Agora que o Verão acabou (se é que chegou a começar...), esta faz-me lembrar o regresso fugaz ao Algarve...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Axa - A "Xular" Alegremente
Para que servem os seguros? Para nos protegerem contra alguma situação que pode acontecer, com alguma probabilidade. Claro que quando fazemos um seguro, esperamos sempre que essa probabilidade seja mínima, mas temos consciência que existe. Caso contrário não iamos pagar para que uma entidade nos protegesse contra algo que nunca iria acontecer! É uma garantia. No entanto, parece que há companhias de seguros que não têm esta mesma opinião.
Há um mês atrás, fui acordada em pleno dia de férias pela entrega de uma carta registada da Axa. Tratava-se de uma "denúncia de contrato" com efeitos a partir do mês seguinte, anulando o meu seguro automóvel contra todos os riscos, por decisão da companhia, após reanálise do risco. Curiosamente, a situação do contrato à data do último vencimento era "bonificação por ausência de sinistralidade"!! Como não me apeteceu gastar mais dinheiro com esta gentinha em chamadas telefónicas para pedido de esclarecimento, acabei por ir a uma agência Axa. Então, estas alminhas, acharam que os meus 690 euros anuais não eram suficientes para lhes dar lucro, tendo em conta que tive uma substituição e uma reparação do pára-brisas por quebra acidental, e uma substituição de um vidro por assalto (tudo situações para as quais não tive, obviamente, culpa). Mas a Axa acha que não lhe compete cumprir a sua obrigação de segurar os clientes. Acha portanto que deve ficar com o dinheiro só porque sim... Vendo bem as coisas, se eu tivesse guardado estes 690 euros anuais (que já foi bem mais, antes do período de bonificação), tinha pago do meu bolso os arranjos, e ainda me tinha sobrado bastante (mas, pelos vistos, não o suficiente para que a Axa pudesse encher a barriguinha). Imagino que, se tivesse um seguro de vida celebrado com esta companhia e amanhã morresse, mandar-me-iam uma carta para o cemitério com qualquer coisa como "Vá, como morreu, não queremos mais nada consigo, tá? É que não nos está a dar 100% de lucro!".
O bom disto tudo, é que vou passar a pagar menos pelas mesmas condições. É que, pelos vistos, os "inúmeros descontos" aplicados à minha prestação (segundo me informou uma mediadora da Axa há algum tempo), não deixavam de fazer com que a minha mensalidade fosse uma verdadeira roubalheira.
Só tenho pena de 2 coisas. Uma, é de estes sacanas não terem acabado o contrato há mais tempo. A outra, é de ter reparado (em vez de substituir) o pára-brisas este ano... ainda ficaram a rir-se com 610 euros do meu bolso...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Oficinas Smart Mercedes - The return
Eis senão quando, me deparo com um pneu traseiro em baixo. Pânico: um furo, quando precisava do carro para ir trabalhar, e na véspera de ir de férias para o Algarve. Ok, a pressão no pneu era de 1 bar quando devia ser 2,5. Enchi-o e, cheia de fé (e de inconsciência), aguentou-se durante 400 Km sem alterações. Seria falta de pressão ou um furo que vazava lentamente?
Então não é que o meu pneu tinha mesmo um furo? Não só tinha um furo, como tinha sido remendado de forma provisória. Tendo em conta a definição de "provisório", isto não era minimamente reconfortante.
Tendo em conta a maravilhosa reputação das oficinas Smart Santogal de Lisboa, daqui surgem duas hipóteses:
1 - Os anormais da Smart detectaram um furo no pneu, e repararam-no de uma forma que mais cedo ou mais tarde teria de ser reparada novamente. No entanto, fizeram-no sem me informar da situação, e sem aproveitarem a dica para me usurpar mais dinheiro à conta de uma reparação bem mais dispendiosa ou substituição do pneu. A menos que eles estivessem à espera que eu tivesse um acidente, lixasse o carro todo e a reparação, aí sim, fosse uma mina de ouro para eles, esta hipótese parece-me pouco provável.
2 - Os anormais da Smart roubaram-me um pneu (ou vários...) e substituiram-no por um furado.
Eu devo ser mesmo totó porque, depois disto, o meu bólide está neste momento na oficina da Smart para reparar o A/C (que, convenientemente, tinha uma peça estragada que exige substituição pela módica quantia de 250 euros). Enquanto isso, e já que ontem fez a revisão e inspecção com as peças originais (ou a maioria delas, pelo menos), agora já podem aproveitar para roubarem os pneus todos, os faróis e os espelhos, pois até à próxima inspecção pode andar bem assim...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Longe da vista...
... longe do coração. É assim com muitas coisas. Habituamo-nos a estar longe de algo ou de alguém. Ao princípio custa sempre um pouco, mas com o tempo isso passa... Tudo passa na vida.
De cada vez que vou ao Algarve, isto faz todo o sentido. Apercebo-me das saudades do cheiro, do clima, da paisagem... e o que custa é sempre o regresso...
Back to reality, once again...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Memória
Já há muito tempo que não escrevo nada, é verdade. Não por falta de disponibilidade, não por falta de vontade. Apenas parece que não tenho nada de relevante para dizer. Talvez porque, mal ou bem, a vida vai decorrendo sem muitos sobressaltos. Ou talvez porque já opinei sobre todos os assuntos que causam algum impacto, positivo ou negativo, em mim.
Estive agora a ler alguns posts antigos e dei-me conta que, ainda há pouco tempo, estive para escrever sobre esses temas, sem lembrar-me que, afinal, já o fiz. E no outro dia estive a fazer a lista dos meus Dvd's, só para não correr o risco de comprar em duplicado (sim, já ia acontecendo várias vezes). Ok, é um facto que a minha memória anda cada vez pior, e começo seriamente a ficar preocupada com a eventual amizade precoce com o "senhor alemão" (se me virem a deambular pela rua meio desorientada, será grave!). De qualquer forma, prefiro pensar que é apenas um caso de memória selectiva, em que já não dá para registar tudo. Cheguei ao limite do meu disco rigido e agora tenho de ir apagando as coisas menos importantes. A minha RAM, se calhar, é que precisava de um upgrade para tornar tudo isso mais rápido e eficaz...
Começo a perceber porque é que a memória recente é sempre a primeira a desvanecer-se. É aquela que já só fica gravada aos bocadinhos... fraccionada... só as partes que interessam realmente (um verdadeiro fotoshop, muitas vezes incoerente). Será isso um sinal de maturidade ou de desinteresse? É um facto que cada vez mais consigo ligar o piloto automático e não ouvir uma única palavra do que me estão a dizer (coisa que me irritava profundamente que a minha mãe fizesse (e ainda irrita) quando eu era pequena e dizia coisas "importantissimas" sem interesse nenhum). Ou será que as coisas boas aconteceram sempre no passado e as novas não têm o mesmo encanto? Bem, nesta hipótese não acredito mesmo. Até porque prefiro pensar que agora é que as coisas boas vão acontecer...
domingo, 26 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Next Stop: Rome
A expectativa era muito grande... até porque seria, eventualmente, a única cidade que, na minha cabeça, poderia destronar Barcelona do nº1 do meu Top. Posto isto, uma palavra para descrever Roma será “desilusão” ou, em 3 palavras, “mais do mesmo”. Um intrincado de ruas que parecem ter florescido ao acaso, transformando numa verdadeira epopeia a tarefa de não me perder, tendo em conta o meu sentido de orientação duvidoso e a frequente ausência de indicações e mapas não fidedignos (gostei particularmente daqueles que se esqueciam do "Você está aqui"). Isto, acrescido ao facto de não ser uma cidade propriamente plana, torna-se cansativo e irritante. Mas ok, tudo se perdoa quando vale a pena... o pior é quando não vale. A sensação que tive foi de ter visto coisas bem mais bonitas no Louvre do que em Roma inteira. Aliás, Paris dá 10 a 0 a Roma... e Barcelona então, nem se fala. É como comparar a Praça de São Pedro com a Praça de Espanha e Palácio Nacional, ou a escadaria Trinità dei Monti com a entrada no Parque Güell, a Fontana di Trevi com a Cascada, a Villa Borghese com o Parc de la Ciutadella, ou ainda a Via del Corso com a Rambla... Anos luz de grandiosidade e beleza, a favor de Barça! A frase que mais vezes pronunciei mentalmente foi "É isto??". Realmente uma das guias disse uma coisa bastante interessante: enquanto os gregos se preocupavam com a beleza e a perfeição, os romanos preocupavam-se com a protecção estratégica. Nesse sentido sou 100% grega. Por falar em guia, até nisso é preciso ter sorte... para que não apareça nenhuma abécula demasiado cansada (às 11h!) sem vontade de contornar 20 metros de obras para mostrar parte da Piazza Navona, e que se limita a dizer “isto é A” e “aquilo é B.” Noutras siuações vale a pena, nem que seja para não ficar nas looooongas filas. No Vaticano tive sorte pois, pelos vistos, foi um dia com pouca gente. Os museus com os tectos com muitas pinturas e ornamentos (nada de cair o queixo) e com a visita à Capela Sistina deixando bastante a desejar. A explicação das imagens dos frescos ficou impedida por não se poder falar lá dentro (enquanto outros guias o faziam perfeitamente, e enquanto os seguranças gritavam a toda a gente para sair daqui, para sair dali, para não tirar fotos, para se calarem... enfim... a sensação de estar no meio de um curral). Ok, Michelangelo era um cromo, foram os primeiros frescos dele e pintou aquilo à primeira, e deu tudo muito trabalho. Mas... já vi desenhos mais bonitos (Louvre, again)... Se calhar porque foi em Roma surgiu o verdadeiro conceito da reciclagem: tirar daqui para construir ou guardar acolá. Para a Basilica de São Pedro tenho apenas 2 palavras: Sagrada Familia. Curiosamente, e ao contrário de tudo o que seria expectável, o que eu mais gostei foi do Coliseu. Aquele que tem o curriculo mundial de mais mortes por metro quadrado, e apesar de não ser de todo o que foi outrora, não deixa de ter impacto. Aproveitei também para ir ao monte Tivoli na esperança de que a Vila D’Este fosse qualquer coisa de espectacular... mas a Fontana di Nettuno, apesar de bonita, não vale o preço da entrada.
Posso dizer que comi uma carbonara muuito boa (mas também há semelhante em Lisboa), e quanto aos gelados é preciso saber escolher. Ficam as dores em músculos que eu nem sabia que tinha, as bolhas nos pés, os litros de transpiração (ajudados pelo calor brutal ao contrário da chuva e frio previstos pela meteorologia...) compensados pela água que se bebe em qualquer fonte da cidade (levar sempre uma garrafa vazia na mala!).
Não cheguei a atirar moedinhas para a Fontana di Trevi... nenhum dos 3 desejos possíveis está nos meus planos próximos...
domingo, 12 de junho de 2011
Clarividências
Hoje, e no espaço de uma semana, tive a segunda visão iluminada, um pensamento de total clarividência, que traduz mais um ponto fulcral da minha vida.
Falta-me a Arte. Não como hobby. Como vida. Falta-me viver dela. A música, o desenho. O meu percurso está completamente viciado e desviado do ideal.
Uma vida perfeita tão inalcançável...
sábado, 11 de junho de 2011
Cabo Verde
Por uma mera questão de datas, o destino de férias foi a Ilha da Boavista. Esperava por mim uma semaninha num resort recém-inaugurado, naquela onda do tudo incluido. Nunca tinha ido a Cabo Verde e, sinceramente, não era propriamente um destino desejado. De facto, ao chegar à ilha, deparei-me com tudo menos com o aspecto idílico de um paraíso. Um terreno árido, tipo "terreno de obras", uma pequena cidade com muitas casas em processo "eterno" de construção, muitas cabrinhas e burros a pastarem livremente (a comer e a beber não sei bem o quê...) com algumas carcaças caidas pelo meio, e um percurso de autocarro durante meia hora, só metade dele em estrada alcatroada... Não fiquei propriamente fã, é verdade. A praia em si é banal, em tudo semelhante a muitas das nossas, à excepção do número de pessoas presentes... Muito vento (bandeira invariavelmente amarela ou vermelha), água não muito quente, friozinho à noite... e a comida...ai a comida... ou sou eu que estou mal habituada, ou o tempero Tuga faz sempre falta nestes sitios. Quanto ao resort, ainda a meio gás, pude contar com um quarto pequeno sem separação física com a casa de banho (à excepção de uma porta para a sanita), no meio de curto-circuitos (e "técnicos" que percebiam menos de electricidade que eu...) e uma piscina que será insuficiente quando se atingir a total capacidade do empreendimento.
Com a vantagem de estar apenas a 4 horas de viagem, fica a simpatia do povo e um escaldãozinho... Mas ainda assim, e por 3 horas, prefiro a minha ilha "deserta" e a comidinha da mamã...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Decisões
Sinto um nó na garganta. Daqueles que não nos deixam respirar, e que nos obrigam a suspirar de vez em quando para que entre algum oxigénio nos pulmões. Detesto essa sensação.
Hoje é um daqueles dias em que só me apetecia hibernar. Estou cansada de muita coisa. Tenho sono... muito sono... e o que vejo acordada não é bonito.
Cada vez se torna mais fácil cortar certos males pela raiz. Mas não quer dizer que, ainda assim, não custe fazê-lo. Deixar "velhos" hábitos é sempre complicado. Nunca é fácil abandonar algo que nos deixa feliz, mesmo que, na prática, já não exista nada, senão a esperança de que ainda lá esteja qualquer coisa que renasça das cinzas e nos devolva o sorriso novamente. O eterno problema do "para sempre" ou do "nunca mais". Isto é um pouco estúpido, e vendo bem o facto concreto, talvez esteja a ser demasiado depressiva. Mas a verdade é que custa. Custa mesmo. Há certos abanões que eram escusados...
Estou a ficar perita em tomar decisões pelos outros, quando os outros não têm tomates para o fazer. E parece que, infelizmente, há cada vez mais "outros" desse género...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
À espera...
Detesto esperar. Seja pelo que for. Seja quando for. Talvez seja por isso que sempre primei pela pontualidade. Talvez seja por isso que quando ando a pé ou conduzo, não consigo ir devagar, e tenho de ultrapassar, cortar as curvas e evitar obstáculos, mesmo quando não tenho pressa. Talvez seja por isso que detesto ter assuntos pendentes, mesmo que saiba que os vou resolver, embora não naquele momento.
Já muitas vezes esperei longamente por algo. Mas a espera, quando longa (e aqui o conceito de "longo" pode ser mais ou menos restritivo), parece que tira o brilho da conquista. Tudo o que ultrapasse o timing certo, acaba por perder o interesse.
Não tenho paciência para esperas. Ou é, ou não é. Ou se faz, ou não se faz. É seguir em frente.
domingo, 24 de abril de 2011
Farmácias - Até parece função pública
Felizmente não tenho tido grande necessidade de ir a farmácias comprar medicamentos, e portanto não vou generalizar. Até porque quando se trata de medicamentos de rotina ou para situações crónicas, geralmente não costuma haver grande problema (pelo menos comigo). Agora para as situações agudas é que são elas. Ou tenho tido pouca sorte, ou comprar um simples antibiótico revela ser uma verdadeira epopeia nos meandros do farmaco-negócio. Já nem falo aqui da alteração da prescrição médica conforme convém, nem do pôr em causa a própria prescrição, dando informações erradas (por ignorância ou, novamente, por conveniência) ao doente (e isso é bastante frequente, mais do que se possa pensar!...). Falo de uma coisa tão simples como desconhecer a posologia de um medicamento mas falar como se soubesse, dando informações erradas. Falo de uma coisa tão simples como desconhecer que um medicamento existe em embalagens de 1 ou de 10 comprimidos (claro está que a embalagem que conhecem é sempre a de 10...). Pior, depois de consultarem o seu registo informático, continuam a dar as mesmas informações! Será que foram eles que fizeram esse registo à mão? Será que não sabem simplesmente consultar um simposium ou prontuário terapêutico (uma coisa que deveria ser BÁSICA e existente em qualquer farmácia!). Mas num país de chico-espertos outra coisa não seria de esperar. É bem melhor "não ter em stock" um medicamento mais barato... e curiosamente ter todas as embalagens XXL dos mais caros (se for a farmácia de serviço, então melhor ainda, pois não dá grande margem de manobra para quem precisa mesmo do medicamento). E já agora, se possível, vamos minimizar a frustração de ficar com 500 comprimidos a mais, aumentando um pouco a dosagem e os períodos de admnistração... Se correr mal, a culpa é sempre do médico... aquele otário que não sabe que aquele medicamento é caríssimo e ainda por cima só existe em embalagens grandes... e que nem foi capaz de lhe dizer correctamente como é que o deveria tomar!
Para a próxima perco a vergonha e a paciência e levo um prontuário comigo... ou simplesmente peço gentilmente para abrirem a embalagem e lerem a bula em voz alta à minha frente. Isso sim, seria bonito de se ver, de preferência em frente de uma multidão de velhotes que todos os meses lá deixam mais do que deviam...
sábado, 23 de abril de 2011
A música da semana XIII
Andou no repeat do meu ipod durante esta semana, desde que a re-ouvi no concerto de Expensive Soul no passado sábado (grande achado que eu fiz!... Ainda por cima de borla e a ficar a 2 metros do palco... lol). Confesso que não fazia parte da minha selecção musical (estive em dúvida se a adicionava, mas optei por não o fazer pois parecia-me um pouco deprimente...). Mas afinal...
Muito bom. Mas ao vivo tem outro encanto, principalmente pelo "Sparará pauuu"... lol
domingo, 10 de abril de 2011
O Surfista
Domingo. 8h30. 16ºC. Espero pelo elevador que, estranhamente, demora a chegar tendo em conta o momento. Alguém está a demorar a entrar... Sim, vem com alguém. Um vizinho que não conheço. Bem moreno, com os seus 30 e muitos. Ar descontraído e educado. Uma mochila e uma prancha de surf. Tem o carro lá fora. Eu desço para a garagem. Chego ao trabalho e no caminho que faço do carro até à entrada, o vento corta os meus braços incautos sem mangas. Frio, falta de vontade, e um dia que promete companhia inútil e desmotivante.
Dava tudo por uma boleia para a praia... só para ver alguém surfar...
sábado, 2 de abril de 2011
Pensamento do dia XVIII
domingo, 20 de março de 2011
Expensive Soul
O dia do pai, a noite da maior lua dos últimos 18 anos, e a noite do 1º concerto do ano.
Já há muito tempo (desde que apareceram) que gostava dos singles que os Expensive Soul iam lançando, mas nunca me tinha dado ao trabalho de ouvir os albuns de uma ponta à outra. Depois da curiosidade não concretizada no SW10, lá me decidi a descobrir um pouco mais sobre esta banda e... não é que mais uma vez o meu feelling não me desapontou? Ando viciada em várias músicas (têm-me acompanhado nas minhas viagens diárias há um bom par de meses), e o concerto intimista no São Jorge não podia ter sido melhor. Desde os coros, até aos músicos clássicos (a harpa no "Quero ver-te outra vez" foi sublime!!), passando pelas participações do Rui Veloso com o seu "Porto sentido" e da Kika Santos na "Sinfonia do Amor" (nunca pensei ouvir isto ao vivo!!), até ao cenário, às luzes e claro, toda a mística do espaço e da acústica que proporcionou um verdadeiro ambiente de encontro de amigos. Uma relação fantástica com o público, que me deixou com um sorriso nos lábios. New Max mais contido (e impossibilitado de andar mais longe pelo comprimento do fio do microfone... lol) e a energia e alegria esfuziante de Demo, transpareciam o verdadeiro culminar, numa hora e 45 minutos, de muitos anos de luta por um estilo musical difícil de vingar em Portugal. A selecção musical parecia ter sido feita por mim, saltitando por entre o "Tem calma contigo", com um cheirinho do "Eu e tu o quê?", passando pelo "Dou-te nada", "O Tempo Passa", "Contador de histórias", "Brilho", "Acordo às 5", "Recado", "Só contigo", "Eu não sei", "13 Mulheres", "Sara", "Quero ver-te outra vez", "Falas disso" e terminando com o "O Amor é mágico" (tocado pela segunda vez, para pôr o pessoal mais uma vez aos saltos).
Já há algum tempo que não gostava tanto de um concerto. Aqui fica uma versão d'O amor é mágicuuuuu, parecida à que assisti ao vivo ;)
sábado, 12 de março de 2011
Cativar...
"Porque é que nos destabilizam?" É uma coisa que tenho ouvido muito ultimamente. Às vezes a felicidade passa por uma certa ausência de acontecimentos. Não andamos esfuziantes, mas também não andamos tristes, e às vezes isso basta para que consigamos realizar as coisas do dia a dia, simplesmente por não haver nada que nos destabilize e nos faça perder a vontade, já por si pequena, de fazer as tarefas a que somos obrigados.
Porque nos destabilizam então? Essa pergunta toma mais relevo quando o motivo da destabilização é frívolo. Quando é apenas um jogo com um jogador e uma bola que é manejada da forma que convier. Torna-se simplesmente incompreensível. E lá se vai a concentração. O alvo torna-se completamente diferente, transplantando-se para algo que até há bem pouco tempo simplesmente não interessava.
É mau que nos destabilizem? A água tanto bate na pedra que esta se transforma em pó... e é levada pela corrente para outro sítio qualquer, onde fica perdida quando a maré baixa... A pedra não volta a ser a mesma. A água rouba um pouco dela, dissolve-a, mas continua o seu caminho a desgastar outra costa como se nada fosse... Ou não?
"Tu não és ainda para mim
senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo..."
terça-feira, 8 de março de 2011
Pensamento do dia XVII
"Não é por raparmos o nosso prato que os pobrezinhos vão deixar de ter fome."
O discurso do coitadinho é uma coisa que me tira do sério. Principalmente quando o coitadinho elege a sua desgraça como sendo a mais sublime, e torna-se ofensivo para quem, segundo ele, não será detentor de uma desgraça tão grande e que, portanto, não tem o direito de se queixar. Veja-se numa sala de espera de um hospital, ou num simples encontro de velhotes. É uma verdadeira disputa sobre quem tem mais doenças ou a doença mais grave. E há mesmo um prazer masoquista em vencer esta competição! No caso da classe mais jovem, a disputa será em torno do emprego, do ordenado, das horas de trabalho, dos horários...
Há sempre coitadinhos mais coitadinhos que nós. Mas não é por isso que deixamos de ter o direito de querer para nós melhores condições, sejam elas relativas ao que for! E quem diz "dá graças a deus por teres o que tens", bem pode ir dar uma volta, pois a tradução dessa frase é "deves ficar feliz pela desgraça alheia"! Aquilo que nós próprios sentimos, sofremos, desejamos, só a nós nos diz respeito, e só nós temos a noção da sua dimensão. O impacto que algo tem numa pessoa pode não ser o mesmo que tem noutra. O que me deixa triste ou feliz pode ser indiferente para outra pessoa qualquer. Não podemos distribuir o sofrimento por níveis de gravidade, se esse sofrimento não for o nosso. Não somos nós que estamos errados por querermos mais. Os outros têm ainda menos? Infelizmente não é o facto de nos resignarmos que vai dar-lhes mais daquilo que lhes falta.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Pensamento do dia XVI
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
"Assim também eu!"
E, ontem, terminei a minha jornada teatral a assistir à 1ª peça da recentemente formada companhia de teatro Nós-Mesmos. E não podia ter terminado de melhor maneira. Foi muito divertido, principalmente na interacção com o público (então a parte final é um must!!). Simão Rubim sempre em grande, acompanhado de maneira sublime por Vanessa Agapito (que já conhecia d'O mocho e a gatinha e d'A arte do crime), e por João Marta (uma agradável surpresa, cheio de piada, e com uns bicípetes... ui! lol). Tal como foi pedido, não vou dizer pormenores sobre a história, mas saliento que é uma peça a não perder (eu, pelo menos, provavelmente voltarei a ir... eheh).
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
"Paranormal"
E ontem regressei ao sítio do costume para ver esta peça interpretada por Joaquim Monchique. Num tipo de humor muito diferente da 1ª peça desta semana (do qual sou especialmente fã), não deixa de ser uma peça com passagens engraçadas. Monchique consegue fazer várias personagens ao mesmo tempo, e saltitar entre cada uma delas de forma exemplar, caracterizando-as muito bem. Apenas acho que os movimentos corporais representativos da "incorporação", deviam ser mais do género convulsivo... lol.
Como pontos negativos, além de ter ficado atrás da pessoa mais alta no Km2 circundante, foi um pouco irritante assistir a gargalhadas sonoras com coisas que não tinham propriamente piada... Já para não falar no riso só para acompanhar os outros. Veja-se o caso do rapazito que estava sentado ao meu lado, que ria só para parecer "integrado", ou começava a rir quando suspeitava que ia sair uma piada mas afinal era falso alarme... Mas acho que isto acontece quando os actores têm alguma reputação e são bastante conhecidos (já não é a 1ª vez que assisto a este fenómeno). Às vezes basta aparecerem... mesmo que o texto seja tipo "Malucos do riso".
Começo a denotar um padrão... o que estraga as peças de teatro é o público! lol. (vou começar a comprar os bilhetes todos, para ficar sozinha na plateia... ihihihih)
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Do you believe in God?
Eu prefiro acreditar no Universo... aquele que atira pedras aos seus fans...
Para a próxima manda um meteorito, tá?!
Mais uma...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
"A Bíblia...
...Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada)", foi o 1º espectáculo desta semana que promete ser muito teatral (não há fome que não dê em fartura!). E no 3º ano em cena, lá consegui finalmente ir assistir a esta peça.
Muito ao género d'As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos, com 3 actores retratando várias passagens da Bíblia a um ritmo alucinante, com algum improviso e muita interacção com o público. É mesmo possível sentirmo-nos em diálogo com os actores (houve mesmo quem o fizesse), e é excelente para soltar umas fortes gargalhadas. O ponto negativo foi ter ficado ao lado de um casal que abanava toda a fila de cadeiras de cada vez que se ria, e que pensavam ser eles as personagens principais, não parando de mandar piadolas. Os momentos altos foram sem dúvida a personificação de uma truta por um elemento do público (sim, se forem assistir a esta peça preparem-se para ir parar ao palco... mesmo que não fiquem na 1ª fila :P), e a intervenção de uma menina que tinha uns brinquedos iguais aos da arca (incluindo a Hello Kitty... lol).
Gostei bastante. Os 3 actores estão ao mesmo (bom) nível e proporcionam um serão bastante divertido.
P.S. Ah, vou passar a adoptar o "Häagen-Dazs" quando me apetecer dizer asneiras.
domingo, 9 de janeiro de 2011
1º Amor
Ontem, no maravilhoso mundo do Facebook, em que há sempre um amigo que conhece um amigo do amigo, fui dar de caras com o meu primeiro Amor, o que não deixa de ser uma coincidência engraçada visto que já tinha pensado muitas vezes em escrever este post (a última vez foi mesmo na semana passada), só não sabia como começar.
E para quem não acredita no amor à primeira vista, e muito menos no amor em tenra idade, isto aconteceu mesmo. Gostei dele no momento em que o vi, ainda na escola primária, e guardo para sempre essa imagem. Estava ele à porta do edifício, com o seu "kispo" azul, com o qual iria mais tarde tirar a fotografia do 5º ano. Era um ano mais velho, e não me lembro se o voltei a ver até um ano depois, já na C+S, em que, por ele ter chumbado, ficou na minha turma durante dois anos. Acabou por ser o rapaz que se foi juntando ao meu grupinho de amigas, e por isso partilhámos muitos e bons momentos juntos, naquele que seria, sem dúvida, o melhor ano da minha adolescência. Recordo com saudade vários episódios, vários cenários, memórias e imagens tão reais que duvido que algum dia esqueça. Fui mesmo feliz. Não, nunca aconteceu nada entre nós. Foi uma espécie de amor platónico e secreto, em que, já em turmas diferentes, os únicos momentos em que eu tentava vê-lo, ou passar perto, acabavam sempre por ser boicotados, involuntariamente, pelas minhas amigas. Ainda assim, continuei a gostar dele e a quase ter um enfarte de cada vez que o via, já no secundário (o que era raro pois andávamos em escolas diferentes, mas muitas vezes passava na minha rua para ir a casa de um amigo). Tudo a partir daí foi desinteressante. Foi mesmo preciso vários anos para que me voltasse a apaixonar (excluindo, obviamente, vários "fraquinhos" passageiros e inconsequentes).
Confesso que na altura o meu coração andou, de tempos a tempos, dividido com outro rapaz da turma, por quem todas as miúdas (incluindo eu) babavam por ser o mais giro. Curiosamente, já nos tempos da faculdade reencontrei esse rapazito e os anos não foram simpáticos com ele: barrigudo e careca já há uns bons anos! Já o André, embora mais gordo, continua igual, com a graça daqueles enormes olhos castanhos. Se pensar bem, acho que foram mesmo esses olhos que me levaram a gostar dele. Claro que depois com a convivência, fiquei com a ideia de que era uma boa pessoa, mas pouco fiquei a saber sobre os seus interesses (que naquelas idades também ainda não estão bem estabelecidos), e portanto, pensando bem, este amor era uma completa parvoíce.
Isto tudo podia ter servido para aprender com os erros... mas é apenas mais uma prova de que as pessoas não mudam. É que no meio disto tudo, duvido mesmo que algum dia ele tenha desconfiado que eu gostava dele... ou até desconfiou, mas de certeza que rapidamente lhe tirei essa dúvida. É que, infelizmente, nunca fui de mostrar que gosto de alguém se não tiver, pelo menos, uma grande desconfiança (tipo... 99,9%) de que o sentimento é mútuo. Isso é mau. Mas o pior é que consigo obter precisamente o efeito contrário. Chego mesmo a ser arrogante e acabar por afastar essa pessoa. E, claro, foi o que acabou por acontecer... (vá... riam-se... a última palavra que lhe disse foi... "Borrego!!")
Tudo isto para dizer que, uma pessoa que teve um lugar e uma importância excepcional na minha vida, nem sonha que os teve, da mesma forma que outras que passaram e passam por mim, nunca o saberão. Tudo porque é dificil dizer apenas "gosto de ti", com todas as letras, sem subterfúgios ou jogos do gato e do rato. Perde-se tanto tempo com isso... perde-se tanta coisa...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
There is a chance...
E até acredito que pode haver salvação, quando uma senhora, debaixo de verdadeiro dilúvio, baixa o vidro do carro para agradecer o facto de a ter deixado entrar na minha faixa...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Secret Wishes...
Café
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Pérolas da Função Pública - Parte VII
Eis senão quando, recebo hoje, uma notificação da SS com data de dia 21, a dizer que "não haverá lugar à atribuição do subsídio de doença" com o fundamento de "não ter o registo de remunerações" (e portanto, não ter trabalhado) num mínimo de "6 meses seguidos ou interpolados".
Ora... eu já trabalho, sem interrupções, há 6 anos, e com as alterações que houve na função pública e afins, desconto para a SS há quase 4 anos. Então porque raio?????
Liguei para a linha de apoio (sim! daquelas do "para falar de X prima Y", e lá falei com um assistente, que, obviamente teve acesso a todos os meus dados no computador (sim, porque da maneira como se trabalha lá, eu até pensei que tivesse havido algum incêndio que destruisse os papiros onde têm as informações vitais do trabalho de cada um dos portugueses). Confirmou, portanto, que há muito tempo que ultrapassei o limite de 6 meses necessários para ter direito a subsidio de doença, e como tal, a notificação está errada.
Soluções? Tal e qual como se a notificação estivesse correcta, tenho à mesma de reclamar (presencialmente ou por carta), no prazo de 10 dias úteis, apresentando fotocópia da notificação, do CIT, e já agora da informação de interrupção da baixa (que obviamente não seguiu, uma vez que o processo nem sequer foi aceite). Fiquei também a saber que, apesar da carta ser do dia 21/12, não sendo registada (e, como tal, não existindo provas do dia em que a recebi), o prazo é a partir do dia em que a recebi (ou seja, se calhar só me vai apetecer recebê-la pra semana...).
Portanto, em poucas palavras, vou ter de perder mais do meu precioso tempo, para dizer a uns incompetentes, aquilo que está registado nos ficheiros deles. Para a próxima talvez receba uma carta a dizer que não existo, para me obrigarem a ir lá mostrar que afinal sou de carne e osso... o que eu faria com muito gosto, se o pudesse provar esmurrando os atrasados mentais responsáveis por tanta imbecilidade.
P.S. Só espero não ser atendida outra vez pela croma psicótica das ideias persecutórias...
Pérolas da Função Pública - Parte VI
Mais uma vez precisei de ficar de baixa... e mais uma vez cometi o maior acto de burrice ao interrompê-la. Por esse mesmo motivo, dirigi-me a uma repartição da SS para, por escrito, dar essa informação (já que, por carta está provado que não vale a pena), visto (teoricamente) ter 5 dias para o fazer.
A senhora que me atendeu, apesar de simpática, tratava-me por "tu" como se nos conhecessemos há anos, escrevia no computador apenas com 1 dedo, e praticamente riu na minha cara ao dizer que não era preciso nada daquilo, uma vez que provavelmente o processo já tinha dado entrada, e o pagamento total já estaria em curso. Dessa forma, o que iria acontecer (mais uma vez!!!) seria eu ter de ir (mais uma vez!!!) à tesouraria para devolver os pagamentos indevidos.
Ok. Respirei fundo. Mas, afinal, no computador ainda nem tinham a informação da minha baixa, o que seria normal, uma vez que tinha sido enviada pelo correio há pouco tempo... (e até que eles leiam alguma coisa... ui! Se é que sabem ler!), e portanto, até poderia ter a esperança de não ser obrigada a voltar lá...
...Naaa ...não sou assim tão ingénua!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Sabedoria popular
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Merry Xmas!
E no dia do solstício de Inverno (sim, a partir de hoje, os dias começam a ser maiores... e, portanto, o Verão está quase aí à porta!!), aqui ficam os meus (nossos) votos de Feliz Natal!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
"Caveman"
Ao princípio um pouco céptica em relação a esta peça, fiquei totalmente rendida ao texto, ao humor e à representação de Manuel Marques. As diferenças entre os homens e as mulheres são retratadas na perfeição, e o que se passava no tempo das cavernas explica muita coisa! O homem caçava, a mulher colhia, e isso reflecte-se ainda nos dias de hoje. O tipo de conversa e de interacção entre homens e entre mulheres são explicadas com toda a lógica, e é ideal para as mulheres que não compreendem os homens e para os homens que não compreendem as mulheres. Em cena no Teatro Armando Cortez, e apesar do preço ser um bocadinho abusivo (aproveitem a promoção leve 4 pague 3, até ao dia 25), é obrigatório! Riam e aprendam!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Animais
No outro dia num programa de televisão, falavam de um canil de abate que está a abarrotar de animais abandonados e, tal como o nome indica, terá de os abater a curto prazo. O que mais me chocou foi saber como é que os animais lá vão parar. São os próprios donos que os levam, e pagam uma taxa para os deixar lá... taxa essa que serve para pagar o medicamento que irá matar aquele que um dia, e durante anos, foi o seu amigo de 4 patas! E mesmo depois de isso lhes ser explicado, não se demovem da sua decisão de condenar à morte um animal que já não lhes interessa. Porque cresceu e aquele carinho inicial por um bebé desapareceu, depois da euforia irreflectida de levar para casa um animal sem ter condições para o ter, sem pensar que vai crescer, vai perder pêlo, vai trazer despesas (às vezes bem elevadas), e vai obrigar a dispender tempo com ele.
Não consigo compreender como as pessoas são capazes de fazer uma coisa dessas. Capazes de tamanha falta de sentimento. É o acto mais egoista que se pode ter. Mas o que se pode esperar quando as pessoas agem exactamente da mesma maneira quando decidem ter um filho porque querem (porque ninguém pede para nascer) apesar de não terem as mínimas condições (emocionais, económicas, sociais) para o ter. A única diferença é que ainda não há hoteis de abate para crianças. Mas muitas vezes o abandono é semelhante. Dá muito trabalho educar uma criança e criá-la com amor, mas temos sempre as Playstations para os entreter. No caso dos animais, quando começam a dar muito trabalho, é mais fácil abandoná-los, pois do ponto de vista social ninguém é condenado por isso.
Há animais ditos racionais que, esses sim, deviam ser abatidos.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Pensamento do dia XIV
"As relações são como um bonsai..."
... têm de ser trabalhadas. Não podem ter sol a mais, não podem ter sol a menos, não podem ter água a mais, não podem ter água a menos...
Margarida Rebelo Pinto
Açúcar
No momento em que o açúcar se esgota e é racionado nos supermercados, constituindo um verdadeiro drama para quem quiser preparar uns docinhos nesta época natalícia, foi confeccionada no Porto a maior aletria do mundo... utilizando 60 kg de açúcar! Ficamos assim com mais um recorde do Guinness (que, a seguir ao futebol, é a única coisa pela qual Portugal luta sempre com unhas e dentes). Ok, pelo menos contribuiu para a angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Pode ser que agora se lembrem e façam a maior ceia de Natal do Mundo e a ofereçam a quem precisa.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Eremita
Nestes últimos dois longos meses fui outra vez obrigada a voltar a andar de metro. Isto de partilhar o mesmo espaço com os outros, tem muito que se lhe diga. Muitas vezes nem é fácil partilha-lo com os conhecidos, quanto mais com gente que não conhecemos de lado nenhum. Isto porque contactamos com a educação alheia (ou falta dela). Deixamos de ter a protecção que o nosso veículo motorizado nos confere, onde não apanhamos chuva nem frio, onde ouvimos a música que queremos, e onde não temos de aturar a falta de civismo, o barulho, nem o cheiro de ninguém. Cada vez mais, acho que a solidão não é, de todo, negativa.
Isto reporta-me para um episódio que me aconteceu este ano, talvez no último dia de praia. De repente vi a sombra do meu chapéu ser usurpada por duas crianças que surgiram do nada. Quando finalmente me senti incomodada por não poder usar o meu próprio espaço e a minha desejada sombra perante um sol que me carbonizava, tive de perguntar às pequenas criaturas onde estavam os pais delas. Estavam no restaurante atrás da zona dos chapéus. Algures por ali. Para ter filhos assim, vou já ter uns 10. O engraçado, é que, pelos vistos aquelas não eram as únicas crianças que andavam por ali a brincar nos chapéus alheios, e pior, a incomodar quem por lá estava, enquanto os papás faziam a vidinha deles, sem se importarem, e pior, sem lhes explicarem as regras básicas da educação e de como viver em sociedade.
E daqui surge o mais recente episódio, em que, em pleno refeitório, eu previ que um miúdo com não mais que 4 anos me iria "bater" quando eu passasse, pelo gesto rotativo que iniciou com os braços, a ganhar balanço para o golpe, à medida que eu me aproximava. Devo dizer que não o conhecia, da mesma forma que não conhecia a adorada mãe que nada fez ou disse ao ver o acto educado e civilizado do seu rebento. Talvez um dia mais tarde o seu filhote lhe dê um estalo quando ela não lhe quiser dar dinheiro para uns gramas de coca.
As pessoas não se importam com nada para além delas. E eu só tenho pena de ter sido educada da maneira oposta. Daquela maneira em que não devemos fazer aos outros o que não gostariamos que nos fizessem a nós. Era bem mais feliz se me estivesse a borrifar. Gostava de não ter a noção de que dar um passo para a esquerda é o suficiente para permitir que mais alguém entre no metro. Era bem mais feliz se fizesse ultrapassagens sem me importar de obrigar alguém a travar. Era bem mais feliz se não desviasse o chapéu de chuva para evitar bater no da outra pessoa que vem na minha direcção. Chego à triste conclusão que ser mal educado e egoista, é a única maneira de ser feliz em sociedade. Isto porque não dá para ser feliz lutando contra uma maré negra, podre, sedimentada na ausência de valores.
Às vezes (muitas vezes) só queria ser eremita.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Achado musical III
Que um site leva a outro, e que um vídeo leva a outro, já eu sabia há muito tempo. Só não estava à espera de descobrir esta música. A primeira reacção foi pensar que seria uma versão de uma qualquer música (boa por sinal) que eu não conhecia, o que me levou a fazer uma rápida pesquisa pelo google. Curiosamente, parece que é mesmo um original de uma miúda (ou da sua banda) que anda agora na berra (e até já foi dada como potencial vencedora) nos "Ídolos". Não posso dizer que gosto dela a 100%, mas de facto, tenho de admitir que esta música podia muito bem estar a ser cantada por uma qualquer cantora internacional. Curiosamente também, algo me diz que será talvez a única concorrente deste tipo de programas, que ainda irá dar que falar...
domingo, 7 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Night's Fashion
Isto de sair à noite, pode ser realmente the vision of hell e, no outro dia deparei-me com um espectáculo decadente a grande escala. Isto porque nunca tinha visto tanta croma junta por metro quadrado...
É certo e sabido que hoje em dia, para sair à noite, as miúdas acham que a indumentária adequada é um conjunto de qualquer top com decote até ao umbigo, uma micro-saia (vulgo, cinto), e sapatos de salto agulha (um mimo para a calçada portuguesa). Tendo em conta as baixas temperaturas e chuva dos últimos dias, é sem dúvida a melhor maneira para sair de casa. Só por aqui já é ridículo. Mas o melhor foi vê-las, de braços abertos, a andar sem usar as articulações dos joelhos, a tentar equilibrar-se a cada passo que davam. E não, não estou a exagerar. Ok, basta sair à rua para encontrar pelo menos uma mulher que usa saltos altos mas que não sabe andar neles. Mas ver assim de repente, umas 5 miúdas (sub-20, de certeza), a desafiarem a lei da gravidade, foi de facto digno de riso... No regresso ainda encontrei outra, sem dúvida mais inteligente, pois caminhava descalça, com as sandalinhas fashion na mão...
Mas mais ridículo ainda, é: qual é o objectivo de toda esta produção? Quando uma mulher/miúda sai para a noite vestida de quenga, está à espera do quê? É que se quer parecer mais vistosa que as amigas, vai conseguir de certeza... mas no mau sentido! E se quer "dar uns beijinhos", também é certinho, mas tem de ter consciência que ele não lhe vai telefonar no dia seguinte...
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Lema de vida
"A minha vida não é isto... Isto é um part-time!"
Já há muito tempo que não ouvia uma assim tão boa...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Acordo ortográfico
Num contexto de crise, em que cada vez mais há uma despersonalização de Portugal, há uns dias tive o meu primeiro contacto com o acordo ortográfico. É raro ter tempo/paciência para ler revistas ou jornais, e até para ver televisão, e se calhar por isso ainda não me tinha dado conta. Nunca fui a favor do acordo, mas não era nada que não se estivesse à espera, num país em que não tarda nada e oferecem diplomas de final de curso sem que o aluno tenha feito alguma vez um único exame, e em que, portanto, se investe entusiasticamente na burrice geral (talvez para que os chicos espertos consigam cada vez mais fazer o que lhes dá na real gana).
No outro dia pus-me a ler a Visão... e foi uma sensação estranhíssima. Parecia que estava a ler em "brasileiro". A partir daí reparei que as "novas palavras" estão em todo o lado. É a obrigação do povo "português" de mostra-las, com orgulho, nos jornais, nos rodapés da TV... Imagino as vezes que se "enganam" e voltam atrás para apagar aquelas letrinhas que agora de repente passaram a estar a mais... De facto, ironia do destino, o povo outrora aventureiro acaba por ser conquistado por aqueles que um dia conquistou... e obviamente, nós é que nos temos de adaptar. Mais uns aninhos e tenho a certeza que esta república será uma colónia do Brasil (pelo menos, bananas já temos). E o que dá vontade de rir (ou de chorar), é a maneira como se puseram (e continuam a pôr) a jeito. O próximo passo será sair uma lei que obrigue a falar com sotaque... caso contrário ninguém se entende.... Oi?!
Quanto a mim, vou continuar a escrever exactamente da mesma maneira. Ainda hei-de ver putos a acusarem-me de escrever com erros... Camões lhes perdoe, que eles não sabem o que fazem...
sábado, 2 de outubro de 2010
Barcelona... The return!
Mais uma coisa que consegui fazer: viajar sozinha. Tudo bem que foi por motivos profissionais, e pronto, o destino também ajudou, mas pode ser que deixe de ser parva e comece a viajar sozinha nas férias. Ao princípio estava um pouco sem vontade... Havia, obviamente, locais que eu queria revisitar. No entanto, acabei por rever e ver muitas outras coisas, e reparar em detalhes que me tinham escapado das outras vezes. Talvez também por não ter companhia e, por isso, andar mais depressa, tudo me pareceu extraordinariamente perto. Mas a prova dos Kms que andei, ficou demonstrada na presença de dor em músculos que eu nem sabia que tinha... E a vantagem de estar sozinha foi precisamente essa: ir onde e quando queria, mudar de planos se me apetecesse, estar mais ou menos tempo num sítio sem aborrecer ninguém... ou até esperar pela fotografia perfeita (aquela que apanha o único metro quadrado sem emplastros, num espaço superlotado).
Desta vez, fui encontrar um site que me ajudou bastante no planeamento. Além dos sítios que nunca me canso de revisitar, descobri mais alguns.
O Palau de la Música Catalana, vale a pena pela sala de espectáculos, apesar de, mesmo assim, estar à espera de algo mais fabuloso, pelas fotos que tinha visto. Não deixa, contudo, de ser bonito e de ter uma lógica na construção e decoração.
Desta vez fiz a visita guiada à Sagrada Familia, e subi novamente às torres. Em 6 meses já se notam diferenças. Só não achei muita piada em saber que vão fazer um elevador temporário (porque depois vão destrui-lo!) para que o Papa, em Novembro, possa entrar pela porta principal. E depois ainda dizem que só têm dinheiro para acabar aquilo daqui a 20 anos...
Muitas casas com fachadas surpreendentes, nomeadamente a Calvet, Terrades, Serra, Comalat, Palau del Baró de Quadrás, Sayrach, Palau Montaner, Vicens, Golferichs e Fajol, não esquecendo as óbvias conhecidas do Passeig de Gràcia. Vale a pena ver, e entrar nas que permitem.
O momento alto: ouvir Claire de Lune (sim, desta vez deram-me um audioguia que funcionava e até falava em inglês!) na secção nº8 (traseiras) da casa Batlló, em pleno dia soalheiro... não podia ter sido mais perfeito. Guilty pleasure: saborear um sumo de coco da Boqueria, a passear pela Rambla. Descoberta acidental: El bosc de les fades. A sensação de estar numa floresta encantada... espectacular! Se a descoberta não tivesse sido tão tardia, ainda tinha passado lá algum tempo... Desilusão: O Park Güell foi prejudicado (again!) pelas malditas núvens que arruinaram todas as tardes, mas desta vez entrei nas "casinhas de gengibre"... eheheh! Surpresa: Para acabar, até tive direito ao fabuloso fogo de artifício na Plaça d'Espanya, no final das comemorações de La Mercè. Aqui sabia bem uma companhia... e um abraço no final :)
domingo, 26 de setembro de 2010
Julgamentos
Que as pessoas julgam as outras geralmente com base na simpatia aparente, já não é novidade. Mas não deixou de me surpreender o seguinte comentário do guia do Hospital de la Santa Creu i Sant Pau:
"Montaner era arquitecto, professor, e interessava-se pela comunidade, pois era político! Eu não gosto de Gaudí, pois ele tinha uma dedicação exclusiva ao seu trabalho".
Bem... de facto o empenho no trabalho é algo asqueroso e completamente inútil. Bom bom, é ser político! Aliás... qualquer arquitecto que se preze, tem de ser, no mínimo, político, filósofo, talhante e cozinheiro!
Ironicamente, este senhor, todo o santo dia, ao sair do seu trabalho no Hospital (que não é nada especial, diga-se de passagem - o Photoshop faz milagres), dá de caras com a Sagrada Familia... Uuui!P.S: Ah! E a rua que liga o Hospital à "pequena" igreja, só se chama... Avenida Gaudí! De certeza que o guia não usa esse percurso no caminho de casa... lol
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Ideias iluminadas I
Começo logo por numerar o título deste post... É que algo me diz que vou ter de falar de muitas mais ideias iluminadas... e melhor, sem dificuldade nenhuma em encontra-las! Até dava para fazer um blog só com este tema!
Vou começar pela ideia iluminada nº1: Construção de lombas.
Ora bem, não há dúvida de que as lombas são um mecanismo de segurança (e de aumento das idas à oficina). Mas quando estas surgem como cogumelos em sítios desnecessários, fico a pensar... Aqui na minha zona, permanentemente em obras (em disputa renhida com a Sagrada Família, tendo a catedral um certo avanço...), conseguem surpreender-me a cada dia que passa. As lombas devem ter sido das primeiras coisas a ser construídas. Aliás, pela quantidade de betão que gastaram nalgumas delas (alturas e larguras dignas de Guiness), acredito mesmo que ficaram temporariamente sem material para a construção dos prédios. Não satisfeitos, e com a continuação das obras obrigando à circulação por um verdadeiro caminho de cabras, conseguiram arranjar mais um sítio para a construção de lombas daquelas fininhas que vêm aos trios. A altura é que era um bocadinho exagerada... ao ponto de, até para tais mentes iluminadas, conseguirem chegar à conclusão de que as tinham de alisar (ou corta-las a metade da altura, melhor dizendo)! Resolvido o primeiro problema permanece o segundo. Para que servem 3 lombas após uma estrada que começa com 10 metros de curva esburacada? Algum louco passará (ou tentará passar) por ali a mais de 10km/h? Há quem diga que se não estivessem ali, os que vêm em sentido contrário mudariam de faixa para evitar as lombas da faixa deles. De facto, era preferível entrar numa curva em contramão e levar com um autocarro de frente, do que passar por cima das malditas lombas... sem dúvida!
Quando eu estava quase a dar uma segunda oportunidade a acreditar que a estupidez humana tinha limites, descubro que Einstein tinha razão. Para que serve um trio de lombas em pleno cruzamento, numa estrada com prioridade, recta, e em que a faixa secundária tem um Stop???? Na prática deixou, portanto, de ter prioridade. É que os do Stop conseguem agora passar bem rapidinho à frente dos da estrada principal...
Depois dos radares (outra ideia iluminadíssima), ainda hei-de ver lombas na 2ª circular e no eixo NS. Ou quiçá na Vasco da Gama!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Fábula
Há muitos anos, um tio meu contou-me a seguinte história em jeito de anedota:
Estavam dois padres sentados à mesa, prontos para jantar, quando lhes é servida uma travessa com dois bifes, um bem mais pequeno que o outro. Nisto, vira-se o padre mais velho e diz para o outro:
- Por favor irmão. É meu convidado. Faça o favor de se servir.
O outro padre não hesita e coloca o bife maior no seu prato. Reparando que o o outro ficou com uma expressão um tanto ou quanto escandalizada, pergunta-lhe o porquê.
- Irmão, apenas acho que seria de bom tom servir-se do bife mais pequeno!
- Hmmm. Então e se fosse você, qual escolheria?
- Meu irmão, o bife mais pequeno, pois claro!
- Então, pois aí o tem.
Não suporto aquelas pessoas pequeninas que se sujeitam a determinadas situações porque querem, mas que ficam fulas se os outros não fazem o mesmo. Se foi uma escolha delas, então porque criticam e invejam os que agem de modo diferente? Oh gentinha ressabiada!...
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Belle Chase Hotel
Decorria o mês de Novembro de 1999, quando um convite inesperado fez-me ir ver estes meninos à Aula Magna. Não conhecia grande coisa, e foi mais um daqueles concertos a que fui apenas por gosto. Surpreendentemente, digamos que foi o concerto mais... estranho... (chamemos-lhe assim) que vi até hoje. Isto porque parecia mais uma peça de teatro, vá, um musical, que outra coisa. Mas, por isso mesmo... adorei!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Puzzle
Sempre gostei muito de fazer puzzles, e 4 meses e meio depois de ter trazido este ali da casa Milà, aqui está a obra completa. Não demorou muito tempo a fazer, mas teve muitas interrupções pelo meio. E consegui evitar que o Zizou comesse alguma peça... ele bem que tentou, e eu quase no final já estava a ver que eram mais os espaços por preencher do que as peças restantes...
Agora estou indecisa se emolduro ou se o desfaço e volto a pôr na caixa! :D
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Coração quente
domingo, 5 de setembro de 2010
80's
Não vou falar dos cabelos choque eléctrico, dos padrões de vestuário sui generis ou da extravagância que faz de Lady Gaga uma aprendiz de feiticeira. Vou apenas falar de música.
Eu que vivi os anos 80 desde o início e que, portanto, tenho muitas dessas músicas incluidas no meu imaginário, continuo sem perceber como é que os 80's estão sempre na moda. É in dizer que se gosta da música dos anos 80, é in ouvir a M80, é in ir para uma discoteca para dançar anos 80. Aqui, queiram-me desculpar, mas é que não percebo mesmo. Como é que se dança música dos anos 80? Eu sei como é... também já dancei... É quase como dançar o twist a bordo de uma nave espacial no ano de 3945. Só faltavam lá os meus pais, eufóricos ao som da "Final Countdown". Torna-se suportável apenas se brincarmos com as músicas e, claro, em boa companhia. Confesso que não são muitas as músicas dessa década que me arrepiam no bom sentido (porque no mau... ui!) e, adivinhem, nenhuma dessas é propriamente "dançável".
Outra coisa que eu acho interessante é o facto de muitos fans desta onda musical nem terem estado grande tempo nos anos 80, ou pelo menos tempo útil (em que se lembrem de facto de ouvir música que não fosse de embalar). Se calhar é por isso mesmo... não têm a noção! (lol... sou tão má!). Esse tipo de revivalismo (no sentido de reviver algo que não se viveu) faz-me muita confusão. É que mesmo na minha geração, torna-se estranho perceber pois, se bem que há várias músicas dos anos 80 que me reportam a momentos específicos da minha vida de criança, eu só comecei a dar real importância e a apreciar e ter consciência da qualidade musical (ou falta dela) na minha adolescência, ou seja... nos 90! E, como tal, para mim os anos 90 sim, those were the days! Terei sempre um carinho especial pelo grunge, mas também houve o boom de outros novos estilos musicais, alguns evoluindo a partir dos anteriores. Nesse sentido, e já que há pouco falava em abanar o capacete, a dance music a partir de 90 está a anos luz (no bom sentido) dos 80's. Ok, os 80's foram o princípio. Tudo tem de evoluir a partir de algo, da mesma maneira que as cassetes deram origem aos Cd's!... Mas agora perguntem-me qual deles prefiro...
Bem sei que gostos não se discutem... e quem sou eu para ir contra 90% da população acima dos 20 anos? Tanta gente não pode estar errada!...
sábado, 4 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"Crônica do amor"
"(...) Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. (...)"
Recebi hoje um email com esta crónica, e não deixou de ser engraçado. Acaba por ser um certo "discurso de perdedor". Uma auto-desculpa para um desejo obcessivo. Ou será que ele é um bandido, mas quando ele me bate, vejo que o "amo" de verdade!? Please... Se criamos a ilusão que atribui uma imagem de perfeição a um balde de esterco, e mesmo quando esse balde começa a atrair moscas varejeiras teimamos em afirmar que são borboletas coloridas, aí, estamos na merda (literalmente... lol!). Mas o Amor não dura para sempre se não cuidarmos dele. Vai-se transformando em pó como uma rocha que é consecutivamente golpeada. E quando o último grão de areia começar a flutuar no ar, quebra-se o feitiço, e percebe-se que realmente há coisas que têm de ser mimadas. No fundo, o Amor também ele próprio tem de ser amado!
Pegando nas palavras da crónica, posso dizer então, e com orgulho, que amo alguém pelos "referenciais". Eu amo alguém que partilha os mesmo gostos e os mesmos interesses comigo. Caso contrário, aquele pequeno pormenor de "eu gostar de rock e ele de chorinho", de "eu adorar praia e ele não", com o passar do tempo acabará por se tornar insuportável, entediante, no mínimo (isto porque o Amor é sempre um pouco menos tolerante do que a paixão...). Eu amo alguém que é "educado", que sabe falar, que sabe escrever (até há relativamente pouco tempo, nunca me tinha dado conta do quão "sexy" é uma boa educação e uma boa escrita). Eu amo alguém que "veste bem" (dentro daquilo que eu acho que é não vestir mal). Mas também amo "pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que ele me dá, pelo magnetismo, pelo jeito de sorrir e pelo beijo dele". Amo outra pessoa "pelas qualidades que ela tem, por ser honesto, simpático e não fumante" (de preferência... lol). Amo-o "pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera". O único problema é ser necessário ter a sorte de existir uma "conjunção estelar" que permita que ele sinta o mesmo...
"Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados."
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Sadness
Às vezes dou por mim a pensar na estupidez que é a minha vida. Uma vida de estudante sempre a correr para chegar ao fim de um trabalho, para fazer um exame, para finalmente poder descansar 5 minutos até que venha o próximo trabalho e o próximo exame... Tem sido assim durante 25 anos... e infelizmente ainda faltam alguns. Ridiculamente, os melhores anos da minha vida já terão passado... ou fugido de mim. O tempo deslizou e continua a passar, caindo entre os meus dedos como grãos de areia. Começo a olhar para o espelho e a comprovar que realmente o tempo não pára. Pensando bem, parece que ainda ontem estava a entrar em 2010, e já se passou mais de meio ano. Passa-se o tempo a desejar o Verão, a desejar as férias... mas quase já consigo cheirar o seu fim... E vendo bem, o que é que eu tenho no momento presente? Nada muito diferente do que tinha há uns anos... nem nada muito melhor... Noto as pessoas a ficarem mais velhas, e começo a ter medo de nunca lhes ter dito o quão importantes são para mim algumas delas... Falta de jeito talvez... Pode ser mais fácil assim, mas sei que o "nunca mais" traz sempre consigo o arrependimento. O mais triste de tudo é que tenho a certeza que daqui a um ano, dois, três ou quatro, vou sentir exactamente o mesmo que estou a sentir neste momento... um grande vazio sem propósito.
Enfim... há coisas que nunca mudam...
sábado, 7 de agosto de 2010
Jamiroquai... again!
E lá fui eu a mais um evento repetido: o concerto de Jamiroquai no Sudoeste! Depois de uma viagem longa, com alguns enganos de percurso (para os quais os excelentíssimos agentes da autoridade contribuiram, ao mandar-nos parar numa pseudo-operação stop para tentar arranjar verbas às custas dos festivaleiros mais incautos), lá chegámos a meio de James Morrison. Deu para ouvir a única música que gosto dele (das poucas que conheço), a trincar um belo de um cachorro quente do Psicológico (o meu fornecedor de jantares no Alive). Colbie Caillat foi fraquita... mas para o estilo que é, também não se pode pedir muito. Comeu o seu queijinho, e teve o seu momento alto com duas músicas que não são suas, com a colaboração da voz de 2 elementos da banda. Tive pena de não ter chegado a tempo de Expensive Soul, pois tinha alguma curiosidade.
Mas o melhor veio mesmo a seguir. Depois de me posicionar cirurgicamente na 2ª fila junto ao gradeamento, aparece o senhor da coroa de penas. O grande Jay Kay, esteve mais uma vez muito bem. Mais comedido do que das outras 3 vezes que o vi, não deixou de fazer um grande espectáculo. Desde Revolution 1993, passando por You give me something, Light years, Alright, Little L, When you gonna learn, Black Capricorn Day, Love Foolosophy, Virtual Insanity, Cosmic Girl, Canned Heat e terminando de maneira bombástica com Deeper Undergound, foram quase 2 horas de muita energia e boa música. Muitas músicas ficaram na algibeira, incluindo as do album Dynamite, mas para isso seria preciso ficarmos ali toda a noite (e ficava! :D). No final, com muito pó e já pouca relva, fica apenas no ar a velha questão... para quando um novo concerto em nome próprio no Pavilhão Atlântico?
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
As obras completas... again!
Fui ontem pela 4ª vez, e 14 anos depois da 1ª, ver "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos". Como já referi noutras alturas, gostei de todas as peças que vi da Companhia Teatral do Chiado, desde "O mocho e a gatinha", "As vampiras lésbicas de Sodoma" até à "Arte do crime". No entanto, esta é, até hoje, a que mais gostei de ver, pois faz-me rir do princípio ao fim. Desta vez, foi especial, pois foi a última representação desta peça pelo Simão Rubim, que deixa agora a CTC. Como tal, fiz questão de ir ver, pois penso que ele era o espírito da peça e muita da piada se vai perder com a sua saída. Não sei quem o irá substituir, mas tem o grande desafio de tentar chegar perto do nível de actuação do Simão.
Mais uma vez, adorei. Desta vez a minha mala não foi parar às mãos do João Carracedo, mas fui vítima da "má disposição" da "Julieta"... Tive pena de terem encurtado a interacção com o público na parte do ego, super-ego e afins (sempre gostei do "Deixa-te de merdas Hamlet!...") e de não ter havido aquele momento de "stand-up" com o Simão no final. De qualquer maneira, foi mais um serão bem passado. Aguardarei por novos projectos, ficando o lamento de não ter ido ver esta peça mais vezes, porque fui sempre deixando para amanhã o que podia ter feito ontem...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
O cromo da écharpe
A "minha" praia este ano tem perdido qualidades... Já nem falo no facto de estar numa fase em que não me apetece ir sozinha, e em que o ter ou não companhia tornou-se o factor mais importante na decisão. A banda sonora está terrivelmente terrível. Até os petit gateaux andam demasiado cozidos e o sumo de morango insuficientemente doce e fresco... Ultimamente tem havido assaltos a carros na entrada da praia... E então não é que agora também começou a ser mal frequentada?
A primeira vez que reparámos no "cromo da écharpe" estava ele a meter conversa com um grupo de jovens espanholas. A partir daí têm sido sucessivos episódios deprimentes. Amigos, aqui vai uma série de dicas para que não cheguem aos 40-50 anos a fazer figuras tristes... as mulheres (ou pelo menos, aquelas que valem a pena), não apreciam estas coisas num homem...
1 - Não usem lenços como toalha de praia... uma mulher pode fazer isso... mas a um homem dá-lhe um ar de pseudo-metrossexual bichona. Homem que é homem, usa toalha!
2 - Se estiverem num grupo de gajos, não falem alto para chamar as atenções, e muito menos se for através de palavrões ou de conversas do género "ah, ontem comi aquela gaja muita boa da discoteca". Isso é admissível apenas em voz baixa, no círculo de amigos (e não se esqueçam que eles reconhecem melhor que ninguém essa conversa do pescador que se vangloria do peixe que não pescou), ou quando não está qualquer mulher presente (sim, porque para a espécie Cromus écharpis qualquer ser humano com 2 cromossomas X, é uma potencial presa). Melhor, não tenham esse tipo de conversas e atitudes em frente aos filhos (sub-10) dos amigos... os homens já são poucos, por isso não destruam uma nova geração com esses "ensinamentos".
3 -Não façam telefonemas a percorrer a vossa lista de contactos à espera que alguma das vossas "amigas" ceda por cansaço. Essa coisa do "Então e hoje, não? E amanhã, não? E depois de amanhã?" é muito degradante... Ah, e correm o risco de quem vê de fora poder pensar que, ou estão com o telemóvel desligado (e nesse caso, tirem o som das chamadas, não vão receber alguma durante a farsa...), ou estão a ligar para o voice mail...
4 - Sempre que passa uma mulher por vocês, não rodem a cabeça. Se querem olhar, aproveitem a subtileza que os óculos escuros vos oferecem (sim, qualquer Cromus echarpis que se preze tem um acessório imprescindível: óculos de sol, com lentes escuras ou espelhadas)
5- Quando têm 10 anos (ou são trolhas), até podem tentar meter conversa com raparigas a mandar bocas como se estivessem a meter-se na conversa delas. Podem tentar... mas não resulta!
6 - Cometendo este tipo de erros só poderão ter sucesso em 3 situações: com o mulherio "Cheliano" (sem desprimor para as eventuais residentes com classe) habituado a este tipo de educação e tratamento; com o mulherio interesseiro, se tiverem a carteira bem recheada; com todo o mulherio se forem... o Brad Pitt (nem que seja só pra uma dentadinha... lolol).
Aiai... onde andam os homens com classe? Viraram todos para o outro lado?










