Como é que o telefone pôde revolucionar a humanidade? Simples. Tornando-se móvel.
Hoje olho para trás e penso como é que se conseguia sobreviver sem este objecto! Como é que as pessoas se conseguiam encontrar e combinar coisas. Como é que as pessoas faziam quando surgia um imprevisto?
A realidade é que vivi 2/3 da minha vida sem este objecto. E mesmo estudando fora, nunca deixei de ter boleia para casa quando ia de fim de semana (por vezes à custa de grandes secas por parte dos meus pais...). Nunca deixei de ir aqui ou ali, com a pessoa X ou Y, por não ter telemóvel para combinar. Por outro lado, o facto de estar "sempre contactável" também pode ter aspectos negativos... mesmo que o desliguemos, lá está o aviso de que o fulano nos ligou...
É um objecto engraçado. Capaz de nos proporcionar momentos de alegria (quando recebemos a chamada de alguém que ansiamos), momentos de desânimo (quando afinal a chamada não é desse alguém) ou de raiva (quando a conversa corre mal... podendo mesmo habilitar-se a ir parar contra alguma parede e ter de ser substituído).
Hoje admito que seria difícil viver sem ele. Mesmo que ele não se manifeste. Mesmo que passem dias sem que ninguém me ligue ou mande sms's. Só o facto de não o ter perto despoleta logo a dúvida: "será que alguém me ligou?". E eu detesto esses estados de incerteza.
É daquelas coisas que, depois de se ter, é "impossível" voltar atrás... pelo menos para mim.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Telélé
Sou camionista.... sou o maior!
Porque é que os camionistas insistem em fazer ultrapassagens a 80 Km/h, quando o carro que se aproxima na faixa da esquerda vai a 120 km/h?
Eu sinceramente não percebo. Será que esse pessoal não tem a noção... da distância... da velocidade... do código da estrada?? O mais giro é quando ultrapassam alguém que vai a menos 1Km/h que eles... Enfim... Raro é o dia em que não me irrito com algum desses cromos.
De qualquer maneira aqui fica a votação:
Porque se algum veículo ficar destruído, de certeza que não é o dele (6)
Pensam que os espelhos só servem para verem as traseiras das gajas boas que passam por eles na rua (3)
Porque pensam que são os donos da estrada (a seguir aos taxistas, claro!) (1)
Tiraram a carta na Farinha Amparo (0)
Eu ainda assim, continuo a achar que eles precisam é de óculos (porque aquilo de ficar a olhar muito tempo para os calendários deve estragar a visão)... e de uma boa dose de civismo automobilístico.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Os trintões
Devo confessar que, até à altura em que entrei na casa dos 20 e tais, achava que a partir dos 30 anos era o início do fim. Olhava para os trintões como aqueles seres que tinham parado no tempo, que só ouviam música de porcaria, que não tinham o mínimo sentido de humor (ou no máximo faziam piadas pouco inteligentes) e que já tinham ficado carecas e barrigudos... Contudo, olho para mim agora, a caminhar a passos largos para a "década da decadência", e vejo que afinal as coisas são um bocadinho diferentes daquilo que eu imaginava. Continuo a ouvir a música "do meu tempo" (pois pouco do que sai de novo me parece ter qualidade ou sai fora do "comercial teenager"), mas penso que mantive o sentido de humor (ah, e não estou careca nem barriguda). Mas tenho a certeza que o pessoal de 18 anos me vê como uma cota.
Não posso dizer que estou igual ao que era há 10 anos atrás, pois em 10 anos (que passam a correr!) vive-se muita coisa, aprende-se muita coisa. A questão é que, inevitavelmente, é essa diferença de 10 anos nos faz experimentar coisas que a geração seguinte não tem ideia. E daí essa sensação de que os trintões eram seres de outro planeta. Velhos.
A propósito de um artigo de Nuno Markl, e tal como ele diria, "a juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida (...) porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta."
Veja-se o caso dos desenhos animados. Já lá vão os tempos dos bonecos queridos e coloridos, com histórias que não se centravam sobre a aniquilação da humanidade... Lembro-me dos sábados de manhã, acordada em frente à TV, ainda sem a programação ter começado (com a Ana Faria e os Queijinhos frescos como tema de fundo), à espera que chegasse a sequência de bonecada. Eu sou do tempo do D'Artacão, do Bocas, passando pelos Duck Tales e Gummy bears... Sim, eu chorava com a música do Marco! Belos tempos. Os Power Rangers marcaram o início da desgraça... A hora da novela era sagrada... naquela altura em que dava uma única novela na televisão, e havia apenas a RTP. Até o "Festival da canção" e a eleição da "Miss Portugal" eram momentos imperdíveis.
Os velhos jogos de computador... aqueles que cabiam (em conjunto com outros 3 ou 4) numa única disquete. Oh meu deus... as disquetes... eu ainda cheguei a ver aquelas com tamanho XXL. Eu pergunto se os putos de hoje em dia alguma vez viram uma disquete. Ou se sabem o que é o DOS, ou o spectrum! Os jogos a 2D... Confesso que passei muitas tardes a jogar computador. Era um vício. Mas não foi por isso que deixei de brincar, de correr, de andar de baloiço nos parques com areia (!) e não com aquele chão emborrachado que têm actualmente, não vão os miúdos apanhar alguma doença! Hoje em dia os "putos" querem é PSP e telemóveis para mandar mensagens. São uns meninos. Segundo o N.M., e muito bem, "se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. (...) No meu tempo, se um gajo dava um malho nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse."
O que me custa é que os pais potenciam e mantêm esta situação. Será que se esqueceram que não tiveram 1/10 das mordomias que exigem hoje para os filhos como condição indispensável à sua sobrevivência? No meu tempo, ia sozinha para a escola, a pé, à chuva se fosse preciso. Nunca andei em nenhum colégio de meninos de bem. Tive colegas que hoje, provavelmente, já devem ter morrido de overdose. E, no entanto, não foi por isso que não cheguei onde cheguei. "Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? (...) E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade... Agora não falta nada aos putos."
Agora que estou quase nos 30, percebo que há coisas que já não voltam. Mas pelo menos vou sempre pertencer a uma boa colheita. Não a trocava por nada... muito menos por uma geração "Morangos com açúcar".
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Pensamento do dia
"É tão cómodo, fácil e conveniente quando o outro decide por ti."
Já vos aconteceu? Espero que não. É que isso diz muito sobre uma pessoa...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Bilbau
Bilbau...havia tanta coisa para dizer sobre Bilbau... naaa.. estava a brincar ;) Mesmo assim, depois de ter passado uns dias nessa pequena cidade, não posso deixar de fazer alguns comentários.
Para quem gosta de bom tempo, é melhor ficar em Portugal (a menos que queira experimentar as 4 estações num só dia). Para quem gosta de ver monumentos e afins, é melhor escolher outro destino (em toda a cidade apenas vi uma igreja).
O que há para ver então em Bilbau? Bem... além de ter edifícios com fachadas muito bonitas, tem o Guggenheim. O edifício, por si só, está muito giro, e aquele aspecto frio e rígido do metal acaba por ser apenas para enganar (as escamas de titânio não são frias e são moldáveis com o toque!). Por dentro, várias exposições, permanentes ou temporárias. "The matter of time" de Richard Serra é simplesmente fabulosa. Só estando lá para percorrer aqueles labirintos e experienciar a acústica. E depois, a arte de Juan Muñoz, algo que, se não tivessemos guia, eu jamais gostaria pois não compreenderia a mensagem que une toda a obra (se bem que mesmo com guia muita gente não gostou...). Duas palavras: Bru Tal. Em "Many times", é de experimentar a sensação de ir para o centro de um círculo de estátuas que olham e sorriem para nós sem percebermos porquê...
Ainda relativamente a arte, o Museu de Belas Artes, é um bocado fraquinho (pelo menos para quem já foi ao Louvre...). Fica visto em uma hora e pouco... lol
Quanto à gastronomia, digamos que o melhor que eles têm são as entradas (os chouricinhos e tal...). As sobremesas são todas horríveis, o café é pior ainda e a comida em si deixa um pouco a desejar (até houve um restaurante XPTO de cozinha tradicional em que se comia peixe cru... e não, não era Japonês). E apesar de serem como nós em relação ao gosto pelo bacalhau, simplesmente não o sabem cozinhar. Realmente, ainda estou para descobrir um sítio onde se coma melhor do que em Portugal.
Finalmente, uma palavra sobre a vida nocturna. Lisboa? Barcelona? Amsterdão? São uns meninos comparados com a noite de Bilbau! Ok... estou a exagerar um bocadinho. Não, pronto, estou mesmo a mentir. Digamos que, a partir do momento em que os convidados de um baptizado entraram em peso para beber café no Museu de Belas Artes, algo me disse que não haveria grandes alternativas a nível de animação. E claro que não me enganei. A noite de Bilbau é... tipo... como diria... a visão do inferno. A noite começou com a guia a levar-nos ao "sítio do momento" (e que, convenientemente ficava perto da casa dela... Porque seria que ela nos deixou lá e nem esperou que entrassemos?). É que a noção que eles têm de "lounge" é um bar/discoteca sem mesas nem cadeiras, dividido entre um corredor onde está o balcão e um cubículo onde se dança... Isto associado ao facto de que o cubículo estava cheio com os convidados de um casamento (noivos inclusivé). Resolvemos procurar outro local mais agradável... e... não só verificámos que eram todos no mesmo andamento, como acabámos por decidir ir para um que ficava perto do hotel (mais que não fosse para ser mais fácil fugir dali...). Pois bem. O que se seguiu foi das experiências mais bizarras da minha vida. Nunca tinha visto um sítio assim. Qualquer coisa tipo "Aberto até de madrugada" meets "Gato preto gato branco" meets "David Lynch" meets "outra coisa qualquer". Desculpem não fazer grande descrição além desta, mas aquilo só vendo. Ah! E estavam lá 4 casamentos (o funeral ia sendo o meu, se ficasse lá mais um minuto). Enfim. A lição que se tira é que por ali o casamento é o melhor pretexto para sair à noite.
De um modo geral, acabou por ser melhor do que esperava (as minhas expectativas estavam muito em baixo). Mas para a próxima espero que me convidem para Barcelona ;)
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Questões de carácter
As pessoas teimam em confundir "extroversão" ou "simpatia" com "bom carácter". Partem do princípio de que alguém muito falador e de riso fácil só pode ser boa pessoa. É muito fácil gostar desse tipo de pessoas... O que ninguém se lembra é que essas qualidades são essenciais para o engano. É a velha táctica do "vendedor". Muito paleio e lá se vai enrolando a vítima. Inicialmente até parece um abraço, e os totós continuam a pôr as mãos no fogo e a cair que nem patinhos... mas com o passar do tempo o abraço transforma-se num aperto traiçoeiro de jibóia... e normalmente aí já é tarde demais para reverter a situação. Pessoas que usam essas qualidades para atingir os seus fins, são as mais perigosas. É que reparem, as antipáticas, caladas ou de pouco riso, não enganam ninguém, pois à partida não são pessoas de quem se goste tão facilmente. Se tiverem atitudes menos dignas, já toda a gente estava à espera!... "ah e tal... nunca gostei muito dele...".
Às vezes, o falar muito, o rir muito, o rir alto, o dar nas vistas, mostra apenas que por dentro há uma pessoa imensamente desprovida de qualidades. São as chamadas "sonsas". Nos dias que correm, o invólucro exterior é muito mais importante que qualquer outra coisa (a imagem vende... e muito), e elas aproveitam-se disso. Há quem só passe para fora aquilo lhe convém. São armas que se usam para se conseguir o que se quer. Mas fingimento ou dissimulação jamais poderão ser sinónimos de bom carácter.
Quem é intrinsecamente "bonito" não precisa de uma camada de "maquilhagem" em cima para o parecer.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Informação meteorológica
Só para que conste, hoje foi o melhor dia de praia deste Verão.
A temperatura foi a ideal, com um calor perfeitamente saudável e suportável pela ligeira brisa que corria. Bandeira verde, mar que mais parecia o do Algarve, tanto em relação à temperatura (sim, tomei banho!) como à ondulação (tipo piscina). Música ambiente perfeita (a minha selecção preferida), uma leitura agradável, um crepe com gelado delicioso e pouca gente (o que significa pouco trânsito no regresso). Só lá faltavam os habitués (Sérgio e Vicente... espero que o trabalhinho esteja a correr bem!). Só o pôr do sol ficou escondido pelas nuvens que começaram a aparecer. Toda esta conjuntura fez deste dia, o dia de praia perfeito (sim, vamos considerá-lo dessa forma, porque também não se pode pedir tudo!...).
Achei que devia ficar registado ;P
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A aventura da condução
Estive praticamente 8 anos sem conduzir porque não gostava nem tinha necessidade (ou até tinha, mas o "não gostar" era mais forte). Até que a necessidade cresceu e fui obrigada a passar para o lugar do condutor. E ainda bem. Descobri que gosto de conduzir. E muito. A única desvantagem é não poder ir simplesmente a olhar pela janela, perdida nos meus pensamentos...
Gosto de conduzir. Agora posso dizê-lo. Principalmente se for depressa (mesmo quando tenho todo o tempo do mundo). Isso de certo modo não é de admirar, uma vez que sempre estive habituada a viajar depressa (no lugar do morto), e mesmo andando a pé detesto andar devagar. Gosto sobretudo de fazer viagens longas (ainda não acho muita piada a isso de andar dentro da cidade...) e sabe-me bem perder uma boa meia hora a conduzir (depressa... claro). Além disso, é uma boa desculpa para ouvir a minha música (bem alto). Ando com vontade de fazer umas centenas de Km, sem destino... só pelo prazer.
Só tenho pena que o meu carro não dê mais que 140 (ok... 150 se for uma descida... :P)... e pena maior ainda, o facto de ter regressado o meu maior inimigo... o vento! Hoje já senti o meu bólide a "esvoaçar"... e isso significa que, na melhor da hipóteses, vou voltar a andar nos 120... (e sendo já isso um verdadeiro desporto radical). Quando chegar a altura de trocar de carro, terei de comprar um mais potente (afinal, agora admito que os cavalos são bem importantes...) e já agora que não "abane" tanto... Talvez um Brabus!... lol
Acho que as tardes perdidas a jogar Lotus (e a ganhar... eheh), queriam dizer alguma coisa que na altura me escapou...
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Crise
E eis que chegou um mês que eu sempre detestei. Setembro. Antigamente porque assinalava o fim do Verão... os dias mais pequenos... o frio a aparecer... o fim das férias... o início das aulas... Agora, simplesmente porque, apesar de o Verão já não ser o que era e eu já não andar a estudar, não deixa de ser um mês triste. Até a dormir já tenho frio... É aquela altura do ano em que me apetece emigrar para um país tropical... O sol faz milagres a nível da disposição... Enfim. Simplesmente estou sem inspiração e este mês não me irá ajudar em nada. Pelo contrário.
Precisava agora de outro Verão para me animar um pouco. Maybe next year... :´(
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
"Amores"
Cada vez mais as pessoas forçam determinados sentimentos para de certa forma suplantarem outros menos agradáveis. Cada vez mais oiço histórias de "amores" que são tudo menos isso, e daí as aspas. Cada vez mais, as pessoas chegam à conclusão (às vezes tardia) que não sabem o que é o Amor... porque o confundem com outras coisas...
Pois eu nessa história do Amor sou muito pragmática. Não acredito em "paixões" ou "amores" que surgem devagarinho, depois de se ir conhecendo a pessoa ao longo de meses ou anos a fio... O "amor" que surge com o tempo não é amor. Chama-se "Carência". Carência de muita coisa, inclusivé carência de nós próprios. Carência de auto-confiança e de auto-suficiência... em resumo, o ser uma grande nulidade como pessoa. Quando o "amor" é uma tábua de salvação (novamente, de muita coisa, inclusivé uma tábua de salvação de nós próprios), é porque não é amor... Inconscientemente, sem que se apercebam, é o engano do "melhor que nada". É a necessidade de ter alguém ao lado... é o querer ter companhia à força... É o medo da solidão...
A solidão... oh... a solidão... O maior medo da alma humana... o medo de ficar sozinho para toda a vida... o desespero de ver os anos a passar... a frustração de ver os outros felizes com alguém ao lado... e nós sem ninguém...
Realmente, só quem já esteve sozinho consegue conhecer-se a si próprio e atingir a tal auto-confiança e a tal auto-suficiência. Mas, infelizmente, nem toda a gente que está ou esteve sozinha consegue atingir esse nível. Daí passarem a vida atrás da velha solução da substituição... substituir um "amor" por outro a qualquer custo... e só descansarem quando o conseguirem... seja lá como for que o conseguem. Será talvez mais fácil do que reflectir e perceber que a solução é crescer como pessoa individual em vez de depender eternamente da "felicidade" que nos proporciona algo (alguém) exterior a nós. Talvez o medo da solidão seja maior do que a dádiva de sermos felizes por nós próprios. É que isso pode ser perigoso... percebermos que não precisamos de ninguém... tornarmo-nos irremediavelmente exigentes e incapazes de voltar a amar alguém que não reuna todos os critérios que ambicionamos (no meu caso, "The Fantastic 4"... private joke...)... tornarmo-nos sós... o medo que a liberdade se torne um vício, já dizia o outro...
Acredito no Amor... no verdadeiro Amor! Naquele Amor que começa pela paixão, logo no 1º momento... no 1º impacto... o tal "clique"... e que, depois da paixão descansar, permanece como aquele calor que nos aquece por dentro, aquela calma que nos faz sentir que a vida vale a pena... Esse Amor puro... isolado de outros sentimentos... sem mágoas, sem remorsos, sem medos. É esse Amor que consegue vingar verdadeiramente... porque as pessoas que o vivem são de facto felizes... Não é o outro amor... o de substituição... aquele que inevitavelmente termina quando a ilusão se desvanece.
O problema é que o Amor verdadeiro só pode surgir quando as duas pessoas atingiram a tal maturidade em que não se importam de estar sozinhas. Acredito que esse Amor verdadeiro existe e não é apenas ilusão do meu pensamento.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A tua face
Passo a mão pela tua face, que eu tão bem conheço. Todos os seus contornos... a textura... Era capaz de a esculpir de olhos fechados...
Passo a mão pela tua face e sinto todo o teu corpo... todos os desejos, todos os planos, todos os sonhos...
Passo a mão pela tua face. Ela mudou com o tempo. A idade marca-a com linhas que antes não existiam. A vida marca-a com expressões outrora desconhecidas.
Passo a mão pela tua face e descubro tudo o que me faz feliz. Tudo aquilo que nos fez felizes. Tudo aquilo que já tive, e que perdi...
Passo a mão pela tua face... e percebo porque me sinto assim.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Fadas madrinhas
Está mais que provado que eu devo ter em cima qualquer maldição que me contraria logo após eu dizer qualquer coisa. Pena é que só funcione para o mau. Se eu disser "Epá... nunca ganhei o EuroMilhões", continuo sem ganhar... Mas se eu disser "Epá, nunca me aconteceu isto", sendo "isto", algo de mau, a minha maldição de estimação reaparece das trevas e consegue contrariar as minhas palavras, tornando realidade o "isto", e assustadoramente cada vez com maior rapidez... quase que basta eu acabar de falar. Acho que vou morrer sem que se quebre o feitiço...
Por outro lado, quem me dera ser menos intuitiva. Deixar de sentir as coisas que se passam à distância, que eu, de outro modo, não saberia que se estariam a passar. Deve ser isso que alguns gémeos sentem em relação ao outro. É o saber que algo de errado está a acontecer. Aquela ansiedade que torna difícil, ou quase impossível, a respiração. Um aperto no coração que se torna mais doloroso que uma dor física. A vontade de chorar... Não dá para explicar. As dores de alma são as piores. E a ignorância é uma benção tão grande... por essa não me importava de ter sido abençoada...
Que bela fada madrinha que eu arranjei... Não acertou uma...
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Vamos ginasticar!
Realmente o "não fazer nenhum" é uma coisa tramada. Falo por mim. Houve tempos (que já lá vão....but not so long ago) em que era capaz de correr 20 minutos a um ritmo relativamente rápido, continuar com 10 minutos de remo e mais meia hora de musculação. Mas claro... eram tempos em que eu andava a pé... tinha de correr para apanhar os transportes públicos... fartava-me de subir escadas... E agora, o facto de ter carro e de trabalhar num 5º andar (que por si só é um motivo psicologicamente mais que suficiente para esperar pelo elevador), mudou completamente a minha forma física. O meu coração, que já era de pardal, agora é, no mínimo, de colibri. Por sorte não engordei...aliás, até estou mais magra, o que acaba por ser uma vantagem agora que decidi que tenho de mudar isto...
Pois bem, já que, pelo menos por enquanto, tenho tempo, voltei para o ginásio (2 anos depois de lá ter posto os meus pezinhos pela última vez). Curiosamente a minha força de vontade (ou necessidade de me distrair) está em grande porque, apesar de ir sozinha (e como tal não ter aquele "empurrãozinho" extra), ainda só falhei um dia (ok, só lá estou há uma semana... mas podia ser pior!). Mas amanhã é que vou começar um treino mesmo a sério... e pela amostra que o instrutor me deu hoje, acho que depois de amanhã só vou conseguir mexer os olhos!...
Enfim, o importante é que estou motivada... resta saber se é para durar... Darei noticias quando desistir, ou quando tiver uns grandes rectos abdominais bem rijinhos...lol
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
8-8-8
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
My god its been so long, never dreamed you'd return...
Hoje tive finalmente coragem de me aventurar a ouvir outras músicas além daquela que nos últimos tempos tocava insistentemente no “repeat” do meu leitor de mp3 numa tentativa de manter o equilíbrio.
Houve uma particularmente que me fez sorrir… eu cá sei porquê… Reporta-me aos velhos tempos de guitarradas... a Aljezur… e a outras coisas que ela explica tão bem… :)
É aquela dos Pearl Jam…a que não rima… "Elderly woman behind the counter in a small town".
I seem to recognize your face,
haunting familiar yet I can’t seem to place it.
Cannot find a candle of thought, to light your name
Lifetimes are catching up with me.
All these changes taking place,
I wish i'd seen the place
but no one’s ever taken me
Hearts and thoughts they fade,
Fade away
Hearts and thoughts they fade,
Fade away
I swear I recognize your breath
Memories like fingerprints are slowly raising.
Me, you wouldn’t recall, for I’m not my former
It’s hard when, you’re stuck upon the shelf
I changed by not changing at all,
small town predicts my fate,
perhaps that’s what no one wants to see.
I just want to scream… hello…
My god its been so long, never dreamed you'd return
But now here you are, and here I am
Hearts and thoughts they fade... away
Hearts and thoughts they fade, fade away
Hearts and thoughts they fade, fade away
Hearts and thoughts they fade, fade away
terça-feira, 5 de agosto de 2008
A nostalgia dos anos 90...
Há coisas que surgem na nossa vida que, embora na altura possam parecer desprovidas de importância, ao olharmos para trás verificamos que foram elas as responsáveis pelo escolher de certas direcções nas encruzilhadas da nossa existência, e consequentemente pelos acontecimentos mais importantes da nossa jornada. O mundo realmente é tão pequeno que às vezes se torna anedótico. Como as coisas se interligam de tal maneira, que, se fosse premeditado não sairia tão "bem".
Estou aqui a ouvir STP e, imagine-se, se há 10 anos atrás não fossem já a minha banda favorita, hoje a minha vida seria completamente diferente. Não teria conhecido as pessoas que conheci, não teria vivido o que vivi e de certeza que hoje seria uma pessoa diferente. É engraçado como algo tão simples como um gosto musical pode mudar abrupta e devastadoramente a vida de alguém. Não digo isto no sentido depreciativo. Foi apenas o rumo pelo qual me fiz guiar. Se me arrependo? Talvez. Tinha curiosidade em saber como tudo teria sido se não fosse esse simples pormenor, esse gatilho que despoletou tudo o resto. Será que chegaria aos mesmos cruzamentos e bifurcações? Uma coisa leva à outra... isso é verdade. Se eu soubesse o que eu sei hoje...
Sempre fui adepta do "diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és"... ou do "não se ama alguém que não ouve a mesma canção". E realmente, 10 anos depois confirma-se que há uma certa (grande) verdade nessas minhas convicções. É difícil explicar, mas quando as músicas elevam a alma de tal maneira que se atinge um estado quase divino, só quem sente o mesmo poderá compreender. É como uma droga que nos inebria, embora sóbrios. É a comunhão perfeita. É aquele abraço depois de um concerto, sem ser necessário dizer mais nada.
O verdadeiro artista é aquele que não precisa de ninguém que escreva ou toque por ele. Nunca fui de letras "básicas" de interpretação simples e evidente (que, se traduzidas para o português, em que tudo soa pior, se assemelham à bela da música pimba). Nunca fui de acordes fáceis e repetitivos, que ofendem qualquer guitarrista que pouco sabe tocar. E para isso é preciso ver para além do óbvio. Concluir aquilo que para nós pode ser muito diferente, embora legítimo, daquilo que é para os outros.
Já não pegava na minha guitarra há pelo menos uns 4 anos. Já me tinha esquecido dos contornos... do som... As cordas pelo menos ainda estão intactas. Falta o resto. Falta os dedos encontrarem o caminho. Prometo que vou voltar a tocar.
É difícil escolher uma música. Todas elas me dizem algo. Todas fizeram parte de certo ponto da encruzilhada. Escolhi esta. No fundo foi ela a principal culpada. E tanto que ela diz...
Estou prestes a cometer uma loucura e meter-me num avião direitinha aos "States" para vê-los actuar...
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Poesia (?)
Uma vez tive um professor que era todo dado à poesia, teatro e afins. Talvez por eu ser mais tímida, parece que "embirrou" comigo para que eu apresentasse sempre os trabalhos que ele pedia para fazer, nomeadamente poemas (que vergonhaça!..). E, talvez por eu nunca escrever explicitamente sobre os temas sobre os quais incidia toda a escrita dos meus colegas, meteu na cabeça dele que eu até tinha jeito para a coisa... (coitado... lol).
Visto que estou numa de desencantar memórias, aqui vão as minhas "obras primas" poéticas (e filhas únicas). Já se passou tanto tempo...
Somos minúsculos perante o mistério
do destino.
Entregamo-nos à realidade? ![]()
Libertamos o tempo?
Iremos descobrir com a experiência o destino
do mistério do destino.
Nossa vontade era parar
o destino,
acabar o futuro.
Mas o destino faria o futuro,
quando este acabado?
Entregamo-nos à realidade?
Libertamos o tempo?
Tudo é lento.
Tudo é tempo.
A lágrima é suave, quente,
sinto-a ardentemente como uma chama.
É líquida, leve, transparente, cintilante,
repleta de sentimento.
Olho-a: é grande, maravilhosa,
especial.
Violinos a soar.
Estaria a anoitecer?
Rimas soltas, pelo ar,
A inspiração sem aparecer.
Vinham gritos, talvez cantos.
Isto seria verdade?
Loucas melodias, desencantos.
Havia até sons de saudade.
E estes seriam, eu pensei,
na amargura de cada dia,
a inspiração que nunca terei.
1995
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Notas soltas
Fui descobrir no meu "baú" das recordações, algo que escrevi há uns anos. Não deixa de ser irónico. Aqui fica.
E aqui estou eu. Sozinha mais uma vez... Todas as vezes... Sempre. Neste quarto vazio. Vazio de sentimentos. Vazio de essência.
As coisas mudam de repente. O que era, já não é. Deixou de ser há muito tempo. Nunca chegou a ser. Talvez afinal as coisas nem cheguem a mudar. Mantêm-se sempre no mesmo estado. Estáticas, como numa fotografia. Parece que o tempo pára, e continuamos inertes, impotentes, a assistir à vida a passar diante dos nossos olhos. Talvez as coisas não mudem mesmo. Nós é que nos abstraimos, por um momento, da realidade, e ficamos felizes, vivendo agarrados à ilusão. Uma felicidade quase infantil que nos faz querer saltar, correr... Uma felicidade como quando recebemos um brinquedo que há muito desejavamos. Agradecidos eternamente pela concretização do sonho. Eternamente... até ao momento em que o brinquedo deixa de ter graça. Passa a ser uma coisa banal. “Que estupidez ter algum dia sonhado com isto!”. Surge então uma nova meta. Uma nova conquista. Um novo brinquedo. O ciclo vicioso que se repete vezes e vezes sem conta. Até ao momento em que o brinquedo já não o é. Nós é que passamos a sê-lo. E a vingança serve-se fria. É o pagamento pelo desprezo que um dia oferecemos às coisas banais. O pagamento é um vazio enorme. Um vazio maior que este quarto. Maior que o mundo. Um vazio que nos roi por dentro e nos deixa ainda mais vazios. Ja não há nada a esperar. Resta-nos sentar confortavelmente no sofá, em frente a um espelho, e ver a vida passar. Ver o que a vida nos faz. Tornamo-nos fechados. Isolamo-nos. Nada mais interessa. Desconfiança? Sim. De tudo e de todos. Esperança? Já morreu. Afinal era mentira... não era a última a morrer. Ou talvez tenha sido. Sim, porque chega ao momento em que já estamos mortos apesar de continuarmos a respirar. E é nessa altura que olho para trás, e se pudesse fazia tudo diferente. “A vida só nos dá o que merecemos”?... Utopia! Já que a vida é um filme, daqueles cujo argumento é tão intragável que era melhor nem chegar a ser escrito, então o ideal é carregar no “pause”. Ficar para sempre num fim de tarde, com o sol quase a pôr-se. Naqueles dias de Verão em que já começa a fazer uma aragem fresca. Naqueles dias em que essa aragem arrepia mas ainda sabe bem. Naqueles dias em que se alcança o céu quando alguém especial nos abraça e nos faz esquecer o frio. Esquecer tudo.
Deito-me na relva, na colina em que se vê grande parte da cidade. Ali fico. Longe e tão perto de tudo. O vazio permanece. Latente. Crónico. Olho o céu azul. É das poucas coisas bonitas que a vida nos oferece. Surgem na minha mente imagens... recordações... Adormeço. Finalmente encontro a paz.
25 de Junho, 2001
Sinto o corpo a enregelar. Já não sei se o frio vem de fora, deste entardecer, ou de dentro... das minhas ideias, que passam a uma velocidade tremenda, sem no entanto se irem embora. Os mesmos pensamentos tomam conta de mim. Envolvem-me como esta brisa fresca, gélida até. Sinto-me como numa teia. Indefesa e impotente como qualquer presa nas garras do seu predador.
Sinto um arrepio e uma sensação esquisita no estômago, como se estivesse numa queda livre repentina. Como numa montanha russa. Afinal, a vida é como uma montanha russa. Subidas, descidas, muitas voltas, e no final acabamos sempre no mesmo lugar. No lugar de partida. Só mudam os ocupantes das carruagens. E nem temos a permissão para os escolher livremente. Entram nas carruagens sem pedir, retribuindo apenas com desilusões. Será tão difícil aprender com os desvios do percurso? A quantidade de descarrilamentos nunca será suficiente para nos libertarmos definitivamente? Assim continuamos, de viagem em viagem, a observar as mesmas imagens, a passar pelos mesmos lugares e a cair nos mesmos buracos. Sempre assim... até que a viagem acabe de uma vez por todas.
Está a anoitecer. O vento torna-se mais forte. Parece empurrar algumas estrelas, que, por desejo de liberdade e mudança, riscam o céu em sinal de protesto, e desaparecem para sempre, talvez esquecidas... talvez ignoradas... enquanto as outras, fieis à estagnação que as envolve, permanecem... fixas... paradas… É como esta inércia que me prende e impede de fazer o que está certo. Nem mesmo o vento me empurra para o caminho correcto. É preciso muito mais do que um simples empurrão. Para tudo há que ter coragem. Coragem e auto-estima. Da mais simples à mais difícil das decisões.
E uma música não me sai da cabeça. A melodia flutua por entre os pensamentos, e acaba por se misturar com eles, numa verdadeira banda sonora da fraqueza que me absorve.
Uma vez alguém disse “Se continuas vivo é porque ainda não chegaste onde devias”. Talvez seja. Talvez a última paragem seja diferente das outras. É melhor acreditar que sim... que afinal a viagem tenha feito mudar alguma coisa... nem que seja uma mudança para apenas um dos ocupantes, que tenha a coragem de riscar o céu, sublinhando a sua indignação... nem que seja por um instante. Assim não terá sido em vão.
18 de Setembro, 2001
terça-feira, 29 de julho de 2008
"A sombra do vento"
Já tanta gente me tinha falado maravilhas deste livro, que tive de o ler. E hoje dei a "notícia" a uma dessas pessoas: Não gostei.
Para quem não leu "Os Maias" por não ter sobrevivido à estucha do Ramalhete, então este é um livro a evitar. Por acaso não me incluo nesse grupo, uma vez que, sempre na esperança de que viesse uma boa história depois do tédio daquela descrição infindável (1/5 do livro...), acabei por não me desiludir. Em relação ao "A sombra do vento", o livro até poderia ser bom (ou menos mau), se se limitasse ao 1/5 do livro que de facto tem história. Neste caso, a esperança de que ainda ia acontecer algo surpreendente que o tornasse "espectacular", foi completamente por água abaixo. A história, de certo modo, lembrou-me a d'Os Maias (e muitas outras histórias do género), e talvez por isso a tenha achado demasiado previsível. O enredo até prometia, mas acabou por não trazer nada de novo. Há o rapazito ingénuo, a mulher fatal, o homem amargurado, a mulher frágil, o amigo verdadeiro, o monstro, o amor impossível e o engodo de um pseudo-mistério. Tudo muito visto... pouco original... e daí a minha desilusão (era justo alguma compensação depois de tanta "palha"!). Enfim. É daqueles que se incluem no grupo "muita parra e pouca uva". Demasiados rodeios e pouca objectividade (o que tipicamente acontece quando se faz um livro de 507 páginas com uma história que tem pouco sumo para deitar quando espremida). De certeza que os livros do Julián Carax deviam ser melhores...
Não sei como é que o Sr. Joschka Fisher o leu "num dia e meio, de uma assentada"... Boriiiiing!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Beleza que dói
Tal como identifico um bom cantor quando me causa arrepios na pele, as várias expressões de arte são capazes de provocar em mim diferentes tipos de sensações, por vezes ilógicas ou difíceis de explicar. Podem ser as palavras e o seu significado, mas quando não há palavras que nos possam dizer algo, tudo se torna mais estranho. É o que acontece com certas músicas que me tocam a alma de tal maneira que me fazem lembrar de coisas que não podem ser recordadas... simplesmente porque nunca foram vividas... A beleza, por vezes, dói. Toca-me profundamente e comove-me com tal intensidade que, paradoxalmente, faz-me chorar. Aqui deixo uma homenagem a duas músicas que, desde a 1ª vez que as ouvi, ainda miúda, e por muitas vezes que as oiça, vão sempre conseguir despertar em mim alguma lágrima... Nessun Dorma de Puccini e... claro... a mais bela de todas... Clair de Lune de Debussy...
terça-feira, 15 de julho de 2008
As mulheres...
Da primeira vez que vi este anúncio fartei-me de rir. A minha vontade foi de ir a correr partilhar estas gargalhadas... mas acabei por não ir a tempo... por já não fazer sentido essa partilha.
Não há dúvida que as mulheres são umas c*bras (o * pode ser substituído de acordo com a preferência por animais rastejantes ou com cornos, se bem que nenhum deles tem culpa de nada). Claro que há excepções à regra (felizmente, poucas mas boas). Mas de um modo geral, pecados mortais como a vaidade e sobretudo a inveja (até porque um leva ao outro) podem ser maioritariamente atribuídos a este sexo. Não é por nada que a 1ª mulher (a tal de Eva) fez o que fez... Já nessa altura se sabia o quão falsa e cruel pode ser uma mulher... até mesmo aquelas nas quais a fatiota de cordeiro assenta tão bem que quase parece ser delas. Essas são mesmo as piores... as que são tão dissimuladas ao ponto de conseguirem iludir (e continuar iludindo) até a alma mais perspicaz.
Nesta altura estão a dizer "deves ter muitas amigas, deves...". Pois bem. Não, não tenho muitas amigas. Tenho algumas. Não posso dizer que já tive mais, pois as que já não o são é porque nunca o foram de verdade (tendo em conta a definição da palavra "amizade"). A priori sempre me dei melhor com rapazes, é um facto. E dos meus amigOs nunca tive razão de queixa. Enquanto que o que recebi de algumas das poucas "grandes amizades" femininas que tive na vida (precisamente aquelas que eram as "melhores amizades"... as tais do disfarce de cordeiro...), foi a experiência de sofrer na pele traições que nem o meu pior inimigo seria capaz de engendrar ou desejar para mim. Por isso, e com conhecimento de causa, estou à vontade para falar. Porque sei do que falo. Já tive a inocência de pensar de outra maneira. Mas descobri que há intrigas e enredos que não acontecem só nos filmes (ou nas novelas mexicanas). São mesmo reais. Só espero não voltar a cair na armadilha. Não tenciono voltar a trincar maçãs envenenadas.
Hoje posso dizer, com toda a certeza, que quanto mais conheço as mulheres, mais eu gosto dos homens...
O meu 1º dia de praia
Hoje fui à praia pela primeira vez na minha vida. Coisa estranha, vindo de uma mulher algarvia! Mas é verdade. Hoje foi o meu 1º dia de praia... sem companhia! Por incrível que pareça, e gostando de praia como eu gosto, nunca o tinha feito sozinha. Sempre tive alguém que me acompanhasse. Não posso dizer que não é bom ter alguém com quem partilhar um comentário...uma gargalhada...ou mesmo o silêncio. Mas, numa altura em que os amigos estão a trabalhar, e estando eu de férias num dia de calor brutal, achei por bem iniciar mais uma actividade na companhia de mim mesma.
Lembro-me que a primeira coisa que comecei a fazer sozinha, foi ir a concertos, e, à excepção do final em que é bom ter alguém com quem partilhar a euforia do “pós”, acaba por ser muito melhor. Isto porquê? Porque vou quando e para onde quero. Porque acabei por não vibrar da mesma maneira em vários concertos por ir acompanhada e não querer afastar-me dos acompanhantes. Também já fui sozinha ao cinema (ok, só uma vez), mas é algo que hei-de repetir, provavelmente em breve.
Agora ir à praia é que não. Ter paciência para me meter no carro e conduzir em direcção a um sítio que não conheço bem (ok, já lá fui n vezes, mas no lugar de pendura nunca reparo nos caminhos), e chegar lá e ter apenas um livro como companhia (que até nem era grande coisa...mas disso falaremos noutras núpcias)... isso nunca. Até correu bem. Renovei o bronze, a água (milagrosamente!) estava boa, e até ouvi uns piropos engraçados (ao que se sujeita qualquer mulher sozinha perto de um grupo de rapazes). Fui às horas que quis, voltei às horas que me apeteceu, e durante a viagem ouvi a minha música, com o volume que bem entendi.
Sobrevivi à experiência. Amanhã tenciono repetir. Pode ser que me habitue de tal maneira que já não queira outra coisa…
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Super Bock Super Rock Vs Jamiroquai
Já há algum tempo que não ia a um concerto. O último foi em Agosto de 2005 (meu deus! como é que eu aguentei 3 anos sem um moshzito!), quando, curiosamente, fui ver Jamiroquai no festival Sunrise em Albufeira. Já os tinha visto em Maio de 2002 (GRANDE concerto no Pavilhão Atlântico...BRUTAL!), e, visto que há 2 anos não fui ao Rock in Rio para os ver (por razões óbvias), chegou finalmente a altura de curtir um bom som ao vivo.
Pela amostra que tinha tido no outro festival, e pelo que ouvi dizer da actuação no RIR, já estava à espera do que se passou. Um concerto curto, a saber a (muito) pouco. Cru, sem "efeitos especiais" (aquelas imagens de 2002 que nos faziam viajar para um mundo que não existe... ou talvez pelo que se fumava naquele recinto...). É definitivamente uma banda que deve ter o "seu" concerto, e não apenas fazer parte do cartaz de um festival. O ideal era mesmo o Coliseu (imaginem aquele som poderoso a flutuar com aquela acústica!).
Jay Kay, muito mais gorducho (pelo menos na cara) e com os "totós" a espreitar debaixo do gorro, cantou e dançou como só ele sabe. Começando com o poder de "The kids", seguiram-se as pautas de "High Times", "Space cowboy", "Travelling without moving", "Seven days in sunny June", "Little L", "Alright", "Runaway", "Cosmic Girl" e mesmo uma versão calminha do "Love Foolosophy". Para finalizar, apenas um encore, com "Deeper underground", altura em que houve algum movimento por parte do público (pena que tivessem acordado SÓ no final...).
Realmente estas novas gerações "Amukinadas" são muito fraquinhas. Como é que é possível que nas 20 filas de pessoas que estavam à minha frente, ninguém saltava ou batia palmas? Os braços erguidos à minha frente eram os daqueles que insistiam em fotografar ou filmar o concerto, sem se preocuparem minimamente com a vibração... com o curtir o som... Meus amigos, o concerto foi transmitido na Sic Radical, de certeza com muito melhor qualidade de imagem... para a próxima fiquem em casa que vêem melhor... E os olhares fulminantes quando alguém tentava começar a saltar, ou havia uma mínima movimentação... Definitivamente a geração do mosh foi substituída pela geração dos nhónhós. Há-de chegar o dia dos concertos virtuais, em que o pessoal fica em casa ligado a uma máquina a fingir que está em Wembley. Enfim, colheita como a de 79, já não volta a haver.
P.S: Não, não fui eu que tirei as fotos (é só ir à net). Recuso-me a levar a um concerto mais do que o bilhete e uma nota no bolso. Sou old school... não tenho remédio.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
There's a stillness in time
Which I cannot define
Does your heart bleed like mine
For a place we can go
Where the troubles of our time are far away
And I had all my life in front of me
Now my darkness days are trouble free
There are so many wondrous things for you to see
If you find that something's going wrong
Look around at what you're running from
You can wait a thousand years in line
For that stillness in time.
I found love in that way
And I'm never sad, and I'm always glad
Anything you give me today
I will be thankful for
People find it hard to be strong
Cos they don't know where they're coming from
There was nothing let to do but hang on
For a stillness in time.
If this world is turning too fast for your head
Just remember how bad times can roll instead
Guess I have to search a space inside my mind
For that stillness in time
Grande J.Kay... Só tu para me fazeres sorrir agora... Obrigada
terça-feira, 10 de junho de 2008
Rock in Rio... ou a exploração das massas
Já queria ter escrito sobre o Rock in Rio - Lisboa desde... a 1ª edição em 2004! Este ano este "festival" passou-me ao lado (excepto quando cortaram a 2ª circular para "plantarem" uma guitarra da Vodafone na berma), uma vez que me ausentei do país quase no início desse evento, e, a falta de tempo para ver TV poupou-me dos sucessivos anúncios do "Eu vou" que devem ter passado incessantemente (pelo menos nas outras edições assim foi).
Ora bem, considerando-me uma pessoa que já foi a uma quantidade razoável de concertos ao longo da vida, sinto-me no direito de me pronunciar quanto à qualidade (fraquíssima) deste evento. Sim, prefiro chamar-lhe "evento", porque de festival (de música) tem muito pouco...
Começamos logo pelo nome: Rock in Rio. Ora, verificando que de "rock" tem pouco ou nada, e de "Rio" ainda menos (só se estiverem a fazer referência ao Tejo!) partimos logo de uma premissa errada.
Depois vamos ao objectivo: "Por um mundo melhor". E eu pergunto: o mundo de quem? Só se for o mundo dos Medina... Neste contexto, o povo português, já habituado a ser a personagem em várias anedotas brasileiras, acabou por ser o alvo de mais uma. Somos peritos em cair no "paleio". E aí só tenho de dar os meus parabéns aos organizadores, porque conseguiram vender a ideia de que o Rock in Rio é um Festival de Música de Qualidade, e que é super in ir assistir. Alías, basta este segundo ponto (o factor in) para que este "festival" se torne numa romaria.
O local escolhido não teria sido melhor, uma vez que, sendo um evento, tem mais é de ter muito espaço para o pessoal passear, comer e beber. Ah, e também para ouvir música... (estava-me a esquecer desse pormenor). O problema é quando aqueles que até vão lá pela música se põem a saltar. É a nuvem de pó no ar, a roupa e o cabelo com uma tonalidade castanho-terra, a dificuldade em respirar... vá lá que a maioria do pessoal que vai (aquela malta adepta do "in") até se porta bem e acha completamente inadmissível e estranho que possa haver encontrões, mosh e afins, num concerto (!).
Quanto ao conteúdo. Bem, misturar Jamiroquai com Shakira, foi para mim um dos muitos cocktails desastrosos (e ofensivos) que têm passado por aquele palco. Mas, pelo que ouvi dizer, este ano também misturaram Rod Stewart com Tokio Hotel, portanto é óbvio que não aprendem com os erros. Depois há os habitués... Xutos, Ivete, and so on... só para tapar buracos. E para finalizar, há aqueles que são a prova evidente da exploração comercial do evento. Recordo, nauseada, o concerto de Britney Spears em playback (vá lá que a maioria dos (das) fãs nunca tinham saido de casa e acharam que aquilo foi o espectáculo do século). Nesta última edição, conseguiram ainda ser mais baixos ao aproveitarem-se vergonhosamente do espectáculo (de circo) de alguém que toda a gente sabe que precisa é de Rehab (apesar dela dizer que "não") e que, obviamente, jamais estaria em condições para actuar.
O preço: escandaloso se considerarmos um festival de música (e tendo em conta a qualidade duvidosa do cartaz), adequado se considerarmos um evento social - VIP.
"Eu fui" ao 1º (porque ganhei um bilhete de borla). "Eu não fui" ao 2º (apesar de estar em cartaz uma das minhas bandas favoritas). E tenho muito orgulho em dizer "Eu não voltarei" (a ponderar, talvez, na hipótese remota de um concerto de STP...).
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Os GRANDES Stone Temple Pilots
E eis que após 6 anos de interregno, com outros projectos pelo meio (e algumas curas de desintoxicação...lol), a melhor banda de todos os tempos (pelo menos para mim...), voltou a reunir-se. Já têm vários concertos agendados nos EUA... só espero que para o ano se lembrem que Portugal existe e venham cá repetir o concerto fabuloso que deram em Paredes de Coura-2001, mas já agora em Lisboa... sempre é mais pertinho... (desde que não seja em nenhum Rock in Rio, claro!).
Voltaram as montanhas russas e as libelinhas... e todos os devaneios musicais cuja interpretação fica ao critério de cada um. Já não se faz música assim...
Welcome back!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
No comments...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Reacções...
- Então? O que se passa?
- Vim porque estou a perder sangue.
- A perder sangue?
- Fiz um teste de gravidez que deu positivo, e uma amiga disse-me para tomar uns comprimidos...
(...)
- Sim, de facto está a perder algum sangue.
- Será que já saiu tudo?
- Vamos fazer uma ecografia...
Um feto. Quase 10 semanas. Coração a bater. Movimentos corporais, indiferente e ignorando o que estava (ou iria depois) acontecer.
Uma sensação muito estranha...
Dedómetro
Há 3 semanas começou a técnica do "dedo de ponto" no meu hospital.
Gastaram uma pipa de massa para instalar uns aparelhos que lêem impressões digitais e câmaras de filmar para o tecto (não fosse alguém mais chateado partir um desses aparelhómetros sem que ninguém visse...).
É engraçado como conseguiram a proeza de arranjar dinheiro para isso. É que para comprar pensos, compressas, material operatório e tudo o que é necessário para assistir um doente, normalmente não há "papel". Chegam ao cúmulo de no bloco operatório fazerem cara feia se queremos usar uma máscara com viseira ou uma bata para mais um cirurgião, ou mais uma linha de sutura. É que essas coisas são caras! Até as compressas agora (curisamente desde há um mês...) são de pior qualidade... Nem autoculante para pensos chega a haver na enfermaria...
Agora todas as manhãs é o mesmo ritual: 5 minutos na fila para "pôr o dedo" (sim, porque às vezes, para cada pessoa da fila, é necessário umas 5 tentativas até que aquilo reconheça o dedinho...). Por enquanto ainda é a fase experimental, mas para o mês que vem deixa de existir o livro de ponto (aquela coisa da idade da pedra em que é necessário uma caneta para assinar). Vamos ver o que vai acontecer às pessoas cuja impressão digital não é reconhecida em nenhum dedo (sim, há casos desses) e aos directores de serviço que não vão fazer mais nada senão assinar papeis de justificação para esses casos de falha, esquecimento ou falta por motivo de folga.
Por outro lado até vai ser bom, se de facto aplicarem este sistema com todo o rigor que fizeram questão de mostrar no regulamento interno. É da maneira que eu, e praticamente toda a gente do meu serviço, vamos começar a ir para casa mais cedo. Depois não venham dizer que ainda há doentes para ver na enfermaria ou na consulta. O horário acabou. Temos de ir "pôr o dedo". Temos pena. Se queriam castigar aqueles poucos que realmente se baldam ao serviço e entram e saem mais cedo do que deviam, esquecem-se que esses são a minoria, e que a boa vontade daqueles que se fartam de fazer horas extraordinárias (não pagas) também se esgota.
Enfim. Assim vai a saúde em Portugal...
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Calvin and Hobbes
Lembrei-me do Calvin. O miúdo (e o seu tigre de estimação), cuja criatividade não tem barreiras, apesar de por vezes o pôr em maus lençois. Era bom ser permanentemente como ele. Puro. Ainda bem que nos cartoons as personagens não crescem. E como diria ele "Nunca há tempo para fazer todo o nada que se quer"... A minha homenagem ao puto mais porreiro da banda desenhada.
Proibido fumar
Muito se tem falado da lei do tabaco, principalmente desde que entrou em vigor. Eu sinceramente, acho que não há nada a falar pois tudo isto parte de um pressuposto muito simples: a minha liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros. Eu não fumo, mas não me importo minimamente que os outros fumem... desde que não seja para cima de mim! É uma questão de civismo e de educação. As áreas de fumadores nunca funcionaram. É que caso não tenham reparado, o fumo parece teimar em não respeitar essas áreas... se calhar porque o fumo dissemina-se no ar! Isso faz-me lembrar as minhas intermináveis viagens de autocarro entre Lisboa e Faro, quando nas últimas 3 filas do veículo era permitido fumar!... (como se o fumo não chegasse a quem estava na 1ª fila...). O engraçado é que os fumadores (não digo todos, mas muitos), parecem achar que tudo isto é uma cabala contra eles. Chegam a ser tão egocêntricos que acham que o objectivo da lei é obriga-los a deixar de fumar (!). Eles continuam a ser livres para se intoxicarem quando bem entenderem, a única diferença é que deixam de obrigar os outros a ser intoxicados também. Continuam a ter o direito de fumar. Os não fumadores é que passaram finalmente a ter o direito de não fumar. Não é uma lei para aniquilar os coitadinhos dos fumadores, que até não fazem mal a ninguém (e até são bem generosos ao partilharem milhares de substâncias nocivas com quem estiver nas redondezas). É uma lei para proteger os não fumadores (ou será que nunca tinham dado conta que estavam a prejudicar a saúde de outras pessoas?). E a desculpa de "o fumador é um doente, tem é de ser tratado e não obrigado à força a deixar de fumar", não pega. O fumador é um doente sim. É que o tabaco é uma droga. Tal como a cocaína. Tal como a heroína. Apenas há 2 diferenças: é que o tabaco sempre foi socialmente aceite (dá mto estilo ter os dentes amarelos e a pele envelhecida), e o tabaco tem a capacidade de "drogar" várias pessoas ao mesmo tempo (mesmo as que não querem). Acho que não tinha piada nenhuma se um toxicodependente após se injectar fosse injectar todas as pessoas que estivessem junto dele. E já que falamos de doenças. Ninguém gostaria de ter um doente com tuberculose a tossir, feliz e contente, para cima de si! E também a Sida é uma doença, e isso não dá o direito ao seropositivo de infectar o parceiro que não tem culpa nenhuma. A diferença é que nesses casos não há lei que o consiga evitar...
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Cromos ao volante II
Ah pois é... em vez de andarem a multar quem vai a 60 km/h no túnel do Marquês, deviam era fazer algo de realmente útil para quem conduz minimamente bem e tem de aturar estes cromos todos dias!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Cromos ao volante
A propósito de "Portugal, esse país radical", lembrei-me de mais uma situação de chico-espertice portuguesa ao volante. É aquela cena quando há uma fila, e há uns espertinhos que mais à frente querem virar para a direita e então metem-se na berma para passar à frente dos outros. Ora, é natural que esse pessoal não deva saber que berma não é uma faixa de rodagem, uma vez que devem todos pertencer ao grupo dos que tiraram a carta na Farinha Amparo. Mas o irritante da questão nem é isso. É que quando o "tótó" que esperou pacientemente a sua vez de chegar à saida, está na faixa correcta e quer virar, o chico esperto que está ao lado (na berma!) fica muito ofendido por o "totó" não lhe deitar uma passadeira vermelha à frente e o deixar passar primeiro. Oh gentinha mentecapta...
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Elevadores
Todos os dias me questiono sobre a lógica da utilização dos elevadores. Contudo continuo a ter déjà vu's da mesma situação, e a questão persiste: porque é que as pessoas insistem em entrar no elevador mesmo que ele vá para o 15º piso, apesar de quererem descer para o R/C? Tudo bem, isso pode acontecer por engano... mas o grave é que esses casos correspondem a uma minoria! O cúmulo é atingido quando a pessoa até pergunta se o elevador vai descer, respondem-lhe que não, e mesmo assim entra dizendo: "Bem, é melhor entrar já, senão nunca mais chego, é que já estou aqui espera há muito tempo" (!!!!). É que são precisamente essas mentes iluminadas que contribuem para a demora dos elevadores. Ora entram, ora hesitam, ora resolvem entrar quando a porta já se está a fechar e tem de abrir novamente... Gosto particulamente daqueles que transportam grandes volumes, e não se importam de estar a ocupar o lugar de alguém que realmente quer subir. E depois admiram-se que os elevadores volta e meia estejam avariados.
Será que as pessoas pensam que o elevador passa por uma espécie de twilight zone e fica perdido no espaço para sempre, sem nunca mais parar no piso em que nós estamos? Ou é isso, ou a espécie humana tem mesmo um grave problema com os mecanismos ascensores.
domingo, 30 de setembro de 2007
O meu Boguinhas
Depois de um mês de perigo na estrada (lol) e 2000 e tal Km percorridos, chegou a hora de fazer a primeira avaliação do meu pequenino... sim o meu Smart!
Depois de muitos anos a tentar fugir à condução, tive de me render a esse sacrifício para evitar 4 horas perdidas por dia em transportes públicos. Até não tem corrido mal. Descobri que os limites de velocidade são ridiculamente baixos em alguns locais (sim... ando a arriscar ser multada...), e que a faixa do meio é a preferida por 80% dos portugueses (mesmo se houver uma fila enorme e a da direita estiver vazia). Além disso, descobri a verdadeira invenção do milénio: mudanças automáticas. Chego mesmo a arriscar dizer que foi a melhor (e lógica) invenção a seguir à roda. Se as mudanças podem ser escolhidas só com a mão, para quê usar o pé?
Para quem esteja a pensar comprar um Smart, tenho a dizer que o meu depósito de 30 litros, a diesel, dá para 600 Km (mais coisa menos coisa). Por dentro, em termos de espaço, a diferença é não ter os bancos de trás. Na bagageira cabe lá um troley médio e ainda mais qualquer coisinha. Para estacionar, qualquer buraquinho serve. Defeitos tem 2. Há o problema do vento e da deslocação do ar quando se conduz acima dos 100 km/h... (convem ter cuidado quando passa um camião por nós, principalmente se for mais depressa...lol). Por outro lado, qualquer buraquinho na estrada parece uma cratera (acho que vou ter problemas de coluna...).
Mas de um modo geral estou muito satisfeita. Portanto já sabem, se virem o Smart mais giro que alguma vez já passou por vocês, afastem-se, porque sou eu que vou ao volante :P
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Pérolas da Função Pública - Parte I
Sendo a Função Pública deste país uma verdadeira ostra cheia de "pérolas", cada uma mais reluzente que a outra, resolvi dedicar-lhe uma pequena homenagem e criar um tópico periódico inteiramente destinado à partilha de episódios hilariantes com ela relacionados.
Há algum tempo, tive de entregar a minha folha de pedido de férias para este ano. Lá escrevi os vários períodos que queria, a Directora do Serviço assinou, e o papelinho lá foi para a Serviço de Pessoal. Um mês depois, recebo um recado para contactar urgentemente o Serviço de Pessoal devido a um problema qualquer com o meu vencimento. Apesar de ter mais que fazer, lá consegui arranjar um tempinho dentro do horário de funcionamento deles (sim... eles têm aqueles horários das 9 às 11h e das 15:30 às 16:30). Quando lá cheguei, a sra que me atendeu, quando soube quem eu era, começou-se a rir... foi buscar um papel, e ainda com um risinho estúpido disse "Agora já não se volta a esquecer!". Então o que foi? É que no tal papelinho do pedido de férias havia um campo a dizer "a exercer funções" que eu deixei em branco. Ora, depois de ter escrito a minha identificação, nº mecanográfico, categoria profissional, etc e tal, realmente não percebi o que aquilo queria dizer. Seria para escrever "a exercer funções de partos, toques vaginais e afins"? Não... afinal era para escrever o nome do meu serviço.
O engraçado desta história é o seguinte: o papel foi assinado pela directora do meu serviço, com o carimbo do meu serviço, e os próprios funcionários do serviço de pessoal não tiveram dificuldade em telefonar para o meu serviço para me chamar. Mas não era suficiente. Eu tinha de deixar o meu trabalho e ir pessoalmente escrever o nome do serviço naquele espaço em branco. Bem, pelo menos tiveram consciência da atitude imbecil que tomaram, já que para me obrigarem a ir lá usaram um isco falso (sim, porque basta o uso dos termos "problema no vencimento" e "serviço de pessoal" na mesma frase, para qualquer um ficar de cabelos em pé, dada a extrema competência e eficácia com que são resolvidos os assuntos nesse local)...
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Punta Cana
Uma semaninha passada em Punta Cana. Muito calor, inicialmente com muita humidade (até custava respirar!) e alguma chuva (5 minutos, muito intensos...lol). Deu para apanhar um escaldão nos ombros, para visitar os locais onde foram filmados "Lagoa Azul", "Apocalyse Now" e "Rambo II" (UAU!), para nadar com tubarões-gato e raias, para caminhar no fundo do mar, e claro, para muita praia e muita piscina. A água tem cores tipo postal ilustrado, e se a sua temperatura é a do corpo, então a piscina é uma banheira... quente quente! Jamais vou encarar a maravilhosa água de Carcavelos da mesma maneira... eheh. E claro, deu para estudar de perto o comportamento do povinho português, nomeadamente o lema dos gordos: "Se é de borla, come até não poder mais. Se não é de borla, come também!".
Para entrar no país é preciso pagar 10 dolares (ou euros, que para eles é a mesma coisa, muito convenientemente, já que o dolar vale menos...) e, para sair, 20 dolares (estive quase para não pagar...eheh). E depois é tudo uma sucessão de gorjetas (quase que é preciso pagar para se poder respirar), e não se contentam com um "regalito" qualquer...
Valeu a pena. Mas não fiquei farta de praia (precisava de mais um mês!) e já tenho saudades daquele calor. Só senti falta do belo do bacalhau e dos meus gatinhos.
Aqui fica uma foto da Isla Saona, para matar saudades...
Agora, back to reality...
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Quanto mais pressa, mais devagar...
Penso que já todos tiveram aquela sensação de que quando estão com pressa, tudo acontece para vos alentecer. Isto é principalmente verdade quando se anda a pé, e ainda mais se essa caminhada é de ou para algum transporte público. Aqui entram as escadas e passadeiras rolantes, e é a altura em que eu me começo a irritar. É que já perdi muito transporte à conta dos pacóvios que não sabem que as escadas rolantes não são para ver as vistas... Tudo bem que essa maravilha da mecânica pode aliviar um cansaço "desnecessário", ou pode ajudar pessoas que de outra maneira teriam dificuldades em chegar lá acima. O problema é que 90% das pessoas apenas se deixa levar por ali acima, e metade desses não deixa passar ninguém. Porque será que cada vez mais temos um país de obesos, se nem se dão ao trabalho de subir um lanço de escadas?
Agora imaginemos que, cheios de pressa, sem um minuto a perder, estamos a chegar de metro à estação do Marquês e precisamos mudar de linha. A tortura começa logo na saída da carruagem, pois em mais de metade das vezes, as pessoas que se põem tão prontamente à porta, são aquelas que menos pressa têm de sair, a avaliar pela velocidade alucinante com que o fazem... Depois de conseguir fintar essas lesmas, chegamos finalmente às escadas rolantes (já amplamente ultrapassados por um mar de gente). Invariavelmente, as pessoas que não querem andar e que são minimamente inteligentes, encostam-se ao lado direito, deixando o lado esquerdo livre para quem quiser passar. Mas, sorte macaca... logo quando estamos quase a conseguir subir alguns degraus, reparamos que há uma alma iluminada que, para ser diferente dos outros, encostou-se à direita ao lado de alguém, como se não estivesse a empatar. Isto quando não é alguém que simplesmente fica a meio da escada e nem se desvia um bocadinho. E é claro que à nossa frente vai alguém que não pede licença a essa criatura, e como tal, também não deixa andar mais ninguém. Finalmente chegamos lá acima, tentamos fintar, com dificuldade, esses seres mais retardados, mas, oh não! Agora é uma passadeira rolante... Pode ser que tenhamos mais sorte... mas não, começa tudo outra vez... Já com os nervos em franja, chegamos ao fim da passadeira, a amaldiçoar o momento em que não subimos pelas outras escadas e em que entrámos na passadeira. Nisto, o barulho do metro a chegar... Pode ser que ainda lá cheguemos!...Damos uma corridinha... O som das portas a fecharem... ok... Por 5 segundos vamos esperar 10 minutos até que venha o próximo. Enquanto isso pode ser que aí venha aquele acerebrado que não deixou passar ninguém, para lhe darmos umas aulinhas de civismo (ou simplesmente um pontapé...AGGHH!)
terça-feira, 8 de maio de 2007
Um país de burros
Li hoje no jornal que a Ministra da Educação admitiu alterar os programas escolares, especialmente o de Português e Matemática, por serem demasiado extensos e nem sempre com a qualidade desejada. A presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais, não podia ter ficado mais contente, declarando mesmo que “existe um desfasamento entre os conteúdos e a maturidade dos alunos”, pois “um estudante de 15 anos não tem as mesmas capacidades intelectuais de um colega de 18, para aprender matérias abstratas de matemática, física ou química”. Fico de facto chocada, quando alguém que representa os pais deste País, pode dizer uma coisa destas.
Ora bem, eu já vi livros escolares dos meus pais, em que a matéria dada era de longe mais complicada em comparação com aquilo que eu tive de estudar no ano correspondente. E já se passaram uns aninhos. Sim, porque mesmo assim, no meu tempo, tudo era mais exigente. Não se usavam calculadoras gráficas nos testes de matemática, em que basta saber ler as instruções da máquina para rapidamente obter um gráfico de uma função, sem se perceber como lá se chegou e muito menos o que significa. Será que os nossos pais eram sobredotados? Ou será que agora os meninos, apesar de toda a informação e cultura disponíveis (que não havia antigamente), são mais burros? Ou mais preguiçosos? Ou simplesmente, têm as costas largas já desde a escola primária, em que a 1ª coisa que o paizinho diz à professora é “livre-se de bater no meu filho!”. Uma palmada nunca fez mal a ninguém, muito pelo contrário. Aliás, a falta dessas palmadinhas já é evidente, com a falta de respeito e de educação que cresce desde tenra idade nestas novas gerações. Mas o que interessa é aprender a lei do menor esforço. Eles crescem e a frase do paizinho subentende-se: “livre-se de obrigar o meu filho a estudar!”. Pelo que ouvi, alguns exames nacionais até são de escolha múltipla (não sei se totalmente ou não). Também aqui, Portugal é líder em seguir os maus exemplos, neste caso o dos EUA (essa nação em que 90% da população é mentecapta, a começar pelo Presidente, e 10% são inteligentes, mas não são americanos).
No “meu tempo”, os programas eram mais extensos, eram mais difíceis. E então? Nem todos eram alunos brilhantes, mas também nem todos eram medíocres. Penso que as capacidades intelectuais dos portugueses não podem ter declinado tanto numa década! A matemática só é um monstro para os impressionáveis. É preciso trabalho e estudo! Mas claro que é mais fácil diminuir a matéria. Porque não passar a matemática só para a faculdade? Ou será que aí continuam sem capacidade intelectual para perceber tanta coisa abstrata? Vamos ensinar contas de somar no 12º ano. Pode ser que assim Portugal se torne no país europeu com maior sucesso escolar.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Duh!
Agora que caminho a passos largos para os 30, espero, um dia mais tarde, não vir a cometer o mesmo erro que muitos "cotas" insistem em cometer. Há certas palavras usadas pelas gerações mais jovens que, para evitar que se caia no ridículo, deviam estar interditas a certas faixas etárias mais velhas. Excepto, claro, se os que as utilizam, saibam o significado das mesmas! E agora que o "bué" e afins até vêm no dicionário, já não há desculpa.
O caso mais recente, mais na moda e mais flagrante dos últimos tempos é o "duh". Todos os dias se ouvem uns quantos "duh"... uns bem utilizados outros nem por isso... Sim, para quem ainda não percebeu, o "duh" quer dizer qualquer coisa (duh!). Não é uma mera interjeição que se usa só para tentar mostrar que estamos dentro das últimas novidades linguísticas e que até não somos tão velhos como parecemos.
Umas vezes dá vontade de rir (pela patetice), mas torna-se irritante quando o erro é cometido sucessivamente pela mesma pessoa. É mesmo caso para dizer: "se não sabe, então é melhor estar caladinho". A todos os que pertencem a esse grupo, aqui deixo, com todo o respeito, um grande "DUH!"
sexta-feira, 16 de março de 2007
Recomeçar!...
quinta-feira, 15 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
Brasserie de l'Entrecôte
Este é o nome do restaurante que "serve os melhores bifes com batatas fritas de Lisboa", segundo um amigo meu. No sábado fui lá, e comprovei que é verdade. Já não comia uma carninha assim tão boa desde os tempos áureos em que ia jantar num dos clubes de golf de Vilamoura (sim, eu já frequentei esses sítios chiquérrimos, "tá a ver"?). O prato é único. Começa com uma entrada de salada de alface com nozes e depois vem o prato da "chicha". Pode-se pedir mal ou bem passado e é simplesmente divinal... a carne tenrinha cortada às tirinhas, um molho extraordinário... ok, já estou a salivar... Os empregados servem e repetem a dose mais tarde. As sobremesas também parecem boas (só provei o bolo de chocolate... já estava muito cheia... eheh).
Para quem gosta de carne de vaca, não pode deixar de ir. Eu pelo menos não vejo a hora de lá voltar (ainda mais depois da minha dieta de 1 ano e meio no Sta Maria - ver post "Dicas para emagrecer"). É um bocadinho caro (cerca de 20 euros por pessoa) mas vale a pena. Fica na Rua do Alecrim, nº 117, e está aberto até à meia noite. Convém reservar que aquilo é concorrido... (devia cobrar esta publicidade... talvez com umas refeições grátis... eheh).
segunda-feira, 5 de março de 2007
Até que enfim!
Na sexta feira passada foi noite de ir ao cinema com o grupinho de sempre. Mas desta vez, algo de extraordinário aconteceu! Conseguimos ver um bom filme! Apesar da esperança já estar a morrer, lá acertámos desta vez, apesar de ainda assim ter sido por exclusão de partes. Fomos ver "O labirinto do Fauno". Uma mistura de guerra civil espanhola com o mundo imaginário de uma criança, que, apesar do início do filme deixar adivinhar o final, não deixa de nos prender à cadeira. Com algumas cenas violentas pelo meio (as pessoas mais susceptíveis poderão ter de tapar os olhos... eheh) acaba por ser um filme comovente, com efeitos especiais muito bem conseguidos. Aconselho vivamente!
Se preferem teatro, querem dar umas boas gargalhadas e continuar na onda do "fantástico", dêem um saltinho ao Teatro Estúdio Mário Viegas e vejam ou revejam (como eu fiz no sábado, curiosamente, noite de eclipse, com muitos góticos à porta...) "As vampiras lésbicas de Sodoma" ou uma das outras peças (nomeadamente "As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos"... para mim, a melhor de sempre). Basta dizer que é da Companhia Teatral do Chiado, logo... ESPECTACULAR! Afinal, como diria a Rita Lello, "Teatro é arte... Televisão é um electrodoméstico!"
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Uma questão de saúde pública
Hoje disseram-me que criticar pelo menos 3 pessoas por dia, faz bem à saúde.
Acho que não é necessário qualquer estudo científico para provar isso. Aliás, arriscaria mesmo dizer que deverá ser mais benéfico que qualquer cházinho de limão com mel para as constipações, ou do que as rezas milagrosas para curar os pés dormentes. Além disso, é algo que está intrinsecamente enraizado no espírito português. É tão bom "criticar" (ou "falar mal" se traduzirmos na língua de Camões). Principalmente se for falar mal de alguém que, se calhar, até invejamos. Aí então é o êxtase. O auge de todas as sensações maravilhosas que podem atravessar as células do nosso corpo. Diria mesmo, uma sensação orgásmica. Mas atenção. Como qualquer herói, o "falar mal" também tem o seu kryptonite, ao qual é imperioso escapar. E esse é a "crítica construtiva". Uma crítica construtiva, não só dá muito trabalho, como pode fazer com que toda a boa disposição provocada pelo "falar mal" se torne insignificante. Está totalmente contraindicada.
Mais do que qualquer placebo, "criticar" é de borla e, pelos vistos, recomenda-se. Eu à partida lembro-me logo de umas quantas pessoas que podia "criticar" (uma delas vale por 1000), mas talvez fique para outro post, apesar de que, de certeza, o meu dia iria melhorar substancialmente num estalar de dedos.
E vocês? Já criticaram muito hoje?
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Dicas para emagrecer
Quase toda a gente alguma vez disse que precisava de perder um quilinho aqui ou ali. Pois bem. Eu tenho a fórmula da melhor dieta de sempre: almoçar e/ou jantar todos os dias no refeitório do Hospital de Sta Maria. Pela módica quantia de €3,60 (aumentou 10 cent este mês), temos direito a uma refeição digna de qualquer pessoa com anorexia nervosa. Das receitas, especialmente criadas e/ou melhoradas por eles, lembro-me assim de repente de algumas:
● “Bacalhau com natas”, mais conhecido por “batatas com natas”
● “Pasteis de bacalhau”, ou simplesmente “pasteis de batata”
● “Lasanha bolonhesa” sem tomate
● “Feijoada”, que tal como o nome indica o único ingrediente é o feijão
● “Salada de atum” sem atum
● E dia sim dia não, não pode faltar o belo do “empadão de carne de vaca” (que é vaca e toda a carne que sobra do dia anterior). Sim, porque o segredo é a reciclagem!
Mas não é tudo! Se me disserem que também podem encontrar estas verdadeiras iguarias em qualquer outro refeitório, tudo bem. Mas de certeza que não encontram a mesma quantidade de comida servida, e aí sim, está toda a beleza desta dieta. As bolinhas de arroz são pouco maiores que bolas de ping pong. Os salgados (pasteis de bacalhau, rissois, croquetes) e as almondegas, são estilo porta-chaves bébés (ou seja, cerca de metade do tamanho normal), e atenção que só podem ser servidos 3 por pessoa, não vá rebentar o estômago de alguém! Além disso, essas quantidades "dietéticas" fazem com que os pratos tenham uma apresentação digna de restaurante de luxo (só falta do raminho de salsa na beira do prato). E depois, as empregadas, sempre "simpaticíssimas" e "prestáveis", olham para vocês, e, se já forem magros, concluem que comem pouco, e ainda põem menos comida no prato.
Portanto meus amigos, se querem emagrecer, não esperem mais. Esta dieta é infalível (eficácia comprovada pessoalmente).








