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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Book

Fico chocada sempre que oiço alguém dizer "não gosto de ler". Aliás, torna-se inevitável, para mim, tecer juízos de valor sobre essa pessoa. Isto porque, o "não ler" traz algumas consequências, a mais grave delas o "não saber escrever". E se há coisa que me faz retirar muitos (muuuuuitos) pontos a alguém, são os erros de escrita.

Pessoalmente, noto uma diferença abismal quando tenho tempo para ler um livro (que não seja científico...). As ideias fluem melhor, as palavras surgem sem que tenha lapsos de memória do tipo "como é que se diz" (que são cada vez mais frequentes... sim, a idade também ajuda :P), e afina-se sempre um pouco mais o vocabulário por aprender ou relembrar certas palavras esquecidas. Às vezes dou por mim com dúvidas de como se escreve determinada palavra, pois já pouco escrevo, e porque muitas vezes leio e releio palavras erradamente escritas. Quantas vezes na faculdade lá surgia um slide com o Há sem H, com o eXpontaneamente... e quantas vezes isso continua a acontecer!

E para quem acha que os livros são maçudos e nada tecnológicos, pois hoje em dia o que está a dar é jogar Playstation, tirar fotografias com o iPhone, ouvir música no iPod e fazer muitas outras coisas em muitos outros "i's", não lhes fazia mal pegar num livrinho e começar a ler. É um excelente exercício para o cérebro... esse "quase músculo" que hoje em dia é cada vez menos exercitado...

... e até pode ser que depois deixem de cometer erros destes! (sim, sou uma sonhadora...)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"O Diabo dos Números"

"Roberto, um rapazinho de onze anos, não gosta de Matemática porque não compreende nada nas aulas. Porém, uma noite, começa a sonhar com o diabinho Teplotaxl que se dispõe a iniciá-lo na ciência dos números. Durante doze noites, Roberto vai aprender os segredos e os mistérios dos números, numa divertida e instrutiva viagem ao País das Matemáticas."

A matemática é, para a maioria das pessoas, demasiado monstruosa e assustadora. E essa ideia acaba por ser alimentada por todos aqueles que nos começam desde cedo a falar horrores desta ciência. Ainda me lembro de uma colega minha, um ano à minha frente, me dizer que a trigonometria era uma coisa pavorosa... que não se percebia nada... super difícil. Vá lá que eu "não neguei à partida uma ciência que desconhecia", pois acabou por ser das áreas da matemática que eu mais gostei. A beleza da matemática está no facto de ser preciso raciocinar para se perceber e consequentemente gostar dela. Depois de se perceber o porquê das coisas, tudo se torna mais simples, mas poucos são aqueles que concluem que raciocinar é bem melhor do que decorar coisas que, se não forem percebidas, não fazem sentido. É quase como se raciocinar desse muito trabalho... mas as coisas que se memorizam, esquecem-se rapidamente, enquanto que a capacidade de chegar a uma resposta através do raciocínio, nunca se esgota.

Este livro devia ser de leitura obrigatória. Desde os números romanos, aos primos, passando pelos irracionais e de Fibonacci, até ao triângulo de Pascal, combinações e séries convergentes, vários temas são focados e explicados de maneira bastante engraçada e pedagógica. Muitos dos que têm medo da matemática, iam deixar de ter se lessem este livro. Infelizmente (e como quase tudo o que é útil e importante) este livro encontra-se em ruptura de stock na editora e não há previsão para a sua reedição... :(

terça-feira, 29 de julho de 2008

"A sombra do vento"

Já tanta gente me tinha falado maravilhas deste livro, que tive de o ler. E hoje dei a "notícia" a uma dessas pessoas: Não gostei.

Para quem não leu "Os Maias" por não ter sobrevivido à estucha do Ramalhete, então este é um livro a evitar. Por acaso não me incluo nesse grupo, uma vez que, sempre na esperança de que viesse uma boa história depois do tédio daquela descrição infindável (1/5 do livro...), acabei por não me desiludir. Em relação ao "A sombra do vento", o livro até poderia ser bom (ou menos mau), se se limitasse ao 1/5 do livro que de facto tem história. Neste caso, a esperança de que ainda ia acontecer algo surpreendente que o tornasse "espectacular", foi completamente por água abaixo. A história, de certo modo, lembrou-me a d'Os Maias (e muitas outras histórias do género), e talvez por isso a tenha achado demasiado previsível. O enredo até prometia, mas acabou por não trazer nada de novo. Há o rapazito ingénuo, a mulher fatal, o homem amargurado, a mulher frágil, o amigo verdadeiro, o monstro, o amor impossível e o engodo de um pseudo-mistério. Tudo muito visto... pouco original... e daí a minha desilusão (era justo alguma compensação depois de tanta "palha"!). Enfim. É daqueles que se incluem no grupo "muita parra e pouca uva". Demasiados rodeios e pouca objectividade (o que tipicamente acontece quando se faz um livro de 507 páginas com uma história que tem pouco sumo para deitar quando espremida). De certeza que os livros do Julián Carax deviam ser melhores...

Não sei como é que o Sr. Joschka Fisher o leu "num dia e meio, de uma assentada"... Boriiiiing!