terça-feira, 8 de maio de 2007

Um país de burros

Li hoje no jornal que a Ministra da Educação admitiu alterar os programas escolares, especialmente o de Português e Matemática, por serem demasiado extensos e nem sempre com a qualidade desejada. A presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, não podia ter ficado mais contente, declarando mesmo que “existe um desfasamento entre os conteúdos e a maturidade dos alunos”, pois “um estudante de 15 anos não tem as mesmas capacidades intelectuais de um colega de 18, para aprender matérias abstratas de matemática, física ou química”. Fico de facto chocada, quando alguém que representa os pais deste País, pode dizer uma coisa destas.

Ora bem, eu já vi livros escolares dos meus pais, em que a matéria dada era de longe mais complicada em comparação com aquilo que eu tive de estudar no ano correspondente. E já se passaram uns aninhos. Sim, porque mesmo assim, no meu tempo, tudo era mais exigente. Não se usavam calculadoras gráficas nos testes de matemática, em que basta saber ler as instruções da máquina para rapidamente obter um gráfico de uma função, sem se perceber como lá se chegou e muito menos o que significa. Será que os nossos pais eram sobredotados? Ou será que agora os meninos, apesar de toda a informação e cultura disponíveis (que não havia antigamente), são mais burros? Ou mais preguiçosos? Ou simplesmente, têm as costas largas já desde a escola primária, em que a 1ª coisa que o paizinho diz à professora é “livre-se de bater no meu filho!”. Uma palmada nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário. Aliás, a falta dessas palmadinhas já é evidente, com a falta de respeito e de educação que cresce desde tenra idade nestas novas gerações. Mas o que interessa é aprender a lei do menor esforço. Eles crescem e a frase do paizinho subentende-se: “livre-se de obrigar o meu filho a estudar!”. Pelo que ouvi, alguns exames nacionais até são de escolha múltipla (não sei se totalmente ou não). Também aqui, Portugal é líder em seguir os maus exemplos, neste caso o dos EUA (essa nação em que 90% da população é mentecapta, a começar pelo Presidente, e 10% são inteligentes, mas não são americanos).

No “meu tempo”, os programas eram mais extensos, eram mais difíceis. E então? Nem todos eram alunos brilhantes, mas também nem todos eram medíocres. Penso que as capacidades intelectuais dos portugueses não podem ter declinado tanto numa década! A matemática só é um monstro para os impressionáveis. É preciso trabalho e estudo! Mas claro que é mais fácil diminuir a matéria. Porque não passar a matemática só para a faculdade? Ou será que aí continuam sem capacidade intelectual para perceber tanta coisa abstrata? Vamos ensinar contas de somar no 12º ano. Pode ser que assim Portugal se torne no país europeu com maior sucesso escolar.

6 comentários:

Vasco Ribeiro disse...

Muito bem! Muito bem! Digo isto ao estilo de assembleia... Muito bem, muito bem!
Ora aqui está uma coisa com que me debato, o não uso da calculadora. Mas sempre é mais fácil calcular os zeros de uma função de grau 4, indo à máquina do que tentar chegar pela regra de Ruffini. Tenho pena que os programas escolares estejam constantemente a serem reduzidos a insignificantes problemas. Dá-se primazia às fórmulas em detrimento do pensamento lógico. No meu tempo, também não havia máquinas para ninguém e não existiam só medíocres, mas também é uma verdade que nem todos iam para a faculdade. Não vejo razão para que toda a gente vá para a faculdade, pois a inteligência não se vê pelo canudo. Hoje em dia todos têm um curso superior, mas porquê? Por necessidade certamente, mas também porque os programas são cada vez mais fácies e proporcionam a todos, com um pouco de insistência, acabarem os cursos . Somos todos doutores mas depois comparados com os Nórdicos o nosso canudo equivale ao 9º ano deles. É uma vergonha o que se anda a fazer com o ensino. Os alunos são cada vez mais fracos, e sem bases. No entanto passam sempre sem qualquer problema. Quero só expressar que tive um explicando que tinha 18 a matemática e quis estudar comigo para os exames nacionais de Matemática. Quando estudávamos reparei que ele utilizava a máquina para calcular 6 x 8. Resumindo teve 7 no exame. O que me fez pensar como conseguiu ele o 18 de 12º ano?
Eu apanhei muita “porradinha” na primária e hoje, sou um espectáculo. Só faz é bem! Ninguém morre por levar um estalo, mas morre “mentalmente” quem leva uma vida sem fazer um único TPC, ou sem tomar atenção ao que quer que seja.

Aquele abraço,

Nuno Revés disse...

Bem, meus queridos, não posso deixar de concordar em pleno com vocês... É que nem sequer tenho nada a acrescentar!! Mesmo!! Concordo em género, número, grau, etc... :-)

Vera, este blog está cada dia melhor... eheheh

Cheila Maria disse...

Eu também concordo... Principalmente quanto à parte em que a minha amiga diz, e muito bem: "(...) uma palmadinha nunca fez mal a ninguém"... Ai pois não...

:P
Beijocasssssss

Vasco Ribeiro disse...

Cheila esses teus comentários sexuais são muito bons... Tu gostas de apanhar... Muito bem! É uma qualidade. Paz, Paz! ;)

Vera disse...

LOL! Qualquer dia escrevo um post dedicado às palmadinhas da (na) Cheila... ]:) ihih

Nuno Revés disse...

O q se revela nestes comentários inofensivos... ou não!! eheheheheheheeheh

Muito bom!! ;-)