terça-feira, 23 de junho de 2009

Não há coincidências... ?

video

E tudo é aleatório e surge por obra do acaso...
... ou não... ?

Será que existe uma força criadora de tudo o que conhecemos? Ou será que o universo é indiferente ao ponto das coisas se encaminharem num determinado sentido só porque sim? Será que somos nós que construimos ou forçamos esse caminho? Será que nos julgamos assim tão poderosos, ou será apenas um conjunto de vários factores que funciona como gatilho?

Acreditam em coincidências?

Há coisas realmente difíceis de explicar...

P.S. Tudo isto começou comigo à procura do vídeo desta música... e curiosamente fui dar de caras com este, que assenta na perfeição numa conversa que tive ontem sobre a criação do Universo... Mais uma coincidência... :)

10 comentários:

Anónimo disse...

O Universo e as suas forças são “entidades” conjecturais de toda a existência. Não creio que existe qualquer tipo de criação, isto é; que exista uma entidade criadora. Tudo é criado e “destruído” mediante a valsa das forças e essas mesmas meramente regidas pelo acaso. Essas forças, ninguém sabe porque são assim, tão uniformizadoras por um lado e tão destrutivas por outro. Um mar de vida repleto de acções e suas respectivas reacções, fazem com que o universo seja algo de enigmático. Faz-nos sentir pequenos e frágeis. Esmaga-nos pensar que estamos aqui só porque sim. Mas não se iludam, pois na verdade estamos mesmo aqui porque calhou.
Na vida terrena as coisas acontecem da mesma maneira, as forças aí não são físicas. As palavras, os gestos, os olhares tomam a vez, da gravidade, da matéria, do espaço.
Acredito que tudo isto é mais simples do que pensamos e que, o acaso (teoria do Caos) gera tudo.
Não compreendo porque existem pessoas que necessitam tanto de uma finalidade superior. Não será tão melhor acreditar na maravilha do Universo tendo como base o acaso, do que acreditar que existiu “alguém “ que pintou os nossos céus?

António disse...

Este tal de Sr Anónimo é bem articulado! Mto bem! Vera, ainda pensei que tivesses escrito o post baseado num filme recente com o Nicolas Cage (não sei o nome do filme), mas, resumindo o enrredo, basicamente, após uma série de premonições estranhas sobre o fim do mundo, o planeta terra é literalmente incinerado por uma raio de sol (tipo mancha solar mas mais forte ... ou tipo um mega traque do sol...como queiram), vai tudo pró galheiro, mas antes uns extraterrestres conseguem recuperar um casal de crianças que darão continuidade a espécie numa galaxia qualquer. OK! Já deu pra perceber que o filme é mesmo uma cáca! Mas isto pra resumir que, se fomos criados por uma coincidencia ou acaso ou reacção quimica, uma outra coincidencia ou acontecimento aleatorio do universo poderá pôr fim a isto tudo, assim de repente! Convém sempre lembrarmo-nos que somos um cagagésimo (nova medida de quantificação universal que diz foi descoberta no MIT) infinito e que ao fim e ao cabo basta vir um calhau maiorzinho do espaço e PUMM! Isto põe bem as coisas em perspectiva! Talvez por isso seja melhor ver a nossa criação e passagem pelo universo com mais romantismo e espiritualidade! Isto para concluir que, o melhor mesmo é aproveitar enquanto cá andamos na nossa bolinha azul! PS: pelo que me apercebi pelos comentarios anteriores a menina esteve doente! Estimo as melhoras!

Vera disse...

Por acaso já não me lembrava desse filme, talvez porque está tão mau que a minha memória selectiva automaticamente o eliminou.

Anyway... realmente, num universo que é infinito somos demasiado pequeninos (um cagagésimo mesmo...). E tal como tudo surgiu tudo pode acabar... ou por mero acaso (o tal calhau que sem querer muda de trajectória) ou com a nossa ajudinha (no fundo somos uns vírus... já diziam os Wachowski)

P.S. Quero só dizer que há diferentes "Anónimos" a comentar o meu blog... uns mais bem articulados que outros, como facilmente se conclui ;)

P.S2. Obrigada pelas melhoras... já estou melhor :)

nao sou anonimo! disse...

coincidencias.... ha as de dois tipos, o tipo olha que fixe, e o tipo olha que merd@... dai para a frente tudo deixa de ser coincidencia e passa a ser o que nos quisermos que seja se quisermos mesmo que seja como queremos... confuso?? onde quero chegar é que se quiseres que algo seja coincidencia acaba por ser coincidencia. estou com fome, e por coincidencia passo ao lado do mac, ou quero estacionar e por coincidencia o unico lugar a sombra esta livre (que fixe) mas por outro lado estou de dieta e o mac so faz engordar, e o unico sitio para estacionar esta mesmo por baixo de uma arvore com os passarinhos a mandar berlaitadas para cima do meu SMART e eu acabei de o lavar (que merda)...ou quero o que quer que seja e por coincidencia isso acaba por acontecer...
nao gosto de pensar que as coisas sao coincidencia, porque para coincidir tem de se procurar a semalhança, o encaixe, o termo de funcionalidade que para o bem ou para o mal cria a similaridade entre o que temos e o que se nos depara pela frente...
as coincidencias tem tendencia a me desviar dos meus desejos e vontades, das minhas ideias e convicçoes, da minha linha de vida e dos meus planos. como dos dias em que so me apetece descancar e todos me convidam para sair, e em que acabo por sair mas depois nao me divirto porque nao era isso que realmente queria fazer. ou como os calcoes que comprei e nunca mais vesti, ou a toalha de praia onde nunca me deitei, porque no dia em que os comprei nao estava sozinho, e embora estando indeciso entre duas, pedi uma opiniao exterior que me levou a escolher pela que ''acho'' que nao gostava tanto... mas que levei porque alguem disse que era fixe. la estao a fazer peso na gaveta....
como aquela atitude que tomei porque alguem me aconselhou por ter mais experiencia e uma visao mais experienciada do mundo, mas que acabou por me deixar na merda porque nao era realmente o que queria fazer, ou dizer ou o que quer que seja... e que depois acaba por criar aquelas ocasioes em que ''por coincidencia'' tudo nos corre mal e ao contrario...
gosto de pensar nas coincidencias como um teste a minha personalidade.. um teste ao meu ego e ate que ponto sou capaz de acreditar que tudo nao passa de acasos que acontecem porque sim, e que quer queira quer nao vao alterar o meu caminho e a direccao do meu fluxo de vida..
nao gosto de grandezas nem de manias, nem de castelos nem de fortalezas nem de estatuas nem daquelas coisas que por serem muito grandes nos fazem olhar de baixo para cima e de muito longe para apreciar a sua sublime magnificencia, mas que ao mesmo tempo nao nos permite aquela atencao ao detalhe e ao pormenor...

continuo a nao ser anonimo... disse...

nao gosto de flores, mas a sua fragilidade e efemeridade cativam-me e da lhes um valor diferente... murcham, secam, partem-se folhas... tudo isso lhes confere algo que........
gosto de pormenores e de detalhes, gosto do pequeno, sensivel e do que passa despercebido a todos aqueles que so se preocupam com as coisas grandes e vistosas... gosto de pontinhos e do valor que lhes pode ser dado, porque por vezes a esses pontinhos podemos atribuir um valor sem valor e com tanto talor que nada o pode contabilizar...
sabes.... só tens o tamanho que quiseres no mundo, basta para isso teres o teu mundo do tamanho que quiseres. se quiseres muitos amigos tens muitos amigos, se quiseres muita roupa tens muita roupa, se quiseres muitos carros tens muitos carros, se quiseres muitos livros tens muitos livros... mas de que te serve ter muitos amigos se nao tens tempo para os conhecer, ou roupa que nao consegues vestir, ou carros que nao consegues conduzir, ou livros que nao tens interesse em ler... chegando ao cumulo e ao extremo, de que te serve teres contigo alguem que nao queres amar? so para dixeres que tens? amigos para ir a festas, roupa para mostrar a esses amigos, carros para ir a essas festas, e livros para fazer fogueiras nessas festas, a qual vais com a tal pessoa que nao queres realmente apenas para nao seres a unica sem um par?
nao acredito que haja coisas dificeis de explicar. prefiro dizer que ha coisas dificeis de entender. o tempo que eu vou perder a explicar, é tempo que nao estou a entender e a absorver...
nao procuro nunca respostas para as coisas que nao consigo realmente compreender, porque se procurar a resposta ela acaba por aparecer, quanto mais nao seja ''por coincidencia''e é por isto que nao gosto de coicidencias... porque me levam explicar aquilo que nao precisa realmente ser explicado.... porque se quiser entender, entendo, e deixa de haver magia e misterio... deixa de ser um desafio, uma luta, uma descoberta.... e eu nao quero deixar de descobrir, porque se nao houvr mais para descobrir, cai-se na rotina de olhar para um palacio, e para uma estatua e dizer olha o palacio, olha a estatua....
gusto de frango, mas nao vou cozinhar sempre frango, porque se o cozinhar estou-me a forçar a comer. Prefiro passer fome a comer frango so para comer, porque,…. Ate é fixe passer fome as vezes,, é bom para a dieta…
na vida ha sempre algo para descobrir... até chegares ao atomo da coisa... e nao acredito que la chegues, porque nao tens tempo para viver para isso.... afinal de contas... ha que aproveitar o verao!

Vera disse...

Beeeeeeeeeem... que dissertação! Há alguém a precisar de fazer um blog! :P

António disse...

Sr Anónimo, Sr Não Sou Anónimo e Sr Continuo a Não Ser Anónimo! Parabens aos três pela dissertação! Gabo essa capacidade de analise "em tempo real" das coisas! Mas confesso que essa dissertação estava mais ao jeito de dissecação! É muita informação para o meu pequeno cérebro versão 486. Mas tives-te bem e a Vera ficou impressionada ....hihihii.

James disse...

Acho que estamos cá de "passagem" somos mais um planeta (o nosso planeta terra) no meio desde universo. Existimos porque num determinado momento deu-se o big bang e gerou-se vida. Obra de quem? Do acaso? Não sei...nunca vamos saber (digo eu). Acho que por esse universo fora "acontecem" muitos big bangs gerando vida aí pelas milhentas galáxias. É um tema um bocado ambíguo. Ficará para a "história" teorias e opiniões dadas por nós (humanos) sobre o tema.

Acredito em coincidências, somos tantos que acabamos por nos "cruzar".

Destino? Não acredito, remetia para uma força megalómana que nos controlava...não estava-mos cá (na Terra) a fazer nada. Seriamos ratinhos de laboratório.

Lá está, é só uma opinião :)

james disse...

Há.

Só que há coincidências que nos fazem duvidar que sejam apenas…coincidências. Mas, mesmo assim, não sou levado a crer que haja alguma força, digamos, superior, que tenha “provocado” essas coincidências. O tal de DESTINO, na minha opinião claro, não existe. Nada me convence que sejamos apenas marionetas de uma peça já escrita.

Se somos racionais e com poder de livre arbítrio, fabricamos nós o nosso destino, através das nossas acções e opções. As coincidências surgem do cruzar dessas acções e opções individuais, e ai já é só e apenas o factor coincidência, sorte ou azar conforme prefiram.

Se fabricamos coincidências? Talvez… Mas talvez não. Aquilo que podemos engendrar de modo a parecer ser apenas uma coincidência, uma feliz coincidência obra do…destino, pode afinal não ser mais do que um aproveitar de uma, afinal, coincidência. Por exemplo, este comentário, ou mesmo os outros de james no teu blog, é uma coincidência? Não, claro que não. A coincidência aqui é tu teres um blog e…

Vera disse...

Sim, "há coincidências que nos fazem duvidar que sejam apenas…coincidências". Já tive várias provas disso ao longo da vida. Mas também prefiro acreditar que somos nós que construimos o nosso caminho e, ou temos sorte, ou temos azar...

Já "encontrei" muitas pessoas e situações por "coincidência"... e... talvez o facto de eu ter um blog também seja responsável de, por coincidência, me encontrarem a mim... :)