sábado, 31 de dezembro de 2011

O ano...

Pelo número de posts que escrevi neste ano, das duas uma, ou andei muito ocupada, ou simplesmente com pouca inspiração ou vontade de escrever. De facto, 2011 foi um ano diferente dos anteriores. De que tenho memória, foi o ano que passou mais depressa (será que a partir daqui vai ser sempre assim?). Foi o ano da conquista de uma liberdade (ou cura, como lhe queiram chamar) há muito desejada. Foi o ano dos concertos de Expensive Soul. Foi o ano em que o Verão foi mais Outono (pelo menos aqui para estes lados). Foi também o ano dos otários (cada vez há mais), dos gays (dos que ainda não sabem que o são) e dos putos estúpidos (também incluidos no grupo anterior). Apenas numa coisa este ano não difere em nada dos outros: acaba exactamente da mesma forma como começou...

Mais valia ter hibernado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Eufemismos

Porque é que as pessoas insistem em usar eufemismos ou frases feitas para tentar amenizar uma situação que por definição é impossivel melhorar? Basta um "Não gosto de ti.". E pronto. É que nem tenham a tentação de querer dizer logo qualquer coisa a seguir para tentar diminuir a importância ou camuflar um pouco essas palavras, criando uma manobra de distracção de lógica cerebral tipo "so there is a chance!".

É que se formos pegar na lógica, também podemos ter o reverso da medalha... Senão vejamos: "O problema não és tu", "És uma pessoa fantástica"... e então? Pelos vistos, não fantástica o suficiente. "Mereces alguém melhor", "Mereces ser feliz", "Qualquer pessoa gostaria de estar contigo"... e então? De que serve merecer ser feliz? Qual é a verdadeira utilidade dessas afirmações, se a única pessoa com quem gostariamos de estar não o quer (o que por si só transforma logo essa afirmação numa mentira)?

Compreende-se em parte. À primeira vista pode parecer cruel, e daí a reacção humana de querer adulterar um pouco o significado dessas palavras que magoam inevitavelmente. Mas precisamente por ser inevitável deixa de ser cruel. Cruel é fazer acreditar numa coisa que não existe. Crueldade é dar esperanças. Crueldade é dar o doce ao bebé e logo a seguir arrancar-lho das mãos.

Um simples "Não gosto de ti". E pronto. Acabou. Faz-se o luto e segue-se em frente. Sem rodeios. Sem expectativas. Claro que dói. Dói muito. Mas quanto mais depressa se tem consciência da situação, mais depressa nos curamos dela.

Devia existir uma espécie de reacção neurológica que, não só obrigasse à sinceridade de um "Não gosto de ti" curto e grosso, como impedisse de dizer o que quer que fosse a seguir a essas palavras e obrigasse o corpo a fazer meia volta e afastar-se.

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Não sei

Já não sei.
Já não sei se é pela falta que me faz. Já não sei se é por ter acreditado que afinal era mesmo possível. Já não sei se é apenas pelo novo tomar da velha consciência de que não é possível mesmo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Closure

1. The act of closing or the state of being closed: closure of an incision.

2. Something that closes or shuts.

3.

a. A bringing to an end; a conclusion: finally brought the project to closure.

b. A feeling of finality or resolution, especially after a traumatic experience.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Síndrome de abstinência

Compreendo perfeitamente o drama dos viciados. A falta da droga pode ser bem dolorosa. Não é uma dor física... é pior. Leva à loucura. E quando achamos que vamos conseguir vencer e deixar o objecto do vicio, lá vem mais uma recaida... e mais um retrocesso a caminho da cura. Não basta força de vontade. Pode ser mesmo necessário fugir e encontrar subterfúgios que nos ajudem nessa fuga. Encontrar apoio, encontrar distracção... O pior é o magnetismo que nos conduz de volta ao ponto inicial, tornando esse distanciamento apenas um desejo racional fugaz.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Fetiche por filas

Geralmente bastam-me duas vezes para que, no pára-arranca, em determinada hora do dia, em determinada estrada, consiga perceber qual o padrão de velocidade das filas. A primeira vez, porque é aí que me deparo com a situação e, como tal, vou observar os caprichos da "corrente", para que da próxima vez me safe melhor. A segunda vez, serve apenas para confirmar que fui uma boa observadora.

Com isto quero dizer que, e não necessariamente por esta ordem, sei perfeitamente que a determinada altura a faixa da direita anda mais depressa, mas depois é melhor mudar para a da esquerda para manter a velocidade, e finalmente, mais à frente, a do meio é que me leva mais rapidamente ao meu destino. É sempre assim. Todos os dias, àquela hora, naquele lugar. É SEMPRE assim.

Então porque é que, se as pessoas são as mesmas que passam àquela hora, naquele lugar, o fluxo corre sempre da mesma forma? Serei eu a única a perceber isto? É verdade que, pelo facto dos veículos não se conduzirem sozinhos e dependerem da vontade e da mão (e principalmente da massa cinzenta) humana, assim que abre um sinal a corrente não flui como deveria... há atrasos, há paragens, e ocorre um movimento harmónico ao contrário do que seria ideal. Até aí, ainda se desculpa... os reflexos não são os mesmos para toda a gente, e há quem esteja distraido com outras coisas (tirar macaquinhos do nariz está no topo da lista...). Mas... será possível que as pessoas não se dão conta que é com atitudes acerebradas que se tornam as únicas responsáveis pelos anos de vida que perdem no trânsito? Acham que a faixa da esquerda é a mais rápida, só porque é a da esquerda? Acham que se mudarem de faixa 2 km antes de uma entrada, vão andar mais depressa? Acham que têm de entrar logo quando ainda têm uns bons metros para acelerar sem obrigar ninguém a travar?

Será que ninguém vê? Está ali o tesouro e ninguém percebe como chegar a ele? Ou será um mero fetiche por filas? Bem, não me posso queixar, pois enquanto for assim e o fluxo do trânsito se mantiver, eu, pelo menos, sei bem por onde devo ir...

sábado, 15 de outubro de 2011

Perda de tempo

Até podia vir com o cliché do "arrepende-te só do que não fizeste" ou do "tudo vale a pena e ganha-se sempre qualquer coisa". Até podia vir com a fé, mascarada de pensamento, de que as coisas ainda vão correr muito bem e que a verdadeira felicidade ainda está para vir, and so on. A verdade é que, habituamo-nos ao que é bom... e o problema surge quando esse "bom" não compensa minimamente o "depois"... Esse é o único motivo pelo qual considero uma perda de tempo passar por certas situações. É uma mera questão de diferença de peso nos pratos da balança...

Não se trata de cuspir no prato onde já se comeu, até porque só conhece a tristeza quem já foi feliz. Mas... what's the point? Lamento o passar inglório por certos episódios da vida, pois no final, invariavelmente, a questão é sempre a mesma: Para que é que isto serviu?... E a única resposta possível é "Serviu para passar por mais um período de inevitável e desnecessária tristeza." Uma perda de tempo dupla.

Cada vez tenho mais a certeza de que prefiro a "doce serenidade da planície, que nos permite viver sem grandes subidas e descidas". Passava muito bem sem mais perdas de tempo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A música da semana XIV

Agora que o Verão acabou (se é que chegou a começar...), esta faz-me lembrar o regresso fugaz ao Algarve...

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Considerações sobre o "gostar"



Não concordo com muitas das coisas que este senhor defende... mas aqui, ele acertou em cheio!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Axa - A "Xular" Alegremente

Para que servem os seguros? Para nos protegerem contra alguma situação que pode acontecer, com alguma probabilidade. Claro que quando fazemos um seguro, esperamos sempre que essa probabilidade seja mínima, mas temos consciência que existe. Caso contrário não iamos pagar para que uma entidade nos protegesse contra algo que nunca iria acontecer! É uma garantia. No entanto, parece que há companhias de seguros que não têm esta mesma opinião.

Há um mês atrás, fui acordada em pleno dia de férias pela entrega de uma carta registada da Axa. Tratava-se de uma "denúncia de contrato" com efeitos a partir do mês seguinte, anulando o meu seguro automóvel contra todos os riscos, por decisão da companhia, após reanálise do risco. Curiosamente, a situação do contrato à data do último vencimento era "bonificação por ausência de sinistralidade"!! Como não me apeteceu gastar mais dinheiro com esta gentinha em chamadas telefónicas para pedido de esclarecimento, acabei por ir a uma agência Axa. Então, estas alminhas, acharam que os meus 690 euros anuais não eram suficientes para lhes dar lucro, tendo em conta que tive uma substituição e uma reparação do pára-brisas por quebra acidental, e uma substituição de um vidro por assalto (tudo situações para as quais não tive, obviamente, culpa). Mas a Axa acha que não lhe compete cumprir a sua obrigação de segurar os clientes. Acha portanto que deve ficar com o dinheiro só porque sim... Vendo bem as coisas, se eu tivesse guardado estes 690 euros anuais (que já foi bem mais, antes do período de bonificação), tinha pago do meu bolso os arranjos, e ainda me tinha sobrado bastante (mas, pelos vistos, não o suficiente para que a Axa pudesse encher a barriguinha). Imagino que, se tivesse um seguro de vida celebrado com esta companhia e amanhã morresse, mandar-me-iam uma carta para o cemitério com qualquer coisa como "Vá, como morreu, não queremos mais nada consigo, tá? É que não nos está a dar 100% de lucro!".

O bom disto tudo, é que vou passar a pagar menos pelas mesmas condições. É que, pelos vistos, os "inúmeros descontos" aplicados à minha prestação (segundo me informou uma mediadora da Axa há algum tempo), não deixavam de fazer com que a minha mensalidade fosse uma verdadeira roubalheira.

Só tenho pena de 2 coisas. Uma, é de estes sacanas não terem acabado o contrato há mais tempo. A outra, é de ter reparado (em vez de substituir) o pára-brisas este ano... ainda ficaram a rir-se com 610 euros do meu bolso...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Oficinas Smart - The return

Eis senão quando, me deparo com um pneu traseiro em baixo. Pânico: um furo, quando precisava do carro para ir trabalhar, e na véspera de ir de férias para o Algarve. Ok, a pressão no pneu era de 1 bar quando devia ser 2,5. Enchi-o e, cheia de fé (e de inconsciência), aguentou-se durante 400 Km sem alterações. Seria falta de pressão ou um furo que vazava lentamente?

Então não é que o meu pneu tinha mesmo um furo? Não só tinha um furo, como tinha sido remendado de forma provisória. Tendo em conta a definição de "provisório", isto não era minimamente reconfortante.

Tendo em conta a maravilhosa reputação das oficinas Smart Santogal de Lisboa, daqui surgem duas hipóteses:

1 - Os anormais da Smart detectaram um furo no pneu, e repararam-no de uma forma que mais cedo ou mais tarde teria de ser reparada novamente. No entanto, fizeram-no sem me informar da situação, e sem aproveitarem a dica para me usurpar mais dinheiro à conta de uma reparação bem mais dispendiosa ou substituição do pneu. A menos que eles estivessem à espera que eu tivesse um acidente, lixasse o carro todo e a reparação, aí sim, fosse uma mina de ouro para eles, esta hipótese parece-me pouco provável.

2 - Os anormais da Smart roubaram-me um pneu (ou vários...) e substituiram-no por um furado.

Eu devo ser mesmo totó porque, depois disto, o meu bólide está neste momento na oficina da Smart para reparar o A/C (que, convenientemente, tinha uma peça estragada que exige substituição pela módica quantia de 250 euros). Enquanto isso, e já que ontem fez a revisão e inspecção com as peças originais (ou a maioria delas, pelo menos), agora já podem aproveitar para roubarem os pneus todos, os faróis e os espelhos, pois até à próxima inspecção pode andar bem assim...

domingo, 17 de julho de 2011

Longe da vista...

... longe do coração. É assim com muitas coisas. Habituamo-nos a estar longe de algo ou de alguém. Ao princípio custa sempre um pouco, mas com o tempo isso passa... Tudo passa na vida.

De cada vez que vou ao Algarve, isto faz todo o sentido. Apercebo-me das saudades do cheiro, do clima, da paisagem... e o que custa é sempre o regresso...

Back to reality, once again...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Memória

Já há muito tempo que não escrevo nada, é verdade. Não por falta de disponibilidade, não por falta de vontade. Apenas parece que não tenho nada de relevante para dizer. Talvez porque, mal ou bem, a vida vai decorrendo sem muitos sobressaltos. Ou talvez porque já opinei sobre todos os assuntos que causam algum impacto, positivo ou negativo, em mim.

Estive agora a ler alguns posts antigos e dei-me conta que, ainda há pouco tempo, estive para escrever sobre esses temas, sem lembrar-me que, afinal, já o fiz. E no outro dia estive a fazer a lista dos meus Dvd's, só para não correr o risco de comprar em duplicado (sim, já ia acontecendo várias vezes). Ok, é um facto que a minha memória anda cada vez pior, e começo seriamente a ficar preocupada com a eventual amizade precoce com o "senhor alemão" (se me virem a deambular pela rua meio desorientada, será grave!). De qualquer forma, prefiro pensar que é apenas um caso de memória selectiva, em que já não dá para registar tudo. Cheguei ao limite do meu disco rigido e agora tenho de ir apagando as coisas menos importantes. A minha RAM, se calhar, é que precisava de um upgrade para tornar tudo isso mais rápido e eficaz...

Começo a perceber porque é que a memória recente é sempre a primeira a desvanecer-se. É aquela que já só fica gravada aos bocadinhos... fraccionada... só as partes que interessam realmente (um verdadeiro fotoshop, muitas vezes incoerente). Será isso um sinal de maturidade ou de desinteresse? É um facto que cada vez mais consigo ligar o piloto automático e não ouvir uma única palavra do que me estão a dizer (coisa que me irritava profundamente que a minha mãe fizesse (e ainda irrita) quando eu era pequena e dizia coisas "importantissimas" sem interesse nenhum). Ou será que as coisas boas aconteceram sempre no passado e as novas não têm o mesmo encanto? Bem, nesta hipótese não acredito mesmo. Até porque prefiro pensar que agora é que as coisas boas vão acontecer...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Next Stop: Rome

A expectativa era muito grande... até porque seria, eventualmente, a única cidade que, na minha cabeça, poderia destronar Barcelona do nº1 do meu Top. Posto isto, uma palavra para descrever Roma será “desilusão” ou, em 3 palavras, “mais do mesmo”. Um intrincado de ruas que parecem ter florescido ao acaso, transformando numa verdadeira epopeia a tarefa de não me perder, tendo em conta o meu sentido de orientação duvidoso e a frequente ausência de indicações e mapas não fidedignos (gostei particularmente daqueles que se esqueciam do "Você está aqui"). Isto, acrescido ao facto de não ser uma cidade propriamente plana, torna-se cansativo e irritante. Mas ok, tudo se perdoa quando vale a pena... o pior é quando não vale. A sensação que tive foi de ter visto coisas bem mais bonitas no Louvre do que em Roma inteira. Aliás, Paris dá 10 a 0 a Roma... e Barcelona então, nem se fala. É como comparar a Praça de São Pedro com a Praça de Espanha e Palácio Nacional, ou a escadaria Trinità dei Monti com a entrada no Parque Güell, a Fontana di Trevi com a Cascada, a Villa Borghese com o Parc de la Ciutadella, ou ainda a Via del Corso com a Rambla... Anos luz de grandiosidade e beleza, a favor de Barça! A frase que mais vezes pronunciei mentalmente foi "É isto??". Realmente uma das guias disse uma coisa bastante interessante: enquanto os gregos se preocupavam com a beleza e a perfeição, os romanos preocupavam-se com a protecção estratégica. Nesse sentido sou 100% grega. Por falar em guia, até nisso é preciso ter sorte... para que não apareça nenhuma abécula demasiado cansada (às 11h!) sem vontade de contornar 20 metros de obras para mostrar parte da Piazza Navona, e que se limita a dizer “isto é A” e “aquilo é B.” Noutras siuações vale a pena, nem que seja para não ficar nas looooongas filas. No Vaticano tive sorte pois, pelos vistos, foi um dia com pouca gente. Os museus com os tectos com muitas pinturas e ornamentos (nada de cair o queixo) e com a visita à Capela Sistina deixando bastante a desejar. A explicação das imagens dos frescos ficou impedida por não se poder falar lá dentro (enquanto outros guias o faziam perfeitamente, e enquanto os seguranças gritavam a toda a gente para sair daqui, para sair dali, para não tirar fotos, para se calarem... enfim... a sensação de estar no meio de um curral). Ok, Michelangelo era um cromo, foram os primeiros frescos dele e pintou aquilo à primeira, e deu tudo muito trabalho. Mas... já vi desenhos mais bonitos (Louvre, again)... Se calhar porque foi em Roma surgiu o verdadeiro conceito da reciclagem: tirar daqui para construir ou guardar acolá. Para a Basilica de São Pedro tenho apenas 2 palavras: Sagrada Familia. Curiosamente, e ao contrário de tudo o que seria expectável, o que eu mais gostei foi do Coliseu. Aquele que tem o curriculo mundial de mais mortes por metro quadrado, e apesar de não ser de todo o que foi outrora, não deixa de ter impacto. Aproveitei também para ir ao monte Tivoli na esperança de que a Vila D’Este fosse qualquer coisa de espectacular... mas a Fontana di Nettuno, apesar de bonita, não vale o preço da entrada.

Posso dizer que comi uma carbonara muuito boa (mas também há semelhante em Lisboa), e quanto aos gelados é preciso saber escolher. Ficam as dores em músculos que eu nem sabia que tinha, as bolhas nos pés, os litros de transpiração (ajudados pelo calor brutal ao contrário da chuva e frio previstos pela meteorologia...) compensados pela água que se bebe em qualquer fonte da cidade (levar sempre uma garrafa vazia na mala!).

Não cheguei a atirar moedinhas para a Fontana di Trevi... nenhum dos 3 desejos possíveis está nos meus planos próximos...

domingo, 12 de junho de 2011

Clarividências

Hoje, e no espaço de uma semana, tive a segunda visão iluminada, um pensamento de total clarividência, que traduz mais um ponto fulcral da minha vida.

Falta-me a Arte. Não como hobby. Como vida. Falta-me viver dela. A música, o desenho. O meu percurso está completamente viciado e desviado do ideal.

Uma vida perfeita tão inalcançável...


sábado, 11 de junho de 2011

Cabo Verde

Por uma mera questão de datas, o destino de férias foi a Ilha da Boavista. Esperava por mim uma semaninha num resort recém-inaugurado, naquela onda do tudo incluido. Nunca tinha ido a Cabo Verde e, sinceramente, não era propriamente um destino desejado. De facto, ao chegar à ilha, deparei-me com tudo menos com o aspecto idílico de um paraíso. Um terreno árido, tipo "terreno de obras", uma pequena cidade com muitas casas em processo "eterno" de construção, muitas cabrinhas e burros a pastarem livremente (a comer e a beber não sei bem o quê...) com algumas carcaças caidas pelo meio, e um percurso de autocarro durante meia hora, só metade dele em estrada alcatroada... Não fiquei propriamente fã, é verdade. A praia em si é banal, em tudo semelhante a muitas das nossas, à excepção do número de pessoas presentes... Muito vento (bandeira invariavelmente amarela ou vermelha), água não muito quente, friozinho à noite... e a comida...ai a comida... ou sou eu que estou mal habituada, ou o tempero Tuga faz sempre falta nestes sitios. Quanto ao resort, ainda a meio gás, pude contar com um quarto pequeno sem separação física com a casa de banho (à excepção de uma porta para a sanita), no meio de curto-circuitos (e "técnicos" que percebiam menos de electricidade que eu...) e uma piscina que será insuficiente quando se atingir a total capacidade do empreendimento.

Com a vantagem de estar apenas a 4 horas de viagem, fica a simpatia do povo e um escaldãozinho... Mas ainda assim, e por 3 horas, prefiro a minha ilha "deserta" e a comidinha da mamã...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Decisões

Sinto um nó na garganta. Daqueles que não nos deixam respirar, e que nos obrigam a suspirar de vez em quando para que entre algum oxigénio nos pulmões. Detesto essa sensação.

Hoje é um daqueles dias em que só me apetecia hibernar. Estou cansada de muita coisa. Tenho sono... muito sono... e o que vejo acordada não é bonito.

Cada vez se torna mais fácil cortar certos males pela raiz. Mas não quer dizer que, ainda assim, não custe fazê-lo. Deixar "velhos" hábitos é sempre complicado. Nunca é fácil abandonar algo que nos deixa feliz, mesmo que, na prática, já não exista nada, senão a esperança de que ainda lá esteja qualquer coisa que renasça das cinzas e nos devolva o sorriso novamente. O eterno problema do "para sempre" ou do "nunca mais". Isto é um pouco estúpido, e vendo bem o facto concreto, talvez esteja a ser demasiado depressiva. Mas a verdade é que custa. Custa mesmo. Há certos abanões que eram escusados...

Estou a ficar perita em tomar decisões pelos outros, quando os outros não têm tomates para o fazer. E parece que, infelizmente, há cada vez mais "outros" desse género...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

À espera...

Detesto esperar. Seja pelo que for. Seja quando for. Talvez seja por isso que sempre primei pela pontualidade. Talvez seja por isso que quando ando a pé ou conduzo, não consigo ir devagar, e tenho de ultrapassar, cortar as curvas e evitar obstáculos, mesmo quando não tenho pressa. Talvez seja por isso que detesto ter assuntos pendentes, mesmo que saiba que os vou resolver, embora não naquele momento.

Já muitas vezes esperei longamente por algo. Mas a espera, quando longa (e aqui o conceito de "longo" pode ser mais ou menos restritivo), parece que tira o brilho da conquista. Tudo o que ultrapasse o timing certo, acaba por perder o interesse.

Não tenho paciência para esperas. Ou é, ou não é. Ou se faz, ou não se faz. É seguir em frente.

domingo, 24 de abril de 2011

Farmácias - Até parece função pública

Felizmente não tenho tido grande necessidade de ir a farmácias comprar medicamentos, e portanto não vou generalizar. Até porque quando se trata de medicamentos de rotina ou para situações crónicas, geralmente não costuma haver grande problema (pelo menos comigo). Agora para as situações agudas é que são elas. Ou tenho tido pouca sorte, ou comprar um simples antibiótico revela ser uma verdadeira epopeia nos meandros do farmaco-negócio. Já nem falo aqui da alteração da prescrição médica conforme convém, nem do pôr em causa a própria prescrição, dando informações erradas (por ignorância ou, novamente, por conveniência) ao doente (e isso é bastante frequente, mais do que se possa pensar!...). Falo de uma coisa tão simples como desconhecer a posologia de um medicamento mas falar como se soubesse, dando informações erradas. Falo de uma coisa tão simples como desconhecer que um medicamento existe em embalagens de 1 ou de 10 comprimidos (claro está que a embalagem que conhecem é sempre a de 10...). Pior, depois de consultarem o seu registo informático, continuam a dar as mesmas informações! Será que foram eles que fizeram esse registo à mão? Será que não sabem simplesmente consultar um simposium ou prontuário terapêutico (uma coisa que deveria ser BÁSICA e existente em qualquer farmácia!). Mas num país de chico-espertos outra coisa não seria de esperar. É bem melhor "não ter em stock" um medicamento mais barato... e curiosamente ter todas as embalagens XXL dos mais caros (se for a farmácia de serviço, então melhor ainda, pois não dá grande margem de manobra para quem precisa mesmo do medicamento). E já agora, se possível, vamos minimizar a frustração de ficar com 500 comprimidos a mais, aumentando um pouco a dosagem e os períodos de admnistração... Se correr mal, a culpa é sempre do médico... aquele otário que não sabe que aquele medicamento é caríssimo e ainda por cima só existe em embalagens grandes... e que nem foi capaz de lhe dizer correctamente como é que o deveria tomar!

Para a próxima perco a vergonha e a paciência e levo um prontuário comigo... ou simplesmente peço gentilmente para abrirem a embalagem e lerem a bula em voz alta à minha frente. Isso sim, seria bonito de se ver, de preferência em frente de uma multidão de velhotes que todos os meses lá deixam mais do que deviam...

sábado, 23 de abril de 2011

A música da semana XIII

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Andou no repeat do meu ipod durante esta semana, desde que a re-ouvi no concerto de Expensive Soul no passado sábado (grande achado que eu fiz!... Ainda por cima de borla e a ficar a 2 metros do palco... lol). Confesso que não fazia parte da minha selecção musical (estive em dúvida se a adicionava, mas optei por não o fazer pois parecia-me um pouco deprimente...). Mas afinal...

Muito bom. Mas ao vivo tem outro encanto, principalmente pelo "Sparará pauuu"... lol

domingo, 10 de abril de 2011

O Surfista

Domingo. 8h30. 16ºC. Espero pelo elevador que, estranhamente, demora a chegar tendo em conta o momento. Alguém está a demorar a entrar... Sim, vem com alguém. Um vizinho que não conheço. Bem moreno, com os seus 30 e muitos. Ar descontraído e educado. Uma mochila e uma prancha de surf. Tem o carro lá fora. Eu desço para a garagem. Chego ao trabalho e no caminho que faço do carro até à entrada, o vento corta os meus braços incautos sem mangas. Frio, falta de vontade, e um dia que promete companhia inútil e desmotivante.

Dava tudo por uma boleia para a praia... só para ver alguém surfar...

sábado, 2 de abril de 2011

Pensamento do dia XVIII

"Definição de "coerência": aquilo que cada vez menos gente tem."

Das duas, uma. Ou se actua perante as situações com dois pesos e duas medidas de acordo com a conveniência, ou há por aí muita gente com dupla personalidade...

domingo, 20 de março de 2011

Expensive Soul

O dia do pai, a noite da maior lua dos últimos 18 anos, e a noite do 1º concerto do ano.  

Já há muito tempo (desde que apareceram) que gostava dos singles que os Expensive Soul iam lançando, mas nunca me tinha dado ao trabalho de ouvir os albuns de uma ponta à outra. Depois da curiosidade não concretizada no SW10, lá me decidi a descobrir um pouco mais sobre esta banda e... não é que mais uma vez o meu feelling não me desapontou? Ando viciada em várias músicas (têm-me acompanhado nas minhas viagens diárias há um bom par de meses), e o concerto intimista no São Jorge não podia ter sido melhor. Desde os coros, até aos músicos clássicos (a harpa no "Quero ver-te outra vez" foi sublime!!), passando pelas participações do Rui Veloso com o seu "Porto sentido" e da Kika Santos na "Sinfonia do Amor" (nunca pensei ouvir isto ao vivo!!), até ao cenário, às luzes e claro, toda a mística do espaço e da acústica que proporcionou um verdadeiro ambiente de encontro de amigos. Uma relação fantástica com o público, que me deixou com um sorriso nos lábios. New Max mais contido (e impossibilitado de andar mais longe pelo comprimento do fio do microfone... lol) e a energia e alegria esfuziante de Demo, transpareciam o verdadeiro culminar, numa hora e 45 minutos, de muitos anos de luta por um estilo musical difícil de vingar em Portugal. A selecção musical parecia ter sido feita por mim, saltitando por entre o "Tem calma contigo", com um cheirinho do "Eu e tu o quê?", passando pelo "Dou-te nada", "O Tempo Passa", "Contador de histórias", "Brilho", "Acordo às 5", "Recado", "Só contigo", "Eu não sei", "13 Mulheres", "Sara", "Quero ver-te outra vez", "Falas disso" e terminando com o "O Amor é mágico" (tocado pela segunda vez, para pôr o pessoal mais uma vez aos saltos).

Já há algum tempo que não gostava tanto de um concerto. Aqui fica uma versão d'O amor é mágicuuuuu, parecida à que assisti ao vivo ;)

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sábado, 12 de março de 2011

Cativar...

"Porque é que nos destabilizam?" É uma coisa que tenho ouvido muito ultimamente. Às vezes a felicidade passa por uma certa ausência de acontecimentos. Não andamos esfuziantes, mas também não andamos tristes, e às vezes isso basta para que consigamos realizar as coisas do dia a dia, simplesmente por não haver nada que nos destabilize e nos faça perder a vontade, já por si pequena, de fazer as tarefas a que somos obrigados.

Porque nos destabilizam então? Essa pergunta toma mais relevo quando o motivo da destabilização é frívolo. Quando é apenas um jogo com um jogador e uma bola que é manejada da forma que convier. Torna-se simplesmente incompreensível. E lá se vai a concentração. O alvo torna-se completamente diferente, transplantando-se para algo que até há bem pouco tempo simplesmente não interessava.

É mau que nos destabilizem? A água tanto bate na pedra que esta se transforma em pó... e é levada pela corrente para outro sítio qualquer, onde fica perdida quando a maré baixa... A pedra não volta a ser a mesma. A água rouba um pouco dela, dissolve-a, mas continua o seu caminho a desgastar outra costa como se nada fosse... Ou não?

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"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo..."

terça-feira, 8 de março de 2011

Pensamento do dia XVII

"Não é por raparmos o nosso prato que os pobrezinhos vão deixar de ter fome."

O discurso do coitadinho é uma coisa que me tira do sério. Principalmente quando o coitadinho elege a sua desgraça como sendo a mais sublime, e torna-se ofensivo para quem, segundo ele, não será detentor de uma desgraça tão grande e que, portanto, não tem o direito de se queixar. Veja-se numa sala de espera de um hospital, ou num simples encontro de velhotes. É uma verdadeira disputa sobre quem tem mais doenças ou a doença mais grave. E há mesmo um prazer masoquista em vencer esta competição! No caso da classe mais jovem, a disputa será em torno do emprego, do ordenado, das horas de trabalho, dos horários...

Há sempre coitadinhos mais coitadinhos que nós. Mas não é por isso que deixamos de ter o direito de querer para nós melhores condições, sejam elas relativas ao que for! E quem diz "dá graças a deus por teres o que tens", bem pode ir dar uma volta, pois a tradução dessa frase é "deves ficar feliz pela desgraça alheia"! Aquilo que nós próprios sentimos, sofremos, desejamos, só a nós nos diz respeito, e só nós temos a noção da sua dimensão. O impacto que algo tem numa pessoa pode não ser o mesmo que tem noutra. O que me deixa triste ou feliz pode ser indiferente para outra pessoa qualquer. Não podemos distribuir o sofrimento por níveis de gravidade, se esse sofrimento não for o nosso. Não somos nós que estamos errados por querermos mais. Os outros têm ainda menos? Infelizmente não é o facto de nos resignarmos que vai dar-lhes mais daquilo que lhes falta.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pensamento do dia XVI


"Encontrar um homem é fácil. Encontrar "o" homem roça o impossível."

... com um intervalo de confiança a tender para +oo, claro! lolol

domingo, 30 de janeiro de 2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Assim também eu!"

E, ontem, terminei a minha jornada teatral a assistir à 1ª peça da recentemente formada companhia de teatro Nós-Mesmos. E não podia ter terminado de melhor maneira. Foi muito divertido, principalmente na interacção com o público (então a parte final é um must!!). Simão Rubim sempre em grande, acompanhado de maneira sublime por Vanessa Agapito (que já conhecia d'O mocho e a gatinha e d'A arte do crime), e por João Marta (uma agradável surpresa, cheio de piada, e com uns bicípetes... ui! lol). Tal como foi pedido, não vou dizer pormenores sobre a história, mas saliento que é uma peça a não perder (eu, pelo menos, provavelmente voltarei a ir... eheh).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Paranormal"

E ontem regressei ao sítio do costume para ver esta peça interpretada por Joaquim Monchique. Num tipo de humor muito diferente da 1ª peça desta semana (do qual sou especialmente fã), não deixa de ser uma peça com passagens engraçadas. Monchique consegue fazer várias personagens ao mesmo tempo, e saltitar entre cada uma delas de forma exemplar, caracterizando-as muito bem. Apenas acho que os movimentos corporais representativos da "incorporação", deviam ser mais do género convulsivo... lol. 

Como pontos negativos, além de ter ficado atrás da pessoa mais alta no Km2 circundante, foi um pouco irritante assistir a gargalhadas sonoras com coisas que não tinham propriamente piada... Já para não falar no riso só para acompanhar os outros. Veja-se o caso do rapazito que estava sentado ao meu lado, que ria só para parecer "integrado", ou começava a rir quando suspeitava que ia sair uma piada mas afinal era falso alarme... Mas acho que isto acontece quando os actores têm alguma reputação e são bastante conhecidos (já não é a 1ª vez que assisto a este fenómeno). Às vezes basta aparecerem... mesmo que o texto seja tipo "Malucos do riso".

Começo a denotar um padrão... o que estraga as peças de teatro é o público! lol. (vou começar a comprar os bilhetes todos, para ficar sozinha na plateia... ihihihih)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Do you believe in God?


Eu prefiro acreditar no Universo... aquele que atira pedras aos seus fans...

Para a próxima manda um meteorito, tá?!

Mais uma...

Um raio não cai 2 vezes no mesmo sítio. Mas as pedras sim. Já é a 3ª que me parte o pára-brisas!

Obrigada, Universo. És um porreiraço.

Lá tive de soltar um "Häagen Dazs!!!"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"A Bíblia...

...Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada)", foi o 1º espectáculo desta semana que promete ser muito teatral (não há fome que não dê em fartura!). E no 3º ano em cena, lá consegui finalmente ir assistir a esta peça.

Muito ao género d'As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos, com 3 actores retratando várias passagens da Bíblia a um ritmo alucinante, com algum improviso e muita interacção com o público. É mesmo possível sentirmo-nos em diálogo com os actores (houve mesmo quem o fizesse), e é excelente para soltar umas fortes gargalhadas. O ponto negativo foi ter ficado ao lado de um casal que abanava toda a fila de cadeiras de cada vez que se ria, e que pensavam ser eles as personagens principais, não parando de mandar piadolas. Os momentos altos foram sem dúvida a personificação de uma truta por um elemento do público (sim, se forem assistir a esta peça preparem-se para ir parar ao palco... mesmo que não fiquem na 1ª fila :P), e a intervenção de uma menina que tinha uns brinquedos iguais aos da arca (incluindo a Hello Kitty... lol). 

Gostei bastante. Os 3 actores estão ao mesmo (bom) nível e proporcionam um serão bastante divertido.

P.S. Ah, vou passar a adoptar o "Häagen-Dazs" quando me apetecer dizer asneiras.

domingo, 9 de janeiro de 2011

1º Amor

Ontem, no maravilhoso mundo do Facebook, em que há sempre um amigo que conhece um amigo do amigo, fui dar de caras com o meu primeiro Amor, o que não deixa de ser uma coincidência engraçada visto que já tinha pensado muitas vezes em escrever este post (a última vez foi mesmo na semana passada), só não sabia como começar.

E para quem não acredita no amor à primeira vista, e muito menos no amor em tenra idade, isto aconteceu mesmo. Gostei dele no momento em que o vi, ainda na escola primária, e guardo para sempre essa imagem. Estava ele à porta do edifício, com o seu "kispo" azul, com o qual iria mais tarde tirar a fotografia do 5º ano. Era um ano mais velho, e não me lembro se o voltei a ver até um ano depois, já na C+S, em que, por ele ter chumbado, ficou na minha turma durante dois anos. Acabou por ser o rapaz que se foi juntando ao meu grupinho de amigas, e por isso partilhámos muitos e bons momentos juntos, naquele que seria, sem dúvida, o melhor ano da minha adolescência. Recordo com saudade vários episódios, vários cenários, memórias e imagens tão reais que duvido que algum dia esqueça. Fui mesmo feliz. Não, nunca aconteceu nada entre nós. Foi uma espécie de amor platónico e secreto, em que, já em turmas diferentes, os únicos momentos em que eu tentava vê-lo, ou passar perto, acabavam sempre por ser boicotados, involuntariamente, pelas minhas amigas. Ainda assim, continuei a gostar dele e a quase ter um enfarte de cada vez que o via, já no secundário (o que era raro pois andávamos em escolas diferentes, mas muitas vezes passava na minha rua para ir a casa de um amigo). Tudo a partir daí foi desinteressante. Foi mesmo preciso vários anos para que me voltasse a apaixonar (excluindo, obviamente, vários "fraquinhos" passageiros e inconsequentes).

Confesso que na altura o meu coração andou, de tempos a tempos, dividido com outro rapaz da turma, por quem todas as miúdas (incluindo eu) babavam por ser o mais giro. Curiosamente, já nos tempos da faculdade reencontrei esse rapazito e os anos não foram simpáticos com ele: barrigudo e careca já há uns bons anos! Já o André, embora mais gordo, continua igual, com a graça daqueles enormes olhos castanhos. Se pensar bem, acho que foram mesmo esses olhos que me levaram a gostar dele. Claro que depois com a convivência, fiquei com a ideia de que era uma boa pessoa, mas pouco fiquei a saber sobre os seus interesses (que naquelas idades também ainda não estão bem estabelecidos), e portanto, pensando bem, este amor era uma completa parvoíce.

Isto tudo podia ter servido para aprender com os erros... mas é apenas mais uma prova de que as pessoas não mudam. É que no meio disto tudo, duvido mesmo que algum dia ele tenha desconfiado que eu gostava dele... ou até desconfiou, mas de certeza que rapidamente lhe tirei essa dúvida. É que, infelizmente, nunca fui de mostrar que gosto de alguém se não tiver, pelo menos, uma grande desconfiança (tipo... 99,9%) de que o sentimento é mútuo. Isso é mau. Mas o pior é que consigo obter precisamente o efeito contrário. Chego mesmo a ser arrogante e acabar por afastar essa pessoa. E, claro, foi o que acabou por acontecer... (vá... riam-se... a última palavra que lhe disse foi... "Borrego!!")

Tudo isto para dizer que, uma pessoa que teve um lugar e uma importância excepcional na minha vida, nem sonha que os teve, da mesma forma que outras que passaram e passam por mim, nunca o saberão. Tudo porque é dificil dizer apenas "gosto de ti", com todas as letras, sem subterfúgios ou jogos do gato e do rato. Perde-se tanto tempo com isso... perde-se tanta coisa...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

There is a chance...

E até acredito que pode haver salvação, quando uma senhora, debaixo de verdadeiro dilúvio, baixa o vidro do carro para agradecer o facto de a ter deixado entrar na minha faixa...