segunda-feira, 23 de maio de 2011

Decisões

Sinto um nó na garganta. Daqueles que não nos deixam respirar, e que nos obrigam a suspirar de vez em quando para que entre algum oxigénio nos pulmões. Detesto essa sensação.

Hoje é um daqueles dias em que só me apetecia hibernar. Estou cansada de muita coisa. Tenho sono... muito sono... e o que vejo acordada não é bonito.

Cada vez se torna mais fácil cortar certos males pela raiz. Mas não quer dizer que, ainda assim, não custe fazê-lo. Deixar "velhos" hábitos é sempre complicado. Nunca é fácil abandonar algo que nos deixa feliz, mesmo que, na prática, já não exista nada, senão a esperança de que ainda lá esteja qualquer coisa que renasça das cinzas e nos devolva o sorriso novamente. O eterno problema do "para sempre" ou do "nunca mais". Isto é um pouco estúpido, e vendo bem o facto concreto, talvez esteja a ser demasiado depressiva. Mas a verdade é que custa. Custa mesmo. Há certos abanões que eram escusados...

Estou a ficar perita em tomar decisões pelos outros, quando os outros não têm tomates para o fazer. E parece que, infelizmente, há cada vez mais "outros" desse género...

3 comentários:

Patrícia disse...

Então miúda que humor é este?
Não gosto nada de te "ler" assim.
Mas por outro lado compreendo-te. Também eu, às vezes, tenho vontade de cortar alguns "males" pela raiz.
De qualquer forma, se precisares de um café ou de uma conversa, já sabes a que campainha tocar.
Beijos

Ana Margarida disse...

Eu sou terrível a tomar decisões, em especial pelos outros. Há sempre aquela parte de nós que vê as coisas como gostariamos que elas fossem ou que espera dos outros as mesmas atitudes que nós teriamos. De qualquer forma, é sempre melhor pensar não no que nos deixa feliz mas no que nos fará realmente felizes. Pensar a longo prazo ajuda na tomada de decisões :P
De qualquer forma, boa sorte nas tuas decisões! Eu tenho sempre bolo de chocolate para consolar ;D

sofia disse...

Se tu pudesses ler a minha mente agora verias como te percebo, mesmo sem estar a par do assunto. É difícil deixar as coisas confortáveis, que nos são familiares, que construímos durante anos com carinho e que jurámos manter para sempre. Dá medo abdicar duma coisa que já foi boa, ainda que agora já não o seja assim tanto... E se a alternativa não for melhor?
É por isso que muitos deixam essa decisão para o outro, eu sei porque já o fiz.
Tive sorte... Mas podia não ter tido.
Não te deixes enredar pelo comodismo e pelas relações disfuncionais e viciosas.
Tens, deves, tomar a tua própria decisão.