sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lema de vida

"A minha vida não é isto... Isto é um part-time!"

Já há muito tempo que não ouvia uma assim tão boa...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Acordo ortográfico

Num contexto de crise, em que cada vez mais há uma despersonalização de Portugal, há uns dias tive o meu primeiro contacto com o acordo ortográfico. É raro ter tempo/paciência para ler revistas ou jornais, e até para ver televisão, e se calhar por isso ainda não me tinha dado conta. Nunca fui a favor do acordo, mas não era nada que não se estivesse à espera, num país em que não tarda nada e oferecem diplomas de final de curso sem que o aluno tenha feito alguma vez um único exame, e em que, portanto, se investe entusiasticamente na burrice geral (talvez para que os chicos espertos consigam cada vez mais fazer o que lhes dá na real gana).

No outro dia pus-me a ler a Visão... e foi uma sensação estranhíssima. Parecia que estava a ler em "brasileiro". A partir daí reparei que as "novas palavras" estão em todo o lado. É a obrigação do povo "português" de mostra-las, com orgulho, nos jornais, nos rodapés da TV... Imagino as vezes que se "enganam" e voltam atrás para apagar aquelas letrinhas que agora de repente passaram a estar a mais... De facto, ironia do destino, o povo outrora aventureiro acaba por ser conquistado por aqueles que um dia conquistou... e obviamente, nós é que nos temos de adaptar. Mais uns aninhos e tenho a certeza que esta república será uma colónia do Brasil (pelo menos, bananas já temos). E o que dá vontade de rir (ou de chorar), é a maneira como se puseram (e continuam a pôr) a jeito. O próximo passo será sair uma lei que obrigue a falar com sotaque... caso contrário ninguém se entende.... Oi?!

Quanto a mim, vou continuar a escrever exactamente da mesma maneira. Ainda hei-de ver putos a acusarem-me de escrever com erros... Camões lhes perdoe, que eles não sabem o que fazem...

sábado, 2 de outubro de 2010

Barcelona... The return!

Mais uma coisa que consegui fazer: viajar sozinha. Tudo bem que foi por motivos profissionais, e pronto, o destino também ajudou, mas pode ser que deixe de ser parva e comece a viajar sozinha nas férias. Ao princípio estava um pouco sem vontade... Havia, obviamente, locais que eu queria revisitar. No entanto, acabei por rever e ver muitas outras coisas, e reparar em detalhes que me tinham escapado das outras vezes. Talvez também por não ter companhia e, por isso, andar mais depressa, tudo me pareceu extraordinariamente perto. Mas a prova dos Kms que andei, ficou demonstrada na presença de dor em músculos que eu nem sabia que tinha... E a vantagem de estar sozinha foi precisamente essa: ir onde e quando queria, mudar de planos se me apetecesse, estar mais ou menos tempo num sítio sem aborrecer ninguém... ou até esperar pela fotografia perfeita (aquela que apanha o único metro quadrado sem emplastros, num espaço superlotado). 

Desta vez, fui encontrar um site que me ajudou bastante no planeamento. Além dos sítios que nunca me canso de revisitar, descobri mais alguns. 

O Palau de la Música Catalana, vale a pena pela sala de espectáculos, apesar de, mesmo assim, estar à espera de algo mais fabuloso, pelas fotos que tinha visto. Não deixa, contudo, de ser bonito e de ter uma lógica na construção e decoração. 

Desta vez fiz a visita guiada à Sagrada Familia, e subi novamente às torres. Em 6 meses já se notam diferenças. Só não achei muita piada em saber que vão fazer um elevador temporário (porque depois vão destrui-lo!) para que o Papa, em Novembro, possa entrar pela porta principal. E depois ainda dizem que só têm dinheiro para acabar aquilo daqui a 20 anos...

Muitas casas com fachadas surpreendentes, nomeadamente a Calvet, Terrades, Serra, Comalat, Palau del Baró de Quadrás, Sayrach, Palau Montaner, Vicens, Golferichs e Fajol, não esquecendo as óbvias conhecidas do Passeig de Gràcia. Vale a pena ver, e entrar nas que permitem.

O momento alto: ouvir Claire de Lune (sim, desta vez deram-me um audioguia que funcionava e até falava em inglês!) na secção nº8 (traseiras) da casa Batlló, em pleno dia soalheiro... não podia ter sido mais perfeito. Guilty pleasure: saborear um sumo de coco da Boqueria, a passear pela Rambla. Descoberta acidental: El bosc de les fades. A sensação de estar numa floresta encantada... espectacular! Se a descoberta não tivesse sido tão tardia, ainda tinha passado lá algum tempo... Desilusão: O Park Güell foi prejudicado (again!) pelas malditas núvens que arruinaram todas as tardes, mas desta vez entrei nas "casinhas de gengibre"... eheheh! Surpresa: Para acabar, até tive direito ao fabuloso fogo de artifício na Plaça d'Espanya, no final das comemorações de La Mercè. Aqui sabia bem uma companhia... e um abraço no final :)

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