surreal que eu já alguma vez tive...

- Boa tarde. Eu venho porque... (interrompida)
- Qual é o seu nº de beneficiário? (de trombas)
- É o xxxxxxxxxxxxxxxx
- Sim, e então? (de trombas)
- É que eu preciso de um comprovativo de como o processo relativo à minha baixa de Junho foi indiferido, para o apresentar no meu serviço.
- (a olhar para o computador) Então mas o processo foi indiferido! Mas oiça lá, a sua empresa não sabe há quanto tempo é que você faz descontos? Não me diga que não sabe! Está lá há 6 meses e não sabem?
- Mas... (Oh meu deus... quem é esta croma??? E que raio está ela a dizer??? Descontos?? 6 meses?? Será que vê coelhos??)
- É que a culpa é sempre da SS, nunca é das empresas!
- Mas posso explicar?
- (trombas)
- O que se passou foi que... (lá expliquei numa frase, antes que ela me interrompesse mais uma vez)
- Ah! Então foi diferido por causa dos prazos!
- (DUH!!!)
- Então e agora o que é que quer?
- Quero um comprovativo de como foi indiferido.
- Oiça lá, já recebeu em casa o oficio?
- Não, mas... (nova interrupção)
- Então tem de esperar!
- Mas disseram... (nova interrupção)
- Recebeu ou não recebeu?
- Não... mas... (nova interrupção)
- Então!
- Eu liguei para a SS e disseram-me que me podia dirigir aqui para que me dessem esse comprovativo!
- Então tem de escrever um pedido para seja feito o oficio.
- (tou lixada...) E posso fazer isso.... agora?
- É que a culpa é sempre da SS...
- Mas a culpa não foi da SS, foi deles!
- Então mas o que é que quer?
- Quero um documento vosso a dizer que o processo foi indiferido!
- (trombas). Vou-lhe imprimir isto e pôr um carimbo da SS. É isso que eles querem? Aceitam isto?
- (Eureka!!!) SIM!!!! É isso mesmo!!!
- É que a culpa é sempre da SS... mas as empresas muitas vezes é que são as culpadas. Mas a culpa é sempre da SS...

Fez um print screen de uma tabela muita ranhosa com as minhas 2 baixas, em que na linha da 1ª baixa dizia "Para diferi" (sim, o resto ficou cortado na impressão...) e carimbou. Fugi dali a sete pés, mas com a certeza de que não iriam aceitar aquilo como comprovativo, e que teria de esperar mil anos para receber o tal oficio pelo correio.

Enganei-me (pelo menos uma vez na vida surpreenderam-me pela positiva!). Aceitaram o comprovativo, e até gentilmente perguntaram se eu queria ficar com o original (pra recordação...).

Parece que em Dezembro vou receber a prenda de Natal... o meu ordenado de Junho!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pérolas da Função Pública - Parte II

Estou piursa. Isto de ficar de baixa dá mais trabalho do que ir trabalhar. Malditos virus...

Acabei de ligar para a Segurança Social e, uma vez que interrompi uma baixa por doença vou ter de escrever uma carta e envia-la em correio registado e com aviso de recepção para a SS para comunicar isso mesmo (sim, porque por fax não recebem, e por telefone, apesar de terem o computador à frente com o meu processo não é suficiente). Mas adiante...

Há uns meses estive, pela 1ª vez na minha vida, de baixa por doença durante 14 dias. Como tenho a ADSE, entreguei a baixa (no documento da ADSE) no Serviço de Pessoal no 1º dia útil após ter ficado doente. Passaram-se os 14 dias de baixa e entrei de férias. Qual não é o meu espanto, quando a meio das férias (5 dias após término da baixa e 17 dias após ter entregue o papel), me telefonam do Serviço de Pessoal a dizer que o papel não era aquele, porque para efeitos de baixa a SS era responsável. Perdi uma manhã de férias (e gasóleo, portagens e paciência) para me passarem novamente a baixa noutro papel e para o entregar no Serviço de Pessoal. Disseram-me que por não ter entregue o papel dentro do prazo limite, eles iriam descontar-me do ordenado, mas que seria reembolsada pela SS. Hoje fiquei a saber que fiquei a arder em 856,52 euros (coisa pouca) pois, precisamente por o documento ter sido enviado para a SS fora do prazo, não me vão reembolsar em nada. Tudo graças à extrema competência e eficácia daquela gentinha acerebrada do serviço de pessoal, que... só demoraram 17 dias a reparar que o papel não era aquele!

Amanhã vão-me ouvir... ai se vão!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Tudo em nome da reciclagem

Ora bem... sou o nº 53, e vai no nº48... faltam só 4 pessoas, não vai demorar muito tempo!...

Uma hora depois.... TRIMMM Senha B nº53 Balcão 5.

- Boa tarde. Vinha levantar este documento e já agora queria saber se este já está ou vai demorar muito a estar pronto

- Ah... isto não é aqui... é ali do outro lado ao fundo

- ....

- Olhe... e parece que estou sem sistema... também não lhe sei dizer se este está pronto, mas de qualquer modo penso que não deve ser aqui que o vai ter de levantar...

- Então é onde?

- Bem, há-de receber em casa um postal a dizer onde e o local de levantamento.

- Ah, mas é que neste postal que eu recebi também dizia que era aqui que o levantava e afinal não é...

- Hmmm... pois... estes postais são os antigos... ainda estão a mandar estes pelo correio...

- ....

Ora bem... Secção de Habitação... senha B.... nº 91.... e vai no nº 78!...


Moral da história, prefiro acreditar que não se trata de incompetência. O que se passa é que a CML está na vanguarda da reciclagem do papel. Os postais estão desactualizados? Mandam-no a Trás-os-Montes levantar um documento que está em Faro? Não se preocupe... é tudo para evitar que se cortem mais árvores.

E no final de contas só perdi uma hora de vida (sim, porque já não fiquei à espera do nº 91, sabe-se lá quantas mais horas)... para nada!