"Os gatos usam os bigodes como antenas, para determinar se um espaço é demasiado pequeno para que possam caber nele. Além disso, por não terem clavículas, os gatos conseguem atravessar qualquer espaço que tenha o tamanho suficiente para que a sua cabeça passe."
Isto explica muita coisa... Mas... não me venham agora dizer que o Zizou, o meu pequeno Buda, consegue enfiar-se no móvel da televisão como fazem as meninas...
...Ok... consegue mesmo...
(nem os bigodes cortados, mordidos com avidez pelas manas, conseguem deter o meu gordo...)
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Curiosidade... (e gatos)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
"A arte do crime"
Voltei ao teatro. Já não ia há muito tempo e já tinha saudades. Gosto daquela sensação de ter personagens de carne e osso à minha frente... ouvi-las... ver os seus movimentos... as suas expressões... sem cortes ou planos que não me interessam. Tornam-se... palpáveis... reais.
Sou fã da Companhia Teatral do Chiado já há muitos anos, e por isso, a expectativa era grande. E não me desiludi. Desta vez não foi uma comédia, mas um thriller com sentido de humor (muito à conta do grande Simão Rubim). Uma história interessante que nos consegue prender para tentar perceber o que vai sair dali. Apenas um cenário. Apenas 3 actores, todos eles excelentes. Já conhecia a Vanessa Agapito d'O mocho e a gatinha. Emanuel Arada foi uma surpresa, extraordinário no papel do Sr. Rocha. Tinha saudades de ver boas representações... bons actores... Muitos daqueles que se auto-intitulam como tal deviam dar uma vista de olhos para ver se aprendiam qualquer coisa.
Absolutamente recomendado. E espero voltar em breve para (re)ver mais umas peças...
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Porque parece bem...
Desde sempre, e cada vez mais, há coisas que nos querem obrigar a fazer porque "parece bem". "Parece bem" ficar a fazer horas extraordinárias não pagas... o chefe vai gostar. "Parece bem" oferecermo-nos para algo que nos prejudica, mesmo que os frutos desses sacrifícios nunca cheguem a nascer.
Pode ser difícil dizer "não", mas o limite entre a boa vontade e a estupidez às vezes é muito ténue, principalmente a partir do momento em que essa boa vontade passa a ser interpretada pelos outros como uma obrigação. Aí sim, as coisas agravam-se abruptamente. É que no momento em que nos negarmos a essa "obrigação" seremos crucificados e não, ninguém nos vai agradecer pelas vezes que nos sacrificámos. Torna-se num hábito. Os outros habituam-se a que sejamos "estúpidos". Tornamo-nos numa prostituta... não... correcção... isso implicaria um pagamento... o que nem sempre sucede, excepto nos casos em que é do interesse do próprio fazer certas coisas, rebaixar-se, dar graxa... Acho piada é quando esses morrem de inveja e querem "vingança" daqueles que não o fazem, e quando não entendem que nem toda a gente se interessa pelos mesmos objectivos. Quanto a mim, feliz ou infelizmente nunca gostei do "sabor das botas"... não hei-de ir longe se contar com esses estratagemas...
Não sei se sou eu que ando com menos paciência, não sei se é a minha personalidade que está cada vez mais vincada, mas ando a dizer "não" muitas vezes. Talvez seja apenas o instinto de sobrevivência...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Just thoughts...
Hoje apetece-me divagar. Talvez porque está um dia bonito e a minha vontade de "voar" seja maior que a vontade de ceder à "responsabilidade"... Talvez também porque o meu Zizou acabou de arranjar um belo lugar no meu colo para ronronar... o que me dá uma moleza ainda maior (e me impede, convenientemente, de conseguir continuar a sublinhar o livro...)
Não tenho propriamente nenhum assunto específico do qual possa (ou queira) falar. Têm sido tempos ricos. Novas amizades, novas experiências, novos cenários, muitas descobertas. Realmente é verdade que se investirmos mais em nós, no nosso tempo, as coisas acabam por surgir. Já perdi muitas coisas por achar que as podia fazer depois... Muitas vezes caimos no erro de ordenarmos erradamente as prioridades.
Mas a vida é mesmo assim. Uma aprendizagem contínua. Só se aprende com os erros. E só erra quem arrisca. Se o que se aprende é bom ou mau, se mudamos para melhor ou para pior, isso já é outra história... mas são daquelas coisas que só se sabem depois... É como um medicamento. Pode ser muito bom, mas provocar efeitos adversos diferentes em cada um que o toma. Aprender é sempre bom, ou a ignorância é uma benção? O conhecimento da verdade ou a ingenuidade "infantil"? Aventura... Se eu, como boa sagitariana que sou (sim, que os signos às vezes até acertam numas coisas), sempre gostei da aventura... porque é que, vendo bem, sempre me aventurei pouco? É como um jogo de futebol. Jogar à defesa tira a beleza do jogo... torna-o aborrecido. Quem não arrisca não petisca... e de facto... pouco tenho petiscado.
Cada vez tenho mais consciência daquilo que sou, e gosto disso. Gosto de mim. Pode parecer narcisista, mas não é. Aliás, bem pelo contrário. E, por falar nisso, se aqui há dias descobri que sou como o vidro, hoje ainda tenho mais consciência disso. É que apesar de tudo o resto, afinal o vidro também se dobra... basta ser aquecido... (esta é uma private... ;P)
Aqui fica mais um som de qualidade... só porque sim.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dreaming...
Hoje acordei... como direi... "flutuante".
Realmente, os sonhos podem alterar o nosso estado de espírito. Já tive alguns que me cortaram a respiração, que me deixaram asfixiada, ansiosa, triste... Alguns parecem tão reais que acordo com o coração a saltar-me do peito. Também já me ajudaram em certas situações (como naquela em que sonhei com o que devia desenhar para um concurso... que por acaso acabei por ganhar... Pode ser que numa noite destas sonhe com os números do Euromilhões). Noutros momentos, porém, já me fizeram ver e sentir certas coisas de maneira diferente.
O sonho desta noite foi daqueles em que tive pena de acordar... podia ficar ali presa no sonho só para ver o que ia acontecer a seguir... e sim, fez-me ver e sentir certas coisas de maneira diferente... :) Fiquei assim... meio atordoada... no bom sentido. Pode ser que um dia o sonho passe a realidade e...
... e não, não vos vou contar o que foi... :P
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Pézinho na areia

Quando vim para Lisboa estudar, toda a gente me perguntava se eu tinha ido à praia de cada vez que eu ia visitar os papás ao Algarve. Eu achava aquilo estúpido, e não percebia muito bem como é que em plena Páscoa (por exemplo) já toda a gente queria ir para a praia, apesar de nem estar assim tanto calor. Mas atribuí esse facto ao exagero latente dos alfacinhas, que mal viam um raio de sol vestiam a T-shirt, da mesma maneira que mal caía uma gota de chuva, lá saltavam os casacos compridos do armário.
Neste fim de semana juntei-me ao rebanho. Fui mesmo para a praia. Nunca na minha vida tinha ido à praia tão cedo no ano. Mas agora, que já não tenho 3 meses de férias, que já não tenho o Algarve nem o bronze que me caracterizava fosse Verão ou fosse Inverno, agora sim, sofro do síndrome de abstinência de praia. Realmente... só se dá valor às coisas quando as perdemos...
A praia estava cheia de gente e, em pleno Março, consegui a proeza de não ter lugar no "meu" cantinho preferido... Mas mesmo assim, apesar da ausência de banda sonora e sumo de morango, não deixou de ser uma excelente tarde. O único senão foram as 2h30 para voltar a casa... nada que me enervasse, até porque não me apetecia mesmo voltar (e ao som de Jamiro é impossível não levantar o ânimo). Soube mesmo a Verão...
Se há 2 dias estive na praia... ontem estive no Paraíso! Fez-me lembrar a "minha" Deserta. Um recanto simplesmente divinal. E... pasmem-se!... aqui a friorenta foi mesmo à água! (ok... não ultrapassando o limite crítico da cintura). Espero lá voltar mais vezes (e não, não vos vou contar onde fica... ihihih).
O tempo já está a mudar... voltou o vento... e dizem que a temperatura vai descer... Não faz mal. Preciso mesmo de ficar por casa e mergulhar noutros objectivos por cumprir. Espero que o ânimo trazido pelos raios de sol destes dias, me ajude nessa saga...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Pensamento do dia III
"Quem faz uma vez... faz duas ou três."
As pessoas não mudam nunca... e quem pensa o contrário há-de ter muitas desilusões na vida.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Escuridão
Falta-me o ar. Caminhei horas a fio na escuridão e ainda não consegui chegar. Os caminhos parecem todos iguais. Estarei perdida? A luta foi demasiado forte. As forças do mal demasiado fortes para mim. Fugi. Ferida. Cansada. Deixei a minha armadura algures no caminho. Sentia-a demasiado pesada. Não me deixava respirar. Ainda seguro na minha espada mas temo que não por muito tempo. O ferimento no peito continua a sangrar a cada passo que dou. Talvez deva parar para descansar… mas se o fizer perco tempo… eles alcançam-me… Não. Tenho de continuar. Está cada vez mais frio. Ou serei eu que estou a ficar sem sangue que me aqueça? A lua cheia ilumina tudo à volta apesar das árvores demasiado altas esconderem recantos dos quais parecem surgir vultos… Serão eles? Serão apenas as sombras das árvores? Ou as sombras deles? O chão está coberto de folhas e ramagem… faz barulho a cada passo que dou. Não deveria dar tanto nas vistas… mas tenho de correr. Não há outra hipótese. De repente oiço um silvo. Uma serpente surge do nada e olha para mim como se soubesse o que ia acontecer. Sinto um corte nas costas. O silvo outra vez. São eles. Tento levantar a minha espada e lutar com a pouca força que me resta. Já não posso fugir. Já não tenho força. De repente ficou mais escuro. As folhas das árvores pararam de mexer. Silêncio. Novamente o silvo. Sinto um calor a percorrer o meu corpo… e de repente um frio tremendo. A espada trespassou-me… Sinto-a rodar de acordo com o movimento circular do punho do meu inimigo. A alma já não dói. Foi substituída por uma dor física. Sorrio. O golpe de misericórdia.
O mal venceu mais uma vez. Sempre.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O desporto rei
Já tinha ido ver vários jogos de futebol, mas ainda não tinha "estreado" nenhum dos estádios do Euro 2004. Ainda sou do tempo em que se apanhava chuva na moleirinha... (realmente, isto agora é outro nível). É sempre engraçado o ambiente que se vive lá dentro... os treinadores de bancada... os palavrões alto e bom som... a euforia do golo... O problema é que, inevitavelmente, há sempre quem não fique satisfeito com o resultado.
Não sou adepta de nenhum clube. Simpatizo de vez em quando com alguns. E isto porque vejo as coisas de uma maneira que pouca gente vê. Imaginem o seguinte: a vossa banda musical favorita muda de vocalista. Na minha opinião, transforma-se numa outra banda, mesmo mantendo o nome e, como tal, apesar de ter sido a minha favorita não significa que continue obrigatoriamente a ser, pois o som passa a ser completamente diferente. Ora com o futebol passa-se exactamente o mesmo. Porque é que hei-de ser do Benfica até morrer, mesmo se em determinada época é evidente que a equipa não sabe jogar, enquanto que a do Porto faz uma "dança" fabulosa em campo?
O bonito do futebol é ver um bom jogo. O problema é que, sendo um desporto, a competição inerente não deixa ver as coisas dessa maneira. É aquele sentimento intrínseco que nos acompanha desde criança... o sentimento "Toma toma!! Nhã nhã nhã nhã nhããã nhããããã!". Nem que a equipa tenha jogado mal mas tenha tido sorte, o que interessa é ganhar... caso contrário, haverá represálias e actos de vandalismo... Num dia a dia às vezes tão cinzento, o que vai animando o povinho são estes momentos... e assim se justifica os ordenados dos jogadores...
Ainda bem que ninguém pensa como eu... caso contrário as equipas tinham de jogar mesmo muito bem para que o estádio enchesse... e isso dava muito trabalho.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Pensamento do dia II
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Jornada cinematográfica
Ultimamente tenho visto muitos filmes. Relativamente aos do cinema (lol), deixo aqui a minha crítica pessoal.
"O estranho caso de Benjamin Button"
O típico "filme de gaja". Muito na onda do Titanic (tanto no tipo de história, como no género de "relato" feito por uma mulher com 200 anos...). Previsível desde a 1ª cena, e a apelar ao choro fácil, não é, definitivamente, o meu tipo de filme. Está nomeado para 13 Óscares, mas atenção, que apesar de ficar logo de pé atrás quando há muitas nomeações, eu vi o filme antes de saber desse pormenor. A caracterização está muito bem conseguida. De resto... tenho saudades de filmes como o Big Fish...
"Seven pounds", ou traduzido para português, "Sete vidas" (!)
Ora aqui está um filme que eu levei algum tempo a perceber do que se tratava (e confesso que no início houve mesmo uma cena que me irritou bastante). Também não vai para o meu Top dos preferidos, mas admito que está bonito, ou pelo menos a mensagem que transmite (sim, neste as lágrimas vieram-me aos olhos e tive de me esforçar bastante para que não transbordassem...).
"O sonho de Cassandra"
Mais um de Woody Allen. Um bocadinho ao estilo de "Match Point" (mas na versão "o crime não compensa"), sem no entanto lhe chegar aos calcanhares. Não gostei propriamente (entra na classe dos que surpreendem por não surpreenderem)."Michael Clayton"
"I am Shiva, the God of death". Esta é a frase que fica do filme (acho que vou passar a adopta-la para certas situações... ihih). Uma espécie de "Erin Brockovich" versão masculina mas com (muito) menos conteúdo. Nomeado para 7 óscares em 2008 (mais uma vez se comprova a minha teoria...). Uma fórmula já muito muuuuuuito batida (SERÁ POSSÍVEL que já não há imaginação para escrever argumentos que não sejam uma mistura de mil filmes já realizados?!)... Boring... been there, done that."RocknRolla"
ALELUIA! Do estilo do "Snatch", com um humor inteligente (e negro), e histórias com muitas peripécias que se cruzam entre si. Confesso que alguns dos pormenores que seriam os pontos altos da história (o tal factor surpresa) são previsíveis (pelo menos para mim que estou habituada e gosto bastante do género). Mesmo assim, gostei muito (até porque já estava em desespero por não conseguir ver um filme de jeito!...). There is hope... afinal ainda se fazem filmes cuja história não dá para contar numa única frase!"Cidade baixa"
Nada a ver com a outra "Cidade" (a "de Deus"). Dois amigos e uma mulher (prostituta, ainda por cima). Só podia dar porcaria (e mesmo assim, não tanta quanto poderia dar). Nada de especial. É daqueles que não tenciono voltar a ver.
Neste momento, "The Spirit" é a grande expectativa. Tenho um feelling sobre este filme... Só espero não me decepcionar...
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Grrrr...
Ora aqui vai o meu "toque" para os senhores da Warner Music Group que fizeram o favor de retirar do Youtube vários vídeos que constavam do meu blog. Roam-se, pois consegui reaver todos, embora alguns não na versão original que se encontrava aqui inicialmente.
Com sorte ainda me aparecem os do FBI aqui à porta para me prenderem por estar a divulgar vídeos em tamanho míniatura e de péssima qualidade de imagem... quando no fundo deviam era pagar-me por estar a fazer publicidade aos seus artistas... de borla! De qualquer modo, aqui ficam as minhas desculpas, em nome desses senhores que, coitadinhos, devem estar com tanta fominha por não terem dinheiro para ir ao supermercado, que resolveram impedir a visualização destes vídeos. É que os CD's e DVD's são muito baratos e dão uma margem de lucro ridiculamente pequena...
Qualquer dia começam a fazer rusgas às casas das pessoas para confiscarem todos os gravadores de DVD... não vá algum maluquinho começar a gravar vídeos a partir da MTV.
Resultado das apostas
Ok, chegou ao fim do 1º mês deste ano, e o balanço relativamente à minha frequência do ginásio até não foi nada mau. Desde já agradeço às 13 pessoas que se deram ao trabalho de votar no meu "poll". O resultado aqui está:
Voltei ao ginásio! Por quanto tempo?
É desta q ficas (ainda mais) jeitosa - 7 (Já se nota qualquer coisita...)
3 meses (num ano) - 1 (Vamos manter esta hipótese em aberto... eheh)
Este mês (ja ta pago!) - 3 (Esta também ainda não posso descartar, visto que hoje era para ir e não fui, portanto o mês de Fevereiro ainda não me saiu do bolso...)
Foi só hoje. És uma baldas! - 2 (AHAH! Enganaram-se! :P)
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
A música da semana III
Para mim estará sempre associada a uma noite estrelada na Deserta, na qual ela não me saía da cabeça...
E sim, continuo a ter um fetiche pela voz do Brandon Boyd :P
sábado, 24 de janeiro de 2009
93 canais!
Na outra semana reparei que pelo serviço de internet + Tv estava a pagar mais do que se tivesse um pacote com mais canais e telefone (o que tem toda a lógica...!) e lá fiz um upgrade para a imitação do "Meo" - versão Zon. Por isso nos últimos dias até tenho visto alguma televisão (o sindrome do brinquedo novo) e acabei por descobrir que até há canais MTV onde realmente só passa música (espantoso!). A seguinte tem passado com alguma regularidade. Acho "piada" ao vídeo e à letra, apesar de não ser grande fã da senhora. Aqui fica.
Matrix
Nesta noite que passou cheguei a uma conclusão. De todas as vezes que me perguntaram qual era o meu filme preferido, sempre foi impossível apontar apenas um. No entanto, de todos aqueles que fazem parte do meu Top, há um que eu já vi n vezes e mesmo assim nunca consigo deixar de ver sempre que passa na televisão... seja qual for o momento... seja qual for o meu estado de espírito. Parece que fico presa ao ecrã. Acho que isso deve querer dizer qualquer coisa...
Matrix. Este filme está simplesmente genial em todos os pormenores. E (oh meu deus, como o tempo passa) já lá vão 10 anos! A ideia está fabulosa, e a maneira inteligente como certos conceitos foram explicados e adaptados à teoria de uma realidade virtual, absolutamente extraordinária. E claro, a revolução nos efeitos especiais, que agora se tornaram banalizados. Não consigo apontar um defeito. Até a banda sonora está perfeita... não podia ser mais adequada ao filme.
Curiosamente os outros 2 (que eu nunca me consigo lembrar dos nomes... o "Revolutions" e o "Não sei quê"...) vi uma única vez. Quando se faz uma obra prima, é muito difícil manter o nível. Mas os interesses económicos são sempre mais fortes.
Ainda me lembro da 1ª vez que o vi. No anfiteatro 3 da faculdade, ao final da tarde. Fui sozinha (só agora me dei conta que já fui sozinha ao cinema mais vezes do que pensava). E lembro-me de já ser noite quando saí, e ir a correr para casa com a "Wake up" na cabeça. Dez anos. Parece que foi ontem.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Vicky Cristina Barcelona
O "Barcelona" no título, acrescido ao facto de ser de Woody Allen, obrigou-me a ir ver este filme.
A história está gira e promete, sempre com aquele humor muito particular. O ambiente... bem, eu sou suspeita para falar, mas Barcelona e o som de guitarra que constitui a banda sonora são a combinação perfeita. Quanto ao final... admito que estava à espera de algo mais surpreendente (mas se calhar até foi, precisamente por não ter surpresas). Retrata apenas a vida como ela é. Sem finais felizes ou infelizes. Apenas finais que cada pessoa escolhe para si, porque cada um é diferente e, como tal, o conceito de felicidade e os objectivos de vida são muito variáveis. A vida é feita de episódios e o modo como os quais vão influenciar o futuro, depende de cada um.
Um filme muito simples e real. Gostei.
Só sei é que daqui a mês e meio ando por lá... ;) (sim... estou eufórica!.. :D)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Primeiro estranha-se...
... depois entranha-se...
Este podia bem ser o mote de uma certa área da minha vida. E só hoje é que me dei conta disso. Ou melhor... se até agora só havia "coincidências" que o poderiam fazer supor, hoje tirei a conclusão definitiva. E ainda bem que assim é... Pena que, só assim de repente, me lembre de pelo menos mais três expressões que costumam vir acopladas a esta, e que fazem com que o resultado final possa ser desastroso...
Não se preocupem se não estiverem a perceber nada deste post. No fundo é um monólogo que acho que só eu vou entender. Não, não estou a ficar senil. :P
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Cromos ao volante III
Porque é que quando eu sou apanhada no pára-arranca, fico sempre atrás de um cromo (gaja ou velhote em 99,9% das vezes)?...
... Daqueles cromos que demoram mil anos a arrancar, deixando à frente deles um espaço que dá para 3 carros (e consequentemente os da faixa da direita aproveitam para passar à frente).
... Daqueles cromos que travam sem razão aparente (além da ausência de cérebro).
... Daqueles cromos que começam a travar porque o da frente (que está a 1Km de distância) travou, e acabam por parar a 10 metros dele (deixando-me na expectativa de que ainda vão continuar a andar até ficarem um pouquinho mais perto... mas não).
... Pior! Daqueles cromos que reunem todas as características anteriores!!... Oh sorte macaca...
Já pensaram porque é que há trânsito quando não há nenhum acidente ou bloqueio de via? POR CAUSA DESTES CROMOS!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
2009
Para começar em grande este novo ano, aqui fica um grande som. Quem disse que as canções de "desamor" têm de ser tristes? ;)
Desejo-vos um ano cheio de coisas boas (para mim... basta que seja melhor que 2008!).
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Feliz Natal!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Experiências novas
Hoje fui uma maluca.
Estava com fome e tal... 15h ainda sem ter almoçado... e aproveitei para deglutir qualquer coisita no Olivais Shopping. O Spacio Shopping (como lhe chamam agora), está realmente diferente. Mais amplo (daí o novo nome...), mais colorido, com mais luz... bem diferente das muitas memórias que eu guardava dele. A única coisa que continua a não ter é lojas como deve ser. Bem... pelo menos o parque é grátis durante 2h (e duvido que alguém consiga demorar mais do que isso, a menos que queira morrer de tédio).
Adiante. Dada a vasta variedade gastronómica disponível, acabei parada em frente ao Mac. Não me apetecia nada, até porque há pouco tempo já tinha comido o Double cheese da praxe. Do que é que eu me lembrei? "É hoje que eu vou experimentar uma salada!". E assim foi.
Um pequeno parêntesis. Logo a seguir a ter pedido a salada, reparei que agora há um menu com o Chicken Mythic (que é o único pelo qual eu deixo de comer o double cheese), e ia cortando os pulsos só de pensar que não o tinha visto antes. Mas atenção. Era um Chicken Mythic falsificado, com maionese em vez do molho original... o que o torna disgusting...(ao menos a empregada avisou o cliente que o pediu a seguir a mim...)
Mas voltando à salada. Pedi a salada Caesar... muito boa por sinal. Ideal se não tivesse tanta alface... e tipo... fosse só o frango com o queijo... e já agora com uma batatinha frita... pronto, se fosse um double cheese de frango... não, não... um Chicken Mythic!!
Moral da história:
Dormi um total de 7 horas nas últimas 2 noites. Este post está uma seca e não tem sentido. O meu discurso está a descarrilar. Mas para a próxima que for ao Mac vou comer um menuzorro Chicken Mythic. Sim, sou uma gorda :P
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Interpretações
Mulheres, deixem de tentar interpretar aquilo que os homens dizem. Não caiam no erro de achar que eles pensam e falam da mesma maneira que nós!
É que as mulheres são peritas nos rodeios... no dizer uma coisa que significa outra... no falar por "código". Um "código" que só elas conhecem, mas que ficam chateadas quando os homens não atingem.
Não pensem que quando eles dizem "A", então se calhar é porque não é bem "A"... se calhar querem dizer "B"... Não tentem ler nas entrelinhas de maneira a tirar conclusões que possam ser mais favoráveis para vocês. As entrelinhas deles são demasiado básicas e objectivas. Não se enganem, meninas.
Corolário: na dúvida, guiem-se pelos actos deles... as acções dizem muito mais do que as palavras.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Achado musical
Talvez seja do sono que hoje me assaltou... talvez seja das saudades das férias de Agosto passadas naquele sítio em particular... talvez seja apenas a coincidência de ter apanhado este video a passar num qualquer canal de música...
... estou numa de chill out! (acho que vou ligar o meu lava lamp pra criar ainda mais ambiente... eheh)
Tudo em nome da reciclagem
Ora bem... sou o nº 53, e vai no nº48... faltam só 4 pessoas, não vai demorar muito tempo!...
Uma hora depois.... TRIMMM Senha B nº53 Balcão 5.
- Boa tarde. Vinha levantar este documento e já agora queria saber se este já está ou vai demorar muito a estar pronto
- Ah... isto não é aqui... é ali do outro lado ao fundo
- ....
- Olhe... e parece que estou sem sistema... também não lhe sei dizer se este está pronto, mas de qualquer modo penso que não deve ser aqui que o vai ter de levantar...
- Então é onde?
- Bem, há-de receber em casa um postal a dizer onde e o local de levantamento.
- Ah, mas é que neste postal que eu recebi também dizia que era aqui que o levantava e afinal não é...
- Hmmm... pois... estes postais são os antigos... ainda estão a mandar estes pelo correio...
- ....
Ora bem... Secção de Habitação... senha B.... nº 91.... e vai no nº 78!...
Moral da história, prefiro acreditar que não se trata de incompetência. O que se passa é que a CML está na vanguarda da reciclagem do papel. Os postais estão desactualizados? Mandam-no a Trás-os-Montes levantar um documento que está em Faro? Não se preocupe... é tudo para evitar que se cortem mais árvores.
E no final de contas só perdi uma hora de vida (sim, porque já não fiquei à espera do nº 91, sabe-se lá quantas mais horas)... para nada!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Lavagem cerebral
Por coincidência já falei sobre este assunto com duas pessoas nos últimos dias, e resolvi expor a seguinte teoria.
Às vezes é preciso ouvir uma coisa para que ela faça sentido na nossa cabeça (mesmo que na realidade não tenha sentido nenhum). No fundo funciona como uma espécie de lavagem cerebral. Tipo aqueles assassinos programados cuja sede de sangue é despoletada pelo ouvir de determinada palavra. Às vezes podemos até já ter tido essa ideia, em pensamento, mas o facto de a dizermos em voz alta, ou de a ouvirmos na boca de alguém, torna tudo diferente. Para o bem e para o mal. E nem é preciso ouvir muitas vezes. Basta uma vez, para que ocorra uma espécie de curto-circuito no nosso cérebro e o Tico e o Teco entrem numa espécie de psicose.
Só assim de repente consigo lembrar-me de vários episódios que comprovam esta teoria. Infelizmente a grande maioria deles acabou por originar reacções irracionais e desfechos mais ou menos catastróficos.
É assim o poder das palavras...
sábado, 13 de dezembro de 2008
Declaração
Só vi este filme uma vez e, além de não fazer nada o meu género e dada a conjuntura envolvente, na altura não gostei por aí além. No entanto tem uma cena que ficou na minha memória, talvez porque está... perfeita.
Ok ok... Hoje estou particularmente lamechas... deve ser do espírito natalício...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Inauguração de nova etapa
Hoje finalmente comecei! :D
Menos tempo livre... mas... quem corre por gosto...
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Pérolas obstétrico-ginecológicas I
- Então... Por favor, dispa da cintura para baixo e deite na marquesa.
- ... É para tirar as calças?
- Pois ...
...
- ... Tiro as cuecas?...
As velhas questões:
1 - Será que "da cintura para baixo" quer dizer "tirar o chapéu"?
2 - Será que é preciso tirar as cuecas para ser observada numa consulta de ginecologia? Não me digam que os médicos ainda não desenvolveram a capacidade de ver através da roupa!
3 - Será que se eu entrar em negação e fingir que na realidade queria era uma consulta de ortopedia, me consigo escapar?
sábado, 6 de dezembro de 2008
Sentido prático
A malta é pobre, a vida está difícil e eu tenho 3 gatos para alimentar. Assim sendo, às vezes consigo ganhar um pacote de ração gratuito se apresentar um cartão onde se colam as provas de compra de 7 embalagens (mais um espaço para colar o da embalagem oferecida). Ora, tendo em conta que fazer um buraco numa embalagem de 3 Kg para tirar uma prova de compra irá com certeza alterar as propriedades da ração ao longo do tempo (porque os gatos comem bem, mas não dão conta de uma embalagem de um dia para o outro... felizmente!), eu costumo colar nesse espaço a prova de compra de uma embalagem já gasta (que é exactamente igual à embalagem que vou receber).Então porque é que as empregadas da loja de animais insistem em não perceber? "Ah e tal... aqui é para colar o da oferta". E de todas as vezes lá lhes tenho de fazer um desenho... Minhas meninas, isso seria problemático se de facto essas promoções obedecessem a critérios rígidos em que fosse necessário provar a origem da embalagem (por exemplo através de um código de barras), o que por si só já seria ridículo. Vamos lá então usar a cabecinha. Ficamos todas contentes. Eu não só fico com uma embalagem intacta, como lhes poupo o trabalho de cortar e colar a prova de compra. E melhor... se lá estão 8 provas de compra, significa que comprei 8 embalagens (e não 7) na vossa loja. O que é que querem mais?
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Wanted...
Para começar bem o mês do Natal e antecipar o meu aniversário, comecei já a receber prendas.
Hoje o meu bólide foi vítima de um "hit and run" em pleno parque de estacionamento do meu local de trabalho. O "Senhor" (chamemos-lhe assim) foi responsável por alguns danos que me irão custar a quantia suficiente para eu não comprar grandes prendas neste Natal (meus amigos, já sabem de quem é a culpa). Obviamente o processo irá decorrer sob os trâmites legais, com PSP e seguradoras envolvidas. O "Senhor", demonstrando a sua vasta honestidade e um carácter primoroso, ignorou o "abanão" e seguiu alegremente o seu caminho. Neste preciso momento, o "Senhor" provavelmente até estará a abalroar outro veículo noutro parque de estacionamento qualquer. Mas pelos vistos não foi suficientemente discreto... e eu já sei muita coisa que o "Senhor" queria evitar que eu soubesse.
Aguardemos cenas dos próximos capítulos...
(Sim, eu sou lixada... não se metam comigo)
sábado, 29 de novembro de 2008
"Somos muita bons!"
Há pessoas que vivem num mundinho tão limitado que acham que não há mais nada para além dele... ou, pelo menos, nada melhor.
A falta de humildade é daquelas coisas que me tiram do sério. A incapacidade de admitir os defeitos, os erros, as falhas... e pior, rebaixar quem de facto tem valor. Muitas vezes isso começa com uma ideia enraizada dos tempos áureos (que já lá vão) em que realmente as coisas eram diferentes... e esquecem-se que o tempo passa, e o valor que algo tinha antigamente, muito provavelmente já desapareceu. É como tudo na vida. Não basta ter fama de ser bom. É preciso sê-lo. E se não se investe nisso, então não caiam no erro de pensar que "são muita bons" (ou melhor que os outros), só porque os vossos "avós" o foram. Saiam um bocadinho à rua e vejam outras realidades. E aí vão descobrir o quão fraquinhos são...
Há quem não tenha mesmo a noção...
terça-feira, 25 de novembro de 2008
De chorar a rir
Foi já há 2 ou 3 meses que vi pela primeira vez o programa "Dane Cook - Vicious circle". Foi por acaso que comecei a ver, a meio de um zapping entediante e, apesar de nem ser grande fã do género (acabo por perder a paciência se não for mesmo muito bom), acabei por assistir tudo até ao fim... e melhor, tive de pesquisar quando é que dava a repetição para assistir desde o princípio. Entretanto já repetiram milhares de vezes no MOV, mas não resisto a assistir sempre que está a dar.
Vale a pena ver! :)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Cães e Gatos...

O texto não é meu... mas está simplesmente delicioso! Desculpem estar em inglês... mas com a tradução perdia o encanto.
A DOG’S DIARY:
7 am - Oh boy! A walk! My favorite!
8 am - Oh boy! Dog food! My favorite!
9 am - Oh boy! The kids! My favorite!
Noon - Oh boy! The yard! My favorite!
2 pm - Oh boy! A car ride! My favorite!
3 pm - Oh boy! The kids! My favorite!
4 pm - Oh boy! Playing ball! My favorite!
6 pm - Oh boy! Welcome home Mom! My favorite!
7 pm - Oh boy! Welcome home Dad! My favorite!
8 pm - Oh boy! Dog food! My favorite!
9 pm - Oh boy! Tummy rubs on the couch! My favorite!
11 pm - Oh boy! Sleeping in my people's bed! My favorite!
A CAT’S DIARY:
Day 183 of my captivity... My captors continued to taunt me with bizarre little dangling objects. They dine lavishly on fresh meat, while I am forced to eat dry cereal. The only thing that keeps me going is the hope of escape, and the mild satisfaction I get from clawing the furniture. Tomorrow I may eat another house plant. Today my attempt to kill my captors by weaving around their feet while they were walking almost succeeded - must try this at the top of the stairs. In an attempt to disgust and repulse these vile oppressors, I once again induced myself to vomit on their favorite chair - must try this on their bed. Decapitated a mouse and brought them the headless body in an attempt to make them aware of what I am capable of, and to try to strike fear in their hearts. They only cooed and condescended about what a good little cat I was. Hmmm, not working according to plan. There was some sort of gathering of their accomplices. I was placed in solitary throughout the event. However, I could hear the noise and smell the food. More important, I overheard that my confinement was due to my powers of inducing "allergies." Must learn what this is and how to use it to my advantage. I am convinced the other captives are flunkies and maybe snitches. The dog is routinely released and seems more than happy to return. He is obviously a half-wit. The bird, on the other hand, has got to be an informant and speaks with them regularly. I am certain he reports my every move. Due to his current placement in the metal room, his safety is assured. But I can wait; it is only a matter of time.
Epá... ADORO GATOS! ;)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Resiliência
Descobri uma nova palavra, e descobri que essa mesma palavra me define muito bem.
Para a Física, "Resiliência" corresponde à "resistência de um material a choques e a capacidade de absorver a energia do meio, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação (como uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta)."
Para a Psicologia, significa a "capacidade do indivíduo lidar com os problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em psicose. As pessoas que possuem uma maior resiliência têm características específicas: inteligência, capacidade de reflexão, humor, criatividade, expressão artística, auto-estima, capacidade de relacionamento e de iniciativa, possibilidade de independência e ética."
That's me! ;)
Estou cá com uma taxa de bazófia... Gosto mesmo de mim... lol)
domingo, 16 de novembro de 2008
A música da semana II
Adoro esta música. E é engraçado que, apesar de me fazer recordar alguns momentos da minha vida que nem por isso foram felizes, não posso deixar de ficar alegre quando a oiço. É daquelas que me fazem voar... :)
Elevadores II
Mais um episódio hilariante.
Ia o elevador a subir com umas 6 pessoas lá dentro, para parar em todos os pisos, pois todos iam para serviços diferentes. Chegámos ao 2º andar e estavam à espera 2 auxiliares com um doente numa cama. Até aí tudo bem. Eu curti foi quando, apesar desses quererem descer (e o elevador ir a subir), as mentes iluminadas daqueles que estavam dentro do elevador (à excepção de mim, claro), saem do elevador a dizer "ah e tal... tb já falta pouco... vou a pé... os doentes têm prioridade e tal...". O engraçado foi que, perdeu-se imenso tempo desde que a porta se abriu, até que as pessoas saissem e entrassem os outros com a cama (que, na mesma onda de mentalidade iluminada nem tiveram o bom senso de dizer "deixem lá que nós apanhamos o elevador quando ele descer"), e o elevador parou em mais 2 andares desnecessariamente (pois os que iam para esses pisos já tinham saido!). É claro que, eu cheguei ao mesmo tempo dos que foram de escadas, o elevador aguentou com uma carga desnecessaria, e perdeu-se mais tempo com as indecisões e estupidez humana. Espero que pelo menos o doente tenha gostado do passeio...
Melhor melhor, só quando se põem à porta na conversa com alguém que não vai para o elevador, mesmo que estejam mil pessoas à espera...
Já tinha saudades disto... lol
Missing...
Tenho saudades...
do 6º ano...
do André, da Carina...
dos "banhos" nos regadores da Alameda...
dos baloiços... e da companhia...
dos 3 meses de férias de Verão...
do calor de antigamente...
das noites às 8h e dos dias às 22h...
da Deserta quando era deserta...
das estrelas na ilha em noite de lua nova...
do cheiro da sala da aula de guitarra...
do cheiro da faculdade...
do mIRC...
dos encontros no Saldanha...
das passagens de autocarro por Quarteira à meia noite...
do Serrão...
de Cascais...
do sumo de morango e da banda sonora do "B.d'A."...
... do 6º ano...
do André, da Carina...
(...)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Notícia de última hora!
STP will be playing the new Club Nokia in downtown Los Angeles in New Year's Eve.
!!!!!!!!! A minha passagem de ano de sonho!... Este ano, só compensava se terminasse dessa maneira... Quanto custa uma passagem pra LA??
Scott Weiland's new album, "Happy" In Galoshes. The Special Deluxe Edition includes two discs, 19 songs & over 88 minutes of music, an expanded, full color 16-page booklet, a redemption card for a free Scott Weiland t-shirt, and an immediate download of the new single "Missing Cleveland"!
Sai a 25 de Novembro...
Aqui, só dou boas informações... ;)
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Eleições terminadas
Parabéns a Obama!!
A esperança estava lá, apesar de me manter muito céptica até ao final. É que errar uma vez, compreende-se... mas não aprender com os erros já é sinal de burrice (e 2 mandatos do Bush, é a prova). Será que os americanos finalmente estão a evoluir e a ficar menos broncos? Espero que sim. Ou talvez foi apenas o facto de Obama ser negro o que motivou muita gente a votar nele, para se "fazer história". Porque caso contrário, seria apenas um candidato branco, novo (ou inexperiente como muita gente lhe chamou), e com ideias de construção e união que vão contra toda a política de Bush (e McCain), tão "amada" pelo "povinho". De uma maneira ou de outra, e independentemente da cor da pele, estou contente pela vitória.
Está na altura de viajar em direcção a um mundo melhor.
A ver vamos...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Tão crescido!
O meu bebé está tão crescido! Ontem saltou para cima dos armários do escritório! A última (e única) tentativa não tinha corrido bem, e ele deve ter ficado traumatizado. Mas ontem, fê-lo como se já o tivesse feito durante toda a vida! É certo que é uma coisa que as irmãs já fazem há mais de um ano, mas os "machos" demoram sempre mais tempo a amadurecer... (se é que lá chegam :P) , mas também é verdade que ele tem mais 1Kg que elas. De qualquer modo, está de parabéns. Mais um universo para descobrir...
Na onda das viagens
Nos últimos tempos não ando a ter muita sorte com o meu boguinhas. Acredito piamente que um certo alguém com talentos de bruxaria me rogou uma praga (nisso e noutras coisas). Não obstante, fiz com ele a minha primeira "grande" viagem.
Foi no último fim de semana, e a jornada até à minha belíssima terra correu bastante bem, apesar de todas as intempéries (a tampa do capô a ameaçar saltar e a chuva que me açoitou durante alguns Km). Ok, o peso era muito superior aos 46Kg que ele costuma transportar (como diria a minha mãe: "Tás tão magriiiiiiiinha!"), e por isso o vento não foi de todo um problema. Também por isso, houve alturas em que o ponteiro quase chegou ao limite máximo (o efeito "bola de neve" das descidas). Só não o permiti porque tive medo que aparecesse uma mensagem tipo "Autodestruição dentro de 5 segundos" (com a tampa assim, não me arrisquei... tanto!). De qualquer modo, para quem acha que o Smart não é um bom carro para viagens longas (sinceramente não percebo qual é a lógica desse pensamento, mas enfim), eu aqui afirmo que é um carro como os outros.
Quando me der um vipe de necessidade de condução, já sei onde ir... sem destino...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
A música da semana
Ok, choquem-se, também oiço outros estilos de música. Aliás, penso que os vários géneros musicais encontram sempre algum momento da nossa vida em que se tornam perfeitamente adequados, apesar de à partida poderem não corresponder ao nosso estilo preferido. Ou porque estamos contentes, ou porque estamos tristes, ou porque simplesmente não nos apetece pensar em nada, acabamos por escolher a nossa banda sonora de modos extremamente variados. Isto porque a música tem a capacidade de modelar o nosso estado de espírito e de nos contar histórias às vezes muito parecidas com a nossa.
Aqui fica uma daquele que, actualmente, considero o melhor dentro do estilo dele (e digam lá meninas, se ele não é como o vinho do Porto? ;) ... eheh)
What goes around, comes around... ah pois é...
domingo, 2 de novembro de 2008
Castanhas
O frio... as árvores despidas... os primeiros aguaceiros... e o cheirinho a castanhas! Não há melhor do que passear pela baixa lisboeta a saborear um cartucho de castanhas... nham nham... Bem... melhor melhor é chegar rapidamente a casa com as castanhas ainda quentinhas e ver um bom filme enrolada num cobertor, a saborear esta delícia da estação. ;)
sábado, 1 de novembro de 2008
Informação cultural
Acabei de ver na televisão, que a exposição de Juan Muñoz que eu vi em Bilbau vai estar em exibição no Museu de Serralves até 18 de Janeiro. Vale a pena ir visitar, mas sugiro que participem nas visitas guiadas, caso contrário muito provavelmente não vão perceber nada :)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Bangkok
Por motivos de trabalho, estive em Bangkok durante esta última semana. Nunca fui grande fã da Ásia, mas de qualquer modo, ia com algumas expectativas.
Ora bem. O jet lag (7h de diferença) nem o senti (para quem está habituado a urgências de 24h sem saída de banco, ir a Bangkok é peanuts...).
O primeiro impacto é aquele calor húmido em pleno "Inverno". Fez-me lembrar Punta Cana. E de facto, isso é muito bom se estivermos num resort em Pucket ou nas ilhas Phi Phi em fato de banho, mas em Bangkok não será prudente andar muito "descascado". É que para compensar (e para ser possível usar os modelitos Outono/Inverno), todos os espaços fechados (hotéis, centros comerciais, transportes públicos) permanecem a uma temperatura que duvido que seja superior a 18ºC.
Os seus 10 milhões de habitantes moram em apartamentos com duas divisões: um quarto e uma casa de banho. Não é necessário cozinha pois a comida é feita na rua. Tudo à base de fritos de frango e porco e peixe (ou outra coisa qualquer...), fruta descascada e cortada... Qualquer hora é hora para comer. Não me atrevi a provar (ou melhor, provei apenas no centro de congressos, pois aí pelo menos não vi as condições de confecção e higiene... e há coisas em que é melhor ficar na ignorância). Imagino o pessoal da ASAE a passar por ali... tinham um enfarte!
Depois, não convém parar em sítio algum. Isto porque aparecem logo mil pessoas a quererem oferecer qualquer tipo de serviço. E depois é a filosofia do "regateio"... (mesmo nos táxis com taxímetro é preciso obriga-los a liga-lo!)
Quanto à parte cultural... além dos inúmeros pequenos altares dispersos por toda a cidade, na parte velha de Bangkok é onde estão os templos. São giros e tal... mas depois de se ver um, os outros não variam muito. Aliás, é assim em todos os aspectos. Por exemplo, são capazes de ter um centro comercial de 7 andares só com artigos de electrónica e informática, mas que acaba por ser um aglomerado de "lojas dos chineses", umas atrás das outras, e em que a única diferença é que talvez uma das lojas tenha uma cópia mais fiel do iPhone do que a do lado.
Quem me tira a Europa tira-me tudo (ok... com a excepção para as Caraíbas... Bora Bora...). Já tinha saudades da comida, saudades até do frio... Só não tinha saudades dos taxistas (e de me cobrarem 8 euros quando no taxímetro marca 4,40). Se calhar não somos assim tão diferentes (ou se calhar os taxistas é que tiram todos o curso na mesma escola).
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Bubble Bobble
Uma homenagem ao melhor jogo de computador de sempre (pelo menos para mim :P)! Bubble Bobble... LINDO! Muitas tardes passei eu a jogar (Carolina, 100 níveis em meia hora... eramos as maiores!) ao som do rádio... belos tempos! Deve ter sido o jogo que eu mais joguei na minha vida (talvez igualado pelo Covert Action e logo seguido pelo Lotus).
Ok, é o típico jogo de gaja, mas não deixa de ser espectacular (quem diz o contrário é porque nunca jogou... ok, Gil? :P). Eram só bons valores morais nas entrelinhas... Já não se fazem jogos assim. Agora é tudo a 3D e cheios de cocozices mas sem encanto... (basta ver o BB evolution para a PSP). É a geração "tiro neles" ou "sangue por todo o lado". nde estão os bonequinhos gordinhos e coloridos a destruir os maus com bolhinhas, e a ganhar a recompensa (os fantásticos gelados, bolos gigantes, diamantes e fruta)? É por isso que hoje em dia só jogo Solitário... :P
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
1848
Tenho de partilhar esta informação com o resto do mundo: descobri o melhor chocolate de sempre!
Pois é... uma tablete fininha de chocolate negro... com pepitas de café (imagine-se!!).
Não consigo parar de comer... Agora vejam lá se não vão todos a correr para o supermercado e me esgotam o stock!... Olhem que ainda me dá uma coisinha má!
domingo, 12 de outubro de 2008
Se um dia me casasse...
... em vez de uma valsa qualquer, seria esta música que abriria o momento de dança (espantem-se... não é STP nem Jamiroquai :P).
sábado, 11 de outubro de 2008
Gordura e formosura... ou enfarte cardíaco
Já repararam que aqui há 20-30 anos havia sempre "o gordo" da turma? Era sempre, gozado, e muitas vezes posto de parte, como qualquer outro que fosse diferente (o marrão, o caixa de óculos...), pois afinal, as crianças são mais honestas que os adultos (podendo chegar mesmo ao limite da crueldade, já que a verdade pode ser dolorosa), e não têm meias medidas em pôr alguém de parte e a dizê-lo com todas as letras... falta-lhes o cinismo que se ganha com a idade... mas não é disso que vou falar.Actualmente, vive-se a geração McDonalds. A fast food veio para ficar, e mesmo num país em que se come tão bem, é díficil resistir ao sabor da gordurinha... Eu ainda assim tive sorte, pois só praticamente aos 20 anos é que comecei a entrar nessa onda. Até lá, a comidinha da mamã e o facto de morar numa cidade sem grandes centros comerciais (aliás, até em Lisboa havia (só) as Amoreiras), fez com que só muito tarde começasse a "drogar-me".
Hoje olho para as rapariguinhas e é ver os pneus a transbordarem por cima das calças de cintura descaída. Aliás, até começo a achar que as próprias fábricas de roupa começaram a fazer modelos para pessoas cilíndricas, sem cintura. Antigamente não se usava certo tipo de roupa porque nos desfavorecia... mostrava uma barriguinha aqui... uma gordurinha ali... Agora, já não há esse problema. Porque toda a gente tem uma banhinha a mais... já não se tem "vergonha" de mostrar o que quer que seja. E de certa forma, o que interessa é que nos sintamos bem e não aquilo que os outros possam pensar de nós. Paradoxalmente, vivemos numa época em que cada vez mais se dá importância ao aspecto exterior, e quanto mais bonito, mais elegante, mais bem vestido (e mais acerebrado), mais sucesso se tem.
Arriscaria dizer que a esperança de vida vai começar a diminuir. A obesidade não traz nenhuma vantagem, nem física nem psicológica. Toda a gente sabe disso. Mas é tão bom comer batatas fritas... :P.
Chegámos à altura em que os "gordos" vencem. Num futuro próximo haverá o "magro da turma", que será com certeza objecto de gozo. A vida dá realmente muitas voltas...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Palavras
Já que estou numa de "língua portuguesa", faço aqui uma homenagem à minha palavra preferida: Pastel (e as que derivam dela). Não sei porque é que me lembrei disto agora (talvez por estar com fome), mas de facto adoro a sonoridade dessa palavra. "Pachetéél"... "Pachetelaria"... E por acaso, o respectivo "objecto" é agradável. Não sou nada esquisita a nível de pasteis... desde os doces aos salgados (com excepção apenas para os eventuais "pasteis humanos" que andam por aí)... Hmmm... já ia ali a Belém...
Também gosto da palavra Piursa. Não só pela sonoridade, mas porque me lembra a malta de Cascais (sim, foi pela boca de um deles que ouvi pela 1ª vez essa palavra... tá a ver?), e porque sim, também estou piursa neste momento. Piursa e Possessa...
Oh well...
Xim, eu xei ler e exkrever
1 koiza k m irrita pfundament é o pexoal k exkreve kom "kapas" e "xis" em xituaxões k n funxionam komo abreviatura nem kom a funxão de tornar a palavra maix pekena e, portanto, maix rápida de exkrever.
Já vos aconteceu estar em qualquer site e ver textos escritos por "teenagers"? Se por acaso me dou ao trabalho de tentar ler alguma coisa do que eles escreveram, acabo por perder a paciência e desistir. Será que também escrevem assim nos testes? Será que daqui a uns anos quando tiverem de fazer um curriculum também vão escrever assim? Uma coisa é tentarmos tornar a escrita mais rápida, no computador ou no telemóvel (sim, admito que de vez em quando também uso um "k" para substituir o "qu"). Outra coisa é substituir letras só porque é giro (????). Eu sinceramente espero que eles não falem como escrevem... e que tenham a noção de como é que se escreve correctamente.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Velha e acabada
Basta deixar de andar de carro, deixar o nosso mundo, a nossa concha (quase) intocável, para voltar a ter contacto com pessoas que normalmente no dia a dia não teria.
Hoje senti-me velha. Estive rodeada de adolescentes. Parece que ainda foi ontem que passei por "lá". Eu também fui assim? Será que também tinha aquele ar de miudinha? Será que também fazia aquelas figuras tristes? (sim, disso tenho a certeza... lembro-me de umas quantas, só assim de surra... :P).
É ridículo como nessa idade as preocupações são centradas em situações de vida ou morte, tipo, as borbulhas, a roupa de marca, o fazer "estrilho" para ser "cool". Os problemas existenciais de integração... o ser aceite no "grupo"... as saídas à noite... os copos... os cigarros... os amores platónicos...
Agora que olho para trás, reparo que, apesar de não ter sido um período agradável, consegui atravessa-lo sem grandes cedências. Mantive-me fiel às minhas convicções, sempre na minha onda (como ainda o faço), apesar de que teria sido bem mais fácil (e talvez mais feliz) se não o tivesse feito. O risco de se deixar influenciar é muito grande nessa fase da vida. É cómodo ser uma "maria vai com as outras" (e muita gente continua a sê-lo na vida adulta). Nesse sentido estive bem. Mas perdi outras coisas...
É uma fase em que parece que o mundo vai acabar por qualquer coisa de mal que nos acontece. Felizmente, já nessa altura tive a inteligência suficiente para perceber que a vida continua. Basta olhar para o lado e ver que as pessoas mais velhas estão lá... portanto, sobreviver é possível... apesar de que os problemas só tendem a ficar mais graves com o tempo, mas também a nossa capacidade de "encaixe" é maior.
Hoje olho para trás e dá-me vontade de rir. Se fosse hoje... ai ai... As coisas que ficaram por dizer e por fazer (por inexperiência, medo e crenças em contos de fadas... pura estupidez!). A ingenuidade... os sonhos cor de rosa... É tudo vivido com muita intensidade. É o "para sempre" e o "nunca mais". Mas com a idade percebe-se que a vida é bem mais complicada... e os finais felizes ("para sempre") são raros nos dias que correm.
Mas há recordações que vão mesmo ficar "para sempre". Há situações que "nunca mais" viverei e pessoas que "nunca mais" vou ver (felizmente para muitas, infelizmente para algumas). Há imagens da minha memória que me fazem sorrir e que me deixam triste por não voltarem mais... Se fosse hoje... ai se fosse hoje... Acho que essa é a grande dádiva da adolescência: aquilo que nunca nos chegou a dar.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
1/10/2008
Outubro...
Mais uma etapa da minha vida... Mais uma fase... Mais uma passagem... Mais uma meta...
Pelo menos sobrevivi ao Setembro... Com mossas, mas viva...
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Telélé
Como é que o telefone pôde revolucionar a humanidade? Simples. Tornando-se móvel.
Hoje olho para trás e penso como é que se conseguia sobreviver sem este objecto! Como é que as pessoas se conseguiam encontrar e combinar coisas. Como é que as pessoas faziam quando surgia um imprevisto?
A realidade é que vivi 2/3 da minha vida sem este objecto. E mesmo estudando fora, nunca deixei de ter boleia para casa quando ia de fim de semana (por vezes à custa de grandes secas por parte dos meus pais...). Nunca deixei de ir aqui ou ali, com a pessoa X ou Y, por não ter telemóvel para combinar. Por outro lado, o facto de estar "sempre contactável" também pode ter aspectos negativos... mesmo que o desliguemos, lá está o aviso de que o fulano nos ligou...
É um objecto engraçado. Capaz de nos proporcionar momentos de alegria (quando recebemos a chamada de alguém que ansiamos), momentos de desânimo (quando afinal a chamada não é desse alguém) ou de raiva (quando a conversa corre mal... podendo mesmo habilitar-se a ir parar contra alguma parede e ter de ser substituído).
Hoje admito que seria difícil viver sem ele. Mesmo que ele não se manifeste. Mesmo que passem dias sem que ninguém me ligue ou mande sms's. Só o facto de não o ter perto despoleta logo a dúvida: "será que alguém me ligou?". E eu detesto esses estados de incerteza.
É daquelas coisas que, depois de se ter, é "impossível" voltar atrás... pelo menos para mim.
Sou camionista.... sou o maior!
Porque é que os camionistas insistem em fazer ultrapassagens a 80 Km/h, quando o carro que se aproxima na faixa da esquerda vai a 120 km/h?
Eu sinceramente não percebo. Será que esse pessoal não tem a noção... da distância... da velocidade... do código da estrada?? O mais giro é quando ultrapassam alguém que vai a menos 1Km/h que eles... Enfim... Raro é o dia em que não me irrito com algum desses cromos.
De qualquer maneira aqui fica a votação:
Porque se algum veículo ficar destruído, de certeza que não é o dele (6)
Pensam que os espelhos só servem para verem as traseiras das gajas boas que passam por eles na rua (3)
Porque pensam que são os donos da estrada (a seguir aos taxistas, claro!) (1)
Tiraram a carta na Farinha Amparo (0)
Eu ainda assim, continuo a achar que eles precisam é de óculos (porque aquilo de ficar a olhar muito tempo para os calendários deve estragar a visão)... e de uma boa dose de civismo automobilístico.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Os trintões
Devo confessar que, até à altura em que entrei na casa dos 20 e tais, achava que a partir dos 30 anos era o início do fim. Olhava para os trintões como aqueles seres que tinham parado no tempo, que só ouviam música de porcaria, que não tinham o mínimo sentido de humor (ou no máximo faziam piadas pouco inteligentes) e que já tinham ficado carecas e barrigudos... Contudo, olho para mim agora, a caminhar a passos largos para a "década da decadência", e vejo que afinal as coisas são um bocadinho diferentes daquilo que eu imaginava. Continuo a ouvir a música "do meu tempo" (pois pouco do que sai de novo me parece ter qualidade ou sai fora do "comercial teenager"), mas penso que mantive o sentido de humor (ah, e não estou careca nem barriguda). Mas tenho a certeza que o pessoal de 18 anos me vê como uma cota.
Não posso dizer que estou igual ao que era há 10 anos atrás, pois em 10 anos (que passam a correr!) vive-se muita coisa, aprende-se muita coisa. A questão é que, inevitavelmente, é essa diferença de 10 anos nos faz experimentar coisas que a geração seguinte não tem ideia. E daí essa sensação de que os trintões eram seres de outro planeta. Velhos.
A propósito de um artigo de Nuno Markl, e tal como ele diria, "a juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida (...) porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta."
Veja-se o caso dos desenhos animados. Já lá vão os tempos dos bonecos queridos e coloridos, com histórias que não se centravam sobre a aniquilação da humanidade... Lembro-me dos sábados de manhã, acordada em frente à TV, ainda sem a programação ter começado (com a Ana Faria e os Queijinhos frescos como tema de fundo), à espera que chegasse a sequência de bonecada. Eu sou do tempo do D'Artacão, do Bocas, passando pelos Duck Tales e Gummy bears... Sim, eu chorava com a música do Marco! Belos tempos. Os Power Rangers marcaram o início da desgraça... A hora da novela era sagrada... naquela altura em que dava uma única novela na televisão, e havia apenas a RTP. Até o "Festival da canção" e a eleição da "Miss Portugal" eram momentos imperdíveis.
Os velhos jogos de computador... aqueles que cabiam (em conjunto com outros 3 ou 4) numa única disquete. Oh meu deus... as disquetes... eu ainda cheguei a ver aquelas com tamanho XXL. Eu pergunto se os putos de hoje em dia alguma vez viram uma disquete. Ou se sabem o que é o DOS, ou o spectrum! Os jogos a 2D... Confesso que passei muitas tardes a jogar computador. Era um vício. Mas não foi por isso que deixei de brincar, de correr, de andar de baloiço nos parques com areia (!) e não com aquele chão emborrachado que têm actualmente, não vão os miúdos apanhar alguma doença! Hoje em dia os "putos" querem é PSP e telemóveis para mandar mensagens. São uns meninos. Segundo o N.M., e muito bem, "se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. (...) No meu tempo, se um gajo dava um malho nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse."
O que me custa é que os pais potenciam e mantêm esta situação. Será que se esqueceram que não tiveram 1/10 das mordomias que exigem hoje para os filhos como condição indispensável à sua sobrevivência? No meu tempo, ia sozinha para a escola, a pé, à chuva se fosse preciso. Nunca andei em nenhum colégio de meninos de bem. Tive colegas que hoje, provavelmente, já devem ter morrido de overdose. E, no entanto, não foi por isso que não cheguei onde cheguei. "Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? (...) E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade... Agora não falta nada aos putos."
Agora que estou quase nos 30, percebo que há coisas que já não voltam. Mas pelo menos vou sempre pertencer a uma boa colheita. Não a trocava por nada... muito menos por uma geração "Morangos com açúcar".
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Pensamento do dia
"É tão cómodo, fácil e conveniente quando o outro decide por ti."
Já vos aconteceu? Espero que não. É que isso diz muito sobre uma pessoa...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Bilbau
Bilbau...havia tanta coisa para dizer sobre Bilbau... naaa.. estava a brincar ;) Mesmo assim, depois de ter passado uns dias nessa pequena cidade, não posso deixar de fazer alguns comentários.
Para quem gosta de bom tempo, é melhor ficar em Portugal (a menos que queira experimentar as 4 estações num só dia). Para quem gosta de ver monumentos e afins, é melhor escolher outro destino (em toda a cidade apenas vi uma igreja).
O que há para ver então em Bilbau? Bem... além de ter edifícios com fachadas muito bonitas, tem o Guggenheim. O edifício, por si só, está muito giro, e aquele aspecto frio e rígido do metal acaba por ser apenas para enganar (as escamas de titânio não são frias e são moldáveis com o toque!). Por dentro, várias exposições, permanentes ou temporárias. "The matter of time" de Richard Serra é simplesmente fabulosa. Só estando lá para percorrer aqueles labirintos e experienciar a acústica. E depois, a arte de Juan Muñoz, algo que, se não tivessemos guia, eu jamais gostaria pois não compreenderia a mensagem que une toda a obra (se bem que mesmo com guia muita gente não gostou...). Duas palavras: Bru Tal. Em "Many times", é de experimentar a sensação de ir para o centro de um círculo de estátuas que olham e sorriem para nós sem percebermos porquê...
Ainda relativamente a arte, o Museu de Belas Artes, é um bocado fraquinho (pelo menos para quem já foi ao Louvre...). Fica visto em uma hora e pouco... lol
Quanto à gastronomia, digamos que o melhor que eles têm são as entradas (os chouricinhos e tal...). As sobremesas são todas horríveis, o café é pior ainda e a comida em si deixa um pouco a desejar (até houve um restaurante XPTO de cozinha tradicional em que se comia peixe cru... e não, não era Japonês). E apesar de serem como nós em relação ao gosto pelo bacalhau, simplesmente não o sabem cozinhar. Realmente, ainda estou para descobrir um sítio onde se coma melhor do que em Portugal.
Finalmente, uma palavra sobre a vida nocturna. Lisboa? Barcelona? Amsterdão? São uns meninos comparados com a noite de Bilbau! Ok... estou a exagerar um bocadinho. Não, pronto, estou mesmo a mentir. Digamos que, a partir do momento em que os convidados de um baptizado entraram em peso para beber café no Museu de Belas Artes, algo me disse que não haveria grandes alternativas a nível de animação. E claro que não me enganei. A noite de Bilbau é... tipo... como diria... a visão do inferno. A noite começou com a guia a levar-nos ao "sítio do momento" (e que, convenientemente ficava perto da casa dela... Porque seria que ela nos deixou lá e nem esperou que entrassemos?). É que a noção que eles têm de "lounge" é um bar/discoteca sem mesas nem cadeiras, dividido entre um corredor onde está o balcão e um cubículo onde se dança... Isto associado ao facto de que o cubículo estava cheio com os convidados de um casamento (noivos inclusivé). Resolvemos procurar outro local mais agradável... e... não só verificámos que eram todos no mesmo andamento, como acabámos por decidir ir para um que ficava perto do hotel (mais que não fosse para ser mais fácil fugir dali...). Pois bem. O que se seguiu foi das experiências mais bizarras da minha vida. Nunca tinha visto um sítio assim. Qualquer coisa tipo "Aberto até de madrugada" meets "Gato preto gato branco" meets "David Lynch" meets "outra coisa qualquer". Desculpem não fazer grande descrição além desta, mas aquilo só vendo. Ah! E estavam lá 4 casamentos (o funeral ia sendo o meu, se ficasse lá mais um minuto). Enfim. A lição que se tira é que por ali o casamento é o melhor pretexto para sair à noite.
De um modo geral, acabou por ser melhor do que esperava (as minhas expectativas estavam muito em baixo). Mas para a próxima espero que me convidem para Barcelona ;)
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Questões de carácter
As pessoas teimam em confundir "extroversão" ou "simpatia" com "bom carácter". Partem do princípio de que alguém muito falador e de riso fácil só pode ser boa pessoa. É muito fácil gostar desse tipo de pessoas... O que ninguém se lembra é que essas qualidades são essenciais para o engano. É a velha táctica do "vendedor". Muito paleio e lá se vai enrolando a vítima. Inicialmente até parece um abraço, e os totós continuam a pôr as mãos no fogo e a cair que nem patinhos... mas com o passar do tempo o abraço transforma-se num aperto traiçoeiro de jibóia... e normalmente aí já é tarde demais para reverter a situação. Pessoas que usam essas qualidades para atingir os seus fins, são as mais perigosas. É que reparem, as antipáticas, caladas ou de pouco riso, não enganam ninguém, pois à partida não são pessoas de quem se goste tão facilmente. Se tiverem atitudes menos dignas, já toda a gente estava à espera!... "ah e tal... nunca gostei muito dele...".
Às vezes, o falar muito, o rir muito, o rir alto, o dar nas vistas, mostra apenas que por dentro há uma pessoa imensamente desprovida de qualidades. São as chamadas "sonsas". Nos dias que correm, o invólucro exterior é muito mais importante que qualquer outra coisa (a imagem vende... e muito), e elas aproveitam-se disso. Há quem só passe para fora aquilo lhe convém. São armas que se usam para se conseguir o que se quer. Mas fingimento ou dissimulação jamais poderão ser sinónimos de bom carácter.
Quem é intrinsecamente "bonito" não precisa de uma camada de "maquilhagem" em cima para o parecer.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Informação meteorológica
Só para que conste, hoje foi o melhor dia de praia deste Verão.
A temperatura foi a ideal, com um calor perfeitamente saudável e suportável pela ligeira brisa que corria. Bandeira verde, mar que mais parecia o do Algarve, tanto em relação à temperatura (sim, tomei banho!) como à ondulação (tipo piscina). Música ambiente perfeita (a minha selecção preferida), uma leitura agradável, um crepe com gelado delicioso e pouca gente (o que significa pouco trânsito no regresso). Só lá faltavam os habitués (Sérgio e Vicente... espero que o trabalhinho esteja a correr bem!). Só o pôr do sol ficou escondido pelas nuvens que começaram a aparecer. Toda esta conjuntura fez deste dia, o dia de praia perfeito (sim, vamos considerá-lo dessa forma, porque também não se pode pedir tudo!...).
Achei que devia ficar registado ;P
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A aventura da condução
Estive praticamente 8 anos sem conduzir porque não gostava nem tinha necessidade (ou até tinha, mas o "não gostar" era mais forte). Até que a necessidade cresceu e fui obrigada a passar para o lugar do condutor. E ainda bem. Descobri que gosto de conduzir. E muito. A única desvantagem é não poder ir simplesmente a olhar pela janela, perdida nos meus pensamentos...
Gosto de conduzir. Agora posso dizê-lo. Principalmente se for depressa (mesmo quando tenho todo o tempo do mundo). Isso de certo modo não é de admirar, uma vez que sempre estive habituada a viajar depressa (no lugar do morto), e mesmo andando a pé detesto andar devagar. Gosto sobretudo de fazer viagens longas (ainda não acho muita piada a isso de andar dentro da cidade...) e sabe-me bem perder uma boa meia hora a conduzir (depressa... claro). Além disso, é uma boa desculpa para ouvir a minha música (bem alto). Ando com vontade de fazer umas centenas de Km, sem destino... só pelo prazer.
Só tenho pena que o meu carro não dê mais que 140 (ok... 150 se for uma descida... :P)... e pena maior ainda, o facto de ter regressado o meu maior inimigo... o vento! Hoje já senti o meu bólide a "esvoaçar"... e isso significa que, na melhor da hipóteses, vou voltar a andar nos 120... (e sendo já isso um verdadeiro desporto radical). Quando chegar a altura de trocar de carro, terei de comprar um mais potente (afinal, agora admito que os cavalos são bem importantes...) e já agora que não "abane" tanto... Talvez um Brabus!... lol
Acho que as tardes perdidas a jogar Lotus (e a ganhar... eheh), queriam dizer alguma coisa que na altura me escapou...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Crise
E eis que chegou um mês que eu sempre detestei. Setembro. Antigamente porque assinalava o fim do Verão... os dias mais pequenos... o frio a aparecer... o fim das férias... o início das aulas... Agora, simplesmente porque, apesar de o Verão já não ser o que era e eu já não andar a estudar, não deixa de ser um mês triste. Até a dormir já tenho frio... É aquela altura do ano em que me apetece emigrar para um país tropical... O sol faz milagres a nível da disposição... Enfim. Simplesmente estou sem inspiração e este mês não me irá ajudar em nada. Pelo contrário.
Precisava agora de outro Verão para me animar um pouco. Maybe next year... :´(
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Amores"
Cada vez mais as pessoas forçam determinados sentimentos para de certa forma suplantarem outros menos agradáveis. Cada vez mais oiço histórias de "amores" que são tudo menos isso, e daí as aspas. Cada vez mais, as pessoas chegam à conclusão (às vezes tardia) que não sabem o que é o Amor... porque o confundem com outras coisas...
Pois eu nessa história do Amor sou muito pragmática. Não acredito em "paixões" ou "amores" que surgem devagarinho, depois de se ir conhecendo a pessoa ao longo de meses ou anos a fio... O "amor" que surge com o tempo não é amor. Chama-se "Carência". Carência de muita coisa, inclusivé carência de nós próprios. Carência de auto-confiança e de auto-suficiência... em resumo, o ser uma grande nulidade como pessoa. Quando o "amor" é uma tábua de salvação (novamente, de muita coisa, inclusivé uma tábua de salvação de nós próprios), é porque não é amor... Inconscientemente, sem que se apercebam, é o engano do "melhor que nada". É a necessidade de ter alguém ao lado... é o querer ter companhia à força... É o medo da solidão...
A solidão... oh... a solidão... O maior medo da alma humana... o medo de ficar sozinho para toda a vida... o desespero de ver os anos a passar... a frustração de ver os outros felizes com alguém ao lado... e nós sem ninguém...
Realmente, só quem já esteve sozinho consegue conhecer-se a si próprio e atingir a tal auto-confiança e a tal auto-suficiência. Mas, infelizmente, nem toda a gente que está ou esteve sozinha consegue atingir esse nível. Daí passarem a vida atrás da velha solução da substituição... substituir um "amor" por outro a qualquer custo... e só descansarem quando o conseguirem... seja lá como for que o conseguem. Será talvez mais fácil do que reflectir e perceber que a solução é crescer como pessoa individual em vez de depender eternamente da "felicidade" que nos proporciona algo (alguém) exterior a nós. Talvez o medo da solidão seja maior do que a dádiva de sermos felizes por nós próprios. É que isso pode ser perigoso... percebermos que não precisamos de ninguém... tornarmo-nos irremediavelmente exigentes e incapazes de voltar a amar alguém que não reuna todos os critérios que ambicionamos (no meu caso, "The Fantastic 4"... private joke...)... tornarmo-nos sós... o medo que a liberdade se torne um vício, já dizia o outro...
Acredito no Amor... no verdadeiro Amor! Naquele Amor que começa pela paixão, logo no 1º momento... no 1º impacto... o tal "clique"... e que, depois da paixão descansar, permanece como aquele calor que nos aquece por dentro, aquela calma que nos faz sentir que a vida vale a pena... Esse Amor puro... isolado de outros sentimentos... sem mágoas, sem remorsos, sem medos. É esse Amor que consegue vingar verdadeiramente... porque as pessoas que o vivem são de facto felizes... Não é o outro amor... o de substituição... aquele que inevitavelmente termina quando a ilusão se desvanece.
O problema é que o Amor verdadeiro só pode surgir quando as duas pessoas atingiram a tal maturidade em que não se importam de estar sozinhas. Acredito que esse Amor verdadeiro existe e não é apenas ilusão do meu pensamento.




